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Mensagens das Semanas Anteriores

Pensamentos da Semana Junho 2013

Celebrar a festividade de São Pedro e São Paulo é recordar com grande alegria e fé a vida desses dois grandes pilares a quem Jesus confiou a Igreja. Eles não decepcionaram.  Na lembrança de Pedro fazemos memória ao nosso querido Papa Francisco. 

A primeira leitura deste domingo  nos ensina que quando a Igreja está unida em oração, Deus sempre liberta os seus filhos(as). Deus vem sempre ao encontro de quem invoca a sua presença (cf. At 12,1-11).  

Na segunda leitura o apóstolo Paulo escreve a Timóteo, seu colaborador, que tudo está caminhando para o fim de sua missão: "aproxima-se o momento de minha partida, combati o meu combate, completei a minha corrida, guardei a fé"(cf. 2Tim 4,6-7). 

Jesus confia a Pedro a sua missão: "Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la"(cf. Mt 16,18). 

Os apóstolos Pedro e Paulo nos ensinam que o caminho do discipulado de Jesus é feito na comunhão e na interação fazendo acontecer a complementariedade. Cada um constrói o Reino de um modo. 

A fé nos permite confessar como Pedro: "Tu és o Cristo, de Deus" (Lc 9,20b). O Messias que Pedro tem na cabeça é o poder, enquanto Jesus se apresenta como serviço. 

O Batismo, que nos reveste de Cristo, nos coloca em igualdade de condições, nem judeu, nem grego, nem escravo, nem livre, nem homem, nem mulher, mas todos em um só, Jesus Cristo, herdeiros da promessa (cf. Gl 3,28). 

O caminho do seguimento de Cristo passa pelo sofrimento: "Se alguém, me quer seguir, renuncia a si mesmo, tome sua cruz cada dia, e siga-me"(cf. Lc 9,23). 

As manifestações da semana, em centenas de cidades brasileiras, nos convidam a uma reflexão muito profunda para identificar as forças presentes aí em cada grito das multidões. 

A morte de Cristo, enquanto ato de amor absoluto, "é a ressurreição do homem", é a fonte de vida. (cf. Missal Dominical, Paulus, SP, p.1157). 

O amor que Deus tem pelos seus filhos e filhas está acima das nossas fraquezas.(Lit. Diária, junho 2013, p. 56). 

Davi confessa o seu pecado e encontra o perdão de Deus (2 Sam 12.7-10-13)."Feliz o homem  a quem o Senhor não olha mais como culpado"(Sl 31(32). 

Paulo reconhece que foi pregado na cruz com Cristo por isso que afirma com convicção: "Já não sou mais eu vivo más é Cristo que vive em mim"(cf. Gal 2,19-20). 

Palavras de amor e misericórdia, de Jesus: "Teus pecados estão perdoados", "Tua fé te salvou, vai e não peques mais" (cf. Lc 8,48.50). 

"O pecado é a recusa  da comunhão com Deus e desagregação do povo que Deus convocou e, portanto, verdadeira e radical alienação do homem"(RdC 93). O pecado é a morte do homem (cf. Missal Dominical , Paulus, p.1149). 

Jesus vem ao encontro da vida, livrando-nos dos momentos das aflições, das tribulações  e restaura a vida de quem está morto: "Jovem, eu te ordeno, levanta-te. O que estava morto sentou-se  e começou a falar" (Lc 7, 14-15). 

O apóstolo Paulo identifica a origem da pregação que faz: "O Evangelho pregado por mim não é conforme critérios humanos, não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas por revelação de Jesus Cristo" (Gl 1,12). 

As pessoas que são de Deus e nele confiam são multiplicadoras de suas obras: "Agora vejo que és  um homem de Deus, e que a palavra do Senhor é verdadeira em tua boca"(1Rs 17,24). 

Muitos tentam reduzir e pessoa de Jesus como um homem portador de dons, um líder extraordinário, como identificaram Elias, João Batista. Jesus é o precursor do reino futuro, aquele que traz a vida em plenitude e nos mostra o futuro do homem. "Um grande profeta apareceu entre nós e Deus veio visitar o seu povo" (Lc 7,16b). Valorizemos os profetas em nosso meio. 

O Deus que cremos não é o Deus da morte, mas Deus da vida (cf. Sb 1,13). Ao buscarmos Deus manifestamos nossa esperança no eterno e aprendemos  a dar a este nosso tempo o seu justo valor. 

Dirá o salmo 29: "vos exalto Senhor, pois me livrastes e preservastes minha vida da morte".

O homem ou a mulher sempre necessitam de Deus, pois ELE que nos dá o verdadeiro sentido da vida e torna-se nossa consolação nas horas de desconforto de nossa existência, ou seja, nas nossas decepções, oriundas de nossas fraquezas. 

Deus nunca abandona o ser humano, está sempre disposto a escutá-lo (cf. 1Rs 8,41-43).  

Quando permitimos Deus entrar na nossa vida somos sempre curados pela sua bondade, amor e misericórdia (cf. Lc 7,1-10).  

A expressão do oficial romano a Jesus: "Senhor  eu  não sou  eu digno de que entres em minha casa, mas dizei uma só palavra e meu servo ficará curado" nos revela uma descriminação ainda no tempo de Jesus, o privilégio do povo que havia recebido o Senhor em relação aos demais povos. Jesus nos mostra que o Evangelho é para todos (cf. Lc 7,1-7). 

Quando o homem torna-se humilde e reconhece a sua pequenez e indignidade ele mais facilmente reconhece a força de Deus. Esta é a nossa atitude de fé.  

Não é a lei que nos salva, mas Cristo é o único e definitivo mediador da salvação. (Gl 1,1-2.6-10).

 

Atenciosamente
Pe. Mário Pizetta
Pároco

 

Pensamentos da semana  Maio de 2013

A celebração da Santíssima Trindade é a festa da unidade e nos relembra a comunhão de pessoas e de vida entre o Pai-Filho e o Espírito Santo.

Jesus Cristo é o mediador de todas as realidades da nossa fé. Quando o reconhecemos e nele cremos, somos capazes de superar todas as tribulações, nos mantermos constantes e não sermos decepcionados em nossa esperança (cf. Rom 5,1-5).

Após lavar os pés dos discípulos, assim afirma Jesus: "Tenho muitas coisas ainda a dizer-vos, mas não sois capazes de compreender agora. Quando vier o Espírito da Verdade, ele vos conduzirá a plena verdade"(Jo 16,12). O Espírito da Verdade é o grande dom que Deus dá às pessoas para saberem interpretar os acontecimentos mais diversos da vida pessoal. As realidades divinas são apenas perceptíveis pela fé.

O apóstolo Paulo fala na carta aos Coríntios: "Há diversidade de dons, de ministérios, mas todos possuem o mesmo Espírito e origem no mesmo Senhor"(cf.1Cor 12,4-5). 

Os dons que recebemos gratuitamente de Deus são como os membros de nosso corpo, se completam para uma harmonia perfeita. (cf. 1Cor 12,7.12-13).

A comunidade no acolher e no perdoar é reveladora da presença do Espírito Santo. (cf. Jo 20,22b-23). 

A Ascensão de Jesus é o momento do seu retorno na casa do Pai: "Vós sereis minhas testemunhas de tudo isso. Eu enviarei sobre vós aquele que meu Pai prometeu" ( Lc 24,48)."Vocês serão batizados com o Espírito Santo"(At 1,5b) 

Assim como a criatura humana, em seu processo de assimilação da vida, passa por diversas experiências,  assim podemos entender como Jesus educou os seus discípulos no caminho da compreensão, de sua presença e mensagem: chamado, atividade pública, milagres, pregação, cruz, morte, ressurreição... Da mesma forma, nós que cremos, ao celebrarmos as festas litúrgicas revivemos o caminho de Jesus com os seus escolhidos e a comunidade. 

Com a festa da Ascensão nasce a grande missão da Igreja: levar a todas as criaturas o evangelho que Jesus nos deixou. Somos Igreja enquanto somos uma comunidade que anuncia o evangelho deixado por Jesus, ou seja, testemunhamos Jesus morto e ressuscitado. 

Na carta do apóstolo Paulo aos Efésios, que lemos hoje, encontramos esta prece: "Que Deus vos dê um espírito de sabedoria" (Ef 1,17), "Abra o vosso coração à sua luz, para que saibas qual a esperança que o seu chamamento vos dá e a riqueza de sua glória"(Ef 1,18). 

Nos diz o salmo deste domingo: "Por entre aclamações Deus se elevou, o Senhor subiu ao toque da trombeta"(Sl 46,6).

 

Quando nos deixamos guiar pela presença do Espírito Santo, encontramos saída para todos os problemas. (cf. At 15,1-2.22-29) 

Aquele que vive a Palavra de Jesus, será amado pelo Pai e dará testemunho do amor de Deus (cf. Jo 14,23) 

A paz que Jesus nos deixa é uma paz diferente daquela oferecida pelo mundo. "Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou, mas não a dou como o mundo" (cf. Jo 14,27) 

Nossas comunidades cristãs espalhadas pelo  mundo precisam muito de diálogo, comunhão e de paz, estas três realidades são pilares fundamentais num caminho de Igreja. 

A minha partida junto de vocês é necessária, não fiquem tristes, e nem se intimide o vosso coração, vou mas voltarei, assim falava Jesus aos seus discípulos. (cf. Jo 14,27ss) 


Atenciosamente

  Pe. Mário Pizetta/ssp

Pároco

 

Pensamentos da semana Abril de 2013

A fé no Ressuscitado cria o novo: "Eis que faço novas todas as coisas"(Ap 21,5a). Na nova morada não haverá lugar para o sofrimento, as lagrimas e o choro (cf. Ap 21,4). 

"Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros"(Jo 13,34). O discípulo de Jesus é reconhecido pela prática do amor: "Nisto todos reconhecerão que sois meus discípulos"(cf.Jo 21,35). 

Para a construção de uma verdadeira e autêntica comunidade, sinal do Reino, é necessário aprender a superar as dificuldades. "É preciso que passemos por muitos sofrimentos para entrar no Reino de Deus" (At 14,22b). 

No caminho da assimilação e do testemunho do evangelho é necessário sermos  perseverantes e firmes na fé, dessa forma Paulo e Barnabé exortavam seus colaboradores (cf. At 14,22s). 

A superação do mal, das injustiças, a organização da própria sociedade não vem de acordos políticos. O NOVO, que todos os dias buscamos e queremos, vem da consciência de que Deus fez um projeto para a humanidade. Importante é o esforço humano, mas não existirá o Novo se não houver a colaboração de Deus. 

A comunidade que vive a fé no Ressuscitado é  a nova terra e o novo céu. As comunidades cristãs deveriam ser as imagens do rosto de Deus. 

No quarto domingo  da Páscoa celebramos a festa de Jesus Bom Pastor. Nos diz Jesus: " Eu dou a  vida pelas minhas ovelhas, elas escutam a minha voz"(Jo  10,27-28). Jesus é a porta do grande rebanho celestial. 

A escuta da Palavra, vinda da pregação, é o grande instrumento que abre os nossos olhos para uma realidade mais profunda, a criação da comunidade cristã, ou seja, a escuta é a geradora da comunidade dos filhos e filhas de Deus.

Todas as pessoas escolhidas por Deus para anunciar seu nome às nações tornam-se luz da mundo: "eu te coloquei como luz para as nações, para que leves a salvação  até os confins da terra"(At 13, 47b). 

Segundo o livro do Apocalipse todos aqueles que estão diante do Cordeiro são aqueles que lavaram suas vestes e aprenderam a superar as tribulações da vida (cf. Ap 7,9.14-17). 

Para sermos verdadeiros pastores precisamos viver na intimidade de Jesus. Identificar Jesus como Pastor, é reconhecer que não estamos só mas pelo contrário, acompanhados pela presença confortadora e segura de Jesus. 

Os 144.000 assinalados no livro do Apocalipse é símbolo da totalidade, do novo Israel na fé, daqueles que crêem, "uma imensa multidão, que ninguém podia contar". São todos aqueles que encontrarão o consolo de suas lágrimas e verão seus sofrimentos sendo eliminados.(cf. Missal Dominical, p.444s, Paulus).       

Os apóstolos são firmes em seus testemunhos: "é preciso obedecer a Deus antes que os homens" (cf. At 5,29b). 

Cristo morto e Ressuscitado " é o Cordeiro imolado, digno de receber o poder, a riqueza, a sabedoria e a força, a honra, a gloria e o louvor" (Ap 5,12). 

Jesus quer ter certeza de Pedro, por isso pergunta três vezes: "Simão, filho de João, tu me amas? - Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo - Apascenta as minhas ovelhas "(cf. 21,1-19). Jesus cobra de Pedro uma fidelidade radical.

Deus confia os grandes desafios somente àqueles que são é capazes de amar gratuitamente. 

Quanto mais a mente humana está voltada para as coisas do alto, com mais sabedoria discerne e administra o que conquista na terra. 

Na imagem da pesca e da refeição estão as grandes formas de viver o cristianismo: anunciar o evangelho e viver na comunhão.  

1. O caminho do reconhecimento de Jesus Ressuscitado pelas mulheres e os discípulos  

a. "Tiraram o corpo de Jesus do túmulo e não sabemos onde o colocaram" (cf. Jo 20,1-9). 

b. "Alegrai-vos". "Não tenhais medo. Ide anunciar aos irmãos que se dirijam para a Galileia. Lá eles me verão" (cf. Mt 28,8-15).

c. "Mulher, por que choras?". "Não me segures. Mas vai dizer aos meus irmãos: subo para junto do meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus" (cf. Jo 20,11-18).

d. "Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando. Os olhos se abriram e eles reconheceram Jesus. Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simeão" (cf. Lc 24,13-35).

e. "A paz esteja convosco. porque estais preocupados e porque tendes dúvida no coração? Vede minhas mãos e meus pés: sou eu mesmo. Tocai em mim e vede...(cf. Lc 24,35-48).

f. "Trazei alguns peixes que apanhastes". "Vinde comer"...(cf. Jo 21,1-4).

g. "Ide pelo mundo inteiro e anunciai o evangelho a toda a criatura"(cf. Mc 16,9-15).  

h. "Tomé nós vimos o Senhor. Se eu não vir a marca dos pregos  em suas mãos...eu não acreditarei. Tomé; põe aqui o teu dedo e olha as minhas mãos...Meu Senhor e meu  Deus. Não sejas incrédulo, mas fiel...(cf. Jo 20,19-31). 

2. No segundo Domingo da Páscoa Jesus nos apresenta o rosto de um Deus Pai de misericórdia, amor, fraternidade e felicidade a todos os seus filhos e filhas. 

3. Jesus Vivo e Ressuscitado é o centro da vida na comunidade. 

4. Quando a pessoa reconhece o Ressuscitado, ela encontra forças para vencer tudo o que sufoca a vida. 

5. A comunidade cristã é chamada a dar continuidade à missão salvadora e libertadora de Jesus.  

Atenciosamente

Pe. Mário Pizetta/ssp

Pároco

 

Pensamentos da semana Março de 2013

1. Palavras fortes  do Tríduo Pascal 

a. " Este dia será para vós uma festa memorável em honra do Senhor, que haveis de celebrar por todas as gerações como instituição perpétua" (Ex 12,14).  

b. " Tomai e comei... Este é o cálice da aliança... Fazei isto em minha memória"(cf. 1 Cor 11,23-26). Aprendam a lavar os pés uns dos outros....  

c. " Que mal fez ele?... Crucifica-o!....Tudo está consumado. Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito....(cf. Jo 18,1-19,42). 

d. " Cristo Ontem e Hoje - Princípio e Fim - A Ele o Tempo e a Eternidade...".(Sábado Santo- Bênção do Fogo). Cristo é a nossa LUZ.    


"Enviai o espírito de adoção para criar um novo povo, nascido para vós nas águas do batismo. (cf. Oração Bênção da Água no Sábado Santo) Pelo Batismo fazemos parte da grande mesa do Senhor. 

"Ele andou por toda parte, fazendo o bem e curando todos os que estavam dominados pelo demônio... Nós somos testemunhos de tudo o que Jesus fez.. (At 10,34.37-43). 

Ressuscitar é fazer um esforço para alcançar as coisas do alto, onde Cristo está sentado  a direita de Deus... (cf. Col 3,1-4). 

"Tiraram o Senhor do túmulo e não sabemos onde o colocaram. Então entrou também o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu e acreditou.(Cf. Jo 20,1-9). 

SEMANA SANTA: Momento especial de nossa caminhada litúrgica onde revivemos a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus.

DOMINGO DE RAMOS: Celebramos a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. O povo estende seus mantos e com ramos nas mãos aclamam Jesus.

QUINTA-FEIRA SANTA: Lembramos o dia em que Jesus institui o Sacerdócio e a Eucaristia que celebramos todos os dias. Nesse dia, Jesus lava os pés dos discípulos, como expressão de serviço de sua autoridade. Recordemos o que nosso papa FRANCISCO nos disse: "A verdadeira autoridade é o serviço". Jesus nos convida em nossa vida cristã a lavarmos os pés uns dos outros. Lembremo-nos que o gesto de lavar os pés era a maior expressão de acolhida no tempo de Jesus quando alguém era recebido em casa. Dirá Jesus aos discípulos e a nós: "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei".

SEXTA-FEIRA SANTA: Lembramos a morte de Jesus, como expressão máxima de amor. Um dia especial de silêncio, oração e meditação. Dia especial de reconciliação.

SÁBADO SANTO OU VIGÍLIA PASCAL:  A noite da luz. Tempo de expectativa, tempo de alegrar-se. Neste dia a Igreja canta e medita as maravilhas que o Senhor fez aos longos dos séculos junto do seu povo. Nesse acolhemos as pessoas na comunidade pelo santo Batismo e renovamos a nossa fé em Cristo Vivo. A missa é o grande banquete do Ressuscitado.

DOMINGO DA RESSURREIÇÃO: Domingo da alegria, da exaltação da vida sobre a morte. A vida vence a morte. Nossa verdadeira esperança é realizada, um novo céu e uma nova terra são criados. Aparece o homem novo. O mundo dos lutos, das lágrimas, dos túmulos ficam para traz. Cristo ressuscitado traz a vida. 

FELIZ PÁSCOA MEU IRMÃO E MINHA IRMÃ

O profeta anima o povo de Israel na sua retomada após o exílio da Babilônia: "Eis que eu farei coisas novas, abrirei uma estrada no deserto e farei correr rios na terra seca para dar de beber a meu povo, a meu escolhido"(cf. Is 43,19-20).

O encontro de Paulo com Cristo o leva a tomar uma firme decisão: "Considero tudo um lixo, para estar unido a Cristo"(cf. Fl 3,8b).

Na vida precisamos aprender a deixar o passado para trás para alcançar o novo: "Esquecendo-me o que fica traz, eu me lanço para o que está na frente. Corro direto para a meta, rumo ao prêmio, que do alto, Deus me chama a receber em Cristo Jesus" (cf. Fl 3,13b.14).

Ressoam forte neste domingo as palavras dos evangelistas: "Quero a misericórdia  e não sacrifício" (cf. Mt 12,7) e "Não vim chamar os justos mas os pecadores" (cf. Lc 5,32).  

Jesus, neste 5º domingo da Quaresma, nos alerta que jogar pedras sobre os que erram é muito fácil, o difícil é: "Eu também não te condeno. Podes ir, e de agora em diante não peques mais"(cf. Jo 8,11b).

Nos alerta o Papa Francisco: "Temos que andar sempre na presença do Senhor, na luz do Senhor, sempre tentando viver de forma irrepreensível" (Papa Francisco em sua homilia aos Cardeais, 14/03/2013, publicado no site da G1, da Globo).

As pessoas que encontram Cristo na sua vida tornam-se novas criaturas. O mundo velho desaparece. Tudo se torna novo (Cf. 2 Cor 5,17).

A parábola do filho pródigo tem dois momentos fundamentais: a partida e a volta. A partida é a liberdade que recebemos na vida, enquanto que a volta é a tomada de consciência  da fragilidade do ser humano, de uma liberdade mal compreendida (Cf. Lc 15,1-3.11-32).

" Pai, pequei contra Deus e contra ti, já não mereço ser chamado seu filho"(Lc 15,18b).

Viver é um processo de escolhas, seremos felizes se fizermos boas opções, caso contrário, iremos para caminhos perigosos. 

A conversão é o ato de abandonar os comportamentos que nos levam a perdição e buscarmos os caminhos do Senhor. Feliz o homem que anda nos caminhos do Senhor.

Perdoar é acolher incondicionalmente. Jesus veio a este mundo não para condenar, e sim para salvá-lo. (Cf. Jo 12,47)

Atenciosamente

Pe. Mário Pizetta/ssp

Pároco

 

Pensamentos da Semana - Fevereiro 2013

"Não estou abandonando a cruz, mas permaneço de maneira nova perto do Senhor crucificado" (Bento XVI em 27/02/2013). 

A conversão é um processo de encontro com Deus, mudança pessoal e uma abertura para o outro. (Pe. Mário Pizetta). "Se não vos converterdes, perecereis  todos do mesmo modo"(Lc 13,5). 

Deus está sempre ao lado da criatura humana, principalmente, dos mais pequenos: 

"Eu vi a aflição do meu povo que está  no Egito e ouvi o seu clamor por causa da dureza      dos seus opressores e resolvi libertá-los" (cf. Ex 3,7.8).

"Nesses quase oito anos, sempre senti que na barca está o Senhor, e sempre soube que a barca da Igreja não é minha, não é nossa, mas do Senhor" (Bento XVI em 27/02/2013).

"Serei simplesmente um peregrino que está começando  a fase final  de seu caminho nesta terra" (Bento XVI, em 28/02/2013).

Quando o homem deixa de beber da rocha que é Cristo, desvia-se do caminho da vida e desagrada ao Senhor. Necessário estar sempre atentos (cf. 1Cor 10,1-6.10.12).

A festa da Transfiguração  é um sinal antecipado de tudo o que os discípulos irão contemplar a partir da morte e ressurreição de Jesus.

A alegria dos discípulos no monte é tão grande que chegam a sugerir  a Jesus a construção três tendas e ali permanecer para escutar o Senhor e viver esta maravilhosa experiência (cf. Lc 9, 32.35).

Os discípulos  não conseguem compreender o episódio da Transfiguração, somente farão isto no momento da descida do Espírito. A partir deste momento tornar-se-ão testemunhas da cruz e da ressurreição. 

Deus faz com Abrão uma Aliança. Toda a Aliança feita pelo Senhor acontece uma saída e uma entrada. A promessa constitui uma esperança: a terra prometida. Romper esta aliança significaria sentir o abandono de Deus. A Igreja hoje, através da comunidade, cada vez que escuta a palavra e celebra a Eucaristia torna-se testemunha  da Nova Aliança.

Na carta aos Filipenses deste segundo domingo da quaresma Paulo exorta para a fidelidade a Cristo e se oferece como modelo de fidelidade "sede meus imitadores"(cf. Fl 3,17-4,1).

Na escuta da Palavra, o discípulo e missionário de Jesus encontra o caminho da realização da Páscoa "Este é o meu Filho, o escolhido. Escutai o que ele diz" (cf. Lc 9, 35b). 

O papa Bento XVI assim escreve sobre as tentações: "Refletir sobre as tentações sofridas por Jesus no deserto é um convite para cada um de nós responde a uma pergunta fundamental: o que é realmente importante na minha vida". Vejamos as tentações: Na primeira o diabo propõe a Jesus transformar uma pedra em pão para acabar com a fome. Na segunda tentação, o diabo propõe a Jesus o caminho do poder. Na terceira tentação, o diabo propõe a Jesus atirar-se do ponto mais alto do Templo de Jerusalém e fazer-se salvar por Deus mediante seus anjos. (cf. homilia do Papa Bento XVI no 1º domingo da quaresma).

Assim falou Moises ao Povo durante a apresentação da lei do Senhor: "Vê que eu hoje te proponho a vida e a felicidade, a morte e a desgraça..Escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e teus descendentes"(cf. Dt 30,15.19).

Quaresma é:

a. Tempo de rasgar o coração e voltar-se para o Senhor (cf. Joel 2,13).

b. Tempo de reconciliar-se com Deus (cf.2 Cor 5,20b).

c. Tempo de oração, jejum e prática da caridade ( cf. Mt 6,16.18).

O apóstolo Paulo afirma aos Romanos: "A palavra está perto de ti, em tua boa e em teu coração, é uma palavra de fé, se creres nela e confessares não serás confundido ( cf. Rm 10,8.11b).

Converter-se para Bento XVI é seguir Jesus de modo que o seu Evangelho seja guia concreto da vida; deixar que Deus nos transforme, parar de pensar que somos os únicos construtores da nossa existência, reconhecer que somos criaturas, que dependemos de Deus, do seu amor.(cf.reflexão de Bento XVI na missa do 1º domingo da Quaresma).

Atenciosamente

Pe. Mário Pizetta

Pároco

 

 
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