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Mensagens das Semanas Anteriores

Mensagens da semana Janeiro 2014

O POVO VIU UMA GRANDE LUZ

O terceiro domingo do tempo comum Ano A coloca em  evidência a palavra luz: "O povo que andava na escuridão viu uma grande luz"(Is 9,1).

Todos nós sabemos o quanto difícil é viver sem a luz. Vejamos o que acontece quando de repente estamos à noite em casa e acaba a luz: ficamos incomodados. Temos dificuldade para nos locomover, as ruas viram um caos. Um verdadeiro transtorno.

Pois bem, se na realidade de nosso dia-a-dia sentimos todas estas consequências quando não temos luz, no caminho da nossa vida espiritual vemos que Jesus é esta luz, sobretudo quando diz: "Convertei-vos e crede no evangelho, o Reino de Deus está próximo"(Mt 4,17b).

Converter-se é um ato de buscar luz para iluminar nossos caminhos.

A liturgia deste domingo nos sugere que ao acolhermos a pregação de Jesus estamos abrindo as portas à conversão. Cada vez que escutamos a sua palavra e nos esforçamos para vivê-la proclamamos que o Reino está presente. Jesus é luz porque nos liberta das nossas escravidões. Todo ato de libertação  corresponde a superação da escuridão. 

O apóstolo Paulo na segunda leitura da missa deste domingo apresenta um caminho para nunca deixar a luz cair: " Vivam de acordo uns com os outros e não admitais divisões entre vós , pelo contrário, sede bem unidos no pensar e no falar "(1Cor 1,11).

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco

 

ESCOLHIDOS - CHAMADOS  E ENVIADOS 

O segundo domingo do tempo comum, ano A, mais uma vez nos enriquece refletindo o tema da VOCAÇÃO à luz das leituras.

A primeira leitura vem do profeta Isaias onde nos é afirmado: "Eis o meu servo, em que serei glorificado"(Is 49,3). Apresenta a grande tarefa deste servo: "Eu te farei luz das nações"(Is 49,6b). Cada ser humano que caminha sob a luz de Cristo encontra um caminho seguro. Cada batizado torna-se uma luz para o mundo.

A segunda leitura vem da primeira carta aos Corintios onde Paulo afirma que todos somos chamados para a santidade(cf. 1Cor 1,1-3).

No evangelho, João nos apresenta Jesus: "Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo"(Jo 1,29b).

Jesus é o Servo, é  a Luz do mundo, é o Cordeiro que se coloca a serviço da humanidade. Jesus mostra o seu grande amor de vocacionado do Pai assumindo a atitude de Servo para salvar o homem, e como Cordeiro se oferece a Deus tirando pecado do mundo, tornando-se luz do mundo".

No evangelho deste domingo, João ainda dá testemunho que Jesus não é uma simples criatura: "Eu vi o Espírito descer, como uma bomba, do céu e permanecer sobre ele" (Jo 1,32).

Aquele que se deixa conduzir pela luz de Cristo torna o seu caminho seguro e vive inteiramente a sua vocação.

A luz elimina as trevas.

Pe. Mário Pizetta,ssp

Pároco


EIS O MEU SERVO, ESTE É O MEU FILHO AMADO: BATISMO DE JESUS

 

Neste domingo celebramos o Batismo de Jesus, com esta festividade concluímos o tempo do Natal.

Nas palavras de Isaias: "eis o meu servo, o meu eleito, nele se compraz a minha alma"(cf. Is 42,1s), e nas palavras que vinham do alto, segundo o evangelho deste domingo: "Este é o meu Filho amado, no qual eu pus o meu agrado"(cf. Mc 3,17) identificam para nós o significado do Batismo.

Assim como acontece no universo profissional quando alguém se forma ingressa no mundo do trabalho,

Jesus ao ser batizado por João Batista apresenta-se publicamente para a humanidade e inicia sua missão. O modo simples, como outro ser humano de seu tempo, Jesus chega para João Batista para ser batizado.

O Batismo de Jesus nos lembra o nosso batismo, quando batizados somos convidados a nos engajar na comunidade cristã e dela fazer parte, prosseguindo a missão do mestre.

O papa Francisco no dia 27 de setembro de 2013, celebrando na Casa Santa Marta: " Há uma grande responsabilidade para nós, os batizados: anuncia Cristo, levar  adiante a Igreja, esta maturidade fecunda da Igreja. Ser cristão não fazer um curso para ser advogado, medico cristão, não. Ser cristão  é um presente que nos faz avançar  com a força do Espírito no anúncio de Jesus Cristo".

Meu irmão, minha irmã  vamos nos esforçar para viver o compromisso do Batismo.

Pe. Mário Pizetta, ssp

Pároco

 

Mensagens da semana Dezembro 2013

EIS QUE ENVIO O MEU MENSAGEIRO....."(Mt 11,10)

Estas palavras ressoam em nossos ouvidos neste terceiro domingo do Advento. Elas se referem à João Batista, aquele a quem o Senhor designou para preparar a vinda de Jesus. João, não queria morrer sem antes ter a certeza de que este Jesus que ele tinha ouvido falar era o Messias, por isso que envia os seus discípulos até o Mestre: "És tu aquele que a de vir ou devemos esperar um outro?". Ao que Jesus responde:" Ide contar a João o que estais vendo: os cegos recuperam a vista, os paralíticos andam, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e os pobres são evangelizados" (Mt 11,3-5).

Esperar Jesus com alegria, abandonando o desânimo, através da criação de um novo ânimo. Acreditar que os olhos dos cegos verão e os coxos andarão, as mãos e joelhos debilitados e enfraquecidos  serão firmados (cf. Is 35,1-6-10).

Tiago, em sua carta, alerta para que todos permaneçam firmes e pede que observem o comportamento do agricultor, que pacientemente acompanha o crescimento do que semeou (cf. Tg 5,7-10).

Estamos vivendo momentos fortes de esperança. Jesus é uma novidade para o mundo, mas não é um produto a ser vendido. Conheceremos o que ele traz se acolhermos o que Ele diz. Jesus acolhe a todos e cura de suas doenças. Existe um clima de expectativa muito grande. Somente as pessoas importantes são recebidas com preparativos. Jesus está entre estas pessoas significativas, aliás, é o mais importante de todos. Abra a porta de tua casa e receberás não apenas alegria, mas muita paz.

 

Pe. Mário Pizetta,ssp
Pároco

 

ELA FOI ESCOLHIDA ENTRE TODAS AS MULHERES

Neste domingo celebramos a festa da Imaculada Conceição, ou seja, Maria, mãe de Jesus, recebe o reconhecimento de que ela foi concebida sem o pecado. A Igreja, assim procede desde  8 de dezembro de 1854. Na aparição em Lourdes, em 1958, Maria declara a vidente Bernardete: “Eu sou a Imaculada Conceição". O evangelho deste domingo destaca a figura de Maria: "Alegra-te cheia de graça, o Senhor  está contigo", mesmo diante de sua perturbação ela escuta: "Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. Eis que darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, ele será o Filho do Altíssimo, receberá o trono de Davi, ele reinará para sempre e seu reino não terá fim".

Na mente de Maria surgiam muitas dúvidas: "como isto vai acontecer?", o anjo também lhe responde: "O Espírito virá sobre ti e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra". Maria estava diante de um acontecimento grandioso para a obra redentora de Deus, algo extraordinário, mas ela não exitou em responder: "Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a sua palavra"(cf. Lc 1,26-38). O sim de Maria é o caminho da presença visível de Deus na história humana. É o sim do compromisso, de uma adesão para ajudar a humanidade buscar Deus. Todos os que acreditam em Jesus e querem vivê-lo, dizem também o seu sim.  Cada cristão que vive a sua fé, a exemplo de Maria, que diz o seu sim a Deus. Juntos com Maria, nos esforcemos para construir uma paróquia que lute para gerar um novo mundo.

 

Pe. Mário Pizetta,ssp
Pároco

 

Mensagens da Semana Novembro 2013

SENHOR, AUMENTAI A NOSSA FÉ!

Neste domingo, 24 de novembro, festa de Cristo Rei, encerraremos o ANO DA FÉ, proposto pelo Papa Bento XVI em 11 de outubro de 2012. Para cultivar e aprofundar este pedido da Igreja, tivemos dois subsídios: a encíclica A Porta da Fé, do próprio Bento XVI, e a carta pastoral Senhor, aumentai a nossa fé, do cardeal Don Odilo. O ano da fé foi uma ocasião muito especial, um tempo favorável para buscar rever os principais pilares da nossa vida cristã, compreendermos que sem esta dimensão, nossa vivência cristã tornar-se-ia muito superficial. Na carta Senhor aumentai a nossa fé, Don Odilo mostra como Jesus toca muitas vezes nesta realidade que dá fundamento ao nosso viver.Vejamos: Diante da pessoa doente, Ele diz: "Filha, a tua fé te salvou"(Lc 8,48); na condução da vida: "Perseveravam na doutrina dos Apóstolos"(cf. At 2,42); questionando os discípulos: "Ainda haverá fé sobre a terra?"(Lc 18,8); Dom Odilo cita, ainda, a experiência vivida por Paulo: "Eu sei em quem acreditei"(2Tm 1,12); escrevendo para Timóteo: "Fica firme naquilo que aprendestes! E sabes de quem o aprendeste "(cf. 2Tm3,14); e, ainda: "acabei a minha carreira, guardei a fé"(2Tm 4,7). 

A fé é um dom de Deus. Façamos tudo para podermos ser agraciados com este dom. Para sermos merecedores desta graça, precisamos viver todos os dias na intimidade com Deus. Deus mora onde está a semente da vida, portanto, se quisermos crescer na fé estejamos sempre onde está a vida.Renovemos todos os dias a nossa profissão de fé, e juntos peçamos: SENHOR, AUMENTAI A NOSSA FÉ (Lc 17,5).

Pe. Mário Pizetta,ssp
Pároco

"NÃO FICARÁ PEDRA SOBRE PEDRA" (Lc 21,6b)

Três afirmações do 33º Domingo do Tempo Comum ano C podem nos assustar:  

a. "Os soberbos e ímpios serão como palha" (Ml 3,19)   

b. "Quem não quer trabalhar, também não deve comer" (2Ts 3,7-12)   

c. "Não ficará pedra sobre pedra", "Quando ouvirdes falar de guerras, e revoluções, não fiqueis apavorados" (Lc 21,6.9)

Um olhar, sem muita análise, sobre o mundo indicaria que os sinais já são evidentes para o fim. No entanto Jesus nos diz que todas estas coisas devem acontecer e ainda não será o fim e esta se torna uma ocasião para testemunhar a fé e alimento de nossa esperança (cf. Lc 21,11ss). Vivemos um tempo de grandes mudanças, seja na natureza bem como nas culturas, alguns falam em "nova época".  Um novo ciclo na história. A época da cultura digital, do culto ao personalismo, a perda do sentido das grandes referências históricas. O tempo do imediato. Tempo das informações rápidas, o tempo do supérfluo, do relativo, das ousadias, das máscaras, das liberdades.  O mundo das antiguidades.

A perspectiva das leituras oferece este quadro, porque estamos concluindo o Ano Litúrgico e em breve estaremos celebrando o Período do Advento que nos conduzirá ao Natal, que é o nascimento. A vida que renasce e se multiplica. Deus não quer a nossa destruição, pelo contrário, Ele vem iluminar os caminhos dos homens para que saiam das trevas.

Pe. Mário Pizetta,ssp
Pároco


A VIDA DEPOIS DA MORTE 

O 32º domingo do tempo comum (Ano C) nos coloca diante de uma  questão intrigante: O que acontecerá depois da morte?

Na 1ª  leitura, do livro de Macabeus, temos o testemunho do jovem que afirma diante da ameaça da morte: "Prefiro ser morto pelos homens, tendo em vista a esperança dada por Deus, que um dia nos ressuscitará" (cf. 2Mc 7,14b).

Jesus, no evangelho,  é questionado pelos saduceus sobre a ressurreição quando lhe apresentam uma citação do livro do Deuteronômio, segundo o qual, uma vez o marido morto, o irmão do morto se case com a esposa para deixar descendentes... (cf. Dt 25,5-6; Lc 20,28ss"). Jesus responde que a vida depois da morte não é igual a esta. Lá, seremos iguais a anjos, filhos de Deus (cf. Lc 20, 36).

Aprendemos, portanto, que "a ressurreição não é uma repetição da vida aqui, mas uma realidade nova, divina, livre das limitações da vida terrena  (cf. Johan Koning, Liturgia Dominical, Vozes). Ressurreição é a plenitude da vida, ou seja, tudo o que existe  de bom em nós, ou seja, afetos, capacidades, consciência, inteligência... elevado à estatura de Cristo, à estatura do "homem perfeito" (Ef 4,13).

A morte nos introduzirá no que João escreve no Apocalipse: "Eu vi a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu"; "esta é a morada de Deus entre os homens"; "Eis que faço novas todas as coisas"(cf.Ap 2ss).

Conquistará esta nova morada aquele que nesta vida tiver amado a Deus e seus irmãos. Nesta morada, que não é física, entenderemos  o que significa vida em abundância...

Pe. Mário Pizetta,ssp
Pároco


 

HOJE A SALVAÇÃO ENTROU NA TUA CASA (Lc 19,9a)
 
A mensagem da semana pode ser retirada do encontro de Jesus com o publicano, narrado no evangelho do 31º domingo do Tempo Comum (cf. Lc 19,1-10).
Jesus entra na cidade de Jericó. Ali vive um cobrador de impostos, Zaqueu, que não tinha boa fama. Enquanto caminha, Jesus vê este homem em cima de uma árvore e sem conhecê-lo avisa que Ele irá a sua casa. Este homem desce depressa e corre para receber Jesus com alegria.
Ao ver isso, a multidão faz mau juízo: "Ele foi hospedar-se na casa de um pecador." Zaqueu confessa seu pecado e assume o compromisso de entregar a metade de sua riqueza e devolver quatro vezes mais a quem defraudou.
A lição que aprendemos: o encontro verdadeiro com Jesus proporciona conversão, mudança de vida. Muitas vezes podemos estar com Jesus, escutando sua Palavra, mas ela não entrar em nós. Escutar a Palavra de Jesus é deixar-se transformar, permitir o abandono de algumas atitudes, buscar o caminho da justiça.
A salvação entra em nossa casa quando o encontro com a mensagem de Jesus gera compaixão, piedade, benevolência e amor.
Deus continua hoje querendo visitar a casa de todos, mas nem todos estão dispostos a recebê-lo.
 
Mensagens da Semana - Outubro 2013

 

             

UM FINAL FELIZ 

   

 

As leituras do 30º domingo  do Tempo Comum, ano C, nos apresentam os caminhos para concluirmos nossa vida feliz: a oração verdadeira e combater o bom combate.  A oração verdadeira vem do cobrador de impostos apresentada no evangelho Lc 18,13: "O cobrador ficou a distância, e nem se atrevia a levantar os olhos para o céu, mas batia no peito, dizendo: Meu Deus, tem piedade de mim que sou pecador". Oração não é um ato de desprezo de si mesmo, mas um ato de humildade, de reconhecimento de suas fraquezas e muita confiança em Deus. À oração não é um ato isolado, mas uma atitude permanente de vida. O outro modo de encontrar os caminhos da felicidade é aquele que Paulo escreve ao seu colaborador Timóteo, também na liturgia deste domingo: "Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé " (cf. 2Tm 4,7). Condições fundamentais para atingir a meta de ter um final feliz: Tornar a vida uma luta permanente, assumir um caminho de perseverança, ter um caminho de perseverança, uma vez iniciado o percurso, é preciso levá-lo até o fim, mantendo-se sempre firme na fé. Por meio dela nos sentimos fortes  e capazes nesta busca constante de felicidade.  O apóstolo Paulo, ao concluir sua vida, afirma que aguarda a coroa da justiça não apenas a ele más a todos que esperam com amor a sua manisfestação gloriosa (cf. 2Tm 4,8). O caminho da oração e um combate permanente em nossa vida nos habilitam a sermos candidatos de um final feliz

  

 

   

            

 

Pe. Mário Pizetta,ssp
Pároco

A FORÇA TRASNFORMADORA DA ORAÇÃO E DA PALAVRA

 

 

A liturgia da Palavra deste domingo relata dois temas muito fortes: A Oração e a Palavra. A oração é uma força que tem poder de  transformação. Quando rezamos, entramos em comunhão com Deus e com a própria vida. Nenhum encontro com  Deus é vazio. Deus tem sempre algo a nos dizer. Quando estamos em oração, melhor nos compreendemos. Quem deixa Deus falar se deixa surpreender pelo Senhor. A oração, quando bem feita, tira as máscaras. 

A oração não é uma fuga do mundo, antes, é um instrumento de compreensão do mundo. Aquele que reza melhor compreende a realidade. É o exercício da oração que nos faz compreender os segredos do viver. A pessoa que reza encontra resposta para seus questionamentos. Enquanto rezamos, pensamos, refletimos e temos melhores condições para o discernimento. A oração nos faz sábios. Diremos, é o caminho da sabedoria! 

Para  ajudar  na  minha oração, encontro a Palavra de Deus:  "É útil para ensinar, para argumentar, para corrigir e para  educar na justiça"  (2Tm 3,16). Ela  penetra nos sentimentos, vai ao íntimo dos corações (Hb 4,12). Provoca em nós uma confrontação. Quando rezamos com a Palavra, entramos em comunhão com Deus e melhor acolhemos a sua vontade.  A  oração  aplaca as nossas revoltas, conduz ao caminho do perdão. A Palavra é como a luz no caminho daquele que crê.

Jesus nos alerta: "Orar sempre e sem desanimar"(Lc 18,1).

 

Pe. Mário Pizetta,ssp
Pároco


"SENHOR, AUMENTA A NOSSA FÉ"


O evangelho deste  domingo, o 27º do tempo comum, começa com uma súplica dos discípulos: "Senhor, aumenta  a nossa fé" (Lc 17,5). A fé é a nossa adesão ao seguimento de Jesus. Ela nos permite a fidelidade no seu caminho. Sem fé, o discípulo não consegue caminhar, sente grande dificuldade de realizar tudo o que Jesus propõe. Jesus afirma que aquele que possui fé é capaz de produzir grandes obras: "Se tivésseis fé, poderíeis dizer a esta amoreira: arranca-te daqui e lança-te ao mar, e ela vos obedeceria"(cf. Lc 17,6).   

A fé sempre foi  a força daqueles a quem  Deus confiou grandes tarefas. Vejamos os patriarcas Abrão e Moisés, os profetas Jeremias e Amós, os apóstolos Pedro e Paulo, os santos Francisco, Agostinho, Inácio, Madre Tereza, Mônica, Teresinha. Na história da Igreja não nos faltam exemplos de fé.  

A fé nos permite ainda  ler  e compreender os acontecimentos ao nosso redor com mais profundidade. Ela nos liberta dos ídolos produzidos pelo mundo consumista. Impede-nos de cairmos na tentação do isolamento, do individualismo, do relativismo.  

A fé não consiste em uma adesão intelectual a verdades abstratas, mas em uma adesão incondicional a uma pessoa, a Deus, que nos propõe seu amor em Cristo morto e ressuscitado. A fé é obediência a Deus, comunhão com ele, uma constante vitória sobre as tentações domundo em mudança.(cf. Missal Dominical, Paulus, p. 1258).  

Minha irmã, meu irmão, estejamos atentos às palavras do apóstolo Paulo a Timóteo em 2Tm 1,6: REAVIVA A CHAMA DO DOM DE DEUS DENTRO DE VOCÊ.


Pe. Mário Pizetta,ssp
Pároco


  

 

Última atualização em Sáb, 26 de Outubro de 2013 10:26
 

Mensagens da semana - setembro 2013

 

 Neste mês de setembro, que estamos terminando, tivemos a oportunidade de aprofundar o Evangelho de Lucas. O evangelista faz esta narrativa como um testemunho vivo de como a comunidade dos discípulos e seguidores de Jesus assimilaram a experiência Jesus de Nazaré, sua Morte e Ressurreição. Neste evangelho vemos como o evangelista convida a todos  a seguir Jesus. Todo o evangelho é o caminho de Jesus para Jerusalém. Neste, Jesus vai explicando aos discípulos as razões de sua vinda ao mundo e quais são os seus compromissos. Inicia fazendo um relato de como Jesus se apresentou  ao mundo. Apresenta Maria, Isabel, muitas outras mulheres que seguiam Jesus. É o evangelista que dá um destaque especial às mulheres. Jesus resgata a presença da mulher na evangelização, chama discípulos para estarem próximos de sí e os envia em missão, apresenta as parábolas da misericórdia, do perdão e da moeda perdida, que se  constitui o centro de seu anúncio. Jesus veio salvar quem estava perdido. Depois dos milagres, Jesus vai a Jerusalém e enfrenta o momento decisivo: o caminho da Cruz. Cruz e Ressurreição se complementam. Os discípulos sentem-se desiludidos diante da morte de Jesus, no entanto, Jesus aparece e afirma estar vivo. O encontro de Emaús, no capítulo 24, de Lucas, é  a grande reviravolta. A morte foi como um grande susto. Jesus está vivo, presente. A morte não foi uma perda, pelo contrário, trouxe a vida.

 O apóstolo Paulo em Col 3,16 nos diz: "Que a palavra de Cristo permeneça em vocês com toda a riqueza, de modo que possam instruir-se e aconselhar-se mutuamente com toda a sabedoria".   

Pe. Mário Pizetta,ssp
Pároco

 

REZAR POR AQUELES QUE NOS GOVERNAM

Rezar pelas autoridades é um costume da Igreja. Compreendemos por autoridade todo o exercício de orientar pessoas. O apóstolo Paulo, escrevendo ao seu discípulo Timóteo e à comunidade em que ele atuava, exortava: sejam feitas orações de súplica, ação de graças, preces por aqueles que nos governam e ocupam altos cargos, para que vivamos em Paz (cf. 1Tm 2,1-2). Gestos de sabedoria de quem nos governa convidam o povo a viver em Paz.

Essa exortação do apóstolo mostra a importância da nossa oração para aqueles que dirigem a sociedade, pois sabemos que, quanto mais equilibrados forem, mais sábias serão suas decisões. Oração e sabedoria caminham juntas, não se separam.

A vida ensina que aquele que é assistido pelo Senhor olha o mundo de modo diferente, olha o mundo com os olhos de Jesus. Os olhos de Jesus possuem compaixão. Não manifestam apenas sentimentos, mas vão ao encontro do outro, como a atitude do Pai que vai ao encontro do filho que retorna a casa.(cf. Lc 15,20ss).

Pe. Mário Pizetta,ssp
Pároco

 

"ALEGRAI-VOS COMIGO! ENCONTREI A MINHA OVELHA QUE ESTAVA PERDIDA

Esta expressão é encontrada no evangelho deste 24º domingo do tempo comum, ano C, e nos fala da misericórdia de Deus, o grande tema do evangelho de Lucas. As perguntas essenciais que devemos fazer são: como entender a misericórdia divina? Como entender o perdão? Perdoar é a expressão mais profunda do amor de Deus.

Em nosso dia a dia cada vez mais nos distanciamos das pessoas, embora o número delas aumente cada vez mais. O aglomerado pode nos causar uma sensação de alegria e vazio ao mesmo tempo - alegria por nos sentirmos sempre próximos de alguém e podermos nos entreter com o maior número de pessoas possível; e vazio porque, apesar desse enorme contingente, nos tornamos cada vez mais superficiais, mais individualistas.

Ficamos próximos e distantes ao mesmo tempo. O relato da ovelha perdida é a manifestação de alegria do reencontro de quem tinha se perdido, se afastado do grupo. O sentir-se dentro de um grupo é sinal de segurança, de reconhecimento, de pertença. A parábola da ovelha nos mostra a verdadeira missão de quem está dentro do grupo e percebe que muitos estão fora: decidir-se ir ao encontro desses, reconquistar os que se distanciaram, os que estão afastados. Deus ama aqueles que estão no grupo e os alimenta com sua palavra, mas tem um amor maior por aqueles que estão distantes. Usar de misericórdia traduz-se no gesto de estender a mão a quem está distante: "Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores"(1Tm1,15). Ir ao encontro do outro é compreender verdadeiramente o sentido do próximo, o sentido da misericórdia de Deus.

Pe. Mário Pizetta,ssp
Pároco

 
 QUEM PODE CONHECER OS DESÍGNIOS DE DEUS?
 
Esta pergunta é feita na liturgia do XXIII domingo do tempo comum, Ano C, na primeira leitura. O texto também afirma: "Os pensamentos dos mortais é tímido e nossas reflexões são incertas. Mal conhecemos o que há na terra e com muito custo aquilo que está ao alcance de nossas mãos"(cf. Sb 9,14.16).
 
Diante de tantos limites, vindos da própria natureza humana, precisamos pedir a sabedoria divina, como fez Salomão. Os desígnios de Deus podem ser mais bem compreendidos e alcançados quando deixamos tudo para trás: pai, mãe, filhos, tudo o que possuímos, até a própria vida, aí então nos tornamos verdadeiros discípulos (cf. Lc 14,26).
 
Palavras de sabedoria e discernimento também são escritas pelo apóstolo Paulo a Filêmon quando pede para receber de volta Onésimo, seu ex-escravo, não mais como escravo, mas como irmão na fé. É um exemplo de mudança radical de atitude. Os desígnios do Senhor tornam-se mais compreensíveis quando reconhecemos todos como irmãos, sem diferenças de classe.
 
O caminho do discipulado é o caminho para a compreensão dos mistérios de Deus. Deus se revela no caminho do seguimento.
 
Pe. Mário Pizetta
Pároco
 
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