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Mensagens das Semanas Anteriores

“OVELHAS SEM PASTOR”

Neste domingo, o 16º do tempo comum, ano B, veremos a primeira atitude daquele que segue Jesus: Compaixão. Este comportamento é uma forma nova de olhar o outro, um verdadeiro gesto de amor.

A primeira leitura, tirada de Jeremias, é uma advertência aos maus pastores, aqueles que escolhidos para serem pastores do povo não cuidam do rebanho, abandonam o povo, apenas instrumentalizam aqueles que lhe servem. São verdadeiros exploradores do povo, estes são os maus pastores. (cf. Jr 23,1-6).

No evangelho, Marcos registra a volta dos discípulos que tinham sido enviados em missão. Jesus convida os discípulos para um lugar deserto, lugar do silencio para descansar e avaliar o trabalho desenvolvido. Jesus deixa claro que o descanso é necessário, assim como o refletir sobre a missão. Ao olhar para aquela multidão sentiu compaixão. A compaixão é uma porta para o caminho da conversão. (cf. Mc 6,30-34).

Na segunda leitura, Paulo dirá a comunidade de Éfeso, que Cristo rompeu com os murros, libertou-nos do pecado e nos deu uma nova condição: em Cristo somos novas criaturas (cf. Ef 2,13-18).

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


JESUS NÃO TRABALHA SOZINHO, CHAMA COLABORADORES

O 15º domingo do tempo comum, ano B, vemos no evangelho de Marcos que Jesus chama e envia pessoas para colaborar com ele no anúncio do Reino. A evangelização não pode ser um ato individualista, mas comunitário. Deus nos chama à comunhão.

Na 1ª leitura, Amós, reconhece que ele é apenas um simples pastor e cultivador de sicômoros, no entanto, o Senhor o chamou: “Vai profetizar para Israel meu povo” (Am 7,12-15). Ser profeta exige coragem, ousadia e muita confiança no Senhor. Despertamos o sentido do profetismo na medida que nos envolvemos com a realidade, onde constatamos as injustiças, o desprezo humano, nestes espaços nasce a indignação.

No evangelho Jesus recomenda aos discípulos que não levem nada além do necessário. Desfazer-se totalmente de tudo para apenas sentir a confiança do Senhor (cf. Mc 6,7-13). Jesus pede aos discípulos confiança e disponibilidade. Jesus alerta também para os possíveis riscos que todo o discípulo vai enfrentar.

Evangelizar, anunciar Jesus não é uma tarefa fácil.

Na segunda leitura, Paulo nos diz que Cristo nos chamou à santidade, nos fez conhecer os grandes mistérios da nossa fé, nos designou a sermos seus filhos adotivos, pelo seu sangue fomos libertos e perdoados de nossos pecados (cf. Ef 1,3-14).

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


JESUS É REJEITADO NA SUA CIDADE

No 14º domingo do tempo comum, ano B, o evangelista Marcos, vai nos mostrar que jesus é rejeitado em sua terra de origem. As pessoas não reconhecem Jesus.

A 1ª leitura o profeta Ezequiel, como mensageiro de Deus, é enviado a levar a mensagem de Deus para um povo de cabeça dura e coração de pedra ( cf. Ez 2,2-5). Hoje da mesma forma, cada agente de pastoral é chamado a ser um testemunho vivo perante uma sociedade que vai deixando o Senhor de lado.

No evangelho, Jesus vai a sua cidade, Nazaré. Alguns se admiram dele, perguntam-se: donde lhe vem tanta sabedoria? Outros, afirmam: “ele não é um carpinteiro, seus irmãos não moram aqui conosco?, e outros ainda se escandalizavam no que viam”. Após perceber esta realidade Jesus declara: “um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares” (cf. Mc 6,1-6).

Na segunda leitura, Paulo nos alertará sobre o risco das vaidades estarem presentes em nossas atividades de evangelizadores, por isso fala da existência “de um espinho na carne”. Paulo reconhece que para a missão “basta a tua graça, pois é na fraqueza que a força se manifesta” (cf. 2Cor 12,7-10).

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco

 
Mensagem da semana Junho 2018

SÃO PEDRO E SÃO PAULO: AS DUAS GRANDES COLUNAS DE NOSSA IGREJA.

Neste final de semana a Igreja nos chama a rezarmos com os dois grandes construtores, verdadeiros cuidadores do rebanho de Deus: São Pedro e São Paulo. Cada um colaborou de uma forma diferente: Pedro, no caminho da organização da Igreja. Paulo, como o grande anunciador do Evangelho.

Na 1ª leitura, Lucas, relata que Herodes começa a perseguição aos apóstolos. Manda matar Tiago, prender Pedro, mas este é liberto pelo Senhor e Pedro confessa: “Agora sei, de fato, que o Senhor enviou o seu anjo para me libertar da mão de Herodes” (cf. At 12,1-11).

No evangelho, Jesus interroga os discípulos acerca dele. Pedro confessa: “Tu és o Messias, Filho de Deus”,

Jesus lhe diz: “Feliz és tu Pedro, por que não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, por isso eu te digo: Tu és Pedro e sobre esta pedra construirei minha Igreja.....”(cf. Mt 16,13-19). Professar a fé até a morte.

Na segunda leitura, encontraremos o testemunho de Paulo ao seu estimado discípulo Timóteo: ”Afirma estar chegando ao fim, que combateu o bom combate, guardou a fé, completou a sua carreira, reconhece que o Senhor sempre esteve ao seu lado, agora ele espera a coroa da justiça que o Senhor dará não somente a ele, mas a todos que se esforçarem para viver o que o Mestre ensinou” (cf. 2Tm 4,6-8.17-18).

Pedro e Paulo foram martirizados em Roma, um no ano 64 e o outro 67. Que São Pedro e São Paulo nos ensinem a amar nossa Igreja.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


“JOÃO É O SEU NOME”

A Igreja celebra neste domingo a Solenidade da Natividade de São João Batista, o precursor do Messias. Nesse final de semana temos leituras na missa da vigília e do dia da festa. Nosso comentário se refere às leituras referentes ao domingo:

A 1ª leitura, do profeta Isaias, exalta a figura do servo sofredor ”Tu és o meu servo, Israel, em quem eu serei glorificado”, “ele me preparou desde o nascimento para ser o seu servo” ( Is 49, 1-9). João Batista não é o servo que Isaias se refere, mas podemos identificar João como um servo do Senhor. João é o escolhido de Deus para preparar os caminhos da chegada do Salvador.

No evangelho, Lucas relata o nascimento de João Batista, um grande acontecimento não apenas na vida da família de Isabel e Zacarias, mas na vida dos vizinhos e do povo. João Batista é sinal de esperança. As pessoas se perguntavam: “o que será deste Menino?”. João é o grande mensageiro que vem anunciar um novo tempo para a humanidade: O Messianismo (cf. Lc 1,57-66.80). João é a voz que clama no deserto.

Na segunda leitura, Lucas, nos mostra duas figuras importantes no anúncio da vinda do Messias. Num primeiro momento do texto lembra o surgimento de Davi. De sua descendência nascerá posteriormente o Salvador. Depois, nos fala da presença de João Batista como aquele que prepara o caminho da chegada de Jesus (At 13,22-26).

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


DEUS AGE NO SILÊNCIO

O 10º domingo do tempo comum faz uma pergunta: a que vamos comparar o Reino de Deus?

As leituras propostas nos ajudam a compreender o significado da ação silenciosa de Deus.

A primeira leitura mostra a soberania de Deus, ela está acima de todas as coisas: “Eu, o Senhor, digo e faço” (cf. Ez 12,22-24). Nada é comparável a ação de Deus.

O evangelho mostra como Jesus explica o Reino de Deus. Por meio de parábolas, ou seja, de imagens da natureza ele revela que a ação de Deus é uma ação gradativa, continua e silenciosa. É como uma semente lançada na terra, ela com a força da natureza, sem a mão do lavrador, vai produzir seus frutos. Assim também a palavra quando chega no coração humano, ela age sem a presença do pregador (cf. Mc 4,26). Explica ainda que o grão de mostarda, a menor de todas as sementes, quase invisível, uma vez na terra boa, quando cresce, torna-se lugar para o pouso dos pássaros (cf. Mc 4,26-34).

Na segunda leitura Paulo nos dirá que mesmo vivendo na morada passageira de nosso corpo, precisamos através de nossas atitudes agradar ao Senhor (cf. 2Cor 5,6-10).

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


JESUS AMPLIA O CONCEITO DE FAMILIA

O décimo domingo do tempo Comum, ano B, nos mostra um quadro onde Jesus amplia o conceito de família: ”Meus irmãos e minha mãe são aqueles que fazem a vontade de Deus” e fala do pecado contra o Espirito Santo (cf. Mc 3,29.35).

A primeira leitura nos apresenta uma realidade muito comum em nosso universo cotidiano: sempre encontramos justificativas para nossos erros. Também nos alerta, que cada ato errado tem às suas consequências para quem o pratica e para os outros (cf. Gn 3,9-15).

No evangelho, num primeiro momento do texto, descreve a família de Jesus preocupada com o comportamento de Jesus, acreditam que ele está endemoniado. Depois, Jesus vai nos dizer que quem blasfemar contra o Espírito Santo jamais será perdoado (cf. Mc 3,20-35). O pecado contra o Espirito Santo é a falta de confiança na misericórdia de Deus.

Na segunda leitura, o apóstolo Paulo, nos dirá que tudo o que é visível é passageiro, enquanto que o invisível é eterno, por isso que o sofrimento não se compara a graça que cada um vai receber pela sua perseverança (cf. 2Cor 4,13-5,1)

Pe. Mário Pizetta
Pároco


DESCANSO E SUPERAÇÃO DO LEGALISMO

O 9º domingo do Tempo Comum, Ano B, nos leva a compreender a necessidade do descanso para todos e a superação da prática legalista religiosa.

A primeira leitura destaca a importância do descanso: “Guarda o dia de sábado, trabalharás seis dias e neles farás todas as suas obras. O sétimo dia é dedicado ao Senhor” (cf. Dt 5,12-15). O ser humano não é uma máquina produtiva, ele também precisa descansar, ter um tempo para se encontrar com Deus. O encontro com o Senhor revitaliza as forças e traz paz. O ser humano não se completa em si mesmo, existe algo a mais quando este olha ao redor de sí.

No evangelho Jesus coloca a lei do sábado ao serviço da vida, o amor está acima da lei: “o sábado foi feito para o homem, não o homem para o sábado” (Mc 2, 23-28). Deus colocou seus decretos, suas leis como formas de ajudar as pessoas encontrarem equilíbrio nas suas ações. Jesus deixa claro que as leis devem estar a serviço da pessoa. Dirá São Paulo: “ A letra mata, mas o Espirito vivifica” (cf. 2Cor 3,6). Num mundo moderno como vive-se hoje, as formas de entender o sábado exigem de nós uma nova maneira de interpretar.

A segunda, de Paulo aos Coríntios, falará que em todos os momentos da nossa vida estamos sofrendo uma certa inquietação, mas não podemos nos perturbar (cf. 2Cor 4,6-11).

Iniciamos o mês de junho, e com ele a celebração de muitos santos populares: Santo Antônio, São João, São Pedro. Todos eles nos ajudam a compreender que Deus é o Senhor da vida.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco

 

 
Mensagens da semana Maio 2018

Em nome do pai, do filho e do espirito santo.

A Igreja celebra neste domingo a festa da Santíssima Trindade. Um único Deus em três pessoas: Pai, Filho e Espirito Santo. “A Comunidade Trinitária é verdadeiramente mistério, realidade que supera toda a compreensão humana. O mistério do amor Trinitário revela algo do mistério mais profundo do ser humano”. No anúncio do evangelho o grande convite de Jesus aos discípulos: “Ide pelo mundo e fazei todos meus discípulos, batizando–os em nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo”.

A primeira leitura, do livro do Deuteronômio, Moisés afirma ao povo que Deus é único, não há outro Deus, reconhece como este Deus escolheu um povo e esteve ao seu lado, pede que seja admirada a grandeza de sua obra: a criação do Homem e de todo universo. Revela portanto, um Deus presente na história humana (cf. Dt 4,32-34.39-45).

No evangelho, Jesus faz um grande pedido aos discípulos: Fazer discípulos todos os povos. Jesus ainda afirmará aos seus discípulos que eles não estariam sozinhos nesta caminhada, Ele estaria com eles até o fim dos tempos. Com o Batismo somos incorporados na família de Deus (cf. Mt 28, 16-20).

A segunda leitura, Paulo dirá que todo aquele que se deixa conduzir pelo Espirito, torna-se filho de Deus, sendo filhos nos tornamos herdeiros e co-herdeiros de Cristo, portanto nos tornamos testemunhas de Cristo no mundo (cf. Rm 8,14-17).

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


IDE ANUNCIAR O EVANGELHO A TODA CRIATURA

Neste domingo celebramos a Ascensão do Senhor. A subida de Jesus ao céu não é uma despedida e muito menos um abandono, é uma nova forma de relacionar-se e viver com Jesus. Jesus deixou nas mãos de seus discípulos a grande missão de serem continuadores de sua obra. Eles não estarão sozinhos. Da casa do Pai, Jesus enviará o Espirito que virá para auxiliar na difícil tarefa. Viver a fidelidade.

Na primeira leitura dos Atos, Lucas lembra que durante quarenta dias Jesus apareceu aos discípulos. Durante uma refeição pediu para que eles não se afastassem de Jerusalém e que seriam batizados pelo Espirito para serem testemunhas em todo mundo, não podemos ficar olhando para o mundo de braços cruzados, é preciso ir e proclamar a vida. (cf. At 1,1-11).

No evangelho, Marcos nos relatará o grande mandato de Jesus: Ide por todo o mundo anunciai a toda criatura o evangelho. Jesus afirma que esta missão será acompanhada de sinais: ”expulsarão demônios em meu nome, falarão novas línguas, nenhuma serpente lhe fará mal, curará os doentes” (cf. Mc 16,15-20).

Na segunda Leitura, Paulo nos dirá que Cristo foi constituído cabeça da Igreja, seu corpo. Tudo está sob seu domínio. Ele foi para a direita de Deus Pai (cf. Ef 1,17-23).

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


“AMIGOS, NÃO SERVOS” - AQUELE QUE AMA VIVE O RESSUSCITADO

O 6º domingo da Páscoa nos dirá que o caminho do amor é o caminho de todo aquele que foi chamado para atuar no mundo em nome de Jesus. O amor é o caminho de Deus. Onde está Deus está o amor. O amor é a rosto de Deus. “Quem não ama não pode conhecer Deus”.

A 1ª leitura, os Atos dos Apóstolos, narra a ida de Pedro a casa de Cornélio. Vemos que Deus não faz distinções, antes, acolherá todo aquele que teme o Senhor e pratica a justiça. Deus vai ao encontro de todo aquele que o procura (cf. At 10,25.26.34.44.-48).

No evangelho, Jesus nos convidará a permanecer no seu amor, isto é, estabelecer entre nós humanos laços verdadeiros de amor. Jesus nos trata de amigos porque nada esconde, tudo revela. Jesus ainda diz aos discípulos e a cada um de nós, que foi ele quem nos escolheu para que possamos produzir frutos. Por isso ele nos convida a permanecer no seu amor (cf. Jo 15,9-17).

Na segunda leitura, a carta de João, nos dirá que o amor é a expressão máximo de Deus. “Quem não ama não chegou a conhecer a Deus” (cf. 1 Jo 4,4-10).

Vemos na liturgia de hoje que Jesus nos pede que viver este amor que ele nos ensinou. Ele é a energia que move nossas comunidades. O amor não é uma teoria abstrata mas uma atitude de vida.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco

 
Mensagens da semana Abril 2018

“PERMANECEI EM MIM , E EU PERMENECEREI EM VÓS”

O 5º domingo da Pascoa, nos traz o evangelho da videira verdadeira. O evangelho da fé no Ressuscitado para produzir muitos frutos. Viver sempre em comunhão com Cristo, para não tornar nossa vida infrutífera.

Na primeira leitura, os Atos dos Apóstolos nos mostram a aproximação e integração de Paulo com os discípulos através de Barnabé. Paulo, pregava junto aos discípulos. Pelo fato de não conhecerem a sua mudança de vida, sofre perseguição dos judeus de língua grega. Ao saberem desse risco levam embora Paulo de Jerusalém. Paulo é levado para a Cesaréia (cf. At 9, 26-31).

No evangelho Jesus dirá: “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor”(Jo 15,1). O agricultor tira da arvore aquele ramo que não produz fruto. Aquele que produz ele o poda para que dê mais fruto ainda.

Para produzirmos frutos precisamos estar ligados a videira que é Cristo”(cf. Jo 15,1-8).

A segunda leitura, João em sua 1ª carta, nos alertará sobre a totalidade do amor: “que o vosso amor não seja apenas de palavras, mas concreto, isto é, por meio de gestos”(cf. 1 Jo 3,18-24).

Estar presente na comunidade participando da liturgia, da missa, lendo e meditando a Palavra, rezando em comunidade, envolvendo-se na defesa das políticas públicas e praticando a caridade são formas de nos manter sempre ligados a videira e produzir muitos bons frutos.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


MERCENÁRIOS OU PASTORES

No 4º domingo da Páscoa, voltamos o nosso olhar a uma das mais belas páginas do evangelho: Jesus, Bom Pastor. Pastores são todos aqueles que assumem responsabilidades de condução do povo, seja a nível religioso, social e político. Todo o exercício de autoridade é um serviço de Pastor. Cada serviço abarca uma realidade de nossa vida.

Na primeira leitura, Pedro, assumindo a condição de ressuscitado, responde às acusações que lhe são feitas e testemunha sobre Jesus, afirmando que Ele ”é a pedra que os construtores rejeitaram e que tornou-se a pedra angular” (cf. At 4,8-12). Todos os que vivem a condição de ressuscitados podem tornar-se multiplicadores das ações de Jesus.

No evangelho, Jesus exorta os discípulos e a todos que possuem responsabilidades sobre as pessoas para serem Bons Pastores. Jesus dirá que o verdadeiro Pastor é aquele que dá vida pelas suas ovelhas, trabalha em função do bem das pessoas, pensa e vive em função daqueles que lhe são confiados. Exerce o pastoreio como um serviço. No entanto, exorta Jesus, aquele que não é Pastor, mas mercenário, não mostra preocupação com suas ovelhas (cf. Jo 10,11-18).

Na segunda leitura, João nos dirá que nós somos muito felizes, por sermos chamados Filhos de Deus(cf. 1Jo 3,1-2)

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


“ VÓS SEREIS MINHAS TESTEMUNHAS”

O 3º domingo da Páscoa nos leva a um aprofundamento sobre a assimilação da experiência com o Ressuscitado, fato fundamental no caminho da fé. Na primeira leitura, Pedro faz uma acusação ao povo de seu tempo de que foram eles que mataram jesus: “vós matastes o autor da vida” e por isso da mesma forma apela para que se arrependam dos seus pecados (cf. At 3,13-15.17-19).

No evangelho vamos ter a continuidade do relato dos discípulos de Emaus. Jesus se encontra com os discípulos e os saúda em nome da Paz. Pede para ser reconhecido, ele não é um fantasma. Reconhecer Jesus ressuscitado será reconquista da confiança em Jesus quebrada com a morte na cruz. Ao partilhar o peixe assado, os discípulos reconhecem Jesus. Jesus explica que tudo o que aconteceu era necessário. Jesus já havia dito isto antes. O gesto de Jesus era para remissão dos pecados e a conversão (cf. Lc 24,35-48).

A segunda leitura recomenda a todos que seja evitado o pecado, mas se alguém pecar que busque Jesus Cristo para estar livre dos pecados (1 Jo 2,1-5). A missão da Igreja hoje é ajudar as pessoas a reconhecer Jesus, o ressuscitado.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


O DOMINGO DA MISERICÓRDIA

O 1º domingo, depois da Páscoa, foi instituído por São João Paulo II, como o domingo da Misericórdia.

Na 1ª leitura Lucas, nos Atos dos Apóstolos, apresenta o modelo de comunidade: Todos viviam em harmonia, não haviam necessitados entre eles. Até os que possuíam propriedades, vendiam e distribuíam seus bens entre os mais necessitados. Era uma comunidade ideal. Nos perguntamos: este mundo é possível hoje? Por que não conseguimos isto? (cf. At, 4,32-35). A consciência do Ressuscitado que nos leva a criar uma comunidade de verdadeiros irmãos.

O evangelho nos apresenta o episódio onde Jesus rompe as portas, ali estão escondidos os discípulos por medo dos judeus. A narrativa mostra dois momento: Jesus encontra os discípulos e depois encontra novamente os discípulos e especificamente fala com Tomé. Jesus lhes mostra as mãos, os pés, pede para tocá-lo e lhe diz: “Não sejas incrédulo”. Jesus, ainda o repreenderá: “Bem aventurados aqueles que não viram e creram (cf. Jo, 20,19-31).

Na segunda leitura João afirmará que o amor ao irmão é um sinal visível do amor de Deus (cf. Jo, 20,19-31).

Romper portas, abrir novos caminhos, é a vida de todos os que ressuscitam com Cristo. Ressuscitar com Cristo é engajar-se em todos os grupos que promovem a vida. É posicionar-se a favor dos irmãos e nisto está o testemunho da ressureição.

Pe. Mário Pizetta,
Pároco

 
Mensagens da semana Março 2018

ELE VIU E ACREDITOU (Cf. Jo 20,8)

Os relatos da ressureição nos mostram os impactos provocados nos discípulos e nas mulheres que foram de madrugada ao túmulo. “Tiraram a pedra”, “Tiraram o Senhor do túmulo”, “Não sabemos onde o colocaram”, são todas expressões encontradas no evangelho de João proclamado neste domingo de Páscoa.

A primeira leitura mostra Pedro que testemunha os acontecimentos ocorridos em Jerusalém. Relata que Jesus foi um homem que andou fazendo o bem, curando as pessoas, expulsando demônios por que Deus estava com ele. Afirma que todo aquele que crê em Jesus recebe o perdão dos pecados (cf. At 10,34.37-43).

O evangelho, de João Evangelista, apresenta o relato das primeiras reações das mulheres e dos discípulos diante do fato de encontrarem o túmulo vazio. Surgem os questionamentos: será que esconderam o corpo de Jesus?, o que mesmo que aconteceu? Vamos ver que é do discípulo que chegou primeiro ao túmulo, a grande revelação: “Ele viu e acreditou” (cf. Jo 20,1-9).

Paulo na carta aos Colossenses nos lembra que ressuscitar é buscar as coisas do alto, assumir uma nova postura, uma nova condição de vida. Nos exorta que não podemos ser os mesmos (cf. Col 3,1-4).

No cartão distribuído nas missas do domingo de Páscoa encontramos a frase: “porque procura Jesus no túmulo aquele que ressuscitou”.“Eu sou a ressureição e a vida”.

FELIZ PÁSCOA A TODOS E QUE O RESSUSCITADO NOS TRAGA A VIDA EM PLENITUDE.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


DOMINGO DE RAMOS: A LIÇÃO DE HUMILDADE DE JESUS E A ACOLHIDA DO POVO

Contrária a prepotência dos grandes da época, Jesus ingressa em Jerusalém montado num jumento, e é acolhido pelo povo que o saúda com ramos estendendo os seus mantos. Os ramos de oliveira simbolizam que Jesus é o Ungido. Jesus, como um servo, serenamente, caminha para os seus últimos momentos junto a todos que o admiravam. As leituras nos mostram esta realidade.

Na primeira leitura Isaias nos lembra o Servo Sofredor. Jesus é como uma ovelha levada ao matadouro. Não reage diante dos maus tratos, não retira o seu rosto para as bofetadas, oferece as costas para lhe baterem. Tudo isto ele suporta porque encontra em Deus o seu auxiliador (Is 50,4-7).

Nesse domingo proclamamos dois trechos do evangelho, um na Bênçãos dos Ramos, e o outro, o relato da Paixão, ambos apresentados por Marcos.

A segunda leitura, de Paulo aos Filipenses, vemos o testemunho de Paulo falando que Jesus abandona a condição Divina, humilhou-se, assumindo o ser humano, morre na cruz. Por isso Deus o exaltou e o colocou acima de todo nome e todos dobram seus joelhos perante ele.

Vamos caminhar com Jesus. Não vamos andar de braços cruzados, mas olhemos para o exemplo de Cirineu.

 

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


QUEREMOS VER JESUS

O 5º domingo da Quaresma, o evangelista João, após narrar o encontro de Felipe e André com Jesus, nos lembra o anúncio de sua morte: “Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só trigo, mas se morre produz muito fruto”(Jo 12,24).

A primeira leitura, nos lembrará que o Senhor ao longo da história de Israel, muitas vezes renovou a aliança com seu povo, mas agora fará a aliança definitiva: “imprimirei minha lei no coração humano, serei seu Deus e eles serão o seu povo”. (cf. Jer 31,31-34).

No evangelho tudo estará centrado na imagem do grão de trigo que morre e produz muito fruto. Jesus é o grão de trigo, ele vai morrer e sua morte será motivo de salvação para todos os que nele crerem (cf. Jo 12,20-23). Assim é o ser humano, ele também precisa fazer morrer dentro de sí tudo o que leva a morte para dar espaço a vida que quer florescer.

Na segunda leitura, o autor da carta aos Hebreus, nos revela Jesus como o modelo de obediência ao projeto do Pai, e sua morte tornou-se motivo de salvação para todos (Hb 5,7-9).

No próximo domingo celebraremos o Domingo de Ramos, iniciando assim a grande semana do cristão. Participando das celebrações vamos acompanhar Jesus neste gesto de amor pela humanidade e juntos rezarmos por aqueles que se colocam a serviço da vida do povo.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


JESUS VEM PARA SALVAR NÃO PARA CONDENAR

O quarto domingo da quaresma nos mostra quanto Deus é misericordioso. A encarnação de Jesus revela o grande amor que  Deus tem para a humanidade.

A primeira leitura relembra as infedilidades das autoridades e do povo ao longo da história. O caminho do povo de Israel foi sempre um caminho de tropeços, mais com tendência ao mal do que para o bem, mas Deus foi sempre paciente (cf. 2Cr 36,14-19-23).

No evangelho, Jesus recordará a Nicodemos o episódio de serpente, que Moisés mandou construir no deserto, para que toda pessoa que olhasse para ela seria curada da picada da serpente. Jesus dirá que assim o Filho do homem será levantado na cruz, todos os que crerem serão salvos” (cf. Jo 3,14-21).

Paulo, na  carta aos Efésios, nos dirá que “somos salvos não pelos nossos méritos, mas pela graça do Senhor” (Ef 2,4-10).

Este domingo, portanto, nos convida a olharmos com  fé para a cruz, crer nesta atitude de Jesus. Acreditarmos  que na cruz está o gesto mais autêntico de amor. Na cruz se realiza a remissão dos pecados e onde conquistamos a verdadeira libertação. A cruz, um instrumento de castigo torna-se um sinal libertador.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco

 
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