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Mensagens das Semanas Anteriores

Mensagrens de Março - 2015

 

A CRUZ É O GRANDE SINAL DO AMOR

 

O 4º domingo da quaresma, Ano B, nos leva a olharmos para a cruz e ver nela o grande sinal da misericórdia e do Amor de Deus.

A primeira leitura nos mostra que a felicidade do homem está em seguir os caminhos de Deus, enquanto que a desgraça aparece quando o homem torna-se egoísta e infiel (cf. 2Cr 36,14-16,19-23).

A segunda leitura mostra que "Deus é rico em misericórdia" (ef 2,4).Esta misericórdia nos é dada gratuitamente. "Somos salvos pela graça mediante nossa atitude de fé" (Ef 2,10).

O evangelho vamos encontrar no simbolismo da serpente a força transformadora da Cruz: "do mesmo modo que Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, para que todos os que crerem nele tenham a vida eterna" (Jo 3,14-15). Este domingo nos faz voltar o olhar para cruz e nela contemplar o gesto de quem a abraçou e se deixou pregar para salvar a todos. A cruz é o maior sinal de amor de Jesus. Jesus não quis ser um herói ao morrer daquela maneira, pelo contrário, nos ensinou que um amor verdadeiro passa pelo caminho da cruz. A cruz não apenas nos leva a um sentimento de compaixão, mas nos faz entender que tudo o que passa pelo caminho da cruz gera vida.

 

Atenciosamente

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


A LÓGICA DE DEUS É DIFERENTE DA LÓGICA HUMANA

 

Este 3º domingo da Quaresma nos mostra a relação entre a lógica de Deus e a lógica humana.

Na primeira leitura vemos os termos da Aliança. Deus tinha tirado o povo do Egito, agora apresenta a este mesmo povo um conjunto de regras para que reconheça que o Senhor é o condutor da história e ninguém explore o seu irmão. É um código disciplinar (cf. Ex 20,1-17). Estas regras são os mandamentos, assim chamados, são preceitos e orientações. Normas que servem para o ser humano estabelecer suas relações com Deus e os demais irmãos para uma boa convivência.

Na segunda leitura veremos Paulo confessando o seu grande amor pela Cruz de Cristo: "nós pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus, e insensatez para os pagãos"(cf. 1Cor 1,23). Paulo nos mostra uma nova forma de ver a cruz, ela se torna sinal de sabedoria, pois é através da cruz que conhecemos os segredos da vida. Quando falamos de cruz, entendemos não apenas o madeiro, disposto horizontalmente a uma haste vertical, mas o conjunto de todas as coisas deste mundo que nos conduzem a verdadeira sabedoria de Deus.

No evangelho veremos Jesus, agindo no templo como "um forasteiro subversivo", que se indigna e denúncia a conduta dos responsáveis pelo Templo. "O zelo de tua casa me consumirá"(cf. Jo 2,17b). Jesus ao proceder desta maneira nos dá oportunidade de avançar no conceito de Templo. Jesus agora é o Novo Templo. Nele os homens vão encontrar a luz verdadeira.

 

Pe. Mário Pizetta, ssp

Pároco


 

 

Mensagens da semana - Fevereiro - 2015

 

ESCUTAI O QUE ELE TEM A DIZER

Na palavra "escutar" centraliza a compreensão deste 2º domingo do tempo quaresmal. Abraão escuta a voz de Deus que lhe pede algo inacreditável: "Toma teu filho Isaac, a quem tanto amas, e oferece-o em holocausto sobre o monte que eu lhe indicar"(Gn 22,2). Abraão mostra fidelidade à Deus.


Na segunda leitura, Paulo aos Romanos, pergunta: "se Deus é por nós, quem será contra nós"(cf. Rm 8,31b). A companhia de Deus é certeza de segurança e proteção. Em Deus nos sentimos seguros.


Mas é no evangelho que encontraremos a grande lição do domingo: Subir a montanha, sentir a alegria da subida, querer permanecer aí, mas a vida está lá na planície, alí onde o evangelho deverá ser levado. Para chegar a montanha é preciso passar pela experiência da cruz (cf. Mc 9,2-10). Para compreender as realidades da transfiguração, do mundo humano e divino, uma atitude é necessária: "Escutar o que Ele diz"(Mc 9,7b).


Na escuta da sua Palavra a certeza de uma boa orientação e uma verdadeira transformação.


O encontro com Jesus nos transfigura, faz com que possamos compreender a dimensão divina. Para chegar até a planície da montanha precisamos aprender a subir a ladeira, este é o caminho humano. O caminho da superação. Tudo podemos superar quando estamos com Deus. Com alegria também informamos que nosso grupo de Jovens da paróquia chama-se "Tabor". Estamos iniciando este grupo. Tabor é lugar de encontro com Cristo. É lugar de viver a transformação.
 

Atenciosamente

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


MUDANÇAS, NÃO APENAS REFORMAS

Vivemos em constante mudanças. O corpo muda, a mente e o coração mudam também, estamos sempre em processo de transformação. Cada dia que acordamos temos a sensação de que há algo diferente. Seguindo nossas tradições cristãs entramos no período Quaresmal, tempo de realizar mudanças na nossa vida, tempo de "quebrar as cadeias injustas, desligar as amarras do jugo, tornar livres todos os que estão nas cadeias, tempo de repartir o pão"(cf. Is 58,6), tempo de conversão.

A primeira leitura mostra que Deus faz uma aliança com o homem, resgata a triste história humana, que caiu na desgraça devido ao pecado, mas recebe de Deus sempre uma nova chance: "vou estabelecer convosco uma aliança" (cf. Gn 9,8-15).

A segunda leitura, Pedro, lembra aos cristãos o sentido do sofrimento, mostrando que Cristo morreu por nossos pecados para nos conduzir a Deus (cf. 2Pd 3,18-22).

No evangelho proclamado neste domingo, o evangelista Marcos nos lembra que o espirito levou Jesus ao deserto e ali diante dos limites da vida Jesus é tentado pelo demônio, mas não se deixa vencer. João Batista é preso e Jesus anuncia: "O Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no evangelho", (cf. Mc 1,12-15). A expressão: "Convertei-vos e Crede no evangelho", é o centro de toda a reflexão neste tempo. As cinzas, na última quarta-feira, mostraram a grande dimensão da Quaresma: Conversão. "A conversão é uma atitude que envolve "todo" o homem, não só como renúncia ao pecado, mas principalmente como nova orientação para o futuro"(cf. Missal Romano, p. 185). Esta conversão abarca todo homem, todas as suas relações. Exige de todos nós plena confiança em Deus. Conversão não é reformar, mas reconstruir

Pe. Mário Pizetta, ssp

Pároco


JESUS SE COMPADECE COM OS MARGINALIZADOS

O sexto domingo do Tempo Comum, Ano B, nos leva a ampliar a compreensão do sentido da missão de Jesus: "ir ao encontro de quem está marginalizado".

A 1ª leitura mostra como Deus se compadece daquele que o reconhece na pessoa do profeta. Naamã, é convencido a obedecer ao profeta Eliseu e vai banhar-se no Rio Jordão. Faz o que o profeta lhe pede e é curado. (cf. 2 Rs 5,-9-14). Deus vem sempre ao encontro do homem.

No evangelho temos a situação do leproso que pergunta a Jesus: "Se queres, tens o poder de curar-me"(cf. Mc 1,41). Jesus acolhe o pedido do leproso. Ao curar, Jesus não apenas mostra o seu poder mas realiza uma ação de reintegração. A cura é sempre uma ação libertadora. A ida de Jesus às periferias é para nos dizer que o Reino não é propriedade de ninguém, mas pertence a todos. A missão da Igreja atua em duas dimensões: a primeira é ir ao encontro de quem está distante. A segunda, fortalecer o caminho daqueles que estão mais perto, dos que estão se esforçando para fazer o caminho do bem seguimento Jesus. O testemunho da ação da Igreja é mais forte quando ela vai encontro das pessoas excluídas. Fechar-se é impedir que o reino se manifeste.

A segunda leitura de Paulo nos faz um apelo para que o nosso agir seja sempre um ato de louvor em vista do bem comum. O tema da Campanha da Fraternidade nos incentiva a sermos uma Igreja presente na sociedade, não uma Igreja ausente. A Igreja não vive à margem, mas caminha junto com o povo, pois Cristo sempre esteve junto com as pessoas.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


O SOFRIMENTO E A DOR NA VIDA HUMANA

O 5º domingo do tempo Comum, nos leva a compreensão de uma realidade que pouco nos atrai: a dor e o sofrimento.

Na primeira leitura, encontramos um texto de Jó, onde ele nos faz uma série de interrogativos sobre as tribulações que passamos na nossa vida, mas chega a uma conclusão que a vida humana é breve, chega a dizer que ela não passa de um sopro (cf. Jó 7,1-4.6-7). No entanto, ele encontra em Deus o consolo de suas angustias e tribulações.

O evangelho, Marcos, nos apresenta mais um momento onde Jesus cura os doentes e expulsa demônios, revelando aos discípulos a sua grande missão: libertar a todos e levar a esperança às pessoas (cf. Mc 1,29-39). Libertar as pessoas do mal para poder servir. Nos faz compreender que Jesus nos liberta dos nossos males para que possamos aliviar o sofrimento do irmão. Aí está o papel da comunidade: Com seu testemunho de fé ajudar na libertação das pessoas. Sermos no mundo portadores da esperança.

A segunda leitura, Paulo afirma que pregar o evangelho não é motivo de glória, mas uma necessidade que se impõe pela missão que assumiu diante de Deus. Paulo afirma que não prega por si mesmo, mas anuncia o evangelho em nome de Cristo: "Aí de mim se eu não evangelizar"(cf. 1 Cor 9,16-19-22-23).

A dor e sofrimento fazem parte dos limites do homem. Podemos até trabalhar para amenizar ou superá-las, mas são realidades que não podemos eliminar. Compreendê-las ajuda a sermos felizes. Podemos dizer que a dor e sofrimento são educativos, através deles aprofundamos e amadurecemos. A dor e o sofrimento são como corretivos na existência. Eles nos mostram o sentido do limite humano.

Atenciosamente
Pe. Mario Pizetta, ssp
Pároco

OS PROFETAS FALAM EM NOME DE DEUS

A liturgia deste 4º domingo do tempo comum centraliza sua reflexão na autoridade de Jesus:

"Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade"(cf, Mc 1,22)

A primeira leitura, nos fala que Deus coloca na história intermediários, que nos ajudam a compreender a sua vontade, um deles é o profeta: "Farei surgir para eles, do meio de seus irmãos, um profeta semelhante a ti"( Dt 18,18). Eles fazem o papel de intermediário entre o mundo dos homens e as realidades espirituais. Não são anjos, são seres humanos que nos ajudam a compreender a vontade do Pai. As obras desses homens e mulheres tornam-se sinais da ação de Deus. Deus age por meio de seus escolhidos. O profeta é como uma luz no caminho das pessoas, ele não permite a acomodação e presença das injustiças.

O profeta é sinal do amor de Deus. Jesus, num primeiro momento, é compreendido como o grande profeta de Deus. Todos reconhecem o seu poder.

A autoridade de Jesus é uma autoridade diferente da vigente na época. Ela está na coerência de sua vida, na fidelidade e cumprimento da vontade de Deus.

A segunda leitura, o apóstolo Paulo, continua o tema da relatividade das coisas deste mundo, nos alertando sobre a situação do homem e da mulher que se casa e não se casa (cf. 1Cor 7,32-35).

Este domingo nos convida a sermos cada vez mais autênticos em nosso agir. Fazer com que nossas ações sejam coerentes com o que cremos. Haja uma sintonia entre o nosso pensar e agir.

Pe. Mário Pizetta

Pároco



  CELEBRAR O PADROEIRO DA CIDADE DE SÃO PAULO

Neste domingo, juntamente com o 3º domingo do Tempo Comum, celebramos a Conversão de São Paulo.  Lembrar de Paulo é trazer presente aquele que mais testemunhou Jesus Cristo. O que levou a presença do Ressuscitado aos povos. Paulo é o criador das comunidades, e nos faz mostrar que o evangelho necessita estar presente na vida do povo. Sem a Palavra de Deus o homem busca os seus próprios interesses. Este grande apóstolo nos estimula a testemunhar Jesus Cristo na cidade de São Paulo. 
O terceiro domingo do Tempo Comum, em suas leituras nos falam de conversão e seguimento.  A primeira leitura vemos a ação do profeta Jonas junto à cidade de Nínive. O povo arrepende-se dos seus pecados e o Senhor o livra de um mal maior(cf. Jn 3,1-5.10). No evangelho vemos Jesus chamando os primeiros discípulos. A conversão é uma mudança de vida, uma transformação. A adesão ao Reino somente é percebida através de conversão (cf. Mc 3,20-21).  Na segunda leitura, Paulo nos lembra que o tempo de permanência é breve, portanto nos aconselha a não nos apegarmos a este mundo (cf. 1 Cor 7,29-31). 
Vemos portanto que as realidades conversão e vocação são complementares. A conversão é o grande momento da ação de Deus. A conversão é ainda um caminho de percepção do Reino. O engajamento pastoral é a consequência da mudança de vida. 
 
Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco

ONDE JESUS MORA?

A liturgia da palavra deste domingo nos deixa uma pergunta interessante: "Mestre, onde moras?" (cf. Jo 1,38).

É a pergunta de João e seus discípulos a Jesus. O Mestre não responde, apenas afirma: "Vinde e Vede" (cf. Jo 1,39).

O seguimento de Jesus não tem um endereço fixo. A moradia se dá no seguimento, se encontra onde a vida está ameaçada. Para compreender Jesus precisamos em primeiro lugar estar com ele, estando juntos, compreendemos o significado de sua pessoa e sua missão. O estar com Jesus nos leva a fazer as ações dele.

Na 1ª leitura vemos o jovem Samuel que ouve vozes à noite. Por diversas vezes dirige-se a Eli para saber se ele o está chamando, este lhe diz que não.

Ao jovem Samuel lhe faltava o discernimento para compreender o chamado. Orientado por Eli, Samuel responde: "Fala que teu servo escuta" (1Sam 3,10).

Deus não se cansa de nos convidar, por isto chama três vezes. A compreensão é gradativa. O importante é não se fechar. Deus nos dá muitas chances.

A segunda leitura, Paulo recomenda aos corintos a necessidade de respeitar o corpo, considerando que este é "membros de Cristo" (cf. 1Cor 6,15), não colocá-lo a serviço da imoralidade.

Vemos portanto nas leituras deste domingo o tema do chamado e seguimento de Jesus. Vemos ainda o processo de compreensão e formação de uma resposta consciente ao apelo de Deus a cada um de nós.

O trecho do evangelho de hoje me é muito caro, particularmente, pois foi nele que encontrei a compreensão de minha vocação. A resposta vai sendo construída ao longo do caminho.

No caminho Deus vai submetendo os seus chamados e formando o processo de amadurecimento. À medida que permanecemos com Jesus mais compreendemos a sua missão e nos lançamos na sua obra.

Pe. Mário Pizetta, ssp

Atenciosamente
Pe. Mario Pizetta, ssp
Pároco

 

 

OBRIGADO SENHOR

Nesta última mensagem de 2014 gostaríamos de expressar nossa gratidão a todos os paroquianos pela PARTICIPAÇÃO  E COLABORAÇÃO RECEBIDA. Renovamos o apelo para continuarmos caminhando juntos em 2015, pois UNIDOS encontramos mais forças para superar as dificuldades. Em 2014 foram muitas as conquistas e acreditamos que avançamos. Tudo foi obra de Deus. Com ELE tudo é mais fácil. Vamos com Fé construir uma comunidade cada dia mais próxima das pessoas.

FELIZ NATAL E UM ANO NOVO REPLETO DE BÊNÇÃOS PARA TODOS.

OBS: Voltaremos  a partir do dia 10 de janeiro 2015.
 

Atenciosamente
Pe. Mario Pizetta, ssp
Pároco

ALEGRAI-VOS NO SENHOR (Cf. Fil 4,4) ESTAI SEMPRE ALEGRES (1Tes 5,16-24)

 

O terceiro domingo do Advento nos deixa num ambiente de alegria. Alegria pois o Senhor está para chegar. A primeira leitura é um canto de exaltação que revela o plano que Deus tem sobre aquele que será enviado até nós, o Messias. Neste cântico é revelada a missão do mensageiro que vem:

" Dar a Boa Nova aos humildes, curar as feridas da alma, libertar os que estão presos...(cf. Is 61,1-2.10-11). Na segunda leitura, Paulo convida a comunidade a estar sempre alegre e não permitir que a chama de luz das profecias se apague. Pede para estando em Cristo, se afastem de toda a maldade!(cf. 1Tel 5,16-24).

No evangelho admiramos a humildade de João Batista onde afirma que ele não é o Messias, nem um profeta, mas "é a voz daquele que grita no deserto" (cf. Jo 1, 23). Este terceiro domingo, através do profeta Isaias e de João Batista conhecemos a missão da Igreja, das comunidades que procuram levar a todos os recantos onde existam seres humanos a missão de Jesus. Neste domingo vemos como estamos interligados: Cristo - Igreja - Comunidade. O cristão tem um desafio: precisa ser a voz daquele que grita no deserto.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


MISSÃO DO PROFETA: PREPARAR OS CAMINHOS DO SENHOR

O segundo domingo do Advento nos chama para uma realidade bem concreta: Prepararmos os caminhos do Senhor. O personagem deste domingo é JOÃO BATISTA, anunciado pelo profeta Isaias: "Grita no deserto: preparai o caminho do Senhor" (Is 40,3).

A segunda leitura expressa Pedro combatendo aqueles pregadores de seu tempo que não acreditam na segunda vinda de Cristo. Pedro afirmará: "para o Senhor um dia é como mil anos e mil anos como um dia", e "o que esperamos, de acordo com a promessa, são novos céus e uma nova terra" (cf. Pd 3,8.12b).  João Batista é o mensageiro de Deus que passava pelos caminhos do deserto convocando o povo para preparar-se para a chegada do Messias.

A Igreja hoje exerce o papel de João atuando nesta cidade, onde todos se cruzam, mas ninguém se conhece. Uma cidade, que é um monumento de prédios, avenidas, ruas, becos, onde muitos caminham sem rumos.  Olhando para o alto vemos intercalados cimento e vidro sem vida, espaços frios, alguns quentes mas não é um calor humano.

A Igreja á ainda um dos poucos gritos que se escuta na cidade, mesmo que for dentro de quatro paredes. Nossas comunidades precisam ir ao encontro dessas realidades. Andar pelas ruas, periferias e semear a esperança. João Batista desperta em cada um de nós a dimensão profética, ou seja, denunciar um personalismo, um individualismo que está  destruindo pessoas e anunciar um Menino que deseja ser acolhido. Ele vem traz uma mensagem de paz, de alegria e esperança. João Batista dirá em sua pregação: "eu não sou digno nem desamarrar as suas sandálias, eu batizo com água, mas ele vos batizará com o Espírito Santo" (cf. Mc 1, 7-8). Neste Natal acendamos luzes. Construamos  presépios não apenas para lembrar que estamos no Natal, mas para acolher o Deus Menino que vem habitar no meio de nós.

Atenciosamente
Pe. Mario Pizetta, ssp
Pároco

 

 

Mensagens da semana novembro 2014

JESUS É REI PORQUE É PASTOR

Neste próximo domingo a Igreja celebra a festa de Jesus Cristo Rei do Universo. O título de Rei é para indicar a soberania de Jesus sobre todas as coisas. Jesus nos mostra a verdadeira face de um Rei: "Eu mesmo vou procurar as minhas ovelhas", "Vou tomar conta delas",

"Eu mesmo vou procurar  a ovelha perdida, reconduzir a extraviada, cuidar de suas feridas, farei justiça" (cf. Ez 34,11-12.15-17). Paulo nos falará que Cristo Ressuscitado é o primeiro na escala do Pai, como a expressão mais preciosa (cf. 1Cor 15,20).

O evangelho nos apresentará os critérios de Deus no dia de nosso encontro definitivo com o Pai, ou seja, no dia de nossa despedida deste mundo. Seremos julgados pelo amor praticado sem interesse. "Sempre que tiverdes feito a um dos meus irmãos, a mim o fizestes"(cf. Mt 25,31-46). Portanto aquele que vive intensamente o amor escutará no dia do Juízo o feliz convite de Jesus: "Vinde, benditos de meu Pai, recebei como herança o reino que o Pai preparou desde a criação do mundo"(Mt 25,34b).

A liturgia deste domingo nos faz um apelo muito grande sobre a necessidade de olharmos para os que são excluídos, marginalizados e afastados das condições normais de vida. Olhar para eles não é uma questão de caridade, mas de dignidade, de reconhecimento de que são o rosto de Deus no meio de nós, pois Deus se identifica nos pobres.

Pe. Mário Pizetta, ssp

Pároco


SEM MEDO DE VIVER OS DONS

A liturgia deste domingo, o 33º domingo do Tempo Comum Ano A, nos prepara para uma dimensão de final do ano litúrgico, um clima de despedida e de julgamento.

A primeira leitura nos convida a olhar para a mulher forte que encontra no temor a Deus a sua sabedoria(cf. Pr 31,10-13.19-20.30-31).

A figura da mulher forte é a presença de todas as pessoas que colocam nos ensinamentos de Deus a sua confiança e se esforçam para nele caminhar.

Como nos diz a 2ª carta de João 9; "Todo aquele que não permanece na doutrina de Cristo, mas passa além, não possui a Deus!"

A segunda leitura, Paulo, nos leva a pensar sobre o julgamento que estaremos passando no final de nossa vida. Paulo nos alertará da necessidade de termos uma atitude permanente de vigilância. O ato de crer em Jesus Cristo e viver nos caminhos da fé, praticando o bem, caminhamos como filhos da luz (cf. 1Ts 5,1-6).

No evangelho, Mateus, apresenta a parábola dos Talentos(cf. Mt 25,14-30). Esta nos ensina que cada um de nós foi agraciado com uma quantidade de dons, estes, não podem ser enterrados, mas multiplicados a serviço do Bem. Os dons não são para sí, mas para uma dimensão coletiva, os dons devem ser colocados para os outros, para o bem comum, quando colocamos os dons a serviço do bem comum estamos semeando o reino de Deus.

Pe. Mário Pizetta, ssp

Pároco


SOMOS SANTUÁRIOS DE DEUS

A Igreja celebra hoje a festividade da Dedicação da Basílica do Latrão, ela representa ser o símbolo de todas as Igrejas, sejam elas simples ou famosas.  Várias imagens da liturgia deste domingo estão muito próximas de nós e carregam um significado muito especial: água, lavoura, casa, construção, alicerce, templo. A água que sai do templo vai até o rio, banha a margem, faz a natureza germinar e gera vida (cf. Ez 47, 1-2.8-9.12). O templo é o lugar onde gera sinais de vida.

Na segunda leitura, Paulo nos alertará que somos lavoura, nos questiona como estamos construindo. Nos alerta de que o verdadeiro alicerce é Cristo. Lembra a comunidade de que  todos que crêem em Cristo tornam-se santuário de Deus (cf. 1Cor 3,9-11.16-17). Como imagem do criador, precisamos crer que nosso corpo é um templo de Deus, por isso que precisamos respeitá-lo.

No evangelho encontramos aquela passagem onde, Jesus vai ao templo, por ocasião da Páscoa dos judeus. Ali verifica que a finalidade da festa foi alterada, mais do que lembrar uma libertação, a festa tornou-se uma fonte de negócios, de exploração de quem vem para celebrar. Diante disso, Jesus com um chicote expulsa as pessoas do templo e diz com voz forte: "Tirai isto daqui! Não façais da casa de meu Pai uma casa de comercio! (Jo 2,16). Jesus é o novo templo. Quando o acolhemos entramos para a vida. Observando um pouco o comportamento das pessoas vemos o quanto forte é imagem do templo. Constatamos não apenas o respeito pela construção do templo, mas quando entramos numa igreja, mas sempre que passam defronte a ela muitos fazem uma reverência ou o sinal da cruz. O templo tem uma conotação do sagrado. Sagrado porque é um lugar ela nos remete ao sentido do sagrado. Outra lição que podemos tirar neste domingo é sobre o verdadeiro sentido da comunidade  como morada do Espírito Santo.

Atenciosamente
Pe. Mario Pizetta, ssp
Pároco

FESTAS DA ESPERANÇA

Neste final de semana celebramos duas festas importantes: Todos os Santos no sábado, e no domingo, Finados. O dia de Todos os Santos nos lembra aqueles que passaram neste mundo fazendo o bem, vivendo o amor que Cristo nos ensinou, onde sua vida tornou-se um exemplo para nós. A santidade é uma meta que todos podem alcançar. O caminho para atingir esta meta é a vivência das Bem-aventuranças (cf. Mt 5,1-12a). No domingo, é dia Finados, recordamos aqueles que nos antecederam. Recordar quem já partiu, é um gesto de fé  e de esperança na vida eterna.  A reflexão que podemos fazer neste dia é sobre a relatividade do tempo, o nosso existir. Vemos que somos andantes de uma grande caminhada, que ao longo do percurso veste-se de significados e sensações diferentes, onde a dimensão do eterno é o que nos faz avançar. Não caminhamos para o fim, mas um novo começo. O tempo desta caminhada não depende de nós, ele é resultado de um universo de fatores, desde os genéticos até os mais desconhecidos do ser humano. O começo e o fim não dependem de nós. Somos obras das mãos de Deus.

A primeira leitura de Finados relata a experiência de Jó, que mesmo vivendo em completa desolação, crê que Deus vai tirá-lo daquela realidade (cf. Jó 19, 25).

É um olhar de superação, confiança e esperança, "Eu mesmo o verei", veremos isto em Jó 19,27.

Na segunda leitura, Paulo, nos ensina que Cristo, com sua morte, fomos reconciliados, isto é tirados de uma situação de desgraça e levados para uma vida nova (cf. Rm 5,5-11).

O evangelho nos mostrará a grande ação de Jesus: "Salvar a todos que lhes foram confiados" (cf. Jo 5,39). Também é confortador ter a certeza  que todo aquele "que nele crer tem a vida eterna e ressuscitará no último dia" (cf. Jo 6,37-40). Não somos caminheiros de um percurso sem rumo, mas caminhamos com uma meta bem clara: como filhos de Deus. Avançamos buscando a vida na busca do sentido pleno da existência, que é, o caminho da santidade.

Atenciosamente
Pe. Mario Pizetta, ssp
Pároco
 

Mensagens da semana outubro 2014

O MAIOR MANDAMENTO

O centro de nossa reflexão deste 30º domingo do tempo comum, ano A, parte de uma pergunta de um fariseu que provoca  Jesus: "Mestre, qual é o maior mandamento da lei"(Mt  22,36). Jesus sintetiza afirmando: Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, de toda tua alma e de todo o teu entendimento. Esse é maior e o primeiro mandamento" e o segundo: "Amarás o teu próximo como a si mesmo" (Mt 22,37-39).  Na lei antiga encontramos 312 preceitos, ou seja, 365 proibições e 248 mandamentos. Jesus revela toda a sua sabedoria em poucas palavras quando resume toda lei. Constatamos no mundo de hoje que quanto maior o número de leis mais imperfeita é a lei. Jesus fundamenta suas afirmações no Antigo Testamento: "Amar a Deus"(cf. Dt 6,5) e Lv 19,18: "Amar o próximo como a si mesmo". Vejamos como as leituras nos indicam este caminho:

Na primeira leitura situamos algumas advertências recomendadas pelo Livro do Exodo: "Não oprimas m nem maltrates o estrangeiro...Nem ofendas a viúva e o órfão...(cf. Ex 22,20-26). Deduzimos do texto que na época havia  um tempo de situação de exclusão e vulnerabilidade. Hoje esta realidade se apresenta da mesma maneira, temos andarilhos, pessoas vivendo em condições sub-humanas, grandes diferenças sociais, a vulnerabilidade é grande. A dignidade começa quando este grupo de pessoas recebe reconhecimento.O lucro está acima da pessoa.

Na segunda leitura, o apóstolo Paulo identifica que a comunidade de Tessalônica  vivencia o que Jesus ensina,  apesar de toda a tribulação que vive. O amor a Deus e ao irmão se manifesta na comunidade. De nada adianta  os joelhos dobrados diante do altar se cruzarmos os braços diante das injustiças e da miséria. Já se passaram  mais de dois mil anos e ainda não compreendemos o ensinamento de Jesus. A compreensão do amor nos leva a entender a grandeza de Deus, que nos ama primeiro e deixa este mandamento para vivermos. Neste domingo aprendemos ainda que amar é realizar a vontade de Deus em nossas ações.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


A  A HISTÓRIA HUMANA É CONDUZIDA POR DEUS.

O evangelho deste 29º domingo do Tempo Comum, Ano A, nos convida a refletir que a  condução da história é feita por  Deus.

A primeira leitura, Deus chama Ciro para ser o condutor do povo e enfrentar o orgulho dos reis que não reconhecem a Deus.

Ciro, escuta do Senhor: "Eu sou o Senhor, armei-te  guerreiro, e através de ti dar a conhecer que "Eu sou o Senhor, não há outro" (cf. Is 45,1.4-6).

No evangelho, Jesus percebe a malícia dos interlocutores sobre a quem dar a moeda. Deixa claro que não veio competir com ninguém, o Reino que Ele propõe não tem as regras que o mundo segue.

Jesus reconhece que as realidades deste mundo tem suas regras e estas não podem se sobrepor a Deus  e muito menos atrapalhar a soberania de Deus (cf. Mt 22,15-21).

Na segunda leitura o apóstolo Paulo inicialmente se alegra pela forma como os tessalonicenses acolheram o evangelho.

Exorta-os para que se mantenham firmes porque o evangelho apresentado, não foi apenas por meio de palavras humanas, mas ditas pela força do espírito (cf. 1Ts 1,1-5).

No mundo de hoje assistimos uma desenfreada busca de poder. Para muitos o poder é uma segurança. Com o  poder se conquista dinheiro, e com o dinheiro se  alcança os universos dos prazeres. Poder e dinheiro são tentações da história humana. Estas realidades afastam Deus da vida.

Jesus no evangelho de hoje reconhece a autoridade de Cesar, mas alerta Cesar de que ele não pode ser superior às realidades de Deus, o universo religioso: "Daí a Cesar o que é de Cesar e a Deus o que é de Deus". 

 

Pe. Mário Pizetta, ssp

Pároco


"FAZEI TUDO O QUE ELE VOS DISSER"

Estas palavras refletem parte dos conteúdos deste 28º domingo do tempo comum, Ano A, dia que nós brasileiros lembramos Nossa Senhora Aparecida.

A Palavra de Deus na primeira leitura procura exaltar a figura de Ester, rainha que se coloca ao lado do povo e vai para junto do Rei para interceder pela vida de seu povo. Ester é a grande mulher, como tantas outras do Antigo Testamento, Judite, Débora, Ana Rute  que se colocam a favor da vida, assim como Maria se coloca no serviço de seus filhos e filhas (cf. Es 5,1b-2; 7,2b-3). Maria é a grande intercessora junto ao Pai: "Eles não tem mais vinho"

No evangelho, o evangelista João nos apresenta o primeiro sinal de Jesus o milagre das Bodas de Caná, onde Maria orienta aqueles que serviam para que fizessem tudo o que Jesus pedisse (cf. Jo 2,1-11). Maria caminha com o seu povo, portanto é uma presença viva, sempre atenta às necessidades do povo.

Na segunda leitura vemos Maria que se apresenta no céu como um grande sinal (cf. Ap 12, 1-5,13a,15-16). Ela protege o filho.

Assim também é a aparição de Nossa senhora Aparecida nas águas do Paraíba. Ela surge para resgatar a dignidade de seus filhos que estavam sendo escravizados.

Maria representa uma nova consciência. Ela é mãe e como mãe não quer ver nenhum de seus filhos sendo explorado. Maria age em favor dos que estão próximos, mas não participam.

Continuemos nossa prece em favor dos bispos, casais, estudiosos em Roma, que junto com o Papa Francisco refletem a situação da Família.

Não esqueçamos que estamos no mês das Missões. Missão é dar oportunidade para que todos possam conhecer e vivenciar as palavras e atitudes de Jesus.


Atenciosamente

Pe. Mario Pizetta, ssp
Pároco


 

 
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