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Mensagens das Semanas Anteriores

Mensagens da semanas Fevereiro de 2016

"VOU CAVAR EM VOLTA E COLOCAR ADUBO" 


  A liturgia deste domingo nos fala da mudança que cada um é convidado a fazer, a conversão. Na 1ª leitura, vemos o encontro de Moises com o Senhor no monte. Moises se depara com a sarça que ardia e não consumia a planta. Moises se aproxima. Deus o chama, pede para não se aproximar, o Senhor diz que Ele está ali, pede para tirar as sandálias e se identifica: "Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac... Moisés cobre o rosto e escuta: "Eu vi a aflição do meu povo que está no Egito...desci para libertá-los".  Deus lhe pede para ir a este povo e dizer que o "Eu sou aquele que sou" não quer mais escravidão (cf. Ex 3,1-8.13-15). 

O evangelho apresenta inicialmente duas tragédias, conhecidas no tempo, e alerta as pessoas afirmando que os que sofreram a tragédia não eram mais pecadores dos que não morreram. Jesus faz um grande apelo a conversão pessoal. Na parábola da figueira, que seria destruída, por não gerar figos, alguém veio em socorro desta: "vou cavar em volta e colocar adubo" (Lc 13,8). Deus é sempre paciente com seus filhos e filhas, nos dando um tempo. A quaresma é este tempo favorável de alimentar-se mais de Deus, pedir perdão dos seus pecados, para produzir frutos. As pessoas que intercedem e buscam salvar a figueira são aquelas que assumiram a vida em Jesus e procuram salvar os que se encontram distantes. (cf. Lc 13,1-9). 

A segunda leitura Paulo recorda a experiência libertadora do Egito, a assistência de Deus e muitos morreram e ficaram no deserto por terem desagradado o Senhor Deus (cf. 1Cor 10,5ss). Jesus, neste domingo, nos ajuda a compreender que é muito fácil pedir a conversão dos outros do que realizar a conversão em si próprio. Lembra que a verdadeira conversão começa em nós mesmos.   

Pe. Mário Pizetta Pároco  


UM ENCONTRO PARA TRANSFORMAR

O 2º domingo da Quaresma nos leva ao monte Tabor. Como Pedro, Tiago e João, somos convidados a viver a experiência no alto da montanha, da transformação e a contemplação da glorificação de Jesus junto com Moisés e Elias.

A primeira leitura nos mostra a Aliança de Abrão que ao romper do seu mundo da desconfiança, saindo do casulo, vislumbra diante de si a promessa de Deus.

Sair de si mesmo, do isolamento nos permite ter um novo olhar. Muitas respostas para vida chegam até nós quando nos desinstalamos (cf. Gn 15,5-12.17-18).

No evangelho, vamos ao alto do monte e experimentar a glorificação do Senhor, ou seja, a verdadeira transformação, que é a conquista da plena consciência de quem é Jesus: "Este é o meu Filho, escutai o que ele diz:" (Lc 9,35). Na escuta e seguimento de Jesus veremos a sua glória.

Na segunda leitura, Paulo exorta a comunidade dos Filipenses para abandonar os "deuses da vida terrena" e buscar a verdadeira transformação que será alcançada em Cristo Nosso Senhor (cf. Fil 3,17-4,1). O caminho da conversão é um caminho de transformação.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


"DEIXAI-VOS RECONCILIAR COM DEUS"

Na última quarta-feira, com as cinzas, iniciamos a Quaresma e a Campanha da Fraternidade. E com estas, um convite todo especial para uma mudança de vida. Neste tempo da Quaresma vamos encontrar na liturgia expressões fortes, como vimos na quarta-feira de cinzas: "Voltai para mim", "Rasgai o coração e não as vestes"(cf. Joel 2,12.13). "Deixai-vos reconciliar com Deus", "Este é o momento favorável" (2Cor 5,20. 6,2). Através da prática das obras de misericórdia, oração e o jejum buscar uma verdadeira conversão (cf. Mt 6,1-6.16.18).

Neste 1º domingo, na primeira leitura, vemos o relato de Moises que lembra ao povo o difícil caminho percorrido até chegar a este momento e como gesto de gratidão e reconhecimento, inclina-se diante de Deus para a adoração e oferece os primeiros frutos (cf. Dt 26,4-10).

O evangelho nos mostra uma realidade presente na vida do ser humano: as tentações. As três tentações de hoje resumem todas as nossas inclinações: ter, poder e ser. Nestes universos se manifestam todas as nossas inclinações. Elas fazem parte de nossa vida e convivem conosco. Para vencê-las precisamos estar sempre fortalecidos, crescer espiritualmente (cf. Lc 4,1-13).

Falando aos romanos, Paulo, recomenda a escuta da Palavra, pois "é crendo no coração que se alcança a justiça e é confessando a fé com a boca que se obtém a salvação", "Todo aquele que nele crer não será confundido" (cf. Rm 10,8-13). Reconhecer os momentos de nossa história é sentir a presença de Deus em nossa caminhada. As tentações nos fazem estar sempre vigilantes e superá-las é manifestar nossa confiança no Senhor. A Palavra é colocada dentro de nós para que possamos reconhecer sempre a ação de Deus. Um abençoado período Quaresmal à todos.

Pe. Mário Pizetta, ssp


AVANÇAR PARA ÁGUAS MAIS PROFUNDAS: CONDIÇÃO PARA ASSUMIR A VOCAÇÃO

O 5º domingo do Tempo Comum, Ano C, aprofunda uma questão muito importante em nossa existência: qual é a minha vocação? Cada ser humano tem uma forma de colaborar com o projeto de Deus.

A 1ª leitura fala da visão de Isaias. Diante da contemplação Isaias sente a sua pequenez, e escuta o grande apelo: "quem, enviarei?". O profeta responde:" Aqui estou, pode enviar-me" (Is 6,1-8).

No evangelho, Jesus afirma para os discípulos a necessidade de "avançar para águas mais profundas"(Lc 5,4).

A segunda leitura, Paulo recorda à comunidade de Corinto, que tudo o que ele pregou, recebeu de Cristo morto e ressuscitado e que tudo é obra da Graça de Deus (cf. 1Cor 15,1-11). A vocação é sempre um apelo de Deus feito à pessoa. Deus chama por que ama. Avançar para águas mais profundas é assumir a própria vocação com todos os riscos. Ao responder o apelo de Deus descobrimos a gratuidade deste amor. Avançar para águas mais profundas é parte de uma "Igreja em Saída"(cf. Lc 5,1-11). 

Pe. Mário Pizetta, ssp Pároco


 

 

Mensagens da semanas Janeiro de 2016

OS DESAFIOS DA MISSÃO PROFÉTICA   

O 4º domingo do tempo Comum, ano C, coloca diante de nós os desafios, a missão e os dramas do Profeta. A primeira leitura apresenta o chamado de Deus a Jeremias, e também o seu envio: "Vamos, põe a roupa e o cinto, levanta-te e comunica-lhes tudo o que eu te mandar dizer; eu te transformarei numa cidade fortificada e estarei contigo". Vemos a transformação do profeta pelas mãos de Deus e a certeza de sua presença. (cf. Jr 1,5b).  
 
No evangelho encontramos a narrativa de Lucas que mostra Jesus, o grande profeta, na sinagoga sofrendo rejeição, questionamento, sendo desprezado, hostilizado, não reconhecido, inclusive sofrendo gozação: "Não é este o filho de José"(cf. Lc 4,22). Jesus é o novo. Assim como ontem não aceitaram Jesus, também hoje muitos admiram Jesus más não o acolhem. A acolhida de sua mensagem é o caminho da transformação.  
 
A segunda leitura, apresenta o hino ao amor. Ali iremos aprender que somente quem ama é capaz de sofrer perseguições, enfrentar obstáculos e superá-los (1Cor 12,31-13,13). A Igreja necessita ser profética. Ela caminha contra a corrente, está sempre na contramão. A Igreja precisa estar atenta, por isso a sua presença junto aos desafios da vida não sejam engolidos por interesses contrários ao Reino. Enquanto agimos profeticamente somos geradores de esperança.    
 
Atenciosamente
Pe. Mário Pizetta, ssp

ANUNCIADORES DA PALAVRA

 

A liturgia deste 3º domingo do Tempo Comum, por meio de Lucas, nos apresenta importância da Palavra na vida de todos nós. Vejamos como isto nos é apresentado:

Na 1ª leitura vemos o povo que se posiciona em assembleia para ouvir o sacerdote Esdras: O povo escuta e procura compreender a força da Palavra. O povo chorava ao ouvir as palavras da lei (cf. Ne 8,2-6.8-10).

No evangelho encontramos Jesus na sinagoga e ali vai ler um texto do profeta Isaias: "O Espírito de Deus está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a boa nova aos pobres, proclamar a libertação aos cativos, recuperar a vista, libertar os oprimidos...e concluiu: Hoje se cumpriu esta passagem" (cf. Lc 1,1-4;4,14-21). Jesus é o ungido de Deus, e sua missão é ser anunciador da Palavra.

Na verdade todo aquele que crê e testemunha sua fé em Jesus torna-se um anunciador das obras do Pai.

A segunda leitura vem de Paulo aos Coríntios e apresenta a imagem do corpo para representar o mistério da Igreja que é o corpo de Cristo. (cf. 1Cor 12,12-30). A leitura nos ensina que todos somos importantes, não existe superioridade ou inferioridade. Cada um é chamado a ser responsável.

Neste domingo vemos que o lugar da Palavra é o centro da comunidade e de cada um de nós. A palavra quando acolhida é geradora de alegria e provoca a festa. A Palavra nos faz reconhecer que Cristo é a cabeça e nós somos os seus membros. Cada um de nós, alimentados por ela somos chamados a vivenciar os dons recebidos e colocá-los ao bem comum.

Assim como Jesus foi anunciador da Boa Nova, nós que cremos nos tornamos anunciadores de sua Palavra.


Pe. Mário Pizetta
Pároco


 

 

Mensagens da semana Dezembro de 2015

O ENCONTRO DE MARIA E ISABEL

 

O quarto domingo do Advento nos coloca diante de Maria, a mãe de Jesus e a mãe de João Batista, Isabel.

Este encontro é a manifestação de que estamos prestes ao Natal. Vejamos algumas das lições deste domingo:

A primeira leitura, do profeta Miquéias, exalta a pequena cidade de Belém, e informa que de lá vai surgir o príncipe  da Paz, ele mesmo será a Paz (cf. Mq 5,1-4).

Na segunda leitura vamos até a carta aos hebreus onde conferimos de que a Deus não eram agradáveis os sacrifícios de bodes e carneiros para reparação dos pecados, mas era necessário que o Filho do Homem viesse: "Eis que venho para fazer a tua vontade" (cf. Hb 10,7.8).

O evangelho relata o grande encontro de Maria com sua prima Isabel. Maria é identificada: "Bendita entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre"(cf. Lc 1,42).

Isabel reconhece em Maria aquele que traz para a humanidade a vida, a esperança.

A visitação é um gesto de solidariedade. A solidariedade é ir ao encontro do outro, é estender a mão, o que às vezes sentimos que falta na convivência humana.

Vemos ainda neste acontecimento a manifestação do grande amor que Deus tem por cada um de nós. Deus, quer que o homem também participe na realização de seus projetos. Maria é a grande colaboradora do Pai para a salvação da humanidade.
 

Pe. Mário Pizetta

Pároco


PREPARAR OS CAMINHOS

 

As leituras do 2º domingo do Advento nos convidam a escutar a voz do deserto e preparar os caminhos do Senhor.

A primeira leitura, de Baruc, pedia ao povo de Jerusalém para tirar as vestes do luto e revestir-se dos adornos da glória vinda de Deus (cf. Bar 5,1-9).

Este mesmo pedido hoje é feito para nós: tirarmos as vestes da insegurança, da falsidade, da corrupção e vestirmos das vestes da sinceridade, do perdão, da misericórdia.

Na segunda leitura, Paulo nos convida a permanecermos firmes em nossa conduta, crescermos em conhecimento dos mistérios de Deus e multiplicar as obras da Justiça (cf. 2Fil 1,4-6.8-11)

No evangelho nos é apresentada a imagem de João Batista, a voz que clama no deserto (cf. Lc 3,1-6).

O Natal é uma festa de recepção. Esta expectativa de chegada do Menino Deus nos coloca a uma atitude de vigilância, ou seja, quando escutamos a Palavra de Deus e a buscamos viver estamos sempre em preparação.

Convido a cada um de vocês para vivermos o ano da Misericórdia.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


QUE DEVEMOS FAZER?

 

O terceiro domingo do advento é chamado o domingo da Alegria e novamente nos trás a figura de João Batista. Diante de sua pregação todos se perguntam: " Mestre, que devemos fazer?"(cf. Lc 13, 13).

Iniciamos as leituras escutando Sofonias que diz: " Canta de alegria, rejubila cidade de Sião e alegra-te de todo o coração(cf. Sof 3,14-18).

Na segunda leitura também ouviremos o apóstolo Paulo chamando a comunidade de Filipo: "Alegrai-vos sempre no Senhor"(Fl 4,4-7).

No evangelho João dirá que não é o Messias, aquele que virá depois dele é o que vos batizará no Espirito (cf. lc 3,10-18).

O convite à Alegria é oriundo da chegada de Jesus. Para receber em nossa casa Jesus, precisamos de mudanças.

Todos hoje gritam por mudanças: Fim da corrupção, de desvio de verbas públicas, uma falta de Ética, Moral. Nossa sociedade vive numa constante guerra, a violência espalhada em toda parte.

Somos convidados a trocar o egoísmo pela partilha, a ganância, o indiferentismo pelo reconhecimento do outro. Buscar a justiça, a paz, a misericórdia.

Não existirá alegria entre nós se não houver transformações. A grande mudança começa quando eu começo a mudar.

Não percamos neste Ano Santo da Misericórdia a oportunidade de construir um mundo melhor.

 

Pe. Mário Pizetta,ssp
Pároco


 

 

"EU SOU REI''

 

Neste domingo celebramos a festa de Jesus Cristo Rei do Universo. Esta festa foi introduzida por Pio XI em 1925 para combater um certo laicismo moderno. A expressão " EU SOU REI" vamos encontrar no evangelho da liturgia de hoje no diálogo de Pilatos com Jesus (cf. Jo 18,33b-37).

A realeza de Jesus é totalmente oposta aos reinados deste mundo. Veremos que Jesus é Rei por ser o Mediador. Nele, nós encontramos a plenitude da criação. Ele é a imagem do Deus invisível. O primogênito de toda a criação (Hb 1,3; Cl 1,17). Veremos ainda que realeza de Cristo é universal, sobre tudo e todos. O livro de Daniel, lido na 1ª leitura, nos dirá que Deus enviará o seu filho para intervir no mundo. A Ele foi lhe dado um poder que não será tirado e o seu reinado não se dissolverá (cf. Dn 7,13-14).

A segunda leitura que apresenta o prólogo do livro do Apocalipse afirmará: "Jesus é a testemunha fiel” (Ap 7,5), o alfa e ômega (Ap 7,8).

No evangelho, Jesus dirá a Pilatos: "O meu reino não é deste mundo". Jesus também explicará porque veio ao mundo: "Eu nasci e vim ao mundo para dar testemunho da verdade (cf. Jo 18,37). A realeza de Jesus está na misericórdia, fraternidade, partilha, perdão, solidariedade com os homens e na paz.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


OS SINAIS DO MUNDO E OS SINAIS DO REINO


As leituras do 33º domingo do tempo Comum, Ano B, falam de uma linguagem apocalíptica e nos pede discernimento diante da vida. Como estamos no final do Ano Litúrgico, a primeira leitura, de Daniel, exorta sobre o fim de cada um: os sábios brilharão como o firmamento, e por terem ensinado as virtudes serão como estrelas para a eternidade, os outros, para o opróbrio (cf. Dn 12,1-3).

Na carta aos Hebreus, veremos que Cristo, depois de sua oferta ao Pai, nos libertando do pecado, senta-se a direita de Deus (cf. Hb 10,11-4.18).

No evangelho, numa linguagem que à primeira vista assusta, Deus enviará no final dos tempos os seus anjos e recolherá de todos os cantos os eleitos de Deus (cf. Mc 13,27). Este momento acontecerá, mas ninguém saberá, a não ser o Pai (cf. Mc13,32). Dos textos podemos tirar uma conclusão: todos teremos um final, que dependerá de como você conduziu sua história. Por isso é importante que cada um viva fazendo o bem em cada momento de sua vida. O que vive para Deus não precisa temer. Viver numa atitude de sabedoria discernindo os sinais da história.
 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


O POUCO DADO COM AMOR É FONTE GERADORA DE VIDA

Estamos nos aproximando do final do Tempo Comum Ano B e neste 32º terceiro domingo vemos diante de nossos olhos relatos que nos levam a compreender que onde existe a generosidade, partilha e a solidariedade está sendo gerada a vida.

Na primeira leitura vemos o caso da viúva de Serepta que acolhe o pedido do profeta Elias que lhe pede água e um pedaço de pão, era tudo o que ela possuía, ela não negou e atendeu o pedido, nunca mais lhe faltou o alimento (cf. 1Rs 17,10-16). Deus abençoa quem dá com alegria.

Na segunda leitura veremos que a oferta de Jesus ao Pai abriu as portas de todos, oferecendo-se a si mesmo para libertar a todos dos pecados (cf. Hb 9,24-28). Ao colocarmos a vida a serviço do irmão descobrimos uma alegria que não é encontrada em nenhum outro lugar.

No evangelho, vemos Jesus que elogia a atitude da viúva: "Todos davam do que sobravam, mas ela deu o que era para seu viver" ( cf. Mc 12,38-44). A doação é sempre um gesto de amor. Amor não é sobra. A vida é sempre uma partilha, e quando assim compreendemos, estamos gerando vida ao redor de nós.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


 

 

A SANTIDADE COMEÇA AQUI

Neste final de semana festejamos a festa de Todos os Santos. Vejamos como as leituras mostram esta realidade da graça de Deus.

Na primeira leitura, no livro do Apocalipse, encontramos estas palavras: "Vi uma grande multidão que ninguém podia contar" (Ap 7,9). Esta expressão nos indica que o número de santos é maior do que podemos imaginar. Eles representam todos aqueles que superaram as tribulações e foram capazes de dar testemunho e lavaram suas vestes no sangue do Cordeiro. A santidade não é privilégio, mas todos podem alcançar a santidade.

Na segunda leitura, vamos compreender que somos filhos de Deus. Na vivência do amor está o caminho da santidade. A santidade é uma manifestação do amor de Deus.

Na medida que amamos nos tornamos santos (cf. 1 Jo 1-3).

No evangelho será proclamado o texto das Bem-aventuranças (cf. Mt 5,1-12). Elas representam o caminho para alcançar a santidade. Começa com o espirito de pobre, passa pela estrada da misericórdia, com o irmão torna-se manso e compreensivo. O santo busca construir uma sociedade de paz, mesmo que isto que cause perseguição. A santidade passa pelo plenamente humano. Torna-se santo aquele aprende amar como Jesus. No mundo, os santos são aqueles que nos estimulam a acreditar no amor de Deus.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


"MESTRE QUE EU VEJA" (Mc 10,52)”

A visão é um dos maiores dons que Deus dá ao homem. Todavia o que pode acontecer é que muitas vezes podemos enxergar, mas não ver. A cegueira que Jesus elimina em Bartimeu é mais do que uma cegueira física, é algo maior: compreensão do significado do tempo presente, a vinda de Jesus. Jeremias, que lemos na primeira leitura, lembra as palavras do Senhor ao povo: "Exultai de alegria por Jacó"(Jer 31,7ss) que novos dias virão. A volta é uma conversão, por isso as lágrimas misturadas com os sorrisos. Deus está sempre pronto para realizar maravilhas, exultemos de alegria (cf. Sl 125(126)).

A Carta aos Hebreus explicará que todo sacerdote, ou seja, seu servidor, é tirado do meio do povo e colocado ao serviço do povo para oferecer sacrifícios em favor do povo e de si próprio (cf. Heb 5,1-6).

No evangelho vamos encontrar os gritos de Bartimeu que procura Jesus para libertá-lo das cegueira. Esta, não é apenas uma cegueira física, mas espiritual, por isso Jesus lhe diz: "Tua fé lhe salvou"(cf. Mc 10,46-52). A gravidade do Cegueira Espiritual é mais profunda, é a cegueira do espirito.

Muitas vezes podemos ser cegos fisicamente, mas não cegos espirituais. Somente a fé nos livra da cegueira espiritual. Por meio da fé somos capazes de ler o significado dos fatos ao nosso redor, as relações que possuem. Viver de modo integrado, mas com os olhos de Jesus.


Pe. Mário Pizetta
Pároco


CHAMADOS PARA SERVIR 

 

O mês de outubro nos coloca diante de uma das maiores tarefas deixadas por Jesus aos seus discípulos: serem missionários. Tornar-se missionário é colocar-se à serviço da Palavra para gerar esperança na vida eterna vida.

O profeta Isaias, lido na primeira leitura de hoje, mostra que o Servo Sofredor, imagem de Cristo, carrega sobre si todo sofrimento e assume este comportamento para livrar a todos do pecado.

Na segunda leitura (cf. Hb 4,14-16) Cristo é identificado como o Sumo Sacerdote, capaz de compadecer-se de nossos pecados. Nele nós precisamos nos aproximar para alcançarmos a misericórdia de Deus.

No evangelho, teremos a narrativa de Marcos que nos apresenta um fato curioso, o pedido de Tiago e João a Jesus: "Deixa-nos sentar um à tua direita e outro a sua esquerda quando estiveres na sua glória"(cf. Mc 10,37). Inicialmente vemos que os discípulos mais uma vez encontram dificuldades de entender a proposta de Jesus e explicará aos seus discípulos que este lugar será dado a quem o Pai convidar.  Esta liturgia nos ensina os caminhos da verdadeira felicidade e da conquista do eterno. Aquele que serve, com alegria, abre as portas para a eternidade. O serviço ao irmão é fonte de felicidade. O serviço é uma expressão do amor de Deus que habita em nós.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


A SABEDORIA CONDUZ A VIDA

 

A liturgia deste domingo, o 28º do Tempo Comum, Ano B, nos leva a pedir a sabedoria. A primeira leitura afirma: "preferi a sabedoria aos cetros e tronos, julguei sem valor a riqueza"(cf. Sab 7,8).

Na carta aos Hebreus vemos a força da Palavra: "é viva, eficaz, é como uma espada de dois gumes, penetra no ser humano e torna tudo nu diante de si, nada se esconde" (cf. Hb 4,12-23).

No evangelho, vemos um encontro de alguém do meio da multidão, que se coloca de joelhos diante de Jesus. Após um diálogo entre os dois, Jesus lhes diz que estava faltando algo "vender tudo o que possuía e dar aos pobres, mas este após ouvir ficou triste e foi embora porque era muito rico, por isso Jesus afirma: "dificilmente um rico entrará nos Reino dos Céus"(cf. Mc 17,12-20). Das três leituras podemos buscar algumas lições:

- A busca da sabedoria nos conduz a vida.

- A escuta da Palavra nos torna sábio diante de Deus.

- Sábio é aquele que se liberta das preocupações do mundo e se coloca à disposição de Deus e recebe cem vezes mais. Jesus não condena quem é rico, mas aquele que prende seu coração nas realidades do mundo. Continuemos a rezar pelo Sínodo da família.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


NÃO SEPARE O QUE DEUS UNIU

 

O 27º domingo do tempo comum faz um olhar sobre o matrimônio, a família.

Na primeira leitura vemos que Deus afirma: "Não é bom que o homem esteja só. Vou dar-lhe uma auxiliar semelhante a ele"(Gn2,18).

É da vontade de Deus que o homem deixe seu pai e mãe e se unirá a sua mulher, e eles serão uma só carne"(Gn 2,24). O casamento é o prolongamento do amor de Deus com a criaçaõcriação. Esta atração é inacabável, enquanto o homem e mulher existirem existirá. A união é para a felicidade.

No evangelho, vemos que no tempo de Moises esta dissolução foi permitida devido a "dureza do seu coração" (cf. Mc 10,5).

Na segunda leitura, da carta aos Hebreus, vemos Jesus assumindo toda a realidade da vida Humana (Hb 2,9-11)

A união matrimonial não apenas união sexual, ela é um espelho do grande amor que Deus tem pela humanidade.

Nesta semana inicia o Sínodo da Família em Roma, rezemos para o Espirito ilumine a todos para responder a tantos questionamentos advindos da vida de hoje e fortalecer ainda mais a vida da família.

 

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


UM APELO QUE NOS ALERTA: SEM PRIVILÉGIOS

 

A liturgia deste 26º domingo do tempo comum, ano B, nos mostra que o Espirito age não apenas nas lideranças. Não é um privilégio para alguns.

Na primeira leitura, vemos Moises que responde aos seus interlocutores que pediam que os homens do acampamento se calassem: "Tens ciúmes por mim? Quem dera que todo o povo fosse profeta"(cf. Nm 11,29).

No Evangelho Jesus também responde aos discípulos: "Não o proibais, pois ninguém faz milagres em meu nome para depois falar mal de mim, quem não é contra nós é a nosso favor"(cf. Mc 9, 38-40).

O apóstolo Tiago, na segunda leitura, adverte aqueles que acumulam riquezas sobre o esforço dos outros: "Vossa riqueza está apodrecendo, e vossas roupas estão carcomidas pelas traças. Vosso ouro e vossa prata estão enferrujados" (cf. Tg ,1-6). 

A grande lição deste domingo mostra que o Espirito de Deus age em todos. Os dons distribuídos às pessoas são para o bem comum. Tudo o que conquistarmos por meio destes dons são para o bem de todos. Nos adverte para estarmos livres dos ciúmes, das invejas. Pouco serve um esforço pessoal apenas para si próprio.

 

Pe. Mário Pizetta

Pároco


 

 
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