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Mensagens das Semanas Anteriores

Mensagens da semana novembro 2016

CONVERTEI-VOS PORQUE O REINO DE DEUS ESTÁ PRÓXIMO


No segundo domingo do Advento encontramos na liturgia a figura de João Batista, a voz que clama no deserto. Suas palavras são muito fortes: "raça de cobras venenosas...o machado já está na raiz das árvores...de todas as partes da Judéia, de Jerusalém vinham pessoas ao encontro de João... ele afirmava: Eu batizo com água para a conversão mas virá aquele que vos batizará no Espírito...(cf. Mt 3,1-12).

 

Paulo escrevendo aos Romanos exorta para que a comunidade tenha um só coração e uma só alma. Paulo justifica seu apelo: "Acolheu-vos uns aos outros, assim como Cristo vos acolheu"(cf. Rm 15,4-9). Trata-se de mudar nossos hábitos, e trazermos para nossa vida os valores que o Reino é portador.

 

Na primeira leitura Isaias dirá que surgirá da raiz de Jessé um ramo e sobre ele repousará o Espírito. (cf. Is 11,1-10). Esta leitura anuncia um novo tempo. A superação da violência nos é apresentada na imagem do cordeiro e o lobo que viverão juntos.

 

A liturgia do Advento nos convida a endireitar os nossos caminhos, isto é, nos recolocarmos na estrada de Deus mediante um caminho de conversão. A mudança é possível quando mudamos nosso modo de pensar e agir. Uma das grandes mudanças é a superação da mentalidade consumista.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


ADVENTO: TEMPO DE ESPERA, JESUS VAI CHEGAR

 

Iniciamos neste domingo o tempo do Advento, período de quatro semanas, onde vamos nos preparar para receber o Menino Jesus.

 

A primeira leitura nos convida a subir os montes para que o Senhor nos mostre os seus caminhos assimilando os seus preceitos. Irmos até a casa de Jacó para sermos guiados pela luz do Senhor (cf. Is 2,1-5). Ir para os montes não é uma realização de um passeio pelas montanhas, mas fazer um encontro com o Senhor. Da alegria do encontro com o Senhor nascem os compromissos com o irmão.

 

A segunda leitura nos fala que é tempo de despertar pois o Menino Deus está próximo, é necessário despojar-se das armas das trevas e deixar-se guiar pela luz (Rm 13,11-14). Transformar as armas que produzem a morte em vida. Vamos lembrar que, como cristãos, somos geradores de vida.

 

No evangelho somos convidados a estarmos sempre vigilantes pois não sabemos o dia nem a hora que o Senhor virá. Vigiar é assumir o caminho de Jesus, pois quem vive em seus caminhos pode perceber sua presença e não se preocupar com o fim. (cf. Mt 24,37-44). "Nós não somos das trevas nem da noite, nós somos do dia e da luz". Que cada um de nós seja gerador de luz e ajude o seu irmão a esperar sempre o dia.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco 


A REALEZA DO SERVIÇO


Hoje celebramos a festa de Cristo Rei. Para entender esta festa somos levados a ir até o calvário e junto a cruz, olharmos para o alto. Fixar nossos olhos naquele que está ali colocado na cruz. Escutar o que dizem os chefes do povo, os soldados, os condenados. Em meio a tantas gozações reconheceremos nas palavras de alguém que está ao seu lado, o rosto de um verdadeiro Rei: do Amor, misericórdia, da não violência.

Ele não se defende, não tem soldados, pois o seu reinado não é deste mundo das competições, da violência, do consumismo, das glórias, da ganância. A aceitação da morte pela cruz é a manifestação de que Jesus não é deste mundo. Jesus não veio competir com os poderes do mundo, estes passam, e depressa. O reinado de Jesus atende os pobres, cura os cegos, os coxos, vai ao encontro dos marginalizados, acolhe os pecadores. Ele não quer a glória e poder do mundo. Jesus quebra os paradigmas dos reinados no tempo e se coloca ao serviço da vida.

O texto, da primeira leitura, segundo livro de Samuel, apresenta a entronização de Davi como rei dos filhos de Israel: "Tu apascentarás o meu povo Israel e serás o seu chefe"(cf. 2 Sam 5,1-3). Em seu reinado haverá prosperidade, paz.

No evangelho vemos Jesus pregado na cruz e como se comportam as pessoas próximas a ele (cf. Lc 23,35-43).

Na segunda leitura encontraremos na carta aos Colossenses o hino Cristológico de Paulo: Cristo é a imagem, a cabeça e tudo foi criado por meio dele e para ele (cf. Col 1,12-20). Convido a todos a entrarmos em comunhão com o Papa Francisco que neste dia encerra o Ano da Misericórdia em Roma.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


NÃO FICARÁ PEDRA SOBRE PEDRA

 

Na medida que vamos chegando ao final do ano Litúrgico, as leituras nos deixam algumas alertas sobre uma realidade que nem sempre é agradável, a questão do FIM. O que podemos dizer. Vamos observar:

Tudo o que possui vida neste mundo possui o seu fim, isto ocorre no mundo dos animais, das plantas. Cada uma tem um tempo específico de vida.

No mundo humano também isto acontece, mas a compreensão do fim apresenta uma perspectiva diferente: para os que crêem, a morte não é o fim, mas o começo de uma nova vida, com a segunda vinda de Cristo.

Na liturgia da Palavra somos convidados a estarmos sempre preparados. Que não aconteça que quando o Senhor vier, estejamos com o coração distante, preso em nossas ocupações deste mundo.

A 1ª leitura mostra que o fim será diferente para o ímpio e o justo: "Os soberbos e os ímpios serão como palha, enquanto que os que temem ao Senhor, nascerá a sol da justiça" (cf. Mal 3,19-20).

O evangelho nos apresenta a advertência de Jesus para não admirar as belezas do templo, porque tudo será destruído, não ficará pedra sobre pedra. Nos alerta ainda para estarmos atentos e não nos deixarmos levar por falsos profetas (cf. Lc 21,5-19).

Na segunda leitura o apóstolo Paulo nos alertará sobre a importância de cada um ganhar o seu pão com o seu próprio trabalho (cf. 2Ts3,7-12). Lembramos que neste domingo se encerra o Ano da Misericórdia na região episcopal Sé e no próximo domingo dia 20 a nível mundial.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


SANTIDADE: UMA META QUE TODOS PODEM CHEGAR

 

Neste domingo, a Igreja no Brasil, celebra a vida de todos os que passaram neste mundo fazendo o bem: os Santos e Santas.

 

Na 1ª leitura veremos que João afirma que "via uma multidão imensa de gente de todas as nações, tribos, povos e línguas que não se podia contar"(Ap 7,9). A santidade não é privilégio de algum grupo, mas um caminho aberto e proposto a cada ser humano. A santidade é a manifestação do amor de Deus em cada um de nós.

 

O evangelho apresentará a estrada da santidade: pobreza de espirito, os aflitos do Reino, os misericordiosos, os mansos, os que promovem a paz, aqueles que tem sede de justiça, os puros, os perseguidos por causa do evangelho, e Jesus concluirá: "alegrai-vos e exultai por que será grande a recompensa"(cf. Mt 5,1-12), como nos diz o Papa Francisco: "Santidade é entregar-se ao outro".

 

Na segunda leitura vemos que João, em sua carta nos afirma: " vede que grande presente Deus nos deu, sermos chamados seus filhos" (1Jo 3,1-3). Celebrar os santos é recordar de todos os que ao longo de sua vida se esforçaram para testemunhar as Bem-aventuranças.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco.


 

 

Mensagens da semana outubro 2016
 

"ZAQUEU, DESCE DEPRESSA, VOU ATÉ SUA CASA" (cf. Lc 19,5)


Na liturgia deste 31º domingo do Tempo Comum, Ano C, encontramos a famosa passagem de Lucas do encontro de Jesus com Zaqueu, onde Jesus avisa Zaqueu, sobre uma árvore, que Ele vai até sua casa. Zaqueu, era um homem rico e ao mesmo tempo explorador, servia o poder romano, sem compaixão dos mais pobres. No entanto, Zaqueu queria conhecer Jesus. Lucas nos mostra que existe duas realidades presentes: a crítica dos legalistas que condenam Jesus porque vai à casa de um suposto pecador, e a manifestação da opção de Jesus: ir ao encontro dos marginalizados e pecadores. O amor de Jesus conquista o coração de Zaqueu (cf. Lc 19,1-10).


O livro da Sabedoria, na 1ª leitura, revela a proximidade de Deus na obra criadora e sua sensibilidade a tudo o que existe (cf. Sab 11,22-12,2).


Na segunda leitura Paulo reza e exorta sobre a fidelidade dos tessalonicenses a vocação a que cada um foi chamado, para que o nome de Jesus possa ser sempre glorificado e não se deixem contaminar por doutrinas contrárias a Cristo (cf. 2Ts 1,11-2,2).


Estamos chegando ao final do Ano Litúrgico e com ele o encerramento do Ano da Misericórdia. Convidamos ainda aqueles que não passaram pela Porta. Santa que procurem fazer este exercício espiritual, para obter o perdão do Senhor para suas próprias fragilidades.


Pe. Mário Pizetta
Pároco


IGREJA MISSIONÁRIA: TESTEMUNHA DA MISERICÓRDIA


Neste domingo a Igreja celebra o Dia Mundial das Missões. O Papa em sua mensagem nos convida, como discípulos missionários para "sair" e sermos portadores da grande compaixão de Jesus. A Igreja: "tem a missão de anunciar a misericórdia de Deus, coração pulsante do Evangelho"(Bula Misecordiae Vultus, 12).

 

Neste ano a Campanha Missionária teve como tema: "Cuidar da Casa Comum é nossa Missão".


Com relação as leituras proclamadas neste domingo encontramos:

Na 1ª leitura, do livro do Eclesiástico, aprendemos que Deus não faz acepção de pessoas e acolhe a prece de todo aquele que serve ao Senhor, sobretudo do humilde: "A prece do humilde ultrapassa as nuvens" (Ecl 35,15-17-30-22). Paulo escrevendo a Timóteo, fará um balanço de sua caminhada afirmando que "combateu o bom combate, terminou sua corrida e guardou a fé"(2Tm 4,6-8.16-18).

 

Jesus no evangelho vai narrar a história dos dois homens que foram ao templo para rezar: o fariseu e o cobrador de impostos. Lucas relata a prece de cada um. O fariseu, todo presunçoso, o cobrador de impostos, todo humilde. E Jesus concluiu que o cobrador de impostos voltou para casa justificado. Este domingo, mais uma vez, volta-se para o tema da oração. Aprendemos que para a oração ser eficaz, precisa da humildade, simplicidade e sinceridade de quem a faz (cf. Lc 18,9-14). Da verdadeira oração nasce o espirito missionário.


Pe. Mário Pizetta
Pároco


A PERSEVERANÇA DA ORAÇÃO


A liturgia deste domingo novamente traz a catequese do evangelista Lucas sobre a Oração. Aprenderemos que não bastará apenas rezar uma vez ou outra, mas é preciso ser perseverante na oração. Veremos neste domingo o sentido da súplica na oração. Esta dinâmica de ser perseverante é uma demonstração de fé.

Esta mensagem nós vamos encontrar na 1ª leitura, livro do Exodo, no episódio das mãos levantadas de Moises. A oração e fé caminham juntas. Quando estas realidades se associam conquistam a vida. A oração encontra sempre receptividade do Senhor (cf. Ex 17,8-13).

No evangelho, chama a atenção a persistência da viúva diante do Juiz. Esta atitude vem nos mostrar que também nós precisamos ser perseverantes na oração. Precisamos ser insistentes junto ao Pai, a quem elevamos nossa prece (cf. Lc 18,1-8).

Na segunda leitura encontraremos a exortação de Paulo a Timóteo sobre a Palavra: "Toda a Escritura é inspirada por Deus é útil para ensinar, para argumentar, para corrigir e para educar na justiça", continuará Paulo: "proclama a palavra, insiste oportuna ou importunamente, argumenta, repreende, aconselha com toda paciência e doutrina"(cf. 2Tm 3,16.4,2). Rezar é um diálogo com Deus. Por meio da oração entramos em nosso mundo interior, em nosso mundo espiritual, espaços onde podemos melhor compreender os caminhos de Deus. A virtude é conquistada pela disciplina na oração e na vida.
 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


''SOMOS SIMPLES SERVOS: ESTAMOS TODOS A SERVIÇO”

 

A reflexão deste domingo coloca diante de nossos olhos um binômio: Fé e Fidelidade. A interação dessas realidades nos colocam a serviço do projeto de Jesus.

Na 1ª leitura escutaremos um diálogo entre o profeta Habacuc e o Senhor. O profeta compreenderá que mesmo nos momentos difíceis devemos ter fé e fidelidade ao Senhor, pois "o justo viverá por sua fé" (cf. Hab 1,2-3; 2,2-4).

Na primeira parte do evangelho veremos os discípulos pedindo a Jesus que aumente a sua fé. Depois aprenderemos a lição da disponibilidade diante de Deus. "Somos simples servos"(cf. Lc 17,5-10). Os discípulos começam a perceber a importância da fé. É por meio dela que encontrarão profundidade, fidelidade na missão.

Na segunda leitura Paulo dirá a Timóteo a necessidade que temos de reavivar o caminho de nossa fé para termos fidelidade no seguimento de jesus. O aumento da fé permite dar testemunho, compreender as exigências do reino. A fé não permite que tenhamos vergonha de testemunhar o que cremos, como dirá o apostolo Paulo. (cf.1Tm 1,6-8.13-14).

Fé e fidelidade constituem os pilares para viver o espirito missionário. Rezemos todos neste mês de outubro pelas Missões. Vamos construir juntos uma Igreja em saída como nos recomenda o Papa Francisco.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


GRATIDÃO: UM GESTO DE AMOR

A liturgia deste domingo apresenta um dos temas mais caros no evangelho de Lucas: A gratidão.

Na primeira leitura encontramos a cura de Naamã, general sírio, que obedece ao profeta Elizeu para ir lavar-se no Jordão. Como sinal de gratidão ao Deus do profeta pedirá para levar sacos de terra, como gesto de humildade e simbolizando o verdadeiro Deus (2 Rs 5,14-17).

No evangelho escutaremos o texto dos dez leprosos que depois de terem sido acolhidos por Jesus. Enquanto se dirigiam ao sacerdote todos foram curados mas apenas um voltou-se para agradecer, este era samaritano, excluído dos judeus (Lc 17,11-19).

Na segunda leitura vemos a exortação de Paulo a Timóteo para que mantenha-se firme em Cristo Jesus. Vemos o testemunho do apóstolo que afirma que a Palavra de não está algemada (cf. 2Tm 2,8-13).

Um dia lia que a gratidão é uma flor rara. Expressar gratidão é um gesto profundo de amor, um gesto nobre de quem é humilde. Precisamos sempre agradecer a Deus, aos irmãos. Quando agradecemos estamos sendo acumulados de novos benefícios. Vamos nos recordar que a Eucaristia é um grande gesto de agradecimento.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco

 

Mensagens da semana setembro 2016

 

EXISTE UM GRANDE ABISMO ENTRE NÓS: CRESCEM OS MENDIGOS

 

A liturgia do 26º domingo do Tempo Comum, ano C, novamente vem nos colocar a questão da riqueza, da ganância de alguns e como consequência o crescimento de pessoas mais pobres.

O evangelho vai nos apresentar o episódio entre o rico e o pobre. O rico que suplica ao pai Abraão a possibilidade de molhar a sua língua. No entanto Abraão lhe dirá " Filho, lembra-te que tu recebeste os teus bens durante a vida e o pobre Lázaro não", além do mais existe um grande abismo entre os dois, ele é intransponível (Lc 16, 19-31).

A primeira leitura, tirada de Amós, continuará a alerta sobre aqueles que vivem na mais completa abundância e se tornam insensíveis aos mais pequenos, os mais desfavorecidos.

O profeta critica a falta de sensibilidade dos que possuem muito e alerta que a riqueza desvia as pessoas de Deus (cf. Am 6,1.4-7).

Na segunda leitura Paulo pedirá a Timóteo que procure conservar-se íntegro e fugir das coisas perversas, procurar a justiça, a fé, o amor, a firmeza, a mansidão (cf. 1 Tm 6,11-16).

Olhando para nossa realidade hoje constatamos que o crescimento dos pobres é inversamente proporcional ao número de ricos. Um ser humano nas calçadas de nossa cidade é um indicativo de algo não está certo. O verdadeiro sentido de justiça nos vem de Deus, não de politicas.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


CRISTO E OS BENS

As leituras do 25º domingo do tempo Comum, Ano C, nos ajudam a compreender os riscos que o dinheiro e os bens causam nas pessoas.

Na primeira leitura o profeta Amós faz uma denúncia sobre a ganância, quando se alteram as balanças com a finalidade de lucrar mais. O lucro vindo da exploração (cf. Am 8,4-7).

No evangelho, ouviremos de Jesus um elogio ao administrador desonesto. Jesus alertará aos discípulos que não podemos servir a Deus e ao dinheiro (cf. Lc 16,1-13).

Na segunda leitura vemos um apelo do autor da 1ª carta a Timóteo sobre a importância da oração que não deve ser uma atitude egoísta, buscando a si próprio, mas dar espaço aos valores duradouros do amor, da partilha e da fraternidade, contrastando com a busca da riqueza da primeira leitura(cf. 1Tim 2,1-8).

Deus nos deu um mundo abundante de riquezas, elas estão ao serviço do homem. Não podemos utilizar desses recursos para a exploração humana, mas para uma vivência fraterna.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


 

 

DEUS TEM UM OLHAR ESPECIAL PARA OS QUE ERRAM NA SUA VIDA

 

O 24º domingo do tempo Tempo Comum, Ano C, revela para todos os que creem o rosto misericordioso de Deus.

A primeira leitura, do livro do Exodo, encontramos Deus que reclama e ameaça punir o comportamento do povo, mas Moises interpela em favor do seu povo relembrando a promessa feita aos antepassados. O Senhor escuta e acolhe o pedido de Moises (cf. Ex 32,7-11.13-14).

Na segunda leitura Paulo testemunha a Timóteo a grande misericórdia que o Senhor dispensou a ele (cf. 1 Tim 1,12-17).

O evangelho, apresentará três situações sobre o olhar misericordioso de Deus para quem por ventura caiu no erro: O episódio da ovelha perdida, da moeda encontrada, e do filho abusivo (cf. Lc 15,1-32).

Os textos nos mostram o quanto Deus olha para os fragilizados, os distantes. Não se trata de uma desvalorização dos que fazem o bem, mas a preocupação com quem se perdeu. O amor que o senhor tem para os que estão distantes. Um dia encontrei este comentário sobre este evangelho: "Um amor autêntico não é racionalista, não mede, não ergue barreiras, não calcula, não recorda as ofensas recebidas e não impõe condições". Deus é sempre misericordioso.

 

Pe. Mário Pizetta,ssp
Pároco


SABEDORIA NO SEGUIMENTO DE JESUS


Iniciamos o mês de setembro, e no Brasil, dedicamos a cada ano o estudo de um livro sagrado. Este ano estudaremos o livro do profeta Miquéias.

O tema do mês bíblico: Para que "nele nossos povos tenham vida". O livro do profeta Miquéias reflete uma realidade vivida entre os anos de 725 a.C e 701 a.C.

A palavra de Deus deste domingo, questiona sobre o apego que as pessoas possuem nas coisas deste mundo e a falta de discernimento nas suas opções, dificultando o caminho do seguimento. Vejamos como se colocam as leituras:

O evangelho dirá que para seguir Jesus é necessário deixar tudo e carregar a sua cruz. Deixar até mesmo a família. O seguimento exige um agir com sabedoria para discernir nossas ações (cf. Lc 14,23-33).

Na 1ª leitura, veremos como a sabedoria penetra nos mistérios de Deus e nos ajuda a fazer as devidas escolhas para caminhar retamente (cf. Sb 9,13-18).

A segunda leitura, o apóstolo Paulo, da prisão, pedirá a Filemom que acolha Onésimo, seu antigo escravo de volta, não mais como escravo mas livre (cf. Filemon 9-10.12-17).

 

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


HUMILDADE E GRATUIDADE PARA SENTAR-SE AO GRANDE BANQUETE

 

A liturgia deste domingo nos coloca diante de duas grandes virtudes necessárias na vida daqueles que buscam trilhar os caminhos do Senhor e participar de sua mesa. A primeira leitura, do Eclesiástico, exorta sobre humildade, a simplicidade, modéstia, afirmando que todo aquele que praticar estas virtudes encontrará graça diante de Deus (Eclo 3,20 a), afirmará ainda que é aos humildes que Deus revela os seus mistérios (Eclo 3,20 b).

 

A segunda leitura vai nos dizer que a realidade daqueles que abraçam a fé não se aproxima diante de realidades palpáveis, mas vislumbram a Jerusalém celeste (cf. Hb 12,18-19.22-24). "O encontro com Deus é uma experiência de comunhão, aproximação, amor e intimidade".

 

O evangelho nos mostra o verdadeiro sentido da gratuidade. Quando uma pessoa ajuda o outro deve fazer sem pretender receber retribuição. Jesus afirma que esta pessoa será feliz (cf. Lc 14, 1.14-17). O texto também denuncia os corações tomados pela ambição, os que procuram os primeiros lugares, buscam o poder, o reconhecimento. Gratuidade e humildade são as duas grandes lições deste 22º domingo do Tempo Comum.

 

No último domingo de agosto rezamos por todos os servidores na comunidade, ou seja, a vocação Laical, que se manifesta nos mais diversos serviços na comunidade. Lembramos de modo especial os Catequistas. Agradecemos a Deus por todas as pessoas que ele coloca no caminho de nossas comunidades que assumem os mais diversos serviços pastorais na humildade e gratuidade. DEUS ABENÇOE A TODOS.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


MARIA: A SERVA DO SENHOR QUE ALCANÇA A GLÓRIA

 

A festa da Assunção de Nossa Senhora, proclamada pelo Papa Pio XII, em 1950, é a grande manifestação da bondade de Deus a Maria. As leituras da vigília, bem como da Festa, exaltam Nossa Senhora. Na Vigília, vemos que Maria é identificada como a Arca da Aliança (cf. 1Cr 15,3-4.15-16;16,1-2). Ela traz Jesus consigo.  Maria, pela graça de Jesus, também supera a morte: "A morte foi tragada pela vitória. Ó morte, onde está a tua vitória? Onde está o teu agulhão? (cf. 1Cor 15,55). O evangelho da vigília, revela que Maria é feliz por ter escutado e praticado a Palavra do Senhor (cf. Lc, 11,27-28).

As leituras do domingo revelam que Maria é o grande sinal de vida para humanidade, mesmo que dragões estejam diante dela, Maria não tem medo. (Cf. Ap 11,19; 12,1-3-6.10).

Na segunda leitura, vamos a 1ª carta aos Coríntios, Jesus, como primícias vence a morte e coloca tudo debaixo de seus pés (cf. 1Cor 15,20-27). No evangelho proclamaremos o grande cântico de Maria. É o cântico que mostra a alegria de Maria por Ela acolher e ser instrumento de exaltação dos pobres, dos pequenos e realizar as grandes maravilhas do Senhor (cf. Lc 1,39-56). Neste domingo também lembramos as Vocações à vida Consagrada. Elas se espelham em Maria. A diversidade dos Carismas nos mostra a verdadeira face de Cristo.


Pe. Mário Pizetta
Pároco


JESUS VEM TRAZER FOGO E DIVISÃO

 

Ao lermos o evangelho deste 20º domingo do tempo comum, ano C, encontrarmos estas palavras de Jesus: "Eu vim lançar fogo sobre a terra e como gostaria que já estivesse aceso!"(Lc 12,49) e "Vim trazer a divisão"(Lc 12,51), pode ficar um tanto assustado. No entanto, não é assim, Jesus vem afirmar que não podemos permanecer passivos, indiferentes diante de sua presença e mensagem.

A primeira leitura nos mostrará as maldades que as autoridades e o povo submeteram o profeta Jeremias, mas ele não vacilará, pelo contrário, tornar-se-á mais forte pela graça do Senhor. Os sofrimentos tornam o verdadeiro profeta mais forte (cf. Jer 38,4-6.8-10).

A segunda leitura, a exemplo de Cristo, o autor nos exorta para que sejamos perseverantes em nossa busca a Cristo. Diz o autor: " com os olhos fixos em Jesus, que em nós começa e completa a obra a fé"( Hb 12,2). Vemos portanto que Deus é sempre nosso companheiro, nosso amigo e vem para trazer vida a todos. Acolher sua mensagem é um ato de reconhecimento deste amor.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


ENTRE O PROVISÓRIO E O DEFINITIVO

 

A liturgia deste domingo nos coloca diante de um dilema: viver para o provisório, o imediato, ou para algo maior, mais nobre, definitivo. Para atingir esta meta precisamos estar sempre em atitude de vigilância.

 

Na primeira leitura vemos que o povo de Israel, fiel a sua aliança, aguarda a libertação. Esta se torna prenuncio da verdadeira libertação escatológica (cf. Sb 18,6-9).

 

A carta aos Hebreus, lida neste domingo, nos apresenta a figura de Abraão e Sara. Criaturas de fé e que enfrentam os desafios sempre confiantes no Senhor. No texto vemos cinco situações em que Abraão e Sara foram homens de fé: Testemunho, obedeceu aos planos de Deus, foi morar em terra estrangeira, superaram a esterilidade e tiveram um filho, e por último a grande prova: sacrificar o filho da promessa (cf. Hb 11,1-2.6-9).

 

O evangelho aprofunda a proposta do domingo sobre a vigilância. A vigilância é entendida como uma atitude permanente do cristão. Buscando tesouros verdadeiros, "onde está o vosso tesouro aí está o vosso coração", e "felizes os empregados que o senhor encontrar acordados quando chegar" cf. Lc 12,32-48). O viver exige sempre uma atitude de vigilância, seja para não desperdiçar o tempo no provisório mas investir em algo maior.

 

Pe. Mario Pizetta
Pároco/ SSP

 
 

Mensagens da semana Julho 2016

VAIDADES E ILUSÕES

O 18º domingo do tempo Comum, ano C, nos coloca diante de duas fortes realidades que absorvem a vida do ser humano:  "a busca de segurança ou a busca das coisas do alto".

A primeira leitura vai nos interrogar sobre o mundo das vaidades. O homem que durante a sua vida lutou, trabalhou, incomodou-se e depois teve que deixar tudo (cf. Ecl 1,2;2,21-23).

O evangelho, por meio da "parábola do rico insensato" vai alertar sobre a ganância, aquela busca desenfreada do homem pelo lucro, o fazer mais, conquistar e lucrar em detrimento de um sentido maior da existência (cf. Lc 12,13-21).

Na segunda leitura Paulo dirá a comunidade dos Colossenses para que cada um se esforce para "buscar as coisas do alto onde está Cristo". Paulo também indica os caminhos para a superação: "fazer morrer o que pertence à terra: imoralidade, impureza, paixão, maus desejos e cobiças"(cf. Cl 3,1-5.9-11). A medida que o homem supera o universo das paixões ele se liberta para o Senhor. 

As vaidades estão sempre presentes em nosso agir. Tudo depende do sentido que cada um dá às suas conquistas. Uma conquista pode ser um mérito e este mérito colocado ao serviço da vida. O risco para a vida surge quando nossas conquistas tornam a pessoa acima dos outros. Todo o ser humano gosta "daquela consideração" a mais. A vaidade e a ilusão são parceiras, se completam, pois geralmente onde está a vaidade está a ilusão. Jesus pelo contrário, valoriza o pequeno, humilde, o próximo, os que tem sede de Deus.

Pe. Mário Pizetta
Pároco

 


ENSINA-NOS A REZAR

 

A Liturgia deste 17 º domingo do Tempo Comum, ano C, nos apresenta o sentido da Oração, nosso diálogo com o Senhor. A primeira leitura apresenta os constantes pedidos de Abraão ao Senhor para que perdoe a vida dos habitantes de Sodoma e Gomora se ali tiver ao menos 50, 45, 30, 20, 10 justos(cf. Gn 18,20-32). Vemos nesta leitura a sinceridade e a insistência de como devemos rezar.

No evangelho vemos Jesus que ensina aos apóstolos como rezar. Vemos no texto a dimensão da súplica onde por diversas vezes encontramos o verbo: pedir. Na comunhão com o Pai precisamos ser sinceros, insistentes e ousados. Veremos que o amigo virá atender pela perseverança do pedido. O amigo atenderá pela sua impertinência (cf. Lc 11,1-13). A oração é fonte de energia, paz e consciência. Quando rezamos nos sentimos seguros.

Na segunda leitura, Paulo, embora não fale explicitamente de oração, coloca Cristo como referência de nossa fé ao recordar à comunidade de Colossa que Cristo ao ser pregado na cruz resgata o homem de todo mal. Em Cristo nos tornamos novas criaturas (cf. Col 2,12-14). Três palavras nos ajudam a direcionar o texto da liturgia deste domingo: pedir, bater e procurar.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


ACOLHER É UM SINAL DE QUEM AMA

 

Na liturgia deste domingo encontramos três palavras que podem nos ajudar a compreender o sentido da Liturgia deste 16 º domingo do Tempo Comum, ano C: Acolhimento, Hospitalidade e Serviço. Elas nos levam ao conteúdo da mensagem anunciada.


Na primeira leitura encontramos o episódio da aparição dos três homens diante de Abraão. Eles são acolhidos e servidos da melhor forma. Da hospitalidade recebida vem a promessa do filho: " Meu Senhor, se ganhei tua amizade, peço-te que não prossigas viagem sem parar junto a mim, teu servo"(cf. Gn 18,1-10). Abraão acolhe a presença de Deus.


No evangelho iremos encontrar o episódio do encontro de Jesus com Marta e Maria. Jesus á o acolhido. Duas afirmações nos chamam atenção: a pergunta de Marta a Jesus: "Senhor não te importas que minha irmã me deixe sozinha com todo serviço?" é a resposta de Jesus: "Marta, Marta, tu te preocupas  e andas agitada com muitas coisas, no entanto, uma só é necessária e Maria escolheu a melhor parte"(cf. Lc 10,38-42). Do texto vem a alerta sobre o ativismo que impede de ouvir o Senhor e discernir o que é essencial.


Paulo, na segunda leitura afirma que é solidário às tribulações de Cristo, a quem serve, a fim de compreender melhor o grande mistério que foi escondido por gerações e agora manifestado ao apóstolo e este o anuncia ao povo (cf. Col 1,24-28). A atitude de acolhimento, hospitalidade e serviço são comportamentos nobres naquele que se deixam conduzir pelos ensinamentos do Senhor.
 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


A PALAVRA DO SENHOR ESTÁ PRÓXIMA

 

A liturgia da palavra do 15º domingo do tempo Comum, ano A, tem como eixo condutor a Palavra.

No livro do Deuteronômio, onde é tirada a 1ª leitura, Moisés faz um apelo ao povo para que ouça e pratique os mandamentos do Senhor.

Alerta de que eles não estão distantes. Podem ser alcançados por todos (cf. Dt 30,10-14).

O salmo dirá que todo aquele que praticar viverá.

No evangelho encontramos o fariseu que quer colocar Jesus em situação difícil, mas Jesus, conhecedor de sua maldade narra uma parábola e interroga o mestre, quando lhe pergunta: Para você quem é o próximo? E o fariseu responde: aquele que usou de misericórdia. No que Jesus lhe diz: "Vai e faze a mesma coisa" (cf. Lc 10, 25-37).

Na segunda leitura, Paulo nos é apresenta o hino sobre Jesus Cristo. O apóstolo Paulo afirmará que Jesus é "a imagem do Deus invisível, cabeça da Igreja, e que todas as coisas foram criadas por ele" ( cf. Col 1,15-20). Jesus é o centro da vida cristã.

Vemos portanto que a conquista da vida eterna se dá pela pratica da solidariedade e da misericórdia. Nossas palavras podem ser importantes mas nossas atitudes é que dão testemunho de quem busca a vida eterna.

 

Pe. Mario Pizetta
Pároco


 

 
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