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Mensagens das Semanas Anteriores
Mensagens da semanas Fevereiro de 2018

DEUS NÃO QUER COMÉRCIO NA SUA CASA.

Jesus, neste 3º domingo da quaresma, nos vai advertir sobre a instrumentalização do templo, sua casa não é um espaço de negociação, de lucros e muito menos lugar de exploração.

A primeira leitura nos fala da Aliança de Deus com os homens. A aliança é um conjunto de orientações, que chamamos de mandamentos. Na verdade é proposto ao homem um código comportamental. São indicações que irão favorecer a vida, as relações sociais. A primeira exigência afirma a soberania Senhor: “Eu sou o Senhor teu Deus..., não terás outros deuses além de mim”(cf. Ex 20,1-17).

No evangelho, João, João descreverá a irritação, indignação de Jesus no templo: “ tirai isto daqui, não façais da minha casa um comércio”. Aquele Jesus manso e pacífico desaparece e apresenta Jesus enérgico. Jesus tem um zelo pelo templo. “O zelo pela tua casa me consumirá”. Os judeus revoltados perguntam: que sinal nos mostras para agir assim? Numa linguagem simbólica Jesus diz “ Destruí este templo e em três dias o reconstruirei. No entanto Jesus falava do templo do seu corpo, mas mesmo assim não lhes davam crédito”(cf. Jo 2,13-25).

Na segunda leitura Paulo dirá que a morte de Cristo na cruz é o novo cordeiro, o novo sinal da aliança. O que era escândalo para os judeus e sabedoria para os gregos, para os que creem a cruz tornou-se sabedoria de Deus.

Na vida veremos que os mandamentos são caminhos seguros e justos e constroem a vida. Jesus pede também que cuidemos bem de nosso corpo, que é templo do Espirito Santo.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


“MESTRE, É BOM FICARMOS AQUI”

No primeiro domingo da quaresma fomos com Jesus para o deserto. Neste segundo domingo Jesus nos convida a ir com Pedro, Tiago e João, ao alto do monte Tabor. O monte é o lugar do encontro com Deus.

É o lugar da contemplação. Ali, Jesus se manifestará como o Filho amado.

Na 1ª leitura encontraremos a grande prova do Senhor a Abraão: oferecer em sacrifício o seu único filho, Isaac. Abraão obedece e vai ao monte. Quando está para imolar o filho, o Senhor o impede de assim proceder, reconhece o quanto Abraão é fiel, lhe recompensa dizendo que ele será o pai de um numeroso povo. (cf. Gn 22,1-2.9-13.15-18).

No evangelho, Jesus leva Pedro, Tiago e João para o Monte Tabor. Neste local Jesus se transfigura, os discípulos vislumbram a ressureição, Pedro não quer mais ir embora “é bom ficarmos aqui”, quer viver este momento extraordinário. Também Jesus mostra aos discípulos sua relação com Moisés e Elias. Jesus se apresenta como o Filho amado. Para os apóstolos a transfiguração é um encorajamento para poderem enfrentar as dificuldades da cruz (9,2-10).

Na segunda leitura, Paulo nos dirá que nada nos separará do amor de Cristo. Para compreender este grande amor de Cristo precisamos nos livrar dos obstáculos que nos impedem de fazer este encontro (cf. Rm 8,31-34). Muitos são os montes onde Jesus se transfigura. Para vê-los precisamos pedir que Jesus nos liberte da nossas cegueiras.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


O DESERTO: O LUGAR DA COMPREENSÃO

No primeiro domingo da Quaresma vemos Jesus sendo levado pelo Espirito ao deserto e depois inicia sua missão pela Galileia (Mc 1,12s). O deserto é o lugar do silêncio, da escuta. longe do mundo, Jesus vai compreender a sua missão.

A 1ª leitura mostra a aliança do Senhor com Noé: “Eis que vou estabelecer convosco a minha aliança”.

O Senhor assim fala: “ponho o meu arco nas nuvens como sinal de aliança entre mim e a terra”. Deus revela a sua fidelidade com o homem (cf. Gn 9,8-15).

No evangelho, vemos Jesus sendo conduzido pelo Espirito ao deserto, passa quarenta dias e depois se dirige a Galileia e anuncia que o tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo”, chamando a todos para a conversão: “convertei-vos e crede no evangelho” (Lc 1,12-15).

Na segunda leitura, Pedro nos lembra que Noé salvou um pequeno número de pessoas, Jesus, com sua ressureição salva o ser humano na vida nova do ressuscitado (cf. 1Pd 3,18-22).

A Quaresma é o tempo da reconciliação, o tempo favorável da mudança de vida. Através da oração, da caridade e do jejum podemos trilhar o caminho de Jesus.

Não vamos nos esquecer da problemática que a Campanha da Fraternidade nos convida: construirmos a cultura da paz, da justiça a luz da Palavra de Deus. A superação da violência virá se diminuirmos as desigualdades sociais e tomarmos consciência da necessidade de participação na defesa dos direitos trabalhistas e da legislação de políticas públicas.

Pe. Mário Pizetta,ssp
Pároco


JESUS SUPERA OS PRECONCEITOS E CURA

O sexto domingo do tempo comum, do ano B, nos apresenta o milagre da cura do leproso.

A primeira leitura, o livro dos Reis, nos enriquece apresentando a cura de Naamã pelo profeta Eliseu.

Deus revela sua força e seu poder na simplicidade. Acreditar é importante para poder alcançar a graça da libertação (cf. 2 Rs 5,9-14).

O evangelho, por meio de Marcos, identificamos a compaixão de Jesus diante de leproso, que de joelhos implora a Jesus para ser curado. Jesus, superando todos os preconceitos da época, cura o leproso. Marcos nos mostra que Jesus atende a todos que com fé se dirigem a ele. Jesus não quer ninguém a margem, todos caminhando juntos (cf. Mc 1,40,45).

A segunda leitura, de Paulo aos Coríntios, encontramos a exortação: tudo o que fizermos, o façamos “para a glória de Deus” (cf. 1 Cor 10,31-11,1).

A Palavra deste domingo nos leva a compreender uma das maiores qualidades de Jesus: a compaixão. Jesus nos ensina que quando desenvolvemos em nós a compaixão somos capazes de nos aproximar do outro. Ao curar o leproso, Jesus reintegra todos os irmãos que se encontram excluídos.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


JESUS ASSUME O SOFRIMENTO DO OUTRO 

 

O 5º domingo do tempo comum, ano B, nos mostra um lado da vida que nem sempre somos capazes de compreender: o sofrimento. Na 1ª leitura, vemos o comportamento de Jó diante das provações. Seus amigos buscam consolá-lo dizendo que os justos serão recompensados e os ímpios castigados. Jó na sua mais profunda tristeza não reclama para Deus, pelo contrário, vive esta experiência como um mistério (cf. Jó 7,1-4.6-7). 

No evangelho, Marcos mostra Jesus que continua a sua missão de ser solidário com os mais fracos. Cura a sogra de Pedro e realiza muitos outros milagres. Estes, se constituem sinais do poder divino de Jesus. Vemos que Jesus assume o sofrimento do outro, revelando com isso que Deus é próximo de quem sofre. Jesus cura aqueles que com fé se aproximam dele (cf. Mc 1,29-39). 

Na segunda leitura encontramos Paulo, que confessa o seu grande entusiasmo pelo anúncio do evangelho: “Ai de mim se eu não evangelizar”. Paulo ainda nos ensina que anuncia o evangelho na gratuidade, pois foi na gratuidade que ele recebeu. Paulo também nos ensina que no caminho da ação evangelizadora precisamos nos adaptar a todas as condições (1 Cor 9,16-19.22-23). 

Jesus, em sua atividade, não permanecia em casa, ia ao encontro. Evangelizar é aproximar-se de quem precisa, de quem está enfermo. 

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


 

 
Mensagens da semana Janeiro 2018

JESUS VEM NOS LIBERTAR

A liturgia do 4º Domingo do Tempo Comum nos lembra que Deus não se conforma com os projetos de egoísmo e de morte presentes no mundo e que escravizam os homens. Deus vem ao encontro de seus filhos para apresentar um projeto que liberta e traz a vida plena.

A primeira leitura, do livro do Deuteronômio, encontramos a figura de Moisés, que anuncia que o senhor fará surgir um profeta que dirá tudo o que o Senhor tem a dizer. O profeta é alguém que Deus escolhe, chama e envia para ser a sua “palavra viva” no meio dos homens. Através dos profetas, Deus vem ao encontro dos homens e apresenta-lhes, de forma bem perceptível, as suas propostas (Dt 18,15-20).

O Evangelho mostra como Jesus, o Filho de Deus, cumprindo o projeto libertador do Pai, pela sua Palavra e pela sua ação, renova e transforma em homens livres todos aqueles carregados de espirito impuro, isto é, os prisioneiros do egoísmo, pecado e da morte, por isso seu ensinamento é com autoridade, diferente dos escribas (Mc 1,21-28).

Na segunda leitura, Paulo procura mostrar que as pessoas não casadas podem se dedicar mais ao Senhor do que as casadas. Mas deixa a todos alertados para as realidades deste mundo, que são realidades transitórias, não impeçam de viver um verdadeiro compromisso com o serviço de Deus e dos irmãos (1Cor 7,32-35).

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


JESUS NÃO TRABALHA SOZINHO 

 

O terceiro domingo do tempo comum nos mostra que um novo tempo começa a surgir: João Batista havia sido preso e começa a aparecer Jesus anunciando: “O reino está próximo”. Com Jesus começa um novo tempo. Jesus não quer trabalhar sozinho. Ele quer os homens integrados nesta missão. 

A primeira leitura, nos mostra que o povo judeu após o exilio fechou-se em si mesmo, tornando-se soberbo e esquecendo-se de suas raízes. O Senhor envia para eles o profeta Jonas. Nínive era uma cidade muito grande, que precisava três dias para atravessá-la. Jonas anunciava que o Senhor castigaria a nação se eles não viessem a se converter. Os ninivitas acreditaram na pregação e se converteram, e Deus não puniu porque acreditaram (cf. Jn 3,1.5-10). 

No evangelho vemos Jesus iniciando sua missão, realizando o 1º trabalho: chamar pessoas para semear com ele esta nova realidade, o novo tempo. Jesus começa a chamar colaboradores, não quer trabalhar sozinho, quer que o ser humano participe com Ele. Por isso começa chamando algumas pessoas para esta obra. Ele quer que estes homens entendam o significado de sua presença e sejam continuadores desta missão. Daí a imagem tão bela dos primeiros chamados, “deixam tudo” e seguem Jesus (cf. Mc 1,14-20). 

Na segunda leitura, encontramos Paulo que nos alerta sobre a relatividade tudo o que possa existir neste mundo: família, tristeza, alegria, coisas do mundo... Paulo vai nos lembrar que “tudo passa”. Nada do que temos aqui é absoluto (cf. 1Cor 7,29-31). 

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


 O CAMINHO DO SEGUIMENTO 

Neste domingo a liturgia nos apresenta o testemunho de João Batista e desperta seus discípulos para o seguimento de Jesus, quando diz: ” Eis o Cordeiro...”. Estes perguntam a Jesus: Mestre, onde moras? E Jesus responde: Vinde e Vede! Veremos que Jesus não tem endereço fixo. Segui-lo é um caminhar permanente praticando suas as atitudes. 

A primeira leitura nos levará a vocação de Samuel. Deus, por diversas vezes chama o jovem Samuel, mas este não compreende, até o momento em que pede auxílio a Eli. Este lhe explica que deve responder. Samuel, assim procede: “Fala Senhor que teu servo escuta”. Todos nós precisamos de alguém que nos ajude a compreender os apelos de Deus. (cf. 1Sam 3,3-10.19). 

No evangelho, encontraremos o anúncio de João Batista e a manifestação do seguimento dos dois primeiros discípulos de Jesus que interrogam: Mestre, onde moras? e Jesus responde Vinde e Vede. (cf. Jo 1,35-42).Todos os que querem seguir Jesus necessitam caminhar com Ele, não podemos andar sozinhos. O aprendizado do seguimento dá-se ao longo do caminho. 

Na segunda leitura, Paulo nos exortará afirmando que como imagem e semelhança, precisamos cuidar bem de nosso corpo, pois ele é santuário de Deus (cf. 1Cor 6,13.-15;.17-20). 

 

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


 FESTA DA EPIFANIA: A MANIFESTAÇÃO DO SENHOR PARA O MUNDO

 

Neste domingo a liturgia celebra a festa da Epifania: manifestação do Senhor. Jesus que se manifesta a todos como luz e glória a toda a humanidade.

Na primeira leitura, o profeta Isaias exalta Jerusalém afirmando que todos os povos voltar-se-ão para ela, de onde virá a grande luz para a humanidade, “chegou a tua luz, apareceu sobre ti a glória do senhor” (cf. Is 60,1-6).

O evangelho mostrará o encontro dos magos, que guiados por uma estrela, encontram-se com o Menino Jesus, José e Maria. A atitude dos magos nos estimula também a irmos buscar Jesus. A atitude de procurar é sempre uma forma de reação positiva do homem. Também em Herodes desperta interesse de ir ver este Menino. Herodes teme que este menino tirará o seu poder. Os magos oferecem ouro, incenso e mira. O ouro para simbolizar a realeza de Jesus, incenso para reconhecer a divindade de jesus, a mirra, o sofrimento, a purificação, a libertação.

A segunda leitura, Paulo, afirma que este mistério, agora é também revelado aos pagãos.

Juntos estarão os judeus e todos os povos da terra. A luz veio para todos. Cristo não representa um reino fechado, isolado, mas aberto para todos (cf. Ef 3,2-3.5-6). 

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


 

 

 
Mensagens da semana Dezembro de 2017 PDF Imprimir E-mail

DEUS NÃO ABANDONOU O SEU POVO: É NATAL

As ruas estão decoradas, luzes se acendem, o movimento de gente que vai e que vem é grande.

As pessoas olham os preços, fazem cálculos, observam. Um clima diferente toma conta da cidade. Estamos no Natal. Deus não abandonou o seu povo, continua a caminhar com ele. A data nos lembra o nascimento de Jesus, mas ela se transformou na festa do consumismo, ainda existem aqueles, que além dos presentes, levam abraços, vão ao encontro dos perdões, da busca da paz. As narrativas relatam que Jesus, ao nascer, não encontrou lugar. Maria e José encontraram refúgio numa manjedoura, numa estrebaria. Foi ali, naquele lugar humilde, que aconteceu a sua acolhida. Os anjos anunciaram a sua presença e os pastores, homens do campo, foram os primeiros a visitar. O caminho da humildade é a estrada dos mistérios de Deus.

Ao olhar para o mundo, tristemente vemos que Ele, o Salvador do mundo, ainda não encontra lugar. Muito poucos são aqueles que o acolhem, pois a mente e o coração humano tem as preocupações distantes.

Meu irmão, minha irmã, desejo a você um Natal muito feliz, peço que acolha este Menino na sua mente, no seu coração e na sua família.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


“ESTAI SEMPRE ALEGRES”

O terceiro domingo do advento é chamado o domingo da alegria, pois o Senhor está chegando. 

A primeira leitura nos apresenta a missão do servo. O servo é Jesus que virá. Ele anunciará a boa nova aos pobres, vem curar nossas feridas e libertar os que estão presos (cf. Is 61,1-2.10-11).

Na segunda leitura, Paulo, recomenda aos tessalonicenses e a cada um de nós: “estai sempre alegres”, “daí graças em todas as circunstâncias”, “examinai tudo e ficai com o que é bom” (cf. 1Tes 5, 16-24).

No evangelho, encontramos novamente a pessoa de João Batista, que vem para ser o testemunho da luz. Interrogado por levitas, vindos de Jerusalém,  que queriam saber quem ele era, João responde: “ Eu não sou o Messias”, “nem Elias”, “Eu sou a voz daquele que grita no deserto: aplainai o caminho do Senhor”. Estas afirmações nos ajudam a compreender a missão de João Batista: preparar a estrada de muitos para acolher Jesus. A Igreja, também hoje tem esta missão: preparar os corações humanos para acolher este Menino Deus que vem até nós. Hoje, compete a cada um de nós pedir a sabedoria para discernir o que vem de Deus.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


COMO JOÃO BATISTA: VAMOS PREPARAR O CAMINHO PARA O SENHOR

Neste segundo domingo do Advento trazemos o profeta João Batista, o precursor do Messias: “Preparai os caminhos do Senhor, endireitai as suas veredas”.

O profeta Isaias, convida a comunidade a ter confiança sobre a vinda do Senhor: “preparai no deserto o caminho do Senhor, aplainai na solidão a estrada do Senhor”. Ele virá como um Pastor que carregará a todos com seu braço forte (cf. Is 40,1-5,9-11).

O evangelho, nos mostra a figura de João Batista, que retoma  as palavras do profeta Isaias, e acrescenta: “depois de mim, virá alguém mais forte do que eu. Eu nem sou digno de me abaixar para desamarrar suas sandálias”. João ainda nos lembra que ele batiza com agua, mas Ele vos batizará no Espirito Santo” (cf. Mc 1,1-8).

A segunda leitura, Pedro em sua segunda carta, nos alertará dizendo que o tempo de Deus é diferente do nosso tempo. A demora de sua chegada não nos deve deixar tristes. Precisamos estar sempre vigilantes (cf. 2 Pd 3,8-14).

Neste domingo acendemos a segunda vela da coroa do Advento, a Branca, anunciando que este menino é portador de Paz.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


UM NOVO ANO LITÚRGICO

Com a festa de Cristo Rei, no último domingo, encerramos o ano litúrgico de 2017. Hoje, com o Advento, iniciamos um novo ano litúrgico, tempo de preparação ao Natal. A Igreja, ao longo de cada ano, nos oferece a oportunidade de reviver os principais mistérios da nossa fé.

Neste domingo, o 1º do Advento, o profeta Isaias, lamenta  que o homem se afastou de Deus e faz  uma súplica para que o Senhor volte o seu olhar, reconsidere seu comportamento e venha em socorro de todos aqueles que foram justos. Perdoe, esqueça os erros daqueles que falharam. O profeta clama ao Senhor, que mesmo com todas as fragilidades humanas reconhece  “tu és nosso pai, nós somos barro; tu, nosso oleiro, e nós todos, obra de tuas mãos”. O Senhor é pai e usa de misericórdia (cf. Is 63,16b-17.19b; 64,2b-7).

No evangelho, de Marcos, apresenta-nos a advertência de  Jesus, para estarmos sempre atentos, vigilantes pois não podemos imaginar quando virá o Senhor. A vigilância não nos permite vacilar. Ela é uma atitude do sábio (cf. Mc 13,33-37).

Paulo, na carta aos Coríntios, agradece a Deus pela ação bondosa sobre a  comunidade, afirma que não lhes falta nada, todos foram enriquecidos com a palavra e todo o conhecimento. Paulo ainda implora para que todos possam ser perseverantes até o fim (cf. 1Cor 1,3-9).

Que cada vela acendida aos longos destes quatro domingos ilumine o nosso caminho  de preparação ao Natal.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


 

 
Mensagens da Semana Novembro 2017 PDF Imprimir E-mail

 

CRISTO, O REI QUE VAI AO ENCONTRO DE TODOS

 

Neste domingo concluímos o ano Litúrgico de 2017. Dessa forma, abrimos as portas do Advento no próximo domingo. Também neste domingo iniciamos o Ano do Laicato, tempo de maior conscientização sobre o protagonismo de todos aqueles que estão engajados na vida eclesial.

A primeira leitura vai mostrar que Deus é o verdadeiro Pastor, “eu mesmo vou apascentar as minhas ovelhas”. Deus não procede como os reis do mundo. Ele vai ao encontro de todos, ele vai procurar a ovelha perdida (cf. Ez 34,11-12.15-17).

Na segunda leitura Paulo, o apóstolo nos dirá que Cristo é a primícia, não só o primeiro, mas o mais importante no plano do Pai para receber a ressurreição e o Pai colocará todas as realidades deste mundo sob o seu poder. Cristo é o vencedor da morte (cf. 1Cor 15.20-26.28).

No evangelho, encontramos os últimos versículos do capitulo 25, a apresentação do juízo final. Jesus vai apresentar os critérios que serão utilizados nesse dia. Jesus vai nos confrontar com tudo o que ele em vida nos ensinou e praticou, quando esteve no nosso meio. Ele julgará o nosso amor e a justiça praticada (cf. Mt 25, 31-46).

 

Pe. Mário Pizetta, ssp

Pároco


TEMPO DE PRESTAÇÃO DE CONTAS - CHAMADOS A MULTIPLICAR OS DONS

Na medida que vamos concluindo o ano litúrgico, de 2017, os textos proclamados voltam-se para a responsabilidade pessoal sobre a vida, nos interpela: quais são os frutos de nosso trabalho? Qual é a nossa colheita? Quais são nossos resultados? Quanto fomos capazes de multiplicar?

Na primeira leitura, do livro dos Provérbios, encontramos a exaltação da mulher virtuosa e temente a Deus: é mais preciosa que as joias; Ela é o encanto do marido, tem olhar para o necessitado e seus trabalhos são proclamados nas praças (cf. Pr 31,10-13.19-20.30-31).

O evangelho nos apresenta a parábola do talentos. Cada um de nós é agraciado por dons. Eles representam nossas capacidades para agirmos no mundo em favor do irmão e não apenas para si próprio. Na vida também não podemos esconder estes dons, nos omitir. Não é possível acomodar-se. Cada ser humano foi enriquecido pelo Senhor (cf Mt 25,14-30 ou 14-15.19-21).

Na segunda leitura, Paulo apóstolo, ainda continua explicando a comunidade a vinda do Senhor, “ela virá como o ladrão”, nunca vai avisar. Como “filhos da luz e filhos do dia ”, precisamos caminharmos de forma “vigilante e sóbria” (cf. 1Ts 5,1-5).

Neste domingo o Papa convida a todos a termos um olhar como de Jesus para os pobres. Em sua mensagem o Papa nos recorda que os pobres “sempre estiveram no coração da Igreja desde as comunidades primitivas”... e, “se queremos encontrar o Cristo é preciso que toquemos o seu corpo no corpo chagado dos pobres como resposta a comunhão sacramental recebida na Eucaristia”

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


PRUDÊNCIA E VIGILÂNCIA CAMINHAM JUNTAS


O 32º domingo do tempo Comum, ano A, nos apresenta duas atitudes de grande valor na caminhada cristã: a prudência e a vigilância. Vejamos como as leituras nos ajudam a compreender esta realidade:

A 1ª leitura, nos fala que a Sabedoria é a grande aliada do homem quando este a ama. Ela se antecipa e nunca se cansa, ela é a perfeição da prudência. A sabedoria ilumina todas as nossas escolhas, para buscarmos sempre os melhores caminhos (cf. Sb 6,12-16).

O evangelho continua a explicitar a apresentação do Reino nos mostrando a parábola das virgens prudentes e insensatas. As prudentes usam a sabedoria que está na vigilância. As surpresas acontecem todos os dias, o noivo pode chegar e sermos surpreendidos. Daí a necessidade de caminhar sempre preparados (cf. Mt 25,1-13).

A segunda leitura o apóstolo Paulo responderá as dúvidas da comunidade sobre o que acontecerá com aqueles que morreram. Paulo explicará que se cremos na ressureição estaremos na glória junto com o Pai (cf. 1Ts 4,13-18).

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


SANTOS: SÃO TODOS AQUELES QUE VIVEM AS BEM-AVENTURANÇAS

A Igreja, no mundo INTEIRO, celebrou a festa de “Todos os Santos” no dia 1º de novembro. No Brasil, a CNBB, quando este dia cai na semana, a festa é transferida para o domingo seguinte.

A primeira impressão que vem na nossa mente quando falamos de santidade é de uma realidade muito distante, difícil de ser alcançada, um privilégio de poucos, mas na verdade, poucos são lembrados na história, mas são muitos os que se tornam santos. Santidade não é uma realidade inatingível, pelo contrário, cada ser humano pode alcançar a santidade. Santidade é ser íntimo de Deus. A História dos Santos nos mostra que temos santos de todas as idades, que alcançaram este grau nas mais diversas situações da existência. Qual o segredo? Amar, pois quando amamos testemunhamos Deus. Vejamos como as leituras nos ajudam a compreender esta busca:

Na primeira leitura, João por meio do Apocalipse,  vê  uma grande multidão de todos as nações, tribos, povos e línguas que trajavam a veste branca e tinham vindo da grande tribulação, pois tinham lavado suas vestes no sangue do Cordeiro (cf. Ap 7,2-4.9-14).

O evangelho nos apresenta o caminho percorrido pelos santos e santas, a vivência das Bem- aventuranças. Todo aquele que  pratica estas recomendações de Jesus será santo um dia. Vemos portanto que a santidade não exige grandes ações, mas fazermos o pouco em cada dia com amor (cf. Mt5,1-12).

A segunda leitura, João e sua carta 1ª carta nos dirá que somos seus filhos amados( 1 Jo 3,1-3).

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


 

 

 

  O AMOR É A FORMA CONCRETA DE MANIFESTAR NOSSA FÉ 

O 30º domingo do tempo comum leva-nos  a escutar a pergunta dos fariseus: “Qual é o maior mandamento? Vejamos como as leituras respondem a este questionamento.

No livro do Êxodo o Senhor fala ao povo para que não maltrate e nem explore o seu irmão, não faça mal a viúva. Todo aquele que praticar estes comportamentos sentirá a cólera do Senhor (cf.  Ex 22,20-26).

No evangelho Jesus resume a Lei e os Profetas: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, de toda tua alma e de todo o teu entendimento” e “amarás o teu próximo como a ti mesmo” ( cf. Mt 22,34-40). Recordemos que Judeus tinham 613 mandamentos, 365 proibições e 248 prescrições. Jesus faz uma síntese de todas estas normativas e no resumo que apresenta o jeito de ser cristão. Jesus está  dizendo que na prática do amor a Deus e ao próximo está a nossa expressão máxima da nossa fé. Fé sem a prática do amor não é completa.

Paulo, na carta aos Tessalonicenses, expõe como os primeiros evangelizadores agiam: com simplicidade acolhiam a todos, viviam uma conversão contínua, davam testemunhos e se tornaram modelos para outras comunidades (cf. 1Ts 1,5-10).

Jesus ao pedir amor ao próximo está reconhecendo a criatura humana não apenas como sua imagem, mas o identifica como o ser mais importante de todas as criaturas criadas. 

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


SER MISSIONÁRIO: É SER COLABORADOR DE DEUS 

Neste domingo, a Igreja celebra o dia mundial da missões das Missões. O Papa Francisco em sua mensagem para este dia afirma: “a Igreja é missionária por sua natureza”, está fundamentada no poder transformador do evangelho”, nos tornamos seguidores de jesus quando o acolhemos em nossa vida. A ato de crer  e de agir nos torna colaboradores  de Deus. 

Na 1ª leitura, Isaias nos mostra que Ciro, imperador, ao libertar o povo judeu torna-se um instrumento de Deus. Nos alerta de que nenhum poder é eterno neste mundo (cf. Is 45, 1.4-6). 

No evangelho nos é apresentada a questão da autoridade política e religiosa: “É justo pagar tributo a Cesar?”. Jesus não entra na pergunta maldosa dos fariseus e doutores da lei, mas mostra que devemos reconhecer  o que é de Deus e respeitar o que é do poder deste mundo. 

Na segunda leitura, vemos Paulo, incentivando os cristãos da cidade de Tessalônica  a viverem a fé. Fé que não é um mero sentimento, mas um comprometimento com o projeto de Jesus., Quando assumimos um serviço, um trabalho na evangelização estamos nos tornando missionários. 

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


DEUS NOS CONVIDA PARA O GRANDE BANQUETE

Depois que o evangelista Mateus nos apresentou a parábola da vinha, neste 28º domingo do tempo comum, somos convidados a participar do grande banquete.

O profeta Isaias dirá que o Senhor nos chama para o banquete sobre o monte. A imagem da mesa farta é a manifestação da alegria  de todos os que acolhem a Deus. Olhando para o nosso mundo vemos que o privilégio de bons alimentos ainda está na mesa de poucos.

No evangelho vamos ouvir a parábola do rei que fez uma grande festa para o casamento do  seu filho. Ele distribuiu um enorme número de convites, e muitos apresentaram desculpas e não foram para o banquete. Deus é o Pai que oferece a festa. O filho é Jesus. A parábola expressa a imagem do Reino: Deus convida a todos, mas nem todos aceitam, aquele que não tem a veste nupcial é aquele que não quer se comprometer.

 

Paulo, na segunda leitura, nos dá um belo exemplo de humildade e de confiança: sabe viver na abundância e também na pobreza, testemunha  sua capacidade de adaptar-se à realidade onde se encontra. Paulo explica que esta capacidade é advinda de sua grande confiança que ele tem em quem o envia e na força que recebe devida a sua fidelidade.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


A PEDRA REJEITADA QUE SE TORNOU A PEDRA ANGULAR

No último domingo a liturgia nos chamava atenção sobre a responsabilidade pessoal. Neste domingo ainda encontramos a reflexão sobre a vinha. Jesus já está em Jerusalém. As leituras proclamadas mostram a gratidão de Deus e seu cuidado com a vinha, revelam ainda a ingratidão do homem que além de não cuidar bem da vinha, produz frutos azedos e mata aqueles que foram enviados para supervisionar a ação dos vinhateiros.

O texto de Isaias é um “cântico de núpcias”: a vinha é a esposa e o amigo é o símbolo de Deus. O cântico é um hino a justiça e à fidelidade de Deus a seu povo, que nem sempre corresponde com bons frutos (Cf. Lit. Diária, Nº 310,p.38), ( Is 5,1-7).

O evangelho retoma o tema da vinha. O texto afirma que Deus confiou esta vinha a pessoas. Periodicamente enviou seus servos, os profetas, para ver o que estava acontecendo, mas eles foram mortos pelos arrendatários. Finalmente enviou seu Filho, mas este também foi morto,” A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular”(cf. Mt 21,42). Jesus é a pedra angular que foi rejeitada e morto.

Na segunda leitura encontramos Paulo que nos convida a atuar na vinha. A vinha é o reino, a comunidade, onde cada um de nós é convidado a empenhar-se a tudo o que é “verdadeiro, respeitável, justo, amável, honroso que mereça louvor do Senhor”(cf. Fil 4,6-9).

Vemos portanto que Deus criou um mundo pleno, perfeito, e repleto de riquezas. Deixou o homem como o grande responsável da vinha, mas este não soube zelar. Cada um de nós, animado pela força transformadora do evangelho, é chamado a fazer prosperar a vinha

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


 

 
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