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Mensagens das Semanas Anteriores

  O AMOR É A FORMA CONCRETA DE MANIFESTAR NOSSA FÉ 

O 30º domingo do tempo comum leva-nos  a escutar a pergunta dos fariseus: “Qual é o maior mandamento? Vejamos como as leituras respondem a este questionamento.

No livro do Êxodo o Senhor fala ao povo para que não maltrate e nem explore o seu irmão, não faça mal a viúva. Todo aquele que praticar estes comportamentos sentirá a cólera do Senhor (cf.  Ex 22,20-26).

No evangelho Jesus resume a Lei e os Profetas: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, de toda tua alma e de todo o teu entendimento” e “amarás o teu próximo como a ti mesmo” ( cf. Mt 22,34-40). Recordemos que Judeus tinham 613 mandamentos, 365 proibições e 248 prescrições. Jesus faz uma síntese de todas estas normativas e no resumo que apresenta o jeito de ser cristão. Jesus está  dizendo que na prática do amor a Deus e ao próximo está a nossa expressão máxima da nossa fé. Fé sem a prática do amor não é completa.

Paulo, na carta aos Tessalonicenses, expõe como os primeiros evangelizadores agiam: com simplicidade acolhiam a todos, viviam uma conversão contínua, davam testemunhos e se tornaram modelos para outras comunidades (cf. 1Ts 1,5-10).

Jesus ao pedir amor ao próximo está reconhecendo a criatura humana não apenas como sua imagem, mas o identifica como o ser mais importante de todas as criaturas criadas. 

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


SER MISSIONÁRIO: É SER COLABORADOR DE DEUS 

Neste domingo, a Igreja celebra o dia mundial da missões das Missões. O Papa Francisco em sua mensagem para este dia afirma: “a Igreja é missionária por sua natureza”, está fundamentada no poder transformador do evangelho”, nos tornamos seguidores de jesus quando o acolhemos em nossa vida. A ato de crer  e de agir nos torna colaboradores  de Deus. 

Na 1ª leitura, Isaias nos mostra que Ciro, imperador, ao libertar o povo judeu torna-se um instrumento de Deus. Nos alerta de que nenhum poder é eterno neste mundo (cf. Is 45, 1.4-6). 

No evangelho nos é apresentada a questão da autoridade política e religiosa: “É justo pagar tributo a Cesar?”. Jesus não entra na pergunta maldosa dos fariseus e doutores da lei, mas mostra que devemos reconhecer  o que é de Deus e respeitar o que é do poder deste mundo. 

Na segunda leitura, vemos Paulo, incentivando os cristãos da cidade de Tessalônica  a viverem a fé. Fé que não é um mero sentimento, mas um comprometimento com o projeto de Jesus., Quando assumimos um serviço, um trabalho na evangelização estamos nos tornando missionários. 

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


DEUS NOS CONVIDA PARA O GRANDE BANQUETE

Depois que o evangelista Mateus nos apresentou a parábola da vinha, neste 28º domingo do tempo comum, somos convidados a participar do grande banquete.

O profeta Isaias dirá que o Senhor nos chama para o banquete sobre o monte. A imagem da mesa farta é a manifestação da alegria  de todos os que acolhem a Deus. Olhando para o nosso mundo vemos que o privilégio de bons alimentos ainda está na mesa de poucos.

No evangelho vamos ouvir a parábola do rei que fez uma grande festa para o casamento do  seu filho. Ele distribuiu um enorme número de convites, e muitos apresentaram desculpas e não foram para o banquete. Deus é o Pai que oferece a festa. O filho é Jesus. A parábola expressa a imagem do Reino: Deus convida a todos, mas nem todos aceitam, aquele que não tem a veste nupcial é aquele que não quer se comprometer.

 

Paulo, na segunda leitura, nos dá um belo exemplo de humildade e de confiança: sabe viver na abundância e também na pobreza, testemunha  sua capacidade de adaptar-se à realidade onde se encontra. Paulo explica que esta capacidade é advinda de sua grande confiança que ele tem em quem o envia e na força que recebe devida a sua fidelidade.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


A PEDRA REJEITADA QUE SE TORNOU A PEDRA ANGULAR

No último domingo a liturgia nos chamava atenção sobre a responsabilidade pessoal. Neste domingo ainda encontramos a reflexão sobre a vinha. Jesus já está em Jerusalém. As leituras proclamadas mostram a gratidão de Deus e seu cuidado com a vinha, revelam ainda a ingratidão do homem que além de não cuidar bem da vinha, produz frutos azedos e mata aqueles que foram enviados para supervisionar a ação dos vinhateiros.

O texto de Isaias é um “cântico de núpcias”: a vinha é a esposa e o amigo é o símbolo de Deus. O cântico é um hino a justiça e à fidelidade de Deus a seu povo, que nem sempre corresponde com bons frutos (Cf. Lit. Diária, Nº 310,p.38), ( Is 5,1-7).

O evangelho retoma o tema da vinha. O texto afirma que Deus confiou esta vinha a pessoas. Periodicamente enviou seus servos, os profetas, para ver o que estava acontecendo, mas eles foram mortos pelos arrendatários. Finalmente enviou seu Filho, mas este também foi morto,” A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular”(cf. Mt 21,42). Jesus é a pedra angular que foi rejeitada e morto.

Na segunda leitura encontramos Paulo que nos convida a atuar na vinha. A vinha é o reino, a comunidade, onde cada um de nós é convidado a empenhar-se a tudo o que é “verdadeiro, respeitável, justo, amável, honroso que mereça louvor do Senhor”(cf. Fil 4,6-9).

Vemos portanto que Deus criou um mundo pleno, perfeito, e repleto de riquezas. Deixou o homem como o grande responsável da vinha, mas este não soube zelar. Cada um de nós, animado pela força transformadora do evangelho, é chamado a fazer prosperar a vinha

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


 

 

Mensagens da Semana Setembro 2017

EMPENHADOS NA CONSTRUÇÃO DE UM MUNDO MAIS JUSTO E DE PAZ

O 26º Domingo do Tempo Comum nos recorda que Deus chama todos os homens e mulheres a empenhar-se na construção de um mundo novo de justiça e de paz. Alerta que não podemos viver em duas opções: o “sim” para colaborar, ou voltarmo-nos para o egoísmo, comodismo, isolamento e não assumirmos um compromisso com Deus.

O profeta Ezequiel, na primeira leitura, convida os israelitas exilados na Babilónia a comprometerem-se de forma séria e consequente com Deus, sem rodeios, sem evasivas, sem subterfúgios. Cada crente deve tomar consciência das consequências do seu compromisso com Deus e viver, com coerência, as implicações práticas da sua adesão a Jahwéh e à Aliança.

O Evangelho vai nos ajudar a compreender como se concretiza o compromisso cristão com Deus: O “sim” que Deus nos pede não é uma declaração teórica de boas intenções, sem implicações práticas, mas é um compromisso firme, coerente, sério e exigente com o Reino, com os seus valores, com o seguimento de Jesus Cristo esforçando-se para cumprir a vontade de Deus.

Paulo, na segunda leitura, apresenta aos cristãos de Filipos e a nós do mundo de hoje, o exemplo de Cristo. Na condição de Filho de Deus, Cristo não afirmou com arrogância e orgulho a sua condição divina, mas assumiu a realidade da fragilidade humana, fazendo-se servidor dos homens para nos ensinar a suprema lição do amor, do serviço, da entrega total da vida por amor.

Deus nos pede a seguir Jesus e a viver do mesmo jeito, na entrega total ao Pai e aos seus projetos.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


BÍBLIA: A PALAVRA QUE NUNCA SE DESATUALIZA

No último domingo de setembro  a Igreja celebra  o dia da Bíblia. Com esta data lembramos a importância da Palavra de Deus na vida do ser humano.

O Bem-aventurado Pe. Tiago Alberione, fundador da Família Paulina, dizia que a Biblia “é a carta que Deus enviou aos homens”.

O profeta Isaias, na 1ª leitura, fará um forte apelo para conversão; ”buscai o Senhor, abandonai o caminho dos ímpios, reconhecei  que os caminhos de Deus, não são os caminhos dos homens” (cf. Is 55,5-6). A Palavra do Senhor é luz para os que buscam a Deus e caminho para os que desejam retornar ao Senhor”.

No  evangelho, Deus nos convida a ir trabalhar na sua vinha em diferentes horas. Veremos que Deus é um patrão que não segue os critérios dos homens, mas  usa de bondade para com todos. Com isto o evangelho nos diz que o Reino de Deus não se baseia em mérito ou recompensa mas é dom de Deus. ”Os primeiros serão os últimos e os últimos serão os primeiros” (cf.Mt 20,1-16).

A segunda leitura, Paulo nos dirá que para Ele “o viver é Cristo e o morrer é um lucro” (cf.Fl 1,21). O cristão não pode desanimar, mas ser perseverante em todas as situações. Não podemos perder de vista o fim.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


QUANTAS VEZES DEVO PERDOAR O MEU IRMÃO?

O XXIV domingo do tempo Comum, ano A, vai nos dizer que não existe limite para o perdão, precisamos perdoar sempre.

A 1ª leitura de Ezequiel, nos diz que devemos superar a lei talião (Lev.24,19.20;Ex 21,23-25; Dt 19,20). É um texto que antecipa o “pai nosso”.

Lembra que “o rancor e a raiva são coisas detestáveis”, nos questionará: ”Se você não tem compaixão do teu irmão, como poderá pedir perdão dos teus pecados?”(Cf. Eclo 27,33-28,9). O verdadeiro perdão começa com o perdão ao irmão.

O evangelho, através de uma parábola, Jesus explicará o sentido do perdão e  as consequências de quem não  é capaz de perdoar:” É assim que meu Pai do céu fará convosco se cada um  não perdoar o seu irmão” (cf. Mt 8,21-35).

Na carta aos Romanos, Paulo reconhece a diversidade de expressões da fé, vê o pluralismo, “quer vivamos ou morramos pertencemos a Cristo” (cf. Rm 14,7-9).

Perdoar é condição para construirmos a paz, é a essência dos ensinamentos de Jesus. O perdão não se mede pelas vezes que perdoamos mas pela profundidade. O perdão  vem da nossa capacidade de amar. Se amamos o irmão, não temos razões para bloquear a vida do outro. Perdoar é condição para conquistar a paz interior. Vamos lembrar que estamos no Mês da Bíblia, Ela é luz no caminho do ser humano.

 

 

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


Mensagem da Semana 

  O NOSSO OLHAR FRATERNO COM AQUELES QUE ERRAM.

O 23º Domingo do tempo Comum, Ano A, nos fala da relação com o outro, de modo especial a correção fraterna.

A primeira leitura apresenta a missão  do profeta em nossa sociedade, ele é como um vigia na cidade. Está à serviço da vida. Sua missão é alertar os que se encontram nos maus caminhos, ele está para salvar o seu irmão(cf. Ez 33,7-9).

No evangelho, vemos as indicações de Jesus de como se comportar diante de um erro do irmão. Indica que a oração e a paciência fazem um bem enorme.

Vemos que Jesus oferece vários estágios para este perdão: o encontro fraterno, isto é no diálogo sincero; apresenta o apelo comunitário, duas ou mais pessoas, e por fim o anúncio público (Cf. Mt 18,15-20).

Na segunda leitura, Paulo dirá aos Romanos, que a única realidade que devemos  ao nosso irmão é o nosso amor. Afirma que quem ama cumpre a lei  e manifesta Deus Cf. Rm 13,8-10).

Recordamos que estamos no mês da Bíblia, um mês de maior intimidade com a Palavra de Deus.

 

Pe. Mário Pizetta, ssp

Pároco


JESUS ANUNCIA O CAMINHO DA CRUZ

No último domingo, víamos o elogio de Jesus a Pedro: “Feliz és tu Pedro”, neste domingo, vemos Pedro não aceitar que Jesus tenho que sofrer e morrer.

A primeira leitura apresenta as confissões do profeta Jeremias, onde ele se sente enganado pelo Senhor, reclama que sua palavra foi motivo de gozação diante das pessoas, mas admite ter sido seduzido: ”seduziste-me Senhor” (Jer 20,7). Mesmo diante de todo o sofrimento, o profeta reconhecerá que dentro dele sentiu penetrar um fogo ardente que era impossível resistir (cf. Jer 20, 7-9).

No evangelho, Jesus faz um anúncio: a primeira vista estranho para os discípulos, sobretudo para Pedro: “iria sofrer muito, devia morrer e ressuscitar no terceiro dia”(cf. Mt 16,21). Pedro amava Jesus por isso repreende Jesus: “Deus não permita tal coisa”, mas é advertido por Jesus: “Vai para longe de mim, Satanás”, ”você é uma pedra de tropeço”. Jesus nesta hora está afirmando a Pedro, aos discípulos, e nós que a cruz faz parte do seguimento e quem quiser segui-lo precisa assumir as consequências. O seguimento exige renuncia (cf. Mt16,21-237).

Na segunda leitura Paulo advertirá para não nos conformarmos com a mentalidade do mundo, mas transformá-lo, isto é, eliminar do mundo tudo o que impede a realização do Reino (cf. Rm 12,1-2).

Neste mês de setembro, Mês da Biblia, vamos nos dedicar mais tempo a escutar a Palavra de Deus, recordar que Ela é luz para os nossos passos.

Pe. Mário Pizetta, ssp

Pároco


 

 
Mensagem da semana Agosto 2017

RECONHECER JESUS PARA FAZER NASCER A IGREJA

A liturgia do 21º Domingo do Tempo Comum, Ano A, nos propõe, dois temas, onde se estrutura toda a existência cristã: Cristo e a Igreja.

O Evangelho convida os discípulos a aderirem a Jesus reconhecendo-o como “o Messias, Filho de Deus Vivo”(cf. Mt 16,16). Dessa adesão, nasce a Igreja, a comunidade dos discípulos e discipulas de Jesus, convocada e organizada ao redor de Pedro. A missão da Igreja é dar testemunho da proposta salvadora de Jesus. Para a Igreja e Pedro é confiado o poder das chaves, isto é, de interpretar as palavras de Jesus, adaptar os ensinamentos de Jesus aos desafios do mundo e acolher na comunidade todos aqueles que aderem à proposta de salvação que Jesus oferece (cf. Mt 16,13-20).

A primeira leitura refere-se ao comportamento daquele que tem o poder “das chaves”. Aqueles que carregam “as chaves” não podem usar a sua autoridade para buscar interesses pessoais e para impedir aos seus irmãos o acesso aos bens eternos, mas deve exercer o seu serviço como um pai que procura o bem dos seus filhos, com solicitude, com amor e com justiça (cf. Is 22,19-23).

Na segunda leitura o apóstolo faz um hino de louvor ao projeto de Deus, um convite a contemplar a riqueza, a sabedoria e a ciência de Deus que, de forma misteriosa e às vezes desconcertante, realiza os seus projetos de salvação do homem. Ao homem resta entregar-se confiante nas mãos de Deus e deixar que o seu espanto, reconhecimento e adoração se transformem num hino de amor e de louvor ao Deus salvador e libertado (cf. Rm 11,33-36).

Neste domingo destacamos a confissão de Pedro. Ele é o exemplo de fidelidade, de serviço, modelo para todo discipulado de Jesus.

Pe. Mário Pizetta, ssp

Pároco


UM GRANDE SINAL FOI VISTO NO CÉU

 

Neste domingo celebramos a festa da Assunção de Nossa Senhora. O prefácio da missa desse dia afirma: “A Virgem Maria Mãe de Deus, foi elevada a glória do céu. Aurora e esplendor da Igreja Triunfante, ela é consolo e esperança para o vosso povo ainda em caminho”.

A primeira leitura nos leva a identificar a “mulher” como sendo Nossa Senhora por isso ela se torna este grande sinal (cf. Ap. 11,19a,12,1.3-6a,10ab).

O evangelho, apresenta o relato da visitação de Maria a sua prima Isabel, nele escutamos as palavras: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre”. Maria é sinal de consolo e esperança (cf. Lc 1,39-56).

Na segunda leitura vem a afirmação: “Cristo ressuscitou dos mortos como

primicias dos que morreram.” Cristo vence a morte e abre o caminho para todos nós, seus filhos e filhas (cf.1 Cor. 15,20-27a).

A Igreja é o grande sinal da presença de Deus no mundo. Ela esta sempre pronta a defender a vida. Toda vez que ela se coloca em favor da vida ela é luz para a humanidade

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


 

 

Mensagem da semana Julho de 2017

 

A BUSCA DO ESSENCIAL


O 17º domingo do Tempo Comum, ano A, continua a sua mensagem apresentando as últimas Parábolas.

Na 1ª leitura vemos o Senhor que fala a Salomão. O Senhor lhe dá a liberdade de pedir o que ele deseja.

Salomão se reconhece pequeno e pede apenas ao Senhor ”capacidade de governar o seu povo e distinguir o bem e o mal”.

A súplica agrada ao Senhor, e este lhe diz: ”dou-te um coração sábio e inteligente, como nunca houve outro igual antes de ti, nem haverá depois de tí” (Cf.2Rs 3, 3-7-12). Deus é imensamente pródigo quando pedimos as graças em vista do  bem comum.

O evangelho continua o discurso do Reino dos Céus. Inicialmente apresenta  a parábola do tesouro escondido, depois, o das  pérolas preciosas, e finalmente, o da pesca, onde é feita a escolha. As duas primeiras ilustram a vida do ser humano, estamos sempre na busca de algo melhor. Volta-se para os nossos valores. A escolha dos peixes, a terceira, nos indica que devemos sempre buscar o que é mais agradável a Deus. Também podemos fazer uma alusão ao  juízo final, onde Deus separará os bons e maus. Cristo é o valor maior. Ele é a pérola, o tesouro escondido. Quando o encontramos deixamos tudo para trás (cf. (Mt 13,44-52).

A segunda leitura, de Paulo aos Romanos, nos dirá que tudo concorre para o bem com aqueles que amam a Deus (cf. Rm 8,28-30). Paulo nos exorta afirmando que quando  amamos recebemos de Deus o seu amor, seremos justificados por ele e estaremos sempre no bom caminho.

A liturgia nos convida neste domingo a fazermos sempre um bom discernimento e buscarmos Cristo, como o tesouro e a pérola preciosa.


Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


DEUS É PACIENTE

O 16º domingo do Tempo Comum, ano A, nos mostra como Deus é paciente e misericordioso.

A primeira leitura nos mostra como Deus, Senhor de todas as coisas mostra-se indulgente. Dominando a sua própria força, julga-nos com clemência, e nos governa com grande consideração, ensinando desta forma que precisamos viver na justiça e nos confortarmos na esperança (cf. Sb 12,13.16-19).

O evangelho ilustrará esta paciência de Deus na parábola do joio e o trigo. O semeador semeou o trigo, mas nasceu também o joio.

Os empregados pediram ao patrão para arrancar o joio, o patrão não permitiu pois o trigo também podia ser arrancado junto. Orientou os seus empregados para fazer a separação no tempo da colheita (cf. Mt 13,24-30). O bem convive com mal. Deus oferece a todos a oportunidade de mudar de vida. As parábolas nos ajudam a compreender a força de Deus na construção do seu Reino (cf. Mt 13,31-43).

A segunda leitura nos mostra a ação do espirito Santo que vem em socorro de nossas aflições. Ele é quem entra no íntimo de cada ser humano e nos fortalece.

O Espirito é que nos dá força diante das nossas dificuldades e nos anima na esperança (cf. Rm 8,26-27).

 

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


A SEMENTE E O TERRENO

O 15º domingo de Tempo Comum apresenta a parábola do Semeador. Jesus se utiliza da imagem do camponês que sai a semear nas terras da Palestina.

A semente é a palavra que encontra uma diversidade de terrenos, que é o coração humano.

A primeira leitura compara a ação da chuva e da neve sobre a terra com a Palavra que chega ao ser humano. Assim como chuva faz germinar a semente, a Palavra vem para transformar o ser humano, torná-lo mais próximo de Deus (cf. Is 55,10-11).

O evangelho apresenta a parábola do semeador. Em cada terreno que a semente cai tem uma forma de reagir. O evangelista identifica quatro diferentes tipos de situações: a primeira, que cai ao longo do caminho são comidas pelos pássaros, a segunda, que cai entre os pedregulhos nasce mas não tem raízes, a terceira, entre os espinheiros, cresce rápido mas não tem consistência, a quarta, caiu em terra boa, esta produziu muitos frutos(cf. Mt 13,1-23). A terra boa é quando o coração humano está aberto para acolher a palavra, permite a força da Palavra agir, gerando a transformação para o bem.

Na segunda leitura, na carta aos Romanos, Paulo, utilizando-se da imagem das dores de parto, explica que o processo transformador é de certa forma um caminho de sofrimento.

Existencialmente também é assim: as alegrias chegam somente quando passamos por um grande processo de transformação.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


"SÁBIOS E ENTENDIDOS X PEQUENOS"

 "VINDE A MIM TODOS OS QUE SE ENCONTRAM CANSADOS  E ABATIDOS"(cf. Mt 11,28)

 

Jesus neste domingo Jesus nos convida a vivermos na condição de pequenos do Reino e buscarmos nele o alivio do peso de nossos fardos.

Na primeira leitura o profeta Zacarias abre o horizonte para uma nova perspectiva: convida a cidade de Jerusalém a alegrar-se porque o verdadeiro libertador está chegando, ele é humilde, vem montado num jumento, quebrará os arcos dos guerreiros e eliminará os carros de Efraim (Zac 9,9-10).

No evangelho Jesus agradece ao Pai o fato de esconder dos sábios e entendidos os grandes segredos do Pai e os revelar aos pequeninos. Os sábios e entendidos são os que vivem sob os critérios do mundo, enquanto que os pequenos são aqueles que estão abertos ao Reino, acolhem, aceitam e constroem sua vida a luz de Cristo.

Jesus também nos convida a estar com ele, pois ele é manso e humilde (cf. Mt 11,25-30).

Na segunda leitura, Paulo dirá que nossa vida não se sustenta na carne, mas enquanto vivemos no Espirito de Jesus, pois é no Espirito que está a vida. Viver é conquistar o Espirito de Jesus(cf. Rm 8,9.11-13).

Jesus na liturgia deste domingo nos convida a sermos mansos e humildes. A mansidão nas relações com as pessoas e humildade para acolher seus ensinamentos.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


 

 

 

A BUSCA DO ESSENCIAL


O 17º domingo do Tempo Comum, ano A, continua a sua mensagem apresentando as últimas Parábolas.

Na 1ª leitura vemos o Senhor que fala a Salomão. O Senhor lhe dá a liberdade de pedir o que ele deseja.

Salomão se reconhece pequeno e pede apenas ao Senhor ”capacidade de governar o seu povo e distinguir o bem e o mal”.

A súplica agrada ao Senhor, e este lhe diz: ”dou-te um coração sábio e inteligente, como nunca houve outro igual antes de ti, nem haverá depois de tí” (Cf.2Rs 3, 3-7-12). Deus é imensamente pródigo quando pedimos as graças em vista do  bem comum.

O evangelho continua o discurso do Reino dos Céus. Inicialmente apresenta  a parábola do tesouro escondido, depois, o das  pérolas preciosas, e finalmente, o da pesca, onde é feita a escolha. As duas primeiras ilustram a vida do ser humano, estamos sempre na busca de algo melhor. Volta-se para os nossos valores. A escolha dos peixes, a terceira, nos indica que devemos sempre buscar o que é mais agradável a Deus. Também podemos fazer uma alusão ao  juízo final, onde Deus separará os bons e maus. Cristo é o valor maior. Ele é a pérola, o tesouro escondido. Quando o encontramos deixamos tudo para trás (cf. (Mt 13,44-52).

A segunda leitura, de Paulo aos Romanos, nos dirá que tudo concorre para o bem com aqueles que amam a Deus (cf. Rm 8,28-30). Paulo nos exorta  afirmando que quando  amamos recebemos de Deus o seu amor, seremos justificados por ele e estaremos sempre no bom caminho.

A liturgia nos convida neste domingo a fazermos sempre um bom discernimento e buscarmos Cristo, como o tesouro e a pérola preciosa.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco

 

DUAS GRANDES COLUNAS DE NOSSA IGREJA

 

Neste domingo a Igreja, no Brasil, celebra a festa de dois grandes colaboradores de Jesus na propagação do cristianismo.

Um discípulo e outro um apóstolo. Falamos de São Pedro e São Paulo. As leituras testemunham e exaltam a pessoa desses fiéis seguidores de Jesus. Cada um de seu modo serviu a Cristo.

Os dois morreram em Roma martirizados.

A primeira leitura mostra como a Igreja no primeiro século foi perseguida. Revela as grandes dificuldades encontradas para o anúncio do evangelho. Pedro está preso, e é libertado da prisão e afirma: "Agora sei, de fato que o Senhor enviou o seu anjo para me libertar das mãos de Horodes" (At 12,1-12).

O evangelho mostra o momento em que Pedro confessa a Jesus: "Tu és o Cristo o Filho de Deus vivo". Jesus confia a Pedro a sua grande missão:

"Tu és Pedro, sobre esta pedra construirei a minha Igreja". Jesus entrega as chaves a Pedro as chaves do reino dos céus (cf. Mt 16,13-19).

A segunda leitura apresenta o testemunho de Paulo a Timóteo, seu fiel discípulo: "Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé" (2Tm 4,6-8.17-18).

O prefácio da missa desta solenidade  nos ajuda a compreender o significado da presença dessas duas grandes colunas: "Pedro, o primeiro a proclamar a fé, fundou a Igreja primitiva sobre a herança de Israel.

Paulo, mestre e doutor  das nações, anunciou-lhes o evangelho da salvação" (prefácio). Pedro e Paulo se completam. Estas figuras nos mostram a ação da Igreja hoje. Pedro nos lembra o Papa Francisco.

Cada um de nós tem um pouco de Pedro e de Paulo, assim como eles, somos chamados a testemunhar a ação de Jesus hoje na história.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco 


A MESSE É GRANDE MAS OS OPERÁRIOS SÃO POUCOS

 

O 11º domingo do Tempo Comum nos apresenta o momento em que Jesus escolhe os seus discípulos e apresenta a eles algumas tarefas que eles irão desenvolver ao longo da missão para servir o povo, rebanho do Senhor.

Na primeira leitura, do Livro do Êxodo, vemos Moises, que escuta do Senhor a grande proposta: " se ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, sereis para mim a porção escolhida dentre todos os povos, e vós sereis para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa" (cf. Ex 19,2-6).

A segunda leitura, de Paulo, escrevendo aos Romanos dirá que a maior prova de amor que recebemos de Cristo é sua morte na cruz.

Por isso que agora podemos viver esta nova condição que Ele nos oferece. Buscarmos a sua reconciliação (cf. Rm 5,6-11).

No evangelho, depois de sensibilizar-se com a multidão, e afirmar que eram ovelhas cansadas e  sem Pastor, Jesus escolhe seus discípulos e os orienta para a missão: "expulsar os espíritos maus", "ir as ovelhas perdidas", "curar os doentes" e "purificar os leprosos". Através dessas ações mostrar o rosto misericordioso do Pai (cf. Mt 9,36-10,8).

Vemos portanto que Deus nos convida a fazermos parte do seu rebanho, a alguns Ele pede um sacrifício maior, uma doação mais consistente.

Nossa Igreja hoje, convidada a ser uma Igreja em saída, nos pede um maior empenho nas comunidades para anunciar que o Reino do Senhor está próximo.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


FESTA DA SANTÍSSIMA TRINDADE: UNIDADE E COMUNHÃO

 

Depois de termos celebrado a Páscoa, a vitória de Cristo sobre a morte. A Ascensão, subida de Jesus ao céu e a vinda do Espirito Santo sobre os Apóstolos e na caminhada da Igreja.

Celebramos a festividade da Trindade, a manifestação plena de Deus Pai, do Filho e do Espirito, a unidade perfeita. Ao contemplarmos a Santíssima Trindade compreendemos o quanto grande é o amor do Pai.

Amor este manifestado no Filho, que esteve no meio de nós e prossegue sua manifestação com a presença do Espirito Santo. As leituras elucidam estas realidades:

A primeira leitura, do livro do Exodo nos revela o encontro de Moises com o Senhor. O Senhor se mostra um Deus misericordioso e clemente, compassivo, paciente, rico em bondade e Moises mesmo reconhecendo a sua fragilidade pede ao Senhor  que caminhe com seu povo (cf. Ex 34,4-6.8-9).

O evangelista João revela o quanto é grande o amor do Senhor, envia seu Filho ao mundo não para condenar mas para salvar. E todo aquele que crer nele viverá eternamente (cf. Jo 3,16-18).

Na segunda leitura Paulo vai nos dizer que este amor trinitário manifesta-se na nossa convivência humana, onde cada um de nós é chamado a viver na paz, na harmonia, encorajando-nos uns aos outros. Na medida que vivemos este amor testemunhamos a trindade. A trindade é portanto o modelo de comunidade perfeita (cf. 13,11-13). 

Convidamos a todos nesta semana a celebrarmos juntos a festa de Santo Antônio, na terça feira, e celebração do Corpo e Sangue de Cristo.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco

 

 
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