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Mensagens das Semanas Anteriores
Mensagem da semana Junho 2018

DEUS AGE NO SILÊNCIO

O 10º domingo do tempo comum faz uma pergunta: a que vamos comparar o Reino de Deus?

As leituras propostas nos ajudam a compreender o significado da ação silenciosa de Deus.

A primeira leitura mostra a soberania de Deus, ela está acima de todas as coisas: “Eu, o Senhor, digo e faço” (cf. Ez 12,22-24). Nada é comparável a ação de Deus.

O evangelho mostra como Jesus explica o Reino de Deus. Por meio de parábolas, ou seja, de imagens da natureza ele revela que a ação de Deus é uma ação gradativa, continua e silenciosa. É como uma semente lançada na terra, ela com a força da natureza, sem a mão do lavrador, vai produzir seus frutos. Assim também a palavra quando chega no coração humano, ela age sem a presença do pregador (cf. Mc 4,26). Explica ainda que o grão de mostarda, a menor de todas as sementes, quase invisível, uma vez na terra boa, quando cresce, torna-se lugar para o pouso dos pássaros (cf. Mc 4,26-34).

Na segunda leitura Paulo nos dirá que mesmo vivendo na morada passageira de nosso corpo, precisamos através de nossas atitudes agradar ao Senhor (cf. 2Cor 5,6-10).

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


JESUS AMPLIA O CONCEITO DE FAMILIA

O décimo domingo do tempo Comum, ano B, nos mostra um quadro onde Jesus amplia o conceito de família: ”Meus irmãos e minha mãe são aqueles que fazem a vontade de Deus” e fala do pecado contra o Espirito Santo (cf. Mc 3,29.35).

A primeira leitura nos apresenta uma realidade muito comum em nosso universo cotidiano: sempre encontramos justificativas para nossos erros. Também nos alerta, que cada ato errado tem às suas consequências para quem o pratica e para os outros (cf. Gn 3,9-15).

No evangelho, num primeiro momento do texto, descreve a família de Jesus preocupada com o comportamento de Jesus, acreditam que ele está endemoniado. Depois, Jesus vai nos dizer que quem blasfemar contra o Espírito Santo jamais será perdoado (cf. Mc 3,20-35). O pecado contra o Espirito Santo é a falta de confiança na misericórdia de Deus.

Na segunda leitura, o apóstolo Paulo, nos dirá que tudo o que é visível é passageiro, enquanto que o invisível é eterno, por isso que o sofrimento não se compara a graça que cada um vai receber pela sua perseverança (cf. 2Cor 4,13-5,1)

Pe. Mário Pizetta
Pároco


DESCANSO E SUPERAÇÃO DO LEGALISMO

O 9º domingo do Tempo Comum, Ano B, nos leva a compreender a necessidade do descanso para todos e a superação da prática legalista religiosa.

A primeira leitura destaca a importância do descanso: “Guarda o dia de sábado, trabalharás seis dias e neles farás todas as suas obras. O sétimo dia é dedicado ao Senhor” (cf. Dt 5,12-15). O ser humano não é uma máquina produtiva, ele também precisa descansar, ter um tempo para se encontrar com Deus. O encontro com o Senhor revitaliza as forças e traz paz. O ser humano não se completa em si mesmo, existe algo a mais quando este olha ao redor de sí.

No evangelho Jesus coloca a lei do sábado ao serviço da vida, o amor está acima da lei: “o sábado foi feito para o homem, não o homem para o sábado” (Mc 2, 23-28). Deus colocou seus decretos, suas leis como formas de ajudar as pessoas encontrarem equilíbrio nas suas ações. Jesus deixa claro que as leis devem estar a serviço da pessoa. Dirá São Paulo: “ A letra mata, mas o Espirito vivifica” (cf. 2Cor 3,6). Num mundo moderno como vive-se hoje, as formas de entender o sábado exigem de nós uma nova maneira de interpretar.

A segunda, de Paulo aos Coríntios, falará que em todos os momentos da nossa vida estamos sofrendo uma certa inquietação, mas não podemos nos perturbar (cf. 2Cor 4,6-11).

Iniciamos o mês de junho, e com ele a celebração de muitos santos populares: Santo Antônio, São João, São Pedro. Todos eles nos ajudam a compreender que Deus é o Senhor da vida.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco

 

 
Mensagens da semana Maio 2018

Em nome do pai, do filho e do espirito santo.

A Igreja celebra neste domingo a festa da Santíssima Trindade. Um único Deus em três pessoas: Pai, Filho e Espirito Santo. “A Comunidade Trinitária é verdadeiramente mistério, realidade que supera toda a compreensão humana. O mistério do amor Trinitário revela algo do mistério mais profundo do ser humano”. No anúncio do evangelho o grande convite de Jesus aos discípulos: “Ide pelo mundo e fazei todos meus discípulos, batizando–os em nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo”.

A primeira leitura, do livro do Deuteronômio, Moisés afirma ao povo que Deus é único, não há outro Deus, reconhece como este Deus escolheu um povo e esteve ao seu lado, pede que seja admirada a grandeza de sua obra: a criação do Homem e de todo universo. Revela portanto, um Deus presente na história humana (cf. Dt 4,32-34.39-45).

No evangelho, Jesus faz um grande pedido aos discípulos: Fazer discípulos todos os povos. Jesus ainda afirmará aos seus discípulos que eles não estariam sozinhos nesta caminhada, Ele estaria com eles até o fim dos tempos. Com o Batismo somos incorporados na família de Deus (cf. Mt 28, 16-20).

A segunda leitura, Paulo dirá que todo aquele que se deixa conduzir pelo Espirito, torna-se filho de Deus, sendo filhos nos tornamos herdeiros e co-herdeiros de Cristo, portanto nos tornamos testemunhas de Cristo no mundo (cf. Rm 8,14-17).

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


IDE ANUNCIAR O EVANGELHO A TODA CRIATURA

Neste domingo celebramos a Ascensão do Senhor. A subida de Jesus ao céu não é uma despedida e muito menos um abandono, é uma nova forma de relacionar-se e viver com Jesus. Jesus deixou nas mãos de seus discípulos a grande missão de serem continuadores de sua obra. Eles não estarão sozinhos. Da casa do Pai, Jesus enviará o Espirito que virá para auxiliar na difícil tarefa. Viver a fidelidade.

Na primeira leitura dos Atos, Lucas lembra que durante quarenta dias Jesus apareceu aos discípulos. Durante uma refeição pediu para que eles não se afastassem de Jerusalém e que seriam batizados pelo Espirito para serem testemunhas em todo mundo, não podemos ficar olhando para o mundo de braços cruzados, é preciso ir e proclamar a vida. (cf. At 1,1-11).

No evangelho, Marcos nos relatará o grande mandato de Jesus: Ide por todo o mundo anunciai a toda criatura o evangelho. Jesus afirma que esta missão será acompanhada de sinais: ”expulsarão demônios em meu nome, falarão novas línguas, nenhuma serpente lhe fará mal, curará os doentes” (cf. Mc 16,15-20).

Na segunda Leitura, Paulo nos dirá que Cristo foi constituído cabeça da Igreja, seu corpo. Tudo está sob seu domínio. Ele foi para a direita de Deus Pai (cf. Ef 1,17-23).

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


“AMIGOS, NÃO SERVOS” - AQUELE QUE AMA VIVE O RESSUSCITADO

O 6º domingo da Páscoa nos dirá que o caminho do amor é o caminho de todo aquele que foi chamado para atuar no mundo em nome de Jesus. O amor é o caminho de Deus. Onde está Deus está o amor. O amor é a rosto de Deus. “Quem não ama não pode conhecer Deus”.

A 1ª leitura, os Atos dos Apóstolos, narra a ida de Pedro a casa de Cornélio. Vemos que Deus não faz distinções, antes, acolherá todo aquele que teme o Senhor e pratica a justiça. Deus vai ao encontro de todo aquele que o procura (cf. At 10,25.26.34.44.-48).

No evangelho, Jesus nos convidará a permanecer no seu amor, isto é, estabelecer entre nós humanos laços verdadeiros de amor. Jesus nos trata de amigos porque nada esconde, tudo revela. Jesus ainda diz aos discípulos e a cada um de nós, que foi ele quem nos escolheu para que possamos produzir frutos. Por isso ele nos convida a permanecer no seu amor (cf. Jo 15,9-17).

Na segunda leitura, a carta de João, nos dirá que o amor é a expressão máximo de Deus. “Quem não ama não chegou a conhecer a Deus” (cf. 1 Jo 4,4-10).

Vemos na liturgia de hoje que Jesus nos pede que viver este amor que ele nos ensinou. Ele é a energia que move nossas comunidades. O amor não é uma teoria abstrata mas uma atitude de vida.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco

 
Mensagens da semana Abril 2018

“PERMANECEI EM MIM , E EU PERMENECEREI EM VÓS”

O 5º domingo da Pascoa, nos traz o evangelho da videira verdadeira. O evangelho da fé no Ressuscitado para produzir muitos frutos. Viver sempre em comunhão com Cristo, para não tornar nossa vida infrutífera.

Na primeira leitura, os Atos dos Apóstolos nos mostram a aproximação e integração de Paulo com os discípulos através de Barnabé. Paulo, pregava junto aos discípulos. Pelo fato de não conhecerem a sua mudança de vida, sofre perseguição dos judeus de língua grega. Ao saberem desse risco levam embora Paulo de Jerusalém. Paulo é levado para a Cesaréia (cf. At 9, 26-31).

No evangelho Jesus dirá: “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor”(Jo 15,1). O agricultor tira da arvore aquele ramo que não produz fruto. Aquele que produz ele o poda para que dê mais fruto ainda.

Para produzirmos frutos precisamos estar ligados a videira que é Cristo”(cf. Jo 15,1-8).

A segunda leitura, João em sua 1ª carta, nos alertará sobre a totalidade do amor: “que o vosso amor não seja apenas de palavras, mas concreto, isto é, por meio de gestos”(cf. 1 Jo 3,18-24).

Estar presente na comunidade participando da liturgia, da missa, lendo e meditando a Palavra, rezando em comunidade, envolvendo-se na defesa das políticas públicas e praticando a caridade são formas de nos manter sempre ligados a videira e produzir muitos bons frutos.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


MERCENÁRIOS OU PASTORES

No 4º domingo da Páscoa, voltamos o nosso olhar a uma das mais belas páginas do evangelho: Jesus, Bom Pastor. Pastores são todos aqueles que assumem responsabilidades de condução do povo, seja a nível religioso, social e político. Todo o exercício de autoridade é um serviço de Pastor. Cada serviço abarca uma realidade de nossa vida.

Na primeira leitura, Pedro, assumindo a condição de ressuscitado, responde às acusações que lhe são feitas e testemunha sobre Jesus, afirmando que Ele ”é a pedra que os construtores rejeitaram e que tornou-se a pedra angular” (cf. At 4,8-12). Todos os que vivem a condição de ressuscitados podem tornar-se multiplicadores das ações de Jesus.

No evangelho, Jesus exorta os discípulos e a todos que possuem responsabilidades sobre as pessoas para serem Bons Pastores. Jesus dirá que o verdadeiro Pastor é aquele que dá vida pelas suas ovelhas, trabalha em função do bem das pessoas, pensa e vive em função daqueles que lhe são confiados. Exerce o pastoreio como um serviço. No entanto, exorta Jesus, aquele que não é Pastor, mas mercenário, não mostra preocupação com suas ovelhas (cf. Jo 10,11-18).

Na segunda leitura, João nos dirá que nós somos muito felizes, por sermos chamados Filhos de Deus(cf. 1Jo 3,1-2)

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


“ VÓS SEREIS MINHAS TESTEMUNHAS”

O 3º domingo da Páscoa nos leva a um aprofundamento sobre a assimilação da experiência com o Ressuscitado, fato fundamental no caminho da fé. Na primeira leitura, Pedro faz uma acusação ao povo de seu tempo de que foram eles que mataram jesus: “vós matastes o autor da vida” e por isso da mesma forma apela para que se arrependam dos seus pecados (cf. At 3,13-15.17-19).

No evangelho vamos ter a continuidade do relato dos discípulos de Emaus. Jesus se encontra com os discípulos e os saúda em nome da Paz. Pede para ser reconhecido, ele não é um fantasma. Reconhecer Jesus ressuscitado será reconquista da confiança em Jesus quebrada com a morte na cruz. Ao partilhar o peixe assado, os discípulos reconhecem Jesus. Jesus explica que tudo o que aconteceu era necessário. Jesus já havia dito isto antes. O gesto de Jesus era para remissão dos pecados e a conversão (cf. Lc 24,35-48).

A segunda leitura recomenda a todos que seja evitado o pecado, mas se alguém pecar que busque Jesus Cristo para estar livre dos pecados (1 Jo 2,1-5). A missão da Igreja hoje é ajudar as pessoas a reconhecer Jesus, o ressuscitado.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


O DOMINGO DA MISERICÓRDIA

O 1º domingo, depois da Páscoa, foi instituído por São João Paulo II, como o domingo da Misericórdia.

Na 1ª leitura Lucas, nos Atos dos Apóstolos, apresenta o modelo de comunidade: Todos viviam em harmonia, não haviam necessitados entre eles. Até os que possuíam propriedades, vendiam e distribuíam seus bens entre os mais necessitados. Era uma comunidade ideal. Nos perguntamos: este mundo é possível hoje? Por que não conseguimos isto? (cf. At, 4,32-35). A consciência do Ressuscitado que nos leva a criar uma comunidade de verdadeiros irmãos.

O evangelho nos apresenta o episódio onde Jesus rompe as portas, ali estão escondidos os discípulos por medo dos judeus. A narrativa mostra dois momento: Jesus encontra os discípulos e depois encontra novamente os discípulos e especificamente fala com Tomé. Jesus lhes mostra as mãos, os pés, pede para tocá-lo e lhe diz: “Não sejas incrédulo”. Jesus, ainda o repreenderá: “Bem aventurados aqueles que não viram e creram (cf. Jo, 20,19-31).

Na segunda leitura João afirmará que o amor ao irmão é um sinal visível do amor de Deus (cf. Jo, 20,19-31).

Romper portas, abrir novos caminhos, é a vida de todos os que ressuscitam com Cristo. Ressuscitar com Cristo é engajar-se em todos os grupos que promovem a vida. É posicionar-se a favor dos irmãos e nisto está o testemunho da ressureição.

Pe. Mário Pizetta,
Pároco

 
Mensagens da semana Março 2018

ELE VIU E ACREDITOU (Cf. Jo 20,8)

Os relatos da ressureição nos mostram os impactos provocados nos discípulos e nas mulheres que foram de madrugada ao túmulo. “Tiraram a pedra”, “Tiraram o Senhor do túmulo”, “Não sabemos onde o colocaram”, são todas expressões encontradas no evangelho de João proclamado neste domingo de Páscoa.

A primeira leitura mostra Pedro que testemunha os acontecimentos ocorridos em Jerusalém. Relata que Jesus foi um homem que andou fazendo o bem, curando as pessoas, expulsando demônios por que Deus estava com ele. Afirma que todo aquele que crê em Jesus recebe o perdão dos pecados (cf. At 10,34.37-43).

O evangelho, de João Evangelista, apresenta o relato das primeiras reações das mulheres e dos discípulos diante do fato de encontrarem o túmulo vazio. Surgem os questionamentos: será que esconderam o corpo de Jesus?, o que mesmo que aconteceu? Vamos ver que é do discípulo que chegou primeiro ao túmulo, a grande revelação: “Ele viu e acreditou” (cf. Jo 20,1-9).

Paulo na carta aos Colossenses nos lembra que ressuscitar é buscar as coisas do alto, assumir uma nova postura, uma nova condição de vida. Nos exorta que não podemos ser os mesmos (cf. Col 3,1-4).

No cartão distribuído nas missas do domingo de Páscoa encontramos a frase: “porque procura Jesus no túmulo aquele que ressuscitou”.“Eu sou a ressureição e a vida”.

FELIZ PÁSCOA A TODOS E QUE O RESSUSCITADO NOS TRAGA A VIDA EM PLENITUDE.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


DOMINGO DE RAMOS: A LIÇÃO DE HUMILDADE DE JESUS E A ACOLHIDA DO POVO

Contrária a prepotência dos grandes da época, Jesus ingressa em Jerusalém montado num jumento, e é acolhido pelo povo que o saúda com ramos estendendo os seus mantos. Os ramos de oliveira simbolizam que Jesus é o Ungido. Jesus, como um servo, serenamente, caminha para os seus últimos momentos junto a todos que o admiravam. As leituras nos mostram esta realidade.

Na primeira leitura Isaias nos lembra o Servo Sofredor. Jesus é como uma ovelha levada ao matadouro. Não reage diante dos maus tratos, não retira o seu rosto para as bofetadas, oferece as costas para lhe baterem. Tudo isto ele suporta porque encontra em Deus o seu auxiliador (Is 50,4-7).

Nesse domingo proclamamos dois trechos do evangelho, um na Bênçãos dos Ramos, e o outro, o relato da Paixão, ambos apresentados por Marcos.

A segunda leitura, de Paulo aos Filipenses, vemos o testemunho de Paulo falando que Jesus abandona a condição Divina, humilhou-se, assumindo o ser humano, morre na cruz. Por isso Deus o exaltou e o colocou acima de todo nome e todos dobram seus joelhos perante ele.

Vamos caminhar com Jesus. Não vamos andar de braços cruzados, mas olhemos para o exemplo de Cirineu.

 

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


QUEREMOS VER JESUS

O 5º domingo da Quaresma, o evangelista João, após narrar o encontro de Felipe e André com Jesus, nos lembra o anúncio de sua morte: “Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só trigo, mas se morre produz muito fruto”(Jo 12,24).

A primeira leitura, nos lembrará que o Senhor ao longo da história de Israel, muitas vezes renovou a aliança com seu povo, mas agora fará a aliança definitiva: “imprimirei minha lei no coração humano, serei seu Deus e eles serão o seu povo”. (cf. Jer 31,31-34).

No evangelho tudo estará centrado na imagem do grão de trigo que morre e produz muito fruto. Jesus é o grão de trigo, ele vai morrer e sua morte será motivo de salvação para todos os que nele crerem (cf. Jo 12,20-23). Assim é o ser humano, ele também precisa fazer morrer dentro de sí tudo o que leva a morte para dar espaço a vida que quer florescer.

Na segunda leitura, o autor da carta aos Hebreus, nos revela Jesus como o modelo de obediência ao projeto do Pai, e sua morte tornou-se motivo de salvação para todos (Hb 5,7-9).

No próximo domingo celebraremos o Domingo de Ramos, iniciando assim a grande semana do cristão. Participando das celebrações vamos acompanhar Jesus neste gesto de amor pela humanidade e juntos rezarmos por aqueles que se colocam a serviço da vida do povo.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


JESUS VEM PARA SALVAR NÃO PARA CONDENAR

O quarto domingo da quaresma nos mostra quanto Deus é misericordioso. A encarnação de Jesus revela o grande amor que  Deus tem para a humanidade.

A primeira leitura relembra as infedilidades das autoridades e do povo ao longo da história. O caminho do povo de Israel foi sempre um caminho de tropeços, mais com tendência ao mal do que para o bem, mas Deus foi sempre paciente (cf. 2Cr 36,14-19-23).

No evangelho, Jesus recordará a Nicodemos o episódio de serpente, que Moisés mandou construir no deserto, para que toda pessoa que olhasse para ela seria curada da picada da serpente. Jesus dirá que assim o Filho do homem será levantado na cruz, todos os que crerem serão salvos” (cf. Jo 3,14-21).

Paulo, na  carta aos Efésios, nos dirá que “somos salvos não pelos nossos méritos, mas pela graça do Senhor” (Ef 2,4-10).

Este domingo, portanto, nos convida a olharmos com  fé para a cruz, crer nesta atitude de Jesus. Acreditarmos  que na cruz está o gesto mais autêntico de amor. Na cruz se realiza a remissão dos pecados e onde conquistamos a verdadeira libertação. A cruz, um instrumento de castigo torna-se um sinal libertador.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco

 
Mensagens da semanas Fevereiro de 2018

DEUS NÃO QUER COMÉRCIO NA SUA CASA.

Jesus, neste 3º domingo da quaresma, nos vai advertir sobre a instrumentalização do templo, sua casa não é um espaço de negociação, de lucros e muito menos lugar de exploração.

A primeira leitura nos fala da Aliança de Deus com os homens. A aliança é um conjunto de orientações, que chamamos de mandamentos. Na verdade é proposto ao homem um código comportamental. São indicações que irão favorecer a vida, as relações sociais. A primeira exigência afirma a soberania Senhor: “Eu sou o Senhor teu Deus..., não terás outros deuses além de mim”(cf. Ex 20,1-17).

No evangelho, João, João descreverá a irritação, indignação de Jesus no templo: “ tirai isto daqui, não façais da minha casa um comércio”. Aquele Jesus manso e pacífico desaparece e apresenta Jesus enérgico. Jesus tem um zelo pelo templo. “O zelo pela tua casa me consumirá”. Os judeus revoltados perguntam: que sinal nos mostras para agir assim? Numa linguagem simbólica Jesus diz “ Destruí este templo e em três dias o reconstruirei. No entanto Jesus falava do templo do seu corpo, mas mesmo assim não lhes davam crédito”(cf. Jo 2,13-25).

Na segunda leitura Paulo dirá que a morte de Cristo na cruz é o novo cordeiro, o novo sinal da aliança. O que era escândalo para os judeus e sabedoria para os gregos, para os que creem a cruz tornou-se sabedoria de Deus.

Na vida veremos que os mandamentos são caminhos seguros e justos e constroem a vida. Jesus pede também que cuidemos bem de nosso corpo, que é templo do Espirito Santo.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


“MESTRE, É BOM FICARMOS AQUI”

No primeiro domingo da quaresma fomos com Jesus para o deserto. Neste segundo domingo Jesus nos convida a ir com Pedro, Tiago e João, ao alto do monte Tabor. O monte é o lugar do encontro com Deus.

É o lugar da contemplação. Ali, Jesus se manifestará como o Filho amado.

Na 1ª leitura encontraremos a grande prova do Senhor a Abraão: oferecer em sacrifício o seu único filho, Isaac. Abraão obedece e vai ao monte. Quando está para imolar o filho, o Senhor o impede de assim proceder, reconhece o quanto Abraão é fiel, lhe recompensa dizendo que ele será o pai de um numeroso povo. (cf. Gn 22,1-2.9-13.15-18).

No evangelho, Jesus leva Pedro, Tiago e João para o Monte Tabor. Neste local Jesus se transfigura, os discípulos vislumbram a ressureição, Pedro não quer mais ir embora “é bom ficarmos aqui”, quer viver este momento extraordinário. Também Jesus mostra aos discípulos sua relação com Moisés e Elias. Jesus se apresenta como o Filho amado. Para os apóstolos a transfiguração é um encorajamento para poderem enfrentar as dificuldades da cruz (9,2-10).

Na segunda leitura, Paulo nos dirá que nada nos separará do amor de Cristo. Para compreender este grande amor de Cristo precisamos nos livrar dos obstáculos que nos impedem de fazer este encontro (cf. Rm 8,31-34). Muitos são os montes onde Jesus se transfigura. Para vê-los precisamos pedir que Jesus nos liberte da nossas cegueiras.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


O DESERTO: O LUGAR DA COMPREENSÃO

No primeiro domingo da Quaresma vemos Jesus sendo levado pelo Espirito ao deserto e depois inicia sua missão pela Galileia (Mc 1,12s). O deserto é o lugar do silêncio, da escuta. longe do mundo, Jesus vai compreender a sua missão.

A 1ª leitura mostra a aliança do Senhor com Noé: “Eis que vou estabelecer convosco a minha aliança”.

O Senhor assim fala: “ponho o meu arco nas nuvens como sinal de aliança entre mim e a terra”. Deus revela a sua fidelidade com o homem (cf. Gn 9,8-15).

No evangelho, vemos Jesus sendo conduzido pelo Espirito ao deserto, passa quarenta dias e depois se dirige a Galileia e anuncia que o tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo”, chamando a todos para a conversão: “convertei-vos e crede no evangelho” (Lc 1,12-15).

Na segunda leitura, Pedro nos lembra que Noé salvou um pequeno número de pessoas, Jesus, com sua ressureição salva o ser humano na vida nova do ressuscitado (cf. 1Pd 3,18-22).

A Quaresma é o tempo da reconciliação, o tempo favorável da mudança de vida. Através da oração, da caridade e do jejum podemos trilhar o caminho de Jesus.

Não vamos nos esquecer da problemática que a Campanha da Fraternidade nos convida: construirmos a cultura da paz, da justiça a luz da Palavra de Deus. A superação da violência virá se diminuirmos as desigualdades sociais e tomarmos consciência da necessidade de participação na defesa dos direitos trabalhistas e da legislação de políticas públicas.

Pe. Mário Pizetta,ssp
Pároco


JESUS SUPERA OS PRECONCEITOS E CURA

O sexto domingo do tempo comum, do ano B, nos apresenta o milagre da cura do leproso.

A primeira leitura, o livro dos Reis, nos enriquece apresentando a cura de Naamã pelo profeta Eliseu.

Deus revela sua força e seu poder na simplicidade. Acreditar é importante para poder alcançar a graça da libertação (cf. 2 Rs 5,9-14).

O evangelho, por meio de Marcos, identificamos a compaixão de Jesus diante de leproso, que de joelhos implora a Jesus para ser curado. Jesus, superando todos os preconceitos da época, cura o leproso. Marcos nos mostra que Jesus atende a todos que com fé se dirigem a ele. Jesus não quer ninguém a margem, todos caminhando juntos (cf. Mc 1,40,45).

A segunda leitura, de Paulo aos Coríntios, encontramos a exortação: tudo o que fizermos, o façamos “para a glória de Deus” (cf. 1 Cor 10,31-11,1).

A Palavra deste domingo nos leva a compreender uma das maiores qualidades de Jesus: a compaixão. Jesus nos ensina que quando desenvolvemos em nós a compaixão somos capazes de nos aproximar do outro. Ao curar o leproso, Jesus reintegra todos os irmãos que se encontram excluídos.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


JESUS ASSUME O SOFRIMENTO DO OUTRO 

 

O 5º domingo do tempo comum, ano B, nos mostra um lado da vida que nem sempre somos capazes de compreender: o sofrimento. Na 1ª leitura, vemos o comportamento de Jó diante das provações. Seus amigos buscam consolá-lo dizendo que os justos serão recompensados e os ímpios castigados. Jó na sua mais profunda tristeza não reclama para Deus, pelo contrário, vive esta experiência como um mistério (cf. Jó 7,1-4.6-7). 

No evangelho, Marcos mostra Jesus que continua a sua missão de ser solidário com os mais fracos. Cura a sogra de Pedro e realiza muitos outros milagres. Estes, se constituem sinais do poder divino de Jesus. Vemos que Jesus assume o sofrimento do outro, revelando com isso que Deus é próximo de quem sofre. Jesus cura aqueles que com fé se aproximam dele (cf. Mc 1,29-39). 

Na segunda leitura encontramos Paulo, que confessa o seu grande entusiasmo pelo anúncio do evangelho: “Ai de mim se eu não evangelizar”. Paulo ainda nos ensina que anuncia o evangelho na gratuidade, pois foi na gratuidade que ele recebeu. Paulo também nos ensina que no caminho da ação evangelizadora precisamos nos adaptar a todas as condições (1 Cor 9,16-19.22-23). 

Jesus, em sua atividade, não permanecia em casa, ia ao encontro. Evangelizar é aproximar-se de quem precisa, de quem está enfermo. 

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


 

 
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