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Mensagens das Semanas Anteriores

MERCENÁRIOS OU PASTORES

No 4º domingo da Páscoa, voltamos o nosso olhar a uma das mais belas páginas do evangelho: Jesus, Bom Pastor. Pastores são todos aqueles que assumem responsabilidades de condução do povo, seja a nível religioso, social e político. Todo o exercício de autoridade é um serviço de Pastor. Cada serviço abarca uma realidade de nossa vida.

Na primeira leitura, Pedro, assumindo a condição de ressuscitado, responde às acusações que lhe são feitas e testemunha sobre Jesus, afirmando que Ele ”é a pedra que os construtores rejeitaram e que tornou-se a pedra angular” (cf. At 4,8-12). Todos os que vivem a condição de ressuscitados podem tornar-se multiplicadores das ações de Jesus.

No evangelho, Jesus exorta os discípulos e a todos que possuem responsabilidades sobre as pessoas para serem Bons Pastores. Jesus dirá que o verdadeiro Pastor é aquele que dá vida pelas suas ovelhas, trabalha em função do bem das pessoas, pensa e vive em função daqueles que lhe são confiados. Exerce o pastoreio como um serviço. No entanto, exorta Jesus, aquele que não é Pastor, mas mercenário, não mostra preocupação com suas ovelhas (cf. Jo 10,11-18).

Na segunda leitura, João nos dirá que nós somos muito felizes, por sermos chamados Filhos de Deus(cf. 1Jo 3,1-2)

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


“ VÓS SEREIS MINHAS TESTEMUNHAS”

O 3º domingo da Páscoa nos leva a um aprofundamento sobre a assimilação da experiência com o Ressuscitado, fato fundamental no caminho da fé. Na primeira leitura, Pedro faz uma acusação ao povo de seu tempo de que foram eles que mataram jesus: “vós matastes o autor da vida” e por isso da mesma forma apela para que se arrependam dos seus pecados (cf. At 3,13-15.17-19).

No evangelho vamos ter a continuidade do relato dos discípulos de Emaus. Jesus se encontra com os discípulos e os saúda em nome da Paz. Pede para ser reconhecido, ele não é um fantasma. Reconhecer Jesus ressuscitado será reconquista da confiança em Jesus quebrada com a morte na cruz. Ao partilhar o peixe assado, os discípulos reconhecem Jesus. Jesus explica que tudo o que aconteceu era necessário. Jesus já havia dito isto antes. O gesto de Jesus era para remissão dos pecados e a conversão (cf. Lc 24,35-48).

A segunda leitura recomenda a todos que seja evitado o pecado, mas se alguém pecar que busque Jesus Cristo para estar livre dos pecados (1 Jo 2,1-5). A missão da Igreja hoje é ajudar as pessoas a reconhecer Jesus, o ressuscitado.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco

 

ELE VIU E ACREDITOU (Cf. Jo 20,8)

Os relatos da ressureição nos mostram os impactos provocados nos discípulos e nas mulheres que foram de madrugada ao túmulo. “Tiraram a pedra”, “Tiraram o Senhor do túmulo”, “Não sabemos onde o colocaram”, são todas expressões encontradas no evangelho de João proclamado neste domingo de Páscoa.

A primeira leitura mostra Pedro que testemunha os acontecimentos ocorridos em Jerusalém. Relata que Jesus foi um homem que andou fazendo o bem, curando as pessoas, expulsando demônios por que Deus estava com ele. Afirma que todo aquele que crê em Jesus recebe o perdão dos pecados (cf. At 10,34.37-43).

O evangelho, de João Evangelista, apresenta o relato das primeiras reações das mulheres e dos discípulos diante do fato de encontrarem o túmulo vazio. Surgem os questionamentos: será que esconderam o corpo de Jesus?, o que mesmo que aconteceu? Vamos ver que é do discípulo que chegou primeiro ao túmulo, a grande revelação: “Ele viu e acreditou” (cf. Jo 20,1-9).

Paulo na carta aos Colossenses nos lembra que ressuscitar é buscar as coisas do alto, assumir uma nova postura, uma nova condição de vida. Nos exorta que não podemos ser os mesmos (cf. Col 3,1-4).

No cartão distribuído nas missas do domingo de Páscoa encontramos a frase: “porque procura Jesus no túmulo aquele que ressuscitou”.“Eu sou a ressureição e a vida”.

FELIZ PÁSCOA A TODOS E QUE O RESSUSCITADO NOS TRAGA A VIDA EM PLENITUDE.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


DOMINGO DE RAMOS: A LIÇÃO DE HUMILDADE DE JESUS E A ACOLHIDA DO POVO

Contrária a prepotência dos grandes da época, Jesus ingressa em Jerusalém montado num jumento, e é acolhido pelo povo que o saúda com ramos estendendo os seus mantos. Os ramos de oliveira simbolizam que Jesus é o Ungido. Jesus, como um servo, serenamente, caminha para os seus últimos momentos junto a todos que o admiravam. As leituras nos mostram esta realidade.

Na primeira leitura Isaias nos lembra o Servo Sofredor. Jesus é como uma ovelha levada ao matadouro. Não reage diante dos maus tratos, não retira o seu rosto para as bofetadas, oferece as costas para lhe baterem. Tudo isto ele suporta porque encontra em Deus o seu auxiliador (Is 50,4-7).

Nesse domingo proclamamos dois trechos do evangelho, um na Bênçãos dos Ramos, e o outro, o relato da Paixão, ambos apresentados por Marcos.

A segunda leitura, de Paulo aos Filipenses, vemos o testemunho de Paulo falando que Jesus abandona a condição Divina, humilhou-se, assumindo o ser humano, morre na cruz. Por isso Deus o exaltou e o colocou acima de todo nome e todos dobram seus joelhos perante ele.

Vamos caminhar com Jesus. Não vamos andar de braços cruzados, mas olhemos para o exemplo de Cirineu.

 

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


QUEREMOS VER JESUS

O 5º domingo da Quaresma, o evangelista João, após narrar o encontro de Felipe e André com Jesus, nos lembra o anúncio de sua morte: “Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só trigo, mas se morre produz muito fruto”(Jo 12,24).

A primeira leitura, nos lembrará que o Senhor ao longo da história de Israel, muitas vezes renovou a aliança com seu povo, mas agora fará a aliança definitiva: “imprimirei minha lei no coração humano, serei seu Deus e eles serão o seu povo”. (cf. Jer 31,31-34).

No evangelho tudo estará centrado na imagem do grão de trigo que morre e produz muito fruto. Jesus é o grão de trigo, ele vai morrer e sua morte será motivo de salvação para todos os que nele crerem (cf. Jo 12,20-23). Assim é o ser humano, ele também precisa fazer morrer dentro de sí tudo o que leva a morte para dar espaço a vida que quer florescer.

Na segunda leitura, o autor da carta aos Hebreus, nos revela Jesus como o modelo de obediência ao projeto do Pai, e sua morte tornou-se motivo de salvação para todos (Hb 5,7-9).

No próximo domingo celebraremos o Domingo de Ramos, iniciando assim a grande semana do cristão. Participando das celebrações vamos acompanhar Jesus neste gesto de amor pela humanidade e juntos rezarmos por aqueles que se colocam a serviço da vida do povo.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


JESUS VEM PARA SALVAR NÃO PARA CONDENAR

O quarto domingo da quaresma nos mostra quanto Deus é misericordioso. A encarnação de Jesus revela o grande amor que  Deus tem para a humanidade.

A primeira leitura relembra as infedilidades das autoridades e do povo ao longo da história. O caminho do povo de Israel foi sempre um caminho de tropeços, mais com tendência ao mal do que para o bem, mas Deus foi sempre paciente (cf. 2Cr 36,14-19-23).

No evangelho, Jesus recordará a Nicodemos o episódio de serpente, que Moisés mandou construir no deserto, para que toda pessoa que olhasse para ela seria curada da picada da serpente. Jesus dirá que assim o Filho do homem será levantado na cruz, todos os que crerem serão salvos” (cf. Jo 3,14-21).

Paulo, na  carta aos Efésios, nos dirá que “somos salvos não pelos nossos méritos, mas pela graça do Senhor” (Ef 2,4-10).

Este domingo, portanto, nos convida a olharmos com  fé para a cruz, crer nesta atitude de Jesus. Acreditarmos  que na cruz está o gesto mais autêntico de amor. Na cruz se realiza a remissão dos pecados e onde conquistamos a verdadeira libertação. A cruz, um instrumento de castigo torna-se um sinal libertador.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco

 
Mensagens da semanas Fevereiro de 2018

DEUS NÃO QUER COMÉRCIO NA SUA CASA.

Jesus, neste 3º domingo da quaresma, nos vai advertir sobre a instrumentalização do templo, sua casa não é um espaço de negociação, de lucros e muito menos lugar de exploração.

A primeira leitura nos fala da Aliança de Deus com os homens. A aliança é um conjunto de orientações, que chamamos de mandamentos. Na verdade é proposto ao homem um código comportamental. São indicações que irão favorecer a vida, as relações sociais. A primeira exigência afirma a soberania Senhor: “Eu sou o Senhor teu Deus..., não terás outros deuses além de mim”(cf. Ex 20,1-17).

No evangelho, João, João descreverá a irritação, indignação de Jesus no templo: “ tirai isto daqui, não façais da minha casa um comércio”. Aquele Jesus manso e pacífico desaparece e apresenta Jesus enérgico. Jesus tem um zelo pelo templo. “O zelo pela tua casa me consumirá”. Os judeus revoltados perguntam: que sinal nos mostras para agir assim? Numa linguagem simbólica Jesus diz “ Destruí este templo e em três dias o reconstruirei. No entanto Jesus falava do templo do seu corpo, mas mesmo assim não lhes davam crédito”(cf. Jo 2,13-25).

Na segunda leitura Paulo dirá que a morte de Cristo na cruz é o novo cordeiro, o novo sinal da aliança. O que era escândalo para os judeus e sabedoria para os gregos, para os que creem a cruz tornou-se sabedoria de Deus.

Na vida veremos que os mandamentos são caminhos seguros e justos e constroem a vida. Jesus pede também que cuidemos bem de nosso corpo, que é templo do Espirito Santo.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


“MESTRE, É BOM FICARMOS AQUI”

No primeiro domingo da quaresma fomos com Jesus para o deserto. Neste segundo domingo Jesus nos convida a ir com Pedro, Tiago e João, ao alto do monte Tabor. O monte é o lugar do encontro com Deus.

É o lugar da contemplação. Ali, Jesus se manifestará como o Filho amado.

Na 1ª leitura encontraremos a grande prova do Senhor a Abraão: oferecer em sacrifício o seu único filho, Isaac. Abraão obedece e vai ao monte. Quando está para imolar o filho, o Senhor o impede de assim proceder, reconhece o quanto Abraão é fiel, lhe recompensa dizendo que ele será o pai de um numeroso povo. (cf. Gn 22,1-2.9-13.15-18).

No evangelho, Jesus leva Pedro, Tiago e João para o Monte Tabor. Neste local Jesus se transfigura, os discípulos vislumbram a ressureição, Pedro não quer mais ir embora “é bom ficarmos aqui”, quer viver este momento extraordinário. Também Jesus mostra aos discípulos sua relação com Moisés e Elias. Jesus se apresenta como o Filho amado. Para os apóstolos a transfiguração é um encorajamento para poderem enfrentar as dificuldades da cruz (9,2-10).

Na segunda leitura, Paulo nos dirá que nada nos separará do amor de Cristo. Para compreender este grande amor de Cristo precisamos nos livrar dos obstáculos que nos impedem de fazer este encontro (cf. Rm 8,31-34). Muitos são os montes onde Jesus se transfigura. Para vê-los precisamos pedir que Jesus nos liberte da nossas cegueiras.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


O DESERTO: O LUGAR DA COMPREENSÃO

No primeiro domingo da Quaresma vemos Jesus sendo levado pelo Espirito ao deserto e depois inicia sua missão pela Galileia (Mc 1,12s). O deserto é o lugar do silêncio, da escuta. longe do mundo, Jesus vai compreender a sua missão.

A 1ª leitura mostra a aliança do Senhor com Noé: “Eis que vou estabelecer convosco a minha aliança”.

O Senhor assim fala: “ponho o meu arco nas nuvens como sinal de aliança entre mim e a terra”. Deus revela a sua fidelidade com o homem (cf. Gn 9,8-15).

No evangelho, vemos Jesus sendo conduzido pelo Espirito ao deserto, passa quarenta dias e depois se dirige a Galileia e anuncia que o tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo”, chamando a todos para a conversão: “convertei-vos e crede no evangelho” (Lc 1,12-15).

Na segunda leitura, Pedro nos lembra que Noé salvou um pequeno número de pessoas, Jesus, com sua ressureição salva o ser humano na vida nova do ressuscitado (cf. 1Pd 3,18-22).

A Quaresma é o tempo da reconciliação, o tempo favorável da mudança de vida. Através da oração, da caridade e do jejum podemos trilhar o caminho de Jesus.

Não vamos nos esquecer da problemática que a Campanha da Fraternidade nos convida: construirmos a cultura da paz, da justiça a luz da Palavra de Deus. A superação da violência virá se diminuirmos as desigualdades sociais e tomarmos consciência da necessidade de participação na defesa dos direitos trabalhistas e da legislação de políticas públicas.

Pe. Mário Pizetta,ssp
Pároco


JESUS SUPERA OS PRECONCEITOS E CURA

O sexto domingo do tempo comum, do ano B, nos apresenta o milagre da cura do leproso.

A primeira leitura, o livro dos Reis, nos enriquece apresentando a cura de Naamã pelo profeta Eliseu.

Deus revela sua força e seu poder na simplicidade. Acreditar é importante para poder alcançar a graça da libertação (cf. 2 Rs 5,9-14).

O evangelho, por meio de Marcos, identificamos a compaixão de Jesus diante de leproso, que de joelhos implora a Jesus para ser curado. Jesus, superando todos os preconceitos da época, cura o leproso. Marcos nos mostra que Jesus atende a todos que com fé se dirigem a ele. Jesus não quer ninguém a margem, todos caminhando juntos (cf. Mc 1,40,45).

A segunda leitura, de Paulo aos Coríntios, encontramos a exortação: tudo o que fizermos, o façamos “para a glória de Deus” (cf. 1 Cor 10,31-11,1).

A Palavra deste domingo nos leva a compreender uma das maiores qualidades de Jesus: a compaixão. Jesus nos ensina que quando desenvolvemos em nós a compaixão somos capazes de nos aproximar do outro. Ao curar o leproso, Jesus reintegra todos os irmãos que se encontram excluídos.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


JESUS ASSUME O SOFRIMENTO DO OUTRO 

 

O 5º domingo do tempo comum, ano B, nos mostra um lado da vida que nem sempre somos capazes de compreender: o sofrimento. Na 1ª leitura, vemos o comportamento de Jó diante das provações. Seus amigos buscam consolá-lo dizendo que os justos serão recompensados e os ímpios castigados. Jó na sua mais profunda tristeza não reclama para Deus, pelo contrário, vive esta experiência como um mistério (cf. Jó 7,1-4.6-7). 

No evangelho, Marcos mostra Jesus que continua a sua missão de ser solidário com os mais fracos. Cura a sogra de Pedro e realiza muitos outros milagres. Estes, se constituem sinais do poder divino de Jesus. Vemos que Jesus assume o sofrimento do outro, revelando com isso que Deus é próximo de quem sofre. Jesus cura aqueles que com fé se aproximam dele (cf. Mc 1,29-39). 

Na segunda leitura encontramos Paulo, que confessa o seu grande entusiasmo pelo anúncio do evangelho: “Ai de mim se eu não evangelizar”. Paulo ainda nos ensina que anuncia o evangelho na gratuidade, pois foi na gratuidade que ele recebeu. Paulo também nos ensina que no caminho da ação evangelizadora precisamos nos adaptar a todas as condições (1 Cor 9,16-19.22-23). 

Jesus, em sua atividade, não permanecia em casa, ia ao encontro. Evangelizar é aproximar-se de quem precisa, de quem está enfermo. 

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


 

 
Mensagens da semana Janeiro 2018

JESUS VEM NOS LIBERTAR

A liturgia do 4º Domingo do Tempo Comum nos lembra que Deus não se conforma com os projetos de egoísmo e de morte presentes no mundo e que escravizam os homens. Deus vem ao encontro de seus filhos para apresentar um projeto que liberta e traz a vida plena.

A primeira leitura, do livro do Deuteronômio, encontramos a figura de Moisés, que anuncia que o senhor fará surgir um profeta que dirá tudo o que o Senhor tem a dizer. O profeta é alguém que Deus escolhe, chama e envia para ser a sua “palavra viva” no meio dos homens. Através dos profetas, Deus vem ao encontro dos homens e apresenta-lhes, de forma bem perceptível, as suas propostas (Dt 18,15-20).

O Evangelho mostra como Jesus, o Filho de Deus, cumprindo o projeto libertador do Pai, pela sua Palavra e pela sua ação, renova e transforma em homens livres todos aqueles carregados de espirito impuro, isto é, os prisioneiros do egoísmo, pecado e da morte, por isso seu ensinamento é com autoridade, diferente dos escribas (Mc 1,21-28).

Na segunda leitura, Paulo procura mostrar que as pessoas não casadas podem se dedicar mais ao Senhor do que as casadas. Mas deixa a todos alertados para as realidades deste mundo, que são realidades transitórias, não impeçam de viver um verdadeiro compromisso com o serviço de Deus e dos irmãos (1Cor 7,32-35).

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


JESUS NÃO TRABALHA SOZINHO 

 

O terceiro domingo do tempo comum nos mostra que um novo tempo começa a surgir: João Batista havia sido preso e começa a aparecer Jesus anunciando: “O reino está próximo”. Com Jesus começa um novo tempo. Jesus não quer trabalhar sozinho. Ele quer os homens integrados nesta missão. 

A primeira leitura, nos mostra que o povo judeu após o exilio fechou-se em si mesmo, tornando-se soberbo e esquecendo-se de suas raízes. O Senhor envia para eles o profeta Jonas. Nínive era uma cidade muito grande, que precisava três dias para atravessá-la. Jonas anunciava que o Senhor castigaria a nação se eles não viessem a se converter. Os ninivitas acreditaram na pregação e se converteram, e Deus não puniu porque acreditaram (cf. Jn 3,1.5-10). 

No evangelho vemos Jesus iniciando sua missão, realizando o 1º trabalho: chamar pessoas para semear com ele esta nova realidade, o novo tempo. Jesus começa a chamar colaboradores, não quer trabalhar sozinho, quer que o ser humano participe com Ele. Por isso começa chamando algumas pessoas para esta obra. Ele quer que estes homens entendam o significado de sua presença e sejam continuadores desta missão. Daí a imagem tão bela dos primeiros chamados, “deixam tudo” e seguem Jesus (cf. Mc 1,14-20). 

Na segunda leitura, encontramos Paulo que nos alerta sobre a relatividade tudo o que possa existir neste mundo: família, tristeza, alegria, coisas do mundo... Paulo vai nos lembrar que “tudo passa”. Nada do que temos aqui é absoluto (cf. 1Cor 7,29-31). 

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


 O CAMINHO DO SEGUIMENTO 

Neste domingo a liturgia nos apresenta o testemunho de João Batista e desperta seus discípulos para o seguimento de Jesus, quando diz: ” Eis o Cordeiro...”. Estes perguntam a Jesus: Mestre, onde moras? E Jesus responde: Vinde e Vede! Veremos que Jesus não tem endereço fixo. Segui-lo é um caminhar permanente praticando suas as atitudes. 

A primeira leitura nos levará a vocação de Samuel. Deus, por diversas vezes chama o jovem Samuel, mas este não compreende, até o momento em que pede auxílio a Eli. Este lhe explica que deve responder. Samuel, assim procede: “Fala Senhor que teu servo escuta”. Todos nós precisamos de alguém que nos ajude a compreender os apelos de Deus. (cf. 1Sam 3,3-10.19). 

No evangelho, encontraremos o anúncio de João Batista e a manifestação do seguimento dos dois primeiros discípulos de Jesus que interrogam: Mestre, onde moras? e Jesus responde Vinde e Vede. (cf. Jo 1,35-42).Todos os que querem seguir Jesus necessitam caminhar com Ele, não podemos andar sozinhos. O aprendizado do seguimento dá-se ao longo do caminho. 

Na segunda leitura, Paulo nos exortará afirmando que como imagem e semelhança, precisamos cuidar bem de nosso corpo, pois ele é santuário de Deus (cf. 1Cor 6,13.-15;.17-20). 

 

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


 FESTA DA EPIFANIA: A MANIFESTAÇÃO DO SENHOR PARA O MUNDO

 

Neste domingo a liturgia celebra a festa da Epifania: manifestação do Senhor. Jesus que se manifesta a todos como luz e glória a toda a humanidade.

Na primeira leitura, o profeta Isaias exalta Jerusalém afirmando que todos os povos voltar-se-ão para ela, de onde virá a grande luz para a humanidade, “chegou a tua luz, apareceu sobre ti a glória do senhor” (cf. Is 60,1-6).

O evangelho mostrará o encontro dos magos, que guiados por uma estrela, encontram-se com o Menino Jesus, José e Maria. A atitude dos magos nos estimula também a irmos buscar Jesus. A atitude de procurar é sempre uma forma de reação positiva do homem. Também em Herodes desperta interesse de ir ver este Menino. Herodes teme que este menino tirará o seu poder. Os magos oferecem ouro, incenso e mira. O ouro para simbolizar a realeza de Jesus, incenso para reconhecer a divindade de jesus, a mirra, o sofrimento, a purificação, a libertação.

A segunda leitura, Paulo, afirma que este mistério, agora é também revelado aos pagãos.

Juntos estarão os judeus e todos os povos da terra. A luz veio para todos. Cristo não representa um reino fechado, isolado, mas aberto para todos (cf. Ef 3,2-3.5-6). 

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


 

 

 
Mensagens da semana Dezembro de 2017 PDF Imprimir E-mail

DEUS NÃO ABANDONOU O SEU POVO: É NATAL

As ruas estão decoradas, luzes se acendem, o movimento de gente que vai e que vem é grande.

As pessoas olham os preços, fazem cálculos, observam. Um clima diferente toma conta da cidade. Estamos no Natal. Deus não abandonou o seu povo, continua a caminhar com ele. A data nos lembra o nascimento de Jesus, mas ela se transformou na festa do consumismo, ainda existem aqueles, que além dos presentes, levam abraços, vão ao encontro dos perdões, da busca da paz. As narrativas relatam que Jesus, ao nascer, não encontrou lugar. Maria e José encontraram refúgio numa manjedoura, numa estrebaria. Foi ali, naquele lugar humilde, que aconteceu a sua acolhida. Os anjos anunciaram a sua presença e os pastores, homens do campo, foram os primeiros a visitar. O caminho da humildade é a estrada dos mistérios de Deus.

Ao olhar para o mundo, tristemente vemos que Ele, o Salvador do mundo, ainda não encontra lugar. Muito poucos são aqueles que o acolhem, pois a mente e o coração humano tem as preocupações distantes.

Meu irmão, minha irmã, desejo a você um Natal muito feliz, peço que acolha este Menino na sua mente, no seu coração e na sua família.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


“ESTAI SEMPRE ALEGRES”

O terceiro domingo do advento é chamado o domingo da alegria, pois o Senhor está chegando. 

A primeira leitura nos apresenta a missão do servo. O servo é Jesus que virá. Ele anunciará a boa nova aos pobres, vem curar nossas feridas e libertar os que estão presos (cf. Is 61,1-2.10-11).

Na segunda leitura, Paulo, recomenda aos tessalonicenses e a cada um de nós: “estai sempre alegres”, “daí graças em todas as circunstâncias”, “examinai tudo e ficai com o que é bom” (cf. 1Tes 5, 16-24).

No evangelho, encontramos novamente a pessoa de João Batista, que vem para ser o testemunho da luz. Interrogado por levitas, vindos de Jerusalém,  que queriam saber quem ele era, João responde: “ Eu não sou o Messias”, “nem Elias”, “Eu sou a voz daquele que grita no deserto: aplainai o caminho do Senhor”. Estas afirmações nos ajudam a compreender a missão de João Batista: preparar a estrada de muitos para acolher Jesus. A Igreja, também hoje tem esta missão: preparar os corações humanos para acolher este Menino Deus que vem até nós. Hoje, compete a cada um de nós pedir a sabedoria para discernir o que vem de Deus.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


COMO JOÃO BATISTA: VAMOS PREPARAR O CAMINHO PARA O SENHOR

Neste segundo domingo do Advento trazemos o profeta João Batista, o precursor do Messias: “Preparai os caminhos do Senhor, endireitai as suas veredas”.

O profeta Isaias, convida a comunidade a ter confiança sobre a vinda do Senhor: “preparai no deserto o caminho do Senhor, aplainai na solidão a estrada do Senhor”. Ele virá como um Pastor que carregará a todos com seu braço forte (cf. Is 40,1-5,9-11).

O evangelho, nos mostra a figura de João Batista, que retoma  as palavras do profeta Isaias, e acrescenta: “depois de mim, virá alguém mais forte do que eu. Eu nem sou digno de me abaixar para desamarrar suas sandálias”. João ainda nos lembra que ele batiza com agua, mas Ele vos batizará no Espirito Santo” (cf. Mc 1,1-8).

A segunda leitura, Pedro em sua segunda carta, nos alertará dizendo que o tempo de Deus é diferente do nosso tempo. A demora de sua chegada não nos deve deixar tristes. Precisamos estar sempre vigilantes (cf. 2 Pd 3,8-14).

Neste domingo acendemos a segunda vela da coroa do Advento, a Branca, anunciando que este menino é portador de Paz.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


UM NOVO ANO LITÚRGICO

Com a festa de Cristo Rei, no último domingo, encerramos o ano litúrgico de 2017. Hoje, com o Advento, iniciamos um novo ano litúrgico, tempo de preparação ao Natal. A Igreja, ao longo de cada ano, nos oferece a oportunidade de reviver os principais mistérios da nossa fé.

Neste domingo, o 1º do Advento, o profeta Isaias, lamenta  que o homem se afastou de Deus e faz  uma súplica para que o Senhor volte o seu olhar, reconsidere seu comportamento e venha em socorro de todos aqueles que foram justos. Perdoe, esqueça os erros daqueles que falharam. O profeta clama ao Senhor, que mesmo com todas as fragilidades humanas reconhece  “tu és nosso pai, nós somos barro; tu, nosso oleiro, e nós todos, obra de tuas mãos”. O Senhor é pai e usa de misericórdia (cf. Is 63,16b-17.19b; 64,2b-7).

No evangelho, de Marcos, apresenta-nos a advertência de  Jesus, para estarmos sempre atentos, vigilantes pois não podemos imaginar quando virá o Senhor. A vigilância não nos permite vacilar. Ela é uma atitude do sábio (cf. Mc 13,33-37).

Paulo, na carta aos Coríntios, agradece a Deus pela ação bondosa sobre a  comunidade, afirma que não lhes falta nada, todos foram enriquecidos com a palavra e todo o conhecimento. Paulo ainda implora para que todos possam ser perseverantes até o fim (cf. 1Cor 1,3-9).

Que cada vela acendida aos longos destes quatro domingos ilumine o nosso caminho  de preparação ao Natal.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


 

 
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