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Mensagens das Semanas Anteriores

A SABEDORIA NOS CONDUZ PARA A VIDA ETERNA

A liturgia deste domingo nos faz uma pergunta: ”o que devo fazer para conquistar a vida eterna?”(Mc 10,17-30)

O sábio nos dirá na primeira leitura que ele não encontrou nada igual a sabedoria, ela é superior as mais belas pedras preciosas(cf. Sb 7,7-11).

O evangelho nos dirá que a vida eterna é conquistada não apenas pela observância dos mandamentos, mas quando abandonamos tudo o que nos prende deste mundo: riquezas, cargos, e também das recompensas. Somos verdadeiramente livres quando damos às coisas deste mundo o seu devido valor e nos doamos totalmente as coisas de Deus. Ali veremos o quanto receberemos em troca(cf. Mc 10,17-30).

A segunda leitura, nos dirá que conquistamos a sabedoria quando penetramos no significado da Palavra, porque ela penetra o mais íntimo do coração, pois ela nos desnuda totalmente(cf. Hb 12-13).

Neste domingo, vamos nos unir aos dois novos santos na Igreja: São Paulo VI e o Bispo Oscar Romero. Paulo VI, aquele que levou em frente o Concílio Vat. II. Don Oscar Romero, morto em 24 de março 1980, enquanto celebrava a missa. Dizia: “A missão da Igreja é identificar-se com os pobres. Assim encontrará a sua salvação”.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


“SERÃO OS DOIS NUMA SÓ CARNE” X “POR CAUSA DA DUREZA DO SEU CORAÇÃO”

O 27º domingo do tempo comum, ano B, nos leva a refletir sobre um dos problemas da Família: a separação.

Na 1ª leitura, o texto nos mostra a criação da mulher. Deus havia criado o homem e este ao olhar sobre todos os seres criados não encontrou algum semelhante a ele, por isso Deus o fez entrar num sono profundo e de sua costela fez a mulher (cf. Gn 2,18-24).

No evangelho, os fariseus interrogam Jesus sobre a separação do homem e da mulher. Jesus, não responderá aos fariseus, mas retorna a obra criadora do Pai e dirá que tudo isto acontece por causa da dureza do seu coração, não compreendendo que os dois são uma só carne (cf. Mc 10, 2-16).

Na segunda leitura, o autor da carta dos hebreus, reconhece a grandeza de Jesus sobre todas as coisas criadas, e o estabelece como centro de toda a criação (Hb 2,9-11).

Nos dias de hoje, vivemos um tempo de dificuldades na realidade da família. Grande parte das pessoas fazem experiência de união antes de assumir o matrimônio, os filhos não são mais a principal preocupação. Muitos daqueles que abraçam o casamento, separam-se antes mesmo de completar cinco, dez anos. E quando possuem filhos, estes ficam de um lado para outro, provocando desestruturações da vida da criança.

Estamos no mês missionário, rezemos para que sejamos cada mais uma Igreja Missionária.

Pe. Mário Pizetta
Pároco

 

SOMOS A FAVOR DE JESUS QUANDO PRATICAMOS O BEM

A liturgia deste domingo, nos mostra a importância de agirmos a favor de Jesus, optando sempre para fazer o bem, desperta em nós o sentido do profetismo e nos adverte sobre o perigo das riquezas. Vejamos:

A primeira leitura, do livro dos Números, mostra que o profetismo está presente na vida das pessoas. O profeta é uma criatura ungida por Deus. A manifestação desse dom pode acontecer em qualquer pessoa (cf. Nm 11,25-29).

No evangelho, nos vem a alerta de que nada passará despercebido diante de Deus, nem mesmo um copo d’agua dado a um irmão, por isto que Jesus nos convida a fazer sempre o bem, pois ele castigará aquele que provocar o escândalo. Para fazer o bem não precisamos pertencer a um grupo específico. Não detemos o monopólio. Deus age na vida das pessoas, independente de participar de uma instituição, para isto temos o compromisso de evitar toda possibilidade de praticar o mal (cf. Mc 9,38-43.45.47-48).

A segunda leitura, o apóstolo Tiago, denuncia o comportamento do rico ganancioso: “agora, ricos, chorai e gemei, por causa das desgraças que estão para cair sobre vós”. Deus quer que pratiquemos a justiça (cf. Tg 5,1-5). Lembremos de é também o encerramento do mês da Bíblia.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


“QUEM QUISER SER O PRIMEIRO, SEJA O ÚLTIMO DE TODOS”(Mc 9,35b)

Ser o primeiro em tudo que fazemos, pode ser uma aspiração boa, mas Jesus neste domingo nos convida a trocarmos o primeiro lugar pelo último, dessa forma podemos servir a todos.

A primeira leitura, do livro da sabedoria, mostra o ímpio que trama a morte do justo, faz isto mediante a perseguição e ameaças, pois o justo incomoda o ímpio (cf. Sb 2,12.17-20).

No evangelho, enquanto Jesus atravessava a Galiléia, informa  aos discípulos que ele vai ser entregue nas mãos dos homens e estes o matarão. Os discípulos não compreendem e depois à noite Jesus pergunta: “o que vocês discutiam pelo caminho? Jesus adverte os apóstolos e lhe diz: aquele que quiser ser o maior seja o vosso servo. Colocando uma criança no meio deles Jesus e diz: quem acolher esta criança é a mim que acolhe (cf. Mc 9,30-37).

O apóstolo Tiago nos diz que onde existe a inveja e a rivalidade ali estão as desordens. E aqueles que se deixarem conduzir pela sabedoria que vem do alto encontrarão a justiça que produz a paz, conciliação, misericórdia e  (cf. Tg 3,16-4,3).

Continuemos o mês de setembro, mês da Bíblia. Que a Palavra seja sempre nossa Luz.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


RECONHECER JESUS, PARA CAMINHAR COM ELE

O 24º domingo do tempo comum, ano B, nos convida a fazer um reconhecimento: Identificar quem é Jesus, para poder seguir seus passos.

A primeira leitura nos oferece uma imagem de que o Messias é um Servo Sofredor, não foge de sua responsabilidade, enfrenta os riscos, por que ao seu lado ele encontra o Auxiliador(cf. Is 50,5-9).

No evangelho, Marcos, nos apresenta dois momentos: Inicialmente Jesus quer saber o que pensam dele: Pedro assume aposição de líder do grupo afirmando com grande convicção de que Jesus é o Messias. No entanto, quando Jesus mostra o rosto do verdadeiro Messias, da necessidade de ir a Jerusalém Pedro revolta-se, contrariando Jesus totalmente (Mc 8,27-35).

A segunda leitura nos apresenta por meio de Tiago a questão da relação entre fé e obras. Toda atitude de fé exige um gesto concreto (Tg 2,14-18).

Neste domingo duas etapas são mostradas: identificar e reconhecer são atitudes fundamentais para quem quer ser seguidor de Jesus. Vamos nos lembrar que estamos no mês da Bíblia.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


JESUS FAZ BEM TODAS AS COISAS

Jesus, neste 23º domingo do tempo comum, Ano B, veremos a multidão afirmar: “Ele faz bem todas as coisas”. No contexto das leituras vamos procurar entender esta frase:

A primeira leitura, o profeta Isaias, com palavras de encorajamento dirá: “Criai ânimo, não tenhais medo, porque o Senhor virá para libertar a cegueira, fazer os coxos andarem, desatará a língua de todos e transformará a terra sedenta em fonte de água” (cf. Is 35, 4-7).

Estamos vivendo um tempo que se torna necessário o encorajamento mútuo.

No evangelho, encontramos Jesus na Galileia onde cura um surdo e alguém que pouco conseguia falar. Grita forte: “Abra-te!”. Jesus verdadeiramente liberta o homem não apenas de seus males físicos, por isso o povo diz com firmeza: “Ele tem feito bem todas as coisas”(cf. Mc 7,31-37). Fazer bem tudo o que fazemos não deixa somente feliz quem faz, mas o outro.

Na segunda leitura, Tiago nos alertará que precisamos superar todo e qualquer tipo de descriminalização, pois Deus trata a todos com igualdade. Não faz acepção de pessoas (cf. Tg 2,1-5). Prosseguimos com o mês da Bíblia. Deixemos que a Palavra entre em nossa vida.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


“É DENTRO DO CORAÇÃO HUMANO QUE SE ORIGINA O MAL”

Neste 22º domingo do tempo comum, Ano B, Jesus alerta que é dentro do coração humano que saem todo tipo de maldade (cf. Mc 7,21).

A primeira leitura, do Dt, apresenta Moisés convidando o povo a escutar as leis e os decretos que os conduzirão pelo caminho do deserto. O cumprimento das leis dará sabedoria ao povo, e este será elogiado por outros povos. A observância da lei nos ajuda a trilhar um caminho de bem estar a todos (cf. Dt 4,1-2.6-8).

No evangelho, Marcos nos mostra que os mestres da lei e os fariseus questionam os discípulos de Jesus que não observam os costumes e regras judaicas. Jesus se irrita chamando-os de hipócritas afirmando: “vocês me louvam com os lábios mas o coração está longe de mim”.

Jesus nos dirá que o mal não está fora do homem mas dentro, de onde saem todas as podridões (cf. Mc 7,1-8.14-15.21.23).

Na segunda leitura, o apóstolo Tiago nos exortará sobre a importância de sermos praticantes da Palavra, não meros ouvintes. A Palavra é sempre fonte geradora de transformação (cf. Tg 7,17-18.21-22.27).

Estamos iniciando o mês de setembro e com ele o mês da Bíblia. Vamos todos ao encontra desta Palavra, ela traz vida para todos. Neste mês vamos aprofundar o livro da Sabedoria.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco

 

“ESTA PALAVRA É DURA”

O vigésimo primeiro domingo do tempo comum continua a nos falar sobre o seguimento de Jesus. Os discípulos reagem afirmando: “esta palavra é dura, quem consegue escutá-la? ”

Na 1ª leitura, Josué confronta o povo: qual Deus vocês querem servir? O povo responde: “longe de nós abandonarmos o Senhor para servirmos deuses estranhos” (Js 24,1-2.15-18).

O evangelho relata o momento em que os discípulos reclamam de Jesus dizendo que é difícil salvar-se. Jesus responde que: “ suas palavras são espirito e vida”. Diante disso muitos se retiram e vão embora, e Jesus também pergunta aos discípulos, se também eles querem ir embora? No que eles respondem: “para onde vamos se somente tu tens palavras de vida eterna” (cf. Jo 6,60-69).

A segunda leitura, Paulo compara a relação do homem-mulher, com a relação da Igreja-Cristo, afirmando que este é um grande mistério (cf. Ef 5,21-32).

Neste domingo, o quarto do mês das vocações lembramos a vocação batismal, cada batizado é chamado a colaborar na construção do reino de Deus. Cada um serve de acordo com seus dons.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


“ELEVADA A GLÓRIA DO CÉU”

Estas palavras nós as encontramos no prefácio da missa que celebramos neste domingo: Assunção de Nossa Senhora, a grande festa Mariana. Neste final de semana temos a missa da vigília, sábado, e a missa da festividade, domingo. Nosso pensamento volta seu olhar para a liturgia dominical.

A primeira leitura nos mostra dois grandes sinais: o primeiro, “Uma mulher vestida de sol, tendo a lua debaixo de seus pés, e uma coroa de doze estrelas” ( Ap 12,1). Essa mulher é Maria que se apresenta como o grande sinal para o mundo. O segundo, “um dragão, cor de fogo, com sete cabeças, dez chifres, e sobre a cabeça sete coroas” (Ap 12,3), Esse é o mal, que se coloca para confrontar todas as ações do bem. Coloca-se diante da mulher para matar o filho que estava para nascer, mas o filho foi levado para junto de Deus, a mulher para o deserto. Ouve-se o grande grito: “realizou-se a salvação, a força e a realeza do nosso Deus”.

O evangelho relata o encontro de Maria com a sua prima Isabel. Nos ensina a solidariedade de Maria. O cântico da Magnifica é a exultação da que mostra a realeza de Jesus. A visitação é um exemplo de “Igreja em saída” (cf. Lc 1,39-56).

A segunda leitura, Paulo nos falará da realeza de Cristo, Tudo será colocado debaixo de seus pés (cf. 15,20-27).

A paróquia Santo Inácio, neste domingo celebra uma devoção Mariana trazida da Itália, Nossa Senhora do Mar, celebrada a 77 anos. Haverá procissão às 10 horas seguida da missa.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


“QUEM COMER DESTE PÃO VIVERÁ ETERNAMENTE”

Prosseguimos neste domingo, dia dos pais, a refletir “Jesus é o pão da vida”.

Na primeira leitura veremos a experiência de Elias, que tomado pelo cansaço deita-se sob um junipero à espera da morte. O Senhor o alimenta, mas Elias volta a dormir, o Senhor o acorda novamente, alimenta-o e pede para que prossiga o caminho até o Sinai ( 1Rs19,4-8).

No evangelho, os judeus murmuram diante do discurso de Jesus sobre Ele ser “o pão da vida”, mas este ainda continua: “quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida no mundo” (cf. Jo 6,41-51). Para compreender que Jesus é pão precisamos acolher a pessoa de Jesus, suas palavras, gestos e atitudes. No acolhimento, sem restrições, entendemos o significado de “minha carne”.

Na segunda leitura Paulo faz uma série de recomendações à comunidade e pede a eles que vivam no amor de acordo como Cristo nos amou” (cf. Ef 4,30-5,2). Para viver no amor necessitamos afastar todo tipo de irritação, cólera, gritaria, injurias e sermos imitadores de Cristo. Paulo, nos pede para sermos imitadores de Deus, como filhos que ele ama.

Pe. Mário Pizetta, ssp

Pároco


JESUS É O PÃO DA VIDA

Depois de ter feito a multiplicação dos pães e distribuído com fartura ao povo. Jesus vai afirmar que “Ele é o pão da vida”. Das leituras propostas deste domingo podemos ver:

O texto do livro do Êxodo nos mostra o descontentamento do povo no caminho à terra prometida. Moises escuta o povo e intercede ao Senhor, que o atende enviando o maná: “ Isto é o pão que o Senhor vos deu como alimento” (Ex 16,2-4.12-15).

O evangelho, relatado por João, nos revela que o povo vai procurar Jesus. Quando o encontra fazem perguntas a Jesus, no que afirma: “Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna e que o Filho do homem vos dará” (cf. Jo 6,27).

Na segunda leitura, o apostolo Paulo nos alertará que para alcançarmos a Cristo precisamos nos “despojar do velho homem”, e buscar o novo homem (cf. Ef 4,17.20-24).

Neste domingo, veremos que Jesus é fonte de vida, é o verdadeiro alimento para a vida eterna.

As leituras sobretudo no evangelho, nos adverte de que Jesus não é um supermercado ou farmácia mas fonte de vida para o homem que abre caminhos para uma vida nova.

No mês de agosto, rezamos pelas vocações, neste primeiro domingo rezamos pela vocação do padre. Rezemos por todos os sacerdotes que passaram pela nossa vida.

Pe. Mário Pizetta, ssp

Pároco

 

 

“OVELHAS SEM PASTOR”

Neste domingo, o 16º do tempo comum, ano B, veremos a primeira atitude daquele que segue Jesus: Compaixão. Este comportamento é uma forma nova de olhar o outro, um verdadeiro gesto de amor.

A primeira leitura, tirada de Jeremias, é uma advertência aos maus pastores, aqueles que escolhidos para serem pastores do povo não cuidam do rebanho, abandonam o povo, apenas instrumentalizam aqueles que lhe servem. São verdadeiros exploradores do povo, estes são os maus pastores. (cf. Jr 23,1-6).

No evangelho, Marcos registra a volta dos discípulos que tinham sido enviados em missão. Jesus convida os discípulos para um lugar deserto, lugar do silencio para descansar e avaliar o trabalho desenvolvido. Jesus deixa claro que o descanso é necessário, assim como o refletir sobre a missão. Ao olhar para aquela multidão sentiu compaixão. A compaixão é uma porta para o caminho da conversão. (cf. Mc 6,30-34).

Na segunda leitura, Paulo dirá a comunidade de Éfeso, que Cristo rompeu com os murros, libertou-nos do pecado e nos deu uma nova condição: em Cristo somos novas criaturas (cf. Ef 2,13-18).

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


JESUS NÃO TRABALHA SOZINHO, CHAMA COLABORADORES

O 15º domingo do tempo comum, ano B, vemos no evangelho de Marcos que Jesus chama e envia pessoas para colaborar com ele no anúncio do Reino. A evangelização não pode ser um ato individualista, mas comunitário. Deus nos chama à comunhão.

Na 1ª leitura, Amós, reconhece que ele é apenas um simples pastor e cultivador de sicômoros, no entanto, o Senhor o chamou: “Vai profetizar para Israel meu povo” (Am 7,12-15). Ser profeta exige coragem, ousadia e muita confiança no Senhor. Despertamos o sentido do profetismo na medida que nos envolvemos com a realidade, onde constatamos as injustiças, o desprezo humano, nestes espaços nasce a indignação.

No evangelho Jesus recomenda aos discípulos que não levem nada além do necessário. Desfazer-se totalmente de tudo para apenas sentir a confiança do Senhor (cf. Mc 6,7-13). Jesus pede aos discípulos confiança e disponibilidade. Jesus alerta também para os possíveis riscos que todo o discípulo vai enfrentar.

Evangelizar, anunciar Jesus não é uma tarefa fácil.

Na segunda leitura, Paulo nos diz que Cristo nos chamou à santidade, nos fez conhecer os grandes mistérios da nossa fé, nos designou a sermos seus filhos adotivos, pelo seu sangue fomos libertos e perdoados de nossos pecados (cf. Ef 1,3-14).

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


JESUS É REJEITADO NA SUA CIDADE

No 14º domingo do tempo comum, ano B, o evangelista Marcos, vai nos mostrar que jesus é rejeitado em sua terra de origem. As pessoas não reconhecem Jesus.

A 1ª leitura o profeta Ezequiel, como mensageiro de Deus, é enviado a levar a mensagem de Deus para um povo de cabeça dura e coração de pedra ( cf. Ez 2,2-5). Hoje da mesma forma, cada agente de pastoral é chamado a ser um testemunho vivo perante uma sociedade que vai deixando o Senhor de lado.

No evangelho, Jesus vai a sua cidade, Nazaré. Alguns se admiram dele, perguntam-se: donde lhe vem tanta sabedoria? Outros, afirmam: “ele não é um carpinteiro, seus irmãos não moram aqui conosco?, e outros ainda se escandalizavam no que viam”. Após perceber esta realidade Jesus declara: “um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares” (cf. Mc 6,1-6).

Na segunda leitura, Paulo nos alertará sobre o risco das vaidades estarem presentes em nossas atividades de evangelizadores, por isso fala da existência “de um espinho na carne”. Paulo reconhece que para a missão “basta a tua graça, pois é na fraqueza que a força se manifesta” (cf. 2Cor 12,7-10).

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco

 
Mensagem da semana Junho 2018

SÃO PEDRO E SÃO PAULO: AS DUAS GRANDES COLUNAS DE NOSSA IGREJA.

Neste final de semana a Igreja nos chama a rezarmos com os dois grandes construtores, verdadeiros cuidadores do rebanho de Deus: São Pedro e São Paulo. Cada um colaborou de uma forma diferente: Pedro, no caminho da organização da Igreja. Paulo, como o grande anunciador do Evangelho.

Na 1ª leitura, Lucas, relata que Herodes começa a perseguição aos apóstolos. Manda matar Tiago, prender Pedro, mas este é liberto pelo Senhor e Pedro confessa: “Agora sei, de fato, que o Senhor enviou o seu anjo para me libertar da mão de Herodes” (cf. At 12,1-11).

No evangelho, Jesus interroga os discípulos acerca dele. Pedro confessa: “Tu és o Messias, Filho de Deus”,

Jesus lhe diz: “Feliz és tu Pedro, por que não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, por isso eu te digo: Tu és Pedro e sobre esta pedra construirei minha Igreja.....”(cf. Mt 16,13-19). Professar a fé até a morte.

Na segunda leitura, encontraremos o testemunho de Paulo ao seu estimado discípulo Timóteo: ”Afirma estar chegando ao fim, que combateu o bom combate, guardou a fé, completou a sua carreira, reconhece que o Senhor sempre esteve ao seu lado, agora ele espera a coroa da justiça que o Senhor dará não somente a ele, mas a todos que se esforçarem para viver o que o Mestre ensinou” (cf. 2Tm 4,6-8.17-18).

Pedro e Paulo foram martirizados em Roma, um no ano 64 e o outro 67. Que São Pedro e São Paulo nos ensinem a amar nossa Igreja.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


“JOÃO É O SEU NOME”

A Igreja celebra neste domingo a Solenidade da Natividade de São João Batista, o precursor do Messias. Nesse final de semana temos leituras na missa da vigília e do dia da festa. Nosso comentário se refere às leituras referentes ao domingo:

A 1ª leitura, do profeta Isaias, exalta a figura do servo sofredor ”Tu és o meu servo, Israel, em quem eu serei glorificado”, “ele me preparou desde o nascimento para ser o seu servo” ( Is 49, 1-9). João Batista não é o servo que Isaias se refere, mas podemos identificar João como um servo do Senhor. João é o escolhido de Deus para preparar os caminhos da chegada do Salvador.

No evangelho, Lucas relata o nascimento de João Batista, um grande acontecimento não apenas na vida da família de Isabel e Zacarias, mas na vida dos vizinhos e do povo. João Batista é sinal de esperança. As pessoas se perguntavam: “o que será deste Menino?”. João é o grande mensageiro que vem anunciar um novo tempo para a humanidade: O Messianismo (cf. Lc 1,57-66.80). João é a voz que clama no deserto.

Na segunda leitura, Lucas, nos mostra duas figuras importantes no anúncio da vinda do Messias. Num primeiro momento do texto lembra o surgimento de Davi. De sua descendência nascerá posteriormente o Salvador. Depois, nos fala da presença de João Batista como aquele que prepara o caminho da chegada de Jesus (At 13,22-26).

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


DEUS AGE NO SILÊNCIO

O 10º domingo do tempo comum faz uma pergunta: a que vamos comparar o Reino de Deus?

As leituras propostas nos ajudam a compreender o significado da ação silenciosa de Deus.

A primeira leitura mostra a soberania de Deus, ela está acima de todas as coisas: “Eu, o Senhor, digo e faço” (cf. Ez 12,22-24). Nada é comparável a ação de Deus.

O evangelho mostra como Jesus explica o Reino de Deus. Por meio de parábolas, ou seja, de imagens da natureza ele revela que a ação de Deus é uma ação gradativa, continua e silenciosa. É como uma semente lançada na terra, ela com a força da natureza, sem a mão do lavrador, vai produzir seus frutos. Assim também a palavra quando chega no coração humano, ela age sem a presença do pregador (cf. Mc 4,26). Explica ainda que o grão de mostarda, a menor de todas as sementes, quase invisível, uma vez na terra boa, quando cresce, torna-se lugar para o pouso dos pássaros (cf. Mc 4,26-34).

Na segunda leitura Paulo nos dirá que mesmo vivendo na morada passageira de nosso corpo, precisamos através de nossas atitudes agradar ao Senhor (cf. 2Cor 5,6-10).

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


JESUS AMPLIA O CONCEITO DE FAMILIA

O décimo domingo do tempo Comum, ano B, nos mostra um quadro onde Jesus amplia o conceito de família: ”Meus irmãos e minha mãe são aqueles que fazem a vontade de Deus” e fala do pecado contra o Espirito Santo (cf. Mc 3,29.35).

A primeira leitura nos apresenta uma realidade muito comum em nosso universo cotidiano: sempre encontramos justificativas para nossos erros. Também nos alerta, que cada ato errado tem às suas consequências para quem o pratica e para os outros (cf. Gn 3,9-15).

No evangelho, num primeiro momento do texto, descreve a família de Jesus preocupada com o comportamento de Jesus, acreditam que ele está endemoniado. Depois, Jesus vai nos dizer que quem blasfemar contra o Espírito Santo jamais será perdoado (cf. Mc 3,20-35). O pecado contra o Espirito Santo é a falta de confiança na misericórdia de Deus.

Na segunda leitura, o apóstolo Paulo, nos dirá que tudo o que é visível é passageiro, enquanto que o invisível é eterno, por isso que o sofrimento não se compara a graça que cada um vai receber pela sua perseverança (cf. 2Cor 4,13-5,1)

Pe. Mário Pizetta
Pároco


DESCANSO E SUPERAÇÃO DO LEGALISMO

O 9º domingo do Tempo Comum, Ano B, nos leva a compreender a necessidade do descanso para todos e a superação da prática legalista religiosa.

A primeira leitura destaca a importância do descanso: “Guarda o dia de sábado, trabalharás seis dias e neles farás todas as suas obras. O sétimo dia é dedicado ao Senhor” (cf. Dt 5,12-15). O ser humano não é uma máquina produtiva, ele também precisa descansar, ter um tempo para se encontrar com Deus. O encontro com o Senhor revitaliza as forças e traz paz. O ser humano não se completa em si mesmo, existe algo a mais quando este olha ao redor de sí.

No evangelho Jesus coloca a lei do sábado ao serviço da vida, o amor está acima da lei: “o sábado foi feito para o homem, não o homem para o sábado” (Mc 2, 23-28). Deus colocou seus decretos, suas leis como formas de ajudar as pessoas encontrarem equilíbrio nas suas ações. Jesus deixa claro que as leis devem estar a serviço da pessoa. Dirá São Paulo: “ A letra mata, mas o Espirito vivifica” (cf. 2Cor 3,6). Num mundo moderno como vive-se hoje, as formas de entender o sábado exigem de nós uma nova maneira de interpretar.

A segunda, de Paulo aos Coríntios, falará que em todos os momentos da nossa vida estamos sofrendo uma certa inquietação, mas não podemos nos perturbar (cf. 2Cor 4,6-11).

Iniciamos o mês de junho, e com ele a celebração de muitos santos populares: Santo Antônio, São João, São Pedro. Todos eles nos ajudam a compreender que Deus é o Senhor da vida.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco

 

 
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