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MÃE: UM CORAÇÃO MAIOR DE TODOS


Uma das expressões mais belas que encontrei ao longo de minhas observações, escutas e leituras até estes dias foi: . “o coração de uma mãe é o maior de todos” 

Quando reconhecemos algo superior em nossos confrontos, precisamos identificar as características de tal superioridade: Humanidade, Sensibilidade, Acolhida, Perdão, Compreensão, Atenção, Solidariedade, Escuta, Discernimento, Zelo, Doação, Renúncia, Presença, Instinto de proteção e Amor. 

Ao longo da vida, também observei outra riqueza: “as mães não são todas iguais”; possuem formação e experiências diferenciadas. A mãe é também resultado de uma cultura. Aprendi, ainda, que nem todas as mulheres nasceram para serem mães, embora pudessem; da mesma forma, nem todos os homens nasceram para serem pais, embora biologicamente possam ter tal capacidade. 

É a partir dessas muitas observações que concluo: o coração de uma mãe tem particularidades e é maior que os outros. Vejo nas mães um grande dom: o olhar. É mais profundo, dispensa palavras para se comunicar e sua mensagem chega rapidamente. 

Hoje, muitas mulheres buscam mais o caminho profissional do que a maternidade. Algumas até se casam, mas não se abrem para o dom da maternidade. Outras, ainda, em parceria com o esposo, tentam conciliar essas realidades e procuram ousar: desejam filhos, mas aspiram também uma carreira profissional. 

Outra particularidade que encontrei é a dimensão religiosa: muitas expressam a maternidade na vida religiosa da comunidade. Estas parecem sentir mais as necessidades do outro e a busca de Deus. Conheci muitas que, além dos cuidados pela vida de família, eram verdadeiras evangelizadoras e testemunhas do amor de Deus. 

O amor de mãe é “impagável”. Por mais que o filho insista em retribuí-lo, tem consciência de que ficará sempre em débito. Às vezes, o amor de mãe não é compreendido pelos filhos. Muitos acreditam que suas interferências são intromissões, mas essas percepções advêm de uma visão imatura. 

No coração de todas as mães existe um pouco do coração da Grande Mãe, Maria. Ela se alegrava com os feitos do Filho e era sempre solidária nos seus momentos menos alegres e preocupantes. Assim são muitas mães que conheço. 

 

Pe. Mário Pizetta, ssp - Pároco


A VIDA É VENCEDORA
 

Durante quarenta dias nos preparamos para celebrar a Páscoa. Tempo de reflexão, oração, encontros e reconciliação. Ao celebrarmos esse que é o maior momento de nossa fé,revivemos o grande gesto de Jesus: depois de ter passado no meio de nós fazendo o bem, ele foi levado à morte para, então, ressuscitar.

O apóstolo Paulo nos explica o sentido desse ato de coragem: “Cristo morreu por  nossos pecados e,no terceiro dia, ressuscitou” (cf.1Cor15,3-5). Vimos, portanto, que o amor vivido em plenitude resgata a vida para a eternidade. A ressurreição é o grande acontecimento cristão, o ápice de nossa fé. Sem a ressurreição, a morte seria uma tragédia para todos. O prefácio dos falecidos nos diz:“A vida não é tirada, mas transformada [...] se a certeza da morte nos entristece, a promessa da imortalidade consola”(cf.prefácio 75 do Missal Romano).

Se não acreditássemos na ressurreição, tudo terminaria com nossa descida entre os mortos. A ida para o mundo dos mortos é um caminho natural para o mundo dos vivos. Não somos eternos.

Ao ressuscitar, Jesus afirma a supremacia da vida para todos nós: “Eu sou a ressurreição e a vida” (Jo11,25). A fé na ressurreição nos enche de esperança e nos torna imortais. A vida é vencedora. Com a ressurreição veremos “a morada do Pai”. “Eu vi a nova Jerusalém descer do céu” (cf.Ap21,2).  

Não poderíamos contemplar a beleza de sua casa se não passássemos pela morte, o grande momento de purificação. Com a morte, encerra-se a vida corruptível; a ressurreição nos possibilita o ingresso na incorruptibilidade dos filhos e filhas de Deus.

A Páscoa nos estimula a abandonar o caminho das injustiças,das indiferenças e das desigualdades, para buscar construir um caminho que conduza à vida. A vida floresce quando semeamos a justiça, a fraternidade, a paz, a solidariedade, quando criamos uma nova consciência do uso do nosso planeta.

Todos podem ter atitudes construtivas. O novo vem de nossa conversão, de nossa mudança de mentalidade, de nossa adesão a Cristo Ressuscitado. Celebra a Páscoa quem vive a vontade do Pai, quem abandona o mundo da morte. Vive a Páscoa aquele que vive a misericórdia, que vai vai ao encontro do outro, como fez Jesus. Cada ação que fazemos em favor da vida é uma resposta de que estamos celebrando a ressurreição.

Por fim, vale lembrar os apelos da Campanha da Fraternidade: Casa Comum, Nossa Responsabilidade. Podemos todos mudar os nossos hábitos, atentando para  o consumo consciente, o descarte de lixo,o trabalho de reciclagem, o uso racional da água.

Empenhemo-nos, ainda, junto ao poder público por políticas públicas de saneamento, limpeza de córregos, tratamento do esgoto. Estas são demandas objetivas e urgentes de grande parte da população brasileira. A Ressurreição nos chama à vida!

FELIZ PÁSCOA, MINHA IRMÃ E MEU IRMÃO!

Pe. Mário Pizetta, ssp - Pároco


 

 

UMA CASA DE TODOS

A Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016 nos traz um tema muito próximo: "Casa Comum, nossa responsabilidade". E tem um lema carregado de esperança: "Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca" (Am 5,24).

Esta campanha tem como objetivos gerais "assegurar o direito ao saneamento básico para todas as pessoas e empenharmo-nos, à luz da fé, por políticas publicas e atitudes responsáveis que garantam a integridade e o futuro da Casa Comum" (apresentação do texto Básico da CF).

Um particular importante desta Campanha é que ela é Ecumênica. É a soma de esforços de diversas expressões religiosas: Igreja Católica Apostólica Romana, Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Igreja Presbiteriana Unida do Brasil, Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia, Centro Ecumênico de Serviço à Evangelização e Educação Popular - CESEEP, Visão Mundial, Aliança de Batistas do Brasil, Diretoria do CONIC, Misereor, CONIC. Estamos todos em busca de uma atenção maior para com a nossa Casa Comum.

Esta campanha, portanto, é um apelo feito a todos. Seu rosto é a humanidade. O planeta é de todos e, independentemente de nossas opções religiosas, precisamos compreender que todos sofrem com as consequências dos maus-tratos ao planeta Terra. Ter saneamento básico é ter qualidade de vida e isto não é um privilégio de poucos, mas de todos.

Nos últimos anos, pressionados pelo aumento e concentração da população nas grandes cidades, falta de água, aumento do calor, doenças e outros fatores, percebe-se que, por medo ou por consciência, estamos tendo mais atenção ao que recebemos de Deus. Mas temos de lutar por políticas públicas que garantam o direito à qualidade de vida a todos.

A Casa Comum é o planeta, o lugar onde vivemos e organizamos a nossa vida. Todas as vezes que o exploramos para obtermos lucros desenfreados que geram as diferenças sociais destruímos o que é de todos. Todas as vezes que nossas autoridades não se fazem atentos, temos tragédias.

Saneamento básico é política pública, mas também nós temos de colaborar por meio da reciclagem do lixo e não jogando dejetos nos córregos, nas ruas. Isso é exercício de cidadania. Autoridades e povo, quando buscam conjuntamente resolver os problemas básicos comuns, estão cumprindo com seus deveres.

As políticas públicas não são favores dos governantes ao povo, mas deveres em favor do direito de todos. Saneamento básico é condição primeira para melhorar a qualidade de vida de todos.

Pe. Mário Pizetta, ssp - Pároco


 

 

UMA PARÓQUIA ESTA SEMPRE EM CONSTRUÇÃO

 

O olhar de esperança existe quando cremos que estamos construindo um mundo melhor do que aquele que deixamos para trás, pois enquanto semeamos esperança estamos construindo o Reino. 

Partilho com você, paroquiano, algumas percepções: em fevereiro deste ano, completei seis anos de pároco aqui na Santo Inácio e, em junho, recebi a renovação por mais uma etapa de três anos. 

Recordo que quando aqui cheguei, por incrível que pareça, era a primeira vez que entrava neste templo. Sabia da existência da paróquia, mas não tinha a menor noção da sua realidade. 

Analisando o caminho percorrido, senti que, pelo menos nos primeiros quatro anos, o tempo de permanência na paróquia era pouco, devido a outros compromissos assumidos paralelamente.  Foi um período de pequenas ações, ajustes e muita observação. Aos poucos fui tomando consciência de que estava diante de um universo diferente daquele vivido até então. Houve uma confrontação de dois universos: o da periferia e o urbano. 

Na mensagem dirigida aos religiosos e religiosas por ocasião do Ano da Vida Consagrada, o Papa Francisco disse: “Olhar o futuro com esperança” (NMI1). 

Neste novo cenário uma das primeiras sensações: tínhamos cinco missas nos finais de semana e cada missa tinha o seu público. A paróquia, embora não tivesse comunidades, convivia com praticamente cinco comunidades distintas dentro de uma mesma paróquia. As pessoas pouco se conheciam. 

Constatei ainda que era uma paróquia com forte sentido Sacramental e pouco Pastoral. As ações eram voltadas mais para dentro do que para fora. Recordo as primeiras missas do padroeiro Santo Inácio, geralmente aos sábados. Poucas pessoas participavam se compararmos com as celebrações do padroeiro hoje. 

Algumas lideranças estavam havia muito tempo no mesmo lugar. Cada pastoral ou serviço caminhava sozinho. A integração entre as pastorais era muito difícil. Hoje, sinto a paróquia mais integrada não apenas entre as pastorais, como também com as outras paróquias do Setor. 

Passados todos esses anos, constato que alguns sinais de esperança foram sendo semeados: na Comunicação, por meio da Pascom, foram criados o boletim e o site. Renovada, a Catequese atraiu mais crianças. Estamos desenvolvendo um bom trabalho. Ainda podemos fazer mais. 

Foram renovados também o serviço às Casas de Repouso e o atendimento aos Enfermos. Novos Ministros Extraordinários da Eucaristia se juntaram a nós. A liturgia tem melhor coordenação. Nasceu a Pastoral da Música. Com a juventude, terminou o Grupo Siloé e estamos buscando construir um novo grupo, o Tabor. O Bazar encontrou forma mais eficaz de trabalhar. Foram introduzidos vários serviços na paróquia, procurando dar utilidade aos espaços livres. O ECC está buscando novas formas de estruturação. 

Olhando, sem paixão, de 2009 até hoje, vejo que mais luzes se acenderam. Convido a todos os paroquianos para prosseguirmos nesta caminhada. Uma paróquia está sempre em construção. Necessitamos nos unir ainda mais, trabalharmos para construirmos uma paróquia mais Pastoral. 

Uma paróquia somente tem sentido enquanto testemunha o Evangelho. Também precisamos trabalhar com alegria nas ações da Igreja. Não faltam desafios, principalmente no campo Pastoral. Um deles é tornar nossos espaços ainda mais aproveitáveis. Agora a meta é a construção do Estacionamento, um projeto ousado, com olhares para o futuro. 

Pe. Mário Pizetta, ssp (pároco)


 

 

A voz do Pároco Setembro e Outubro 2015

 

O ANÚNCIO DO EVANGELHO NAS GRANDES CIDADES

 

Um assunto está se tornando cada vez mais forte nos trabalhos pastorais da Igreja: “Como fazer com que a grande metrópole não impeça que o Evangelho seja anunciado e vivido”.

Recentemente, esteve no Rio de Janeiro e em São Paulo o arcebispo de Barcelona, o Cardeal Luis Martinez Sistach, para refletir com os Bispos e membros da Igreja justamente esta problemática. Com base na reportagem do Jornal O São Paulo, destacamos alguns dos aspectos trazidos por ele nas palestras em São Paulo. 

Uma de suas perguntas foi: “A Igreja seguirá a ser um instrumento de Deus que alivie a dor do mundo?” “O olhar da Igreja é (cf. O São Paulo de 2-8 set. 2015, pg. 12). O Cardeal lembrou: um olhar de fé, não apenas um olhar social, mas um olhar para outras dimensões da vida humana: espiritualidade, moralidade, denúncia profética, celebração da fé, liturgia. Todas estas realidades estão presentes nos aspectos do mundo econômico, urbanístico, cultural” (cf. Idem). 

Ao abordar o papel da paróquia, disse: “É uma fonte de água cristalina no meio da praça e do povo. É onde as pessoas vão buscar água. [...] As igrejas devem estar sempre abertas e ser lugares de silêncio e de oração” (cf. O São Paulo, 2-8 de setembro 2015 pg. 12). Segundo o Cardeal, a maior renovação da Igreja nas grandes cidades se dará pela presença das famílias, pela atuação dos seus membros que vivem o caminho da fé. O cardeal Sistach vai mais longe ao afirmar que “todos os problemas das grandes cidades que incidem na pastoral podem ser solucionados pela presença dos leigos”. 

Essas afirmações nos ajudam a compreender melhor quando o papa Francisco fala de uma “Igreja em saída”. Uma Igreja em saída é mais do que um deslocamento territorial. É a assunção de uma consciência evangélica missionária. Estas novas realidades somente podem ser assumidas quando houver um caminho de conversão pessoal. 

Na missa que celebrou na Igreja Nossa Senhora da paz, Cardeal Sistach destacou a importância do “anúncio”: “Temos de anunciar Jesus na maneira mais conveniente, (ou seja) fundamentalmente amando as pessoas que estão ao nosso redor, porque Deus é amor, e, quando se ama , se dá testemunho” (cf. O São Paulo, de 2-8 de setembro 2015, pg. 13). 

No encontro na PUC, ele alertou para a necessidade de sermos “uma presença qualificada” em meio a uma cidade que transmite medo, violência, isolamento social. Com alegria podemos afirmar que a Igreja, iluminada pelo Espírito Santo, está se abrindo para um caminho de transformação e conversão na busca de um pastoreio mais concreto. 

A renovação vem da acolhida que damos à Palavra. Portanto, como batizados, precisamos ser protagonistas. E somos protagonistas quando testemunhamos o que cremos. A fé partilhada é comunhão permanente com os irmãos. 

Nossa paróquia também precisa de conversão para se tornar mais missionária. Prossigamos com nossas missas nas casas, nos prédios, nas praças. Com nossas Novenas e via-sacras, busquemos aproximar as famílias de Deus. 

Esforcemo-nos para também rezarmos o terço nas casas, e façamos esforço para ir ainda onde nunca estivemos. Cada vez que fizermos isto, estamos assumindo nosso papel de evangelizadores. 

 

Pe. Mário Pizetta, 
ssp - Pároco


 

 

A vóz do Pároco - Agosto de 2015

DEUS CHAMA QUEM É CAPAZ DE AMAR


Todo ano, em agosto, lembramos a realidade das vocações. Em cada domingo, celebramos uma expressão vocacional:

1º domingo: os chamados à vida sacerdotal;

2º: a vida matrimonial, a família - e se comemora o Dia dos Pais.

3º: a vida Religiosa, isto é, aquelas pessoas que doam a vida para Deus, se dedicando a algum serviço específico na Igreja. Vivem em comunidade, reúnem forças, formam uma família. Trabalham para Deus;

4º: a vocação do leigo, o lugar de todo o batizado.

5º: como temos cinco domingos, lembramos o Dia do Catequista.

O chamado é uma ação de Deus. Um dos chamados mais fortes que encontramos na Escritura é o de Jeremias: "Antes de formar você no ventre de sua mãe, eu o conheci; antes que você fosse dado à luz, eu o consagrei, para fazer de você profeta das nações"(cf. Jer 1,4).

Cada vocação é uma forma de estarmos atuando no mundo, digo, é a nossa identidade. Alguns afirmam: A vocação é um convite de Deus. A "Eu sou a minha vocação." profissão é o homem quem a escolhe. O chamado vocacional é um apelo de Deus; a profissão, uma necessidade. Algumas vezes o exercício profissional pode coincidir com a vivência de uma vocação.

A vocação tem uma finalidade: agir na história como luz sobre uma realidade do ser humano, sob o olhar de Deus. A profissão é uma forma de dar vida a talentos, qualidades a uma pessoa em vista do bem comum. Geralmente na profissão buscamos uma recompensa em valores. Já na vocação, se vive pela gratuidade, pelo amor, confiando na providência de Deus.

Cada consagrado se dedica a um carisma específico. A vivência do carisma possibilita a intervenção no caminho da história.

Ao assumir uma vocação, o vocacionado passa a viver o serviço. A vida deixa de ser sua para voltar-se ao outro.

A vocação é um apelo de Deus para ser vivido sempre. Na profissão, o homem pode mudar de rumos.

Considerando que cada criatura é uma obra do amor de Deus, a vocação é uma expressão do amor.

A pergunta sempre forte é: Quem é capaz de aceitar o apelo de Deus?

E a resposta é incisiva: os corações capazes de amar como Jesus amou.

Na vivência de uma vocação, ou mesmo de uma profissão, o amor a Deus e ao irmão é o grande motor.


Pe. Mário Pizetta, ssp 
Pároco


A vóz do Pároco - Junho e Julho de 2015

VAMOS CUIDAR DA NOSSA CASA!

Recentemente o mundo reverenciou o Papa Francisco, que lançou, em 18 de junho último, um grande grito para a humanidade, um grito para despertar a consciência de todos. Sua Encíclica - era o grito de um Pastor que Laudato Si “Louvado sejas, meu Senhor” não distinguia ovelhas. O mundo recebeu uma carta muito especial, uma carta que está tocando o coração dos homens, fazendo despertar muitos corações solidários.

A repercussão da nova Encíclica está sendo grande. Vejamos:

· A revista americana elogia a beleza das reflexões do Papa. Chama a The Economist atenção, sobretudo, para a América Latina, a Amazônia Brasileira.

· O Wall Street Journal , por sua vez, afirma: “O que me impressionou foi o fato de ligar a degradação ambiental ao declínio cultural, político e social”.

· Tim Stanley  , jornalista do Daily Telegraph, diz: “A encíclica é um presente para humanidade”.

· O presidente Obama sugere: “Espero que todos os líderes mundiais reflitam sobre o chamado do Papa Francisco a uma união de todos no que diz respeito ao cuidado da nossa casa comum”. (cf. Zenit.org. Alessandro Mancini Caterini, em 25 de junho de 2015)

· Dom Francisco Biasin, Bispo de Barra do Piraí - Volta Redonda, comenta: “O Papa valoriza a contribuição de fontes não apenas provenientes do magistério e da Bíblia, citando teólogos, cientistas e filósofos, mas reforça os laços ecumênicos”. (cf. artigo Dom Francisco Biasin, site da CNBB, 23 de junho 2015)

· Editorial do Jornal o Estado de São Paulo ressalta: “Pela primeira vez a Igreja trata da degradação da terra sob o ponto de vista político e sociológico”. (22/06/2015)

A Encíclica nos leva a compreender que o problema do Planeta Terra é de Laudato Si todos. Nos alerta que cuidar dele é uma prioridade para a continuidade do ser humano. Cuidar desta nossa casa não é uma questão de opção religiosa, mas de sobrevivência do ser humano. Pela primeira vez se compreende que vivemos um processo de uma “Ecologia integral”. Natureza e Humanidade caminham juntas. A qualidade de vida depende desta integração.

O homem precisa melhor cuidar de quem até hoje lhe deu alimento. O planeta foi destruído pela ganância do lucro. Poucos anos faz que começamos a falar de sustentabilidade, da eliminação de produtos tóxicos, de produtos transgênicos (por sinal, alguém sabe os efeitos disso?). Vivemos em completo desequilíbrio ecológico, e os resultados disso já são evidentes: falta de água, aumento de calor, terremotos, tufões, secas, longos períodos sem chuva.
 

Técnica sem sustentabilidade é uma espada apontada contra o ser humano. Por fim, quero dizer, com tristeza: Estamos fazendo queimadas, destruindo as matas, cobrindo a terra de cimento e não queremos que haja calor! Às vezes se tem a impressão de que “um sapato limpo” é mais importante do que uma bica de água pura. O grito ecológico é um grito humanitário.

 

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


 

 
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