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A Voz do Pároco Junho de 2012

FESTAS JUNINAS: TRADIÇÃO E CULTURA POPULAR

O mês de junho é marcado em muitas regiões do Brasil, para não dizer em todas, como um tempo de festas populares, chamadas festas juninas, "quermesses".

O termo "quermesse" é derivado da palavra Kermesse, da língua flamenca que em francês passou a ser Kermesse, de onde se originou o termo português. Sua origem está ligada à religião católica. Era uma festa do padroeiro da paróquia ou o aniversário da Igreja, (cf. Wikipédia, verbete quermesse), portanto, uma memória centenária.

Outra versão sobre a origem desta festa popular tem origem em países católicos da .Europa e, portanto seriam em homenagem a São João, por isso era chamada de Joanina.

Segundo "outros historiadores, esta festividade foi trazida para o Brasil pelos portugueses no período colonial". (Google, verbete festas juninas).

As festas juninas têm influência de elementos culturais portugueses, chineses, espanhóis e franceses.

Da França veio a dança, característica típica das danças nas famílias nobres, de onde se originou as famosas quadrilhas.

Da China se originou a tradição de soltar os fogos, de onde teria surgido a manipulação da pólvora para a fabricação dos fogos. Da Europa, principalmente de Portugal e Espanha, as danças das fitas. (cf. Google, verbete festas juninas).

Todos estes elementos culturais, com o passar do tempo, tiveram grande influência na cultura brasileira (indígenas, afro-brasileiros e imigrantes europeus) que depois foram adquirindo características de cada região do Brasil.

As festas juninas, portanto, têm uma origem católica pois nela se lembram três grandes santo á: São João, Santo António e São Pedro.

Com relação à comida, por ser o mês de junho um tempo da colheita do milho verde, daí nascem doces, bolos e salgados, pamonha, pipoca. Evidente que não pode faltar o vinho quente, quentão e churrasquinho. Em nossa paróquia, Santo Inácio, a famosa fogaça, os doces, o caldos, que passam a fazer uma tradição, sem contar com as quadrilhas.

Todas estas comemorações procuram manter viva a origem de nossos antepassados. Manter vivas estas tradições é conservar a própria identidade, pois quando perdemos a ligação com a história perdemos também a noção do caminho humano. O ato de celebrar, festejar e comemorar é muito típico da cultura brasileira. A vida de nossos centros urbanos, onde estão situadas nossas paróquias, precisam destes momentos, estes momentos são ocasiões de integração da comunidade, aproximação das pessoas, da superação dos bloqueios e do isolamento. Não somos desconhecidos na multidão. A fé em Cristo Jesus nos chama a sermos famílias, comunhão, participação. Somos mais comunidade quando estamos unidos. Vamos recordar o que os Atos dos Apóstolos nos dizem: "Tudo entre eles era uma só alegria, uma união". A festa junina nos dá uma sensação de sermos do mesmo povo, embora de raças diferentes. Torna-se tão alegre, acolhedor o ambiente quando cada um traz a sua cultura e respeita a cultura do outro, as suas tradições.

A conservação das tradições enriquece a convivência e mantém nossas culturas.

Parabéns por você estar caminhando conosco fazendo parte desta grande família que nos une pela fé.
Venha festejar. 

 

Pé. Mário Pizetta - ssp (Pároco).

 

 

 

A Voz do Pároco Maio 2012



 Texto Mensal (05/ 2012) Escrito pelo Padre Mário Pizetta.

 

Mãe: Você é um dom de Deus

Era o dia 23 de maio de 1992. O relógio havia passado do meio dia. Depois de uma manhã preocupante no antigo hospital Santa Terezinha, o estado de saúde de Leonora havia dado sinais de melhora. Com isto os filhos, alguns amigos que haviam passado toda à noite e parte da manhã no hospital, voltaram para casa. No entanto, com todas as dificuldades presentes naquele corpo fragilizado, havia sinais de recuperação, e esperança de melhora. Entretanto, desenhava-se naquele semblante mais alegre e sereno carregado de paz os seus últimos momentos, o seu Adeus. Os olhos fecharam-se, não se ouviram mais palavras e aquele rosto marcado por tantas lutas e sacrifícios havia dado lugar à outra aparência. Dessa forma, chega­va ao fim uma vida sim, mas não sua história. História de muito amor, dedicação, marcas de um grande exemplo. Somente o tempo para confirmar essas percepções. Ela não era uma mulher letrada, não tinha títulos académicos, nem era portadora de muitas teorias. Não havia freqúentado faculdade.

Talvez sim a faculdade da enxada, do lavar pratos, de costurar, da arte de fazer bem uma potenta, um bom queijo, diria, ela tinha assimilado as lições que são passadas nas famílias humildese nobres da vida.

A vida construiu uma forte mulher doméstica, dona de casa, mãe de 9 filhos, entre eles um sacerdote.Uma cristã que rezava o terço todos os dias, possuidora de uma fé inabalável e que ensinou os filhos a amarem a Deus, serem honestos, trabalhadores, transmitiu tantos valores necessários para bem viver. Trago para este mês de maio, dedicado às mães, passados vinte anos, a lembrança de minha mãe não apenas porque quero expressar a minha gratidão por ela, mas também pelas mães que como ela já parti­ram de suas famílias, e que foram um grande presente de Deus assumindo como vocação à missão de ser mãe, mães evangelizadoras, gente de muita fé e determina­ção.

Aprendi ao longo desses anos que a cada tempo existem modos diferentes de assumir a maternidade. Ontem, num universo, onde tudo era centrado na família, parecia ser até mais fácil. Hoje, onde as preocupações diversificaram-se e até extra­polaram o universo familiar, as atenções parecem ser maiores.

Portanto, cada tempo tem sua forma de viver a vocação materna.dia alguém me disse: nem todas as mulheres nasce­ram para serem mães, para gerar filhos, este alguém tem toda a razão. Existem mulheres que não geram filhos, mas são para a sociedade verdadeiras obras de Deus, consagrando-se a Deus, abraçando causas que vão além de gerar um filho, geram filhos para a humanidade colo­cando seu espírito materno nas grandes causas da huma­nidade.

Parabéns a você mulher que acreditou na vocação materna.

Parabéns a você mulher que colocou seu espírito materno em  causas humanitárias,  gerando  muitos filhos e filhas.

Que Deus abençoe a todas as mulheres que vivem maternidade gerando vidas em tantos espaços da nossa humanidade.  

 Pé, Mano Pizetta - ssp (Pároco)


 

 

A Voz do Páraco Abril 2012

O Amor de Deus quer a Vida

A Páscoa é o maior gesto de amor de Deus.

Meu Irmão minha Irmã, FELIZ PÁSCOA!

Depois de termos vivido 40 dias de recolhimento, oração, reflexão, buscando uma atitude de conversão para uma mudança de vida através de aprofundamento da Vida, Paixão e Morte de Jesus chegamos a manhã da ressurreição, o maior acontecimento do mundo para os que crêem.

A Páscoa nos recorda de que a vida vence a morte.

Nosso Deus não nos deixa no mundo dos mortos. Ele é a favor da vida. Ele veio ao mundo para nos resgatar do pecado e com sua palavra dar a conhecer os grandes desígnios de sua vontade.

Com a ação de Jesus, cada pessoa que faz a experiência da páscoa, assume o compromisso de lutar contra tudo o que gera morte, e são numerosas estas forças.

A Páscoa nos convida a vivermos como criaturas novas, na mentalidade, na capacidade de enfrentar os desafios, na busca de alternativas que tornem o ser humano uma criatura feliz.

A crença na ressurreição nos impulsiona às suas ações criativas e dinâmicas. Daí nos encorajarmos a continuar nossa luta em favor da saúde, cada vez mais na busca de uma melhor qualidade de vida, na utilização de novas tecnologias para o equilíbrio da sociedade.

Olhando ao nosso redor vemos que os problemas existem, eles fazem parte da nossa história. Os problemas não deveriam nos sufocar. Você foi criado para resolver ou ajudar a tornar a vida melhor. A ressurreição de Jesus convida você a tornar esta atitude.

Meu irmão minha irmã, que esta Páscoa renove dentro de você o Amor a Cristo. Renove seu entusiasmo pelas realidades do reino de Deus, construído pela vivência das obras de misericórdia. Que você procure um maior engajamento nas atividades pastorais e serviços de sua paróquia e comunidade.

Vivendo o espírito das bem-aventuranças, você vai descobrir que ao servir seu irmão e irmã você descobrirá uma alegria toda especial;

Deus esta sempre a sua porta a bater. Ele bate através dos apelos, dos gritos do teu irmão. Abra a porta e permita que Ele caminhe com você.

Um Abraço,

Pe. Mário Pizetta – ssp (Páraco)  


 

 

A Voz do Pároco Março 2012

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Texto Mensal (03 / 2012) Escrito pelo Padre Mário Pizetta.

 

QUARESMA: TEMPO DE CONSTRUIR O HOMEM NOVO

            Iniciamos a Quaresma na Quarta feira de cinzas e a concluiremos no Domingo de Ramos. Quaresma é um tempo de forte apelo para a conversão, ou seja. Abandono das atitudes que nos colocam distante de Deus. A Quaresma nos chama a mudar de vida, a luz da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo.

            O tempo quaresmal é representado pelo número 40 por diversos motivos: quarenta dias de dilúvio, quarenta anos de peregrinação do povo Judeu pelo deserto, quarenta dias de Moisés e Elias na montanha, e os quarenta dias que Jesus esteve no deserto.

Neste período especial de purificação e de renovação interior somos chamados a fazer morrer o homem velho que existe dentro de nós para dar lugar ao homem novo que é Cristo. Para dar lugar ao homem novo durante estes quarentas dias se faz necessário observar as atitudes abaixo:

Arrependimento dos pecados: aqui não se trata apenas de um arrependimento emotivo. Através de uma profunda reflexão interior, somos levados a confessar humildemente as nossas fraquezas, reconhecendo a nossa pequenez. Os humildes reconhecem os seus limites.

Mudança de vida: abandonar aqueles valores habituais que nos impedem de sermos criaturas mais plenas de amor.

Fazer penitências: não se trata de fazer privações, sacrifícios, punições, mas reeducar nossos comportamentos. Aprendermos a dar valor ao nosso corpo “Você é templo do Espírito Santo”  (cf.| Cor3, 16-17).

Redescobrir a oração: a oração segredo das almas sãbias, pois ela conduz à sabedoria do alto. A pessoa que reza torna-se uma criatura mais compreensiva, respeitosa, amável e mais sensível.

Vivenciando estas quatro atitudes, somadas à leitura constante da palavra de Deus, seremos conduzidos sem dúvida ao centro de nossa fé cristã, compreenderemos com profundidade as razões que levaram Jesus Cristo a passar pelo sofrimento, pela morte e merecer do Pai a Ressureição, reafirmando a primazia da vida.

A quaresma é um tempo propício de encontro e redescoberta, nos conduzindo a um profundo compromisso de valorização da nossa vida, que é o maior dom concedido pelo Pai.

Por fim reafirmamos: “Que a Saúde se difunda sobre a terra”. (Eclo 38,8).

Quaresma e campanha da fraternidade são duas realidades diferentes, que se completam na sua dinâmica. A Quaresma encontra eco na campanha da fraternidade.A primeira condição para ser saudável, é ter cristo dentro de si.

Ele é a fonte de paz, consciência, alegria e quem esta com Cristo é uma nova crriatura dirá São Paulo (cf. || cor5.17).

Meu irmão e irmã paroquiano (a) uma feliz preparação para Páscoa. Vamos juntos superar as situações de morte que nos rodeiam e reafirmar a vida

Pe. Mário Pizetta – ssp (pároco)

 
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