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Renovação das Paróquias: desafio para a igreja no milênio!


 

A evolução das tecnologias é uma realidade, os impactos das mudanças tecnológicas e culturais são inevitáveis. Adaptar-se a elas é condição de sobrevivência também e principalmente para as paróquias, que precisam estar atentas a essas mudanças e buscar sempre novas formas de evangelização.

O modelo de estrutura paroquial sobrevive até hoje. Todavia, diante do contexto cultural individualista e subjetivista que vivemos, este modelo, apesar de ainda válido, não responde mais às exigências na formação e assimilação do discipulado e espírito de missão. Repensar a paróquia na sua estrutura é questão vital e fator de revitalização no agir da Igreja. A pergunta: acreditar na paróquia como uma rede de núcleos independentes e interligados ou em uma paróquia que possui uma única comunidade? O importante não é o modelo.

O essencial é tornar a paróquia um espaço de evangelização, de encontro com Deus, buscando estar presente em todas as suas realidades.Nos últimos tempos tem sido grande a preocupação da Igreja da América Latina e do Caribe em assumir uma corajosa ação renovadora das paróquias, a fim de torná-las "espaços da iniciação cristã, da educação e celebração da fé, abertas à diversidade de carismas, serviços e ministérios, organizadas de modo comunitário e responsável... (cf. Dap. n. 170).

 Não podemos pensarem novos caminhos sem antes definir a sua razão de ser: "a comunidade é chamada a ser o espaço onde se recebe e se acolhe a Palavra, onde se celebra e se expressa na adoração do Corpo de Cristo" (cf. Dap. n. 172). Nesta busca de renovação não podemos nos descuidar da:

a) CELEBRAÇÃO DA EUCARISTIA: A participação da Eucaristia continua sendo a grande fonte da vida cristã, a verdadeira escola de vida. É o ato litúrgi-co que traz a maior força agregadora na comunidade. Se a eucaristia é o centro, como celebrá-la nas comunidades onde não existe padre? Por isso, mais do que quantidades de missa, é necessário que as celebrações, sobretudo as festivas, sejam bem preparadas e celebradas. As missas não podem se transformar em espetáculos, mas favorecer o encontro com Deus (cf. Dap. n. 175). As grandes celebrações são necessárias para nos sentirmos irmanados a outros irmãos que da mesma forma celebram a fé. Válidas são as iniciativas de promover a Eucaristia nos condomínios, prédios, espaços fora da Igreja. É uma forma de levar a Igreja até às pessoas. Quanto mais favorecemos a comunhão entre aqueles que acreditam na Eucaristia, maior se torna o testemunho.

b) ESCUTA DA PALAVRA: Cada dia que passa descobre-se que o contato, o aprofundamento na Palavra torna-se a grande fonte de revitalização da fé. A Palavra é o relato de uma experiência de fé. Nesta perspectiva, muito útil é a criação de núcleos de escuta da Palavra em condomínios, ruas, casas. Para isto é necessário que haja uma liderança que tenha o mínimo de formação bíblica. A compreensão da Palavra favorece o crescimento da fé.

c)  FORMAÇÃO DOS LEIGOS: A renovação de uma paróquia passa pela convocação e formação de leigos missionários. A multiplicação de leigos comprometidos é essencial para responder às novas exigências (cf. Dap n. 174). São eles que estão no mundo do trabalho, junto às ciências, comunicação, esportes. Nossa paróquia busca oferecer dois dias no mês para estudos sobre a doutrina da Igreja e a formação litúrgica. Tudo começa pela revitalização da catequese e pela formação religiosa, tão incentivada por Bento XVI.

d)  REVITALIZAÇÃO DE TODOS OS DEMAIS SACRAMENTOS: Mesmo vivendo nos grandes centros urbanos, constata-se uma valorização dos sacramentos. Quanto mais uma paróquia atende às necessidades particulares, mais presente ela é na vida do bairro.

e)  ESPAÇO DE SOLIDARIEDADE: O exercício da solidariedade é importante para manter vivo o espírito da comunidade e tornar-se sinal do Ressuscitado. Estes gestos tornam-se serviços na comunidade. Uma religião sem compromisso com o irmão é uma religião morta, nos diz São Tiago (cf.Tg2,1ss.).
A verdadeira renovação vem com o crescimento da fé e este só é possível a partir da experiência comunitária.

Pé. Mário Pizetta,ssp (pároco)

 

 
A Voz do Pároco - Abril 2013 A HUMANIDADE PRECISA DE UM NOVO FRANCISCO


Duas imagens nos dias que antecederam a escolha do cardeal Jorge Mário Bergoglio, arcebispo de Buenos Aires (Argentina), para ser o novo Papa chamaram minha atenção:

A primeira, a de um homem peregrino, que saiu de Assis e foi até a praça de São Pedro e dizia que o novo Papa teria que ter o espírito de São Francisco; a segunda, o cartaz que um mendigo carregava nas mãos, na praça de São Pedro, escrito "Francisco, o papa". Eram o prenúncio de que algo novo estava para acontecer. O novo Papa seria um sinal para a humanidade, o que de fato veio acontecer: seria FRANCISCO.

O nome Francisco não era apenas uma boa jogada de marketing. Os primeiros gestos do Papa Francisco vieram carregados de simplicidade. Era alguém próximo do povo que olhava para as multidões e sentia compaixão. O próprio Papa, no encontro com os jornalistas, no dia 16 de março, segundo o site do Jornal Zero Hora, no artigo "Uma Igreja pobre para os pobres", explicava o porquê do nome Francisco: "um homem da beleza, da paz, que ama e protege a criação, nesse momento que não temos uma boa relação com a criação. Um homem quê nos dá esse espírito de paz. Ah, como gostaria de uma Igreja pobre, para os pobres."

A indicação de Jorge Mário Bergoglio para ser o novo Papa é um sinal de Deus. Ele é o primeiro jesuíta a ser Papa. Recordemos que os jesuítas foram grandes evangelizadores em quase todos os países da América Latina. Ele também é o primeiro Papa latino-ameridano. Seus primeiros passos nos dão a impressão de que voltamos a Puebla, em 1980, quando o saudoso bem-aventurado João Paulo II iniciava seu pontificado, quando a Igreja na América Latina fazia sua opção pelos pobres e jovens. Atentem para a coincidência: em julho, será celebrada a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro. São muitos os sinais de Deus nesse momento.

Deus nunca abandona seu povo. Para muitos, a renúncia de Bento XVI pode ter sido um sinal de fragilidade, mas para os que olham a Igreja como obra de Deus sua atitude foi um sinal profético. A chegada deste novo Papa, com seus primeiros gestos, está causando grande empatia. Somos uma humanidade carente de humanidade. O mundo das descobertas tecnológicas vem solidificando uma nova cultura. Vivemos o tempo do "aqui e agora", somos pessoas do hoje apenas. Somos as criaturas do "Eu". Constatamos uma degradação do comportamento humano, dos seus valores, um jogo de informações, um verdadeiro caminho do "tudo é permitido", e esquecemos que "nem tudo convém". Vivemos numa época em que as escolhas pessoais prevalecem, pouco se olha para o outro.

O Papa Francisco, em suas primeiras manifestações, nos dá a impressão de querer uma Igreja mais próxima do povo, mais fraterna, mais pobre, mais preocupada com os caminhos em curso. Vejamos as últimas palavras, no seu encontro com os jornalistas, após um momento de silêncio, e dirigindo-se especialmente àqueles que não eram católicos: "Cada um de vocês é um sinal de Deus."

Caro paroquiano, prossigamos em nosso caminho de dar à paróquia um rosto mais alegre, acolhedor e comprometido com o outro, com a evangelização. Aqui, semeamos a vida, Deus, aqui e ali, vai fazendo crescer o Reino. Não plantamos em vão. Obrigado por acreditare participar nessa caminhada.

A Páscoa é vida nova e o Papa Francisco é o novo rosto de Igreja que queremos construir.

Pe, Mário Pizetta,ssp (pároco)


 

 
A Voz do Pároco Março 2013
 

No período quaresmal, fomos convidados a fazer uma viagem ao deserto. Ali, nos deparamos como silêncio, e este nos conduziu a diferentes realidades.

A primeira delas eram as atrações do mundo. Nós as chamaríamos de tentações, pois ofereciam muitos privilégios, vantagens; traziam, sim, felicidade,mas não a felicidade verdadeira (cf. Lc 4,1-13).

Depois, fomos levados para o alto do monte, oportunidade para contemplarmos o nosso futuro, e nos defrontamos com uma cena indescritível. Ficamos tão entusiasmados que chegamos a propor a construção de tendas,mas imediatamente Jesus nos convidou a descer para a planície (cf. Lc 9,28b-36). Ali, tendo tudo, nos acomodamos, mas aí veio o castigo, e nos tornamos estéreis; belos e atraentes, mas não produzíamos frutos.

Por isso, muitas vezes sofremos ameaças, corremos o risco de sermos eliminados, porém, recebemos novas oportunidades... Deus tem sempre paciência conosco. Ele sempre espera. (cf. Lc 13,1-9)

Na caminhada, conhecemos também a abundância, fomos agraciados de muitos bens, as riquezas proporcionavam ideias de liberdade. Resolvemos voar, conhecer novos mundos, fazermos a nossa própria experiência. Nesta aparente liberdade, não havia limites. Quando esses apareceram, vieram os problemas, caíram as seguranças, vieram a solidão e o  arrependimento, era o começo de uma mudança, de uma transformação.

Não havia muitas escolhas, a única era voltar à casa do Pai. (cf. Lc 15,1-3.11-32)

A morte de Jesus na cruz, de certa forma, foi uma grande decepção para os discípulos.

A cena do Calvário, assistida a distância por alguns, podia ser a porta da esperança, era a saída do deserto. Quando tudo parecia terminado foi que a vida começou a ressurgir.

"Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seu irmão." (Jo 15,13)

No caminho humano uma luz é sinal de esperança. Esta luz veio na madrugada de domingo: “Roubaram o corpo de Jesus." (cf.Mt 28,11-15)

Não era apenas luz, era a Grande LUZ. Jesus não morreu. Está VIVO. A notícia se espalhou rapidamente. As autoridades tentaram negar, mas não havia como. O deserto já não existe mais; existe a vida; nela nós cremos.

Jesus Ressuscitado é a resposta para a humanidade: "Todo aquele que crer em mim não morrerá jamais." (cf.Jo 11,26)

 

A Quaresma nos levou ao deserto, nele aprendemos de Jesus como superar as tentações do nosso mundo e encontrarmos o caminho da vida.

A vida é conquistada quando acolhemos, perdoamos e amamos.O tempo é curto, por isso, é necessário não esperar. A Ressurreição de Jesus é mistério da nossa fé.

FELIZ PÁSCOA!

 

A VIDA VENCE A MORTE

Pe. Mário Pizetta,ssp (pároco)



 

 
A Voz do Pároco - Fevereiro de 2013  

"EIS-ME AQUI, ENVIA-ME"

O mês de fevereiro deste ano nos introduz em dois acontecimentos importantes: A Quaresma e a Campanha da Fraternidade.

A Quaresma, para os católicos, é o tempo em que lembramos a morte e a ressurreição de Jesus. No Brasil, as Igrejas cristãs motivam para a Campanha da Fraternida-de(CF), que neste ano celebra o seu 50° aniversário. O tema da CF deste ano é Fratenídade e Juventude e o seu lema: "Eis-me aqui, envia-me". Lembramos que o tema Juventude já havia sido tratado em 1992 com o lema: "Juventude, Caminho Aberto".

A volta, nesta Quaresma, para a temática da juventude é mais do que oportuna: vem ao encontro deste momento de graça que é a Jornada Mundial da Juventude em julho próximo no Rio de Janeiro. Serve também como retomada, para a Igreja Católica no Brasil, da ação evangelizadora junto aos jovens neste momento de implantação de uma nova cultura social originada pelo mundo mediático.

Nesses últimos anos nossa juventude, na sua grande maioria, esteve distante da Igreja e poucas foram as iniciativas eclesiais voltadas para os jovens. No Brasil, depois da conquista da democracia, a pastoral da Juventude, que era o organismo que atuava junto à camada jovem, foi sofrendo um enfraquecimento. Surgem, então, muitos movimentos que passam a atuar junto aos jovens. Atualmente vemos as Novas Comunidades que mais privilegiam um estilo particular do que eclesial, embora não lhes falte este esforço.

A Jornada Mundial da Juventude é uma oportunidade para nossas comunidades resgatarem os nossos jovens, apresentar, dar a conhecer a eles a pessoa de Jesus de Nazaré. Não apenas oferecer informações históricas, mas aproximar o jovem de Jesus propondo um encontro com Ele. O lugar especial desse encontro pode ser a comunidade eclesial. Esta conquista se dá pela vivência e testemunho da comunidade. Vemos que o número de pessoas que provocam os jovens ainda é pequeno, faltam os verdadeiros discípulos e missionários para levarem os jovens ase perguntarem: "Mestre onde moras?, eles foram e vi ram onde era a morada de Jesus (cf. Jo 1,39ss.).

Quando uma paróquia acolhe o jovem, abre espaço para o novo. Os jovens, quando fazem uma verdadeira experiência de um encontro com Jesus, revitalizam a vida de uma comunidade eclesial. As comunidades existem para favorecer o encontro de todo batizado com Jesus. Não existe o Reino de Deus sem o encontro com Jesus. Para que isto aconteça, os jovens precisam encontrar espaço, acolhida e acompanhamento. Eles precisam perceber que nós somos felizes por pertencermos à família de Jesus. Comunidades que acolhem os jovens são comunidades que se renovam.

Vejamos o que diz o Bispo responsável pelo setor juventude da CNBB, Dom Eduardo Pinheiro da Silva: "Se nossa opção pelos jovens não for consciente, intencional, efetiva, teológica, devemos fazê-la por uma urgente necessidade de sobrevivência! Se aproximarmos este novo dos jovens com a experiência que o mundo adulto tem, muitas coisas poderão mudar e melhorar! A Igreja e a Sociedade já estão nas mãos deles: acolhamos com respeito o que eles têm para nos ensinar! Eles são, acima de tudo, o presente, chamados a conduzir-nos para um novo tempo, dependemos, em certo sentido mais dos jovens do que eles de nós" (http:www.jovensconectados.org,br).


Pé. Mário Pizetta,ssp (pároco)


 

 

A Vóz do Pároco - Dezembro 2012

O fim do ano chegou e com ele um grande dia: o NATAL! Em todas as regiões do mundo, hora antes, hora depois, celebra-se o Natal. O Natal combina com luz, presentes, estrelas, presépios, árvores, flores, alegria: uma verdadeira festa. Numafesta não existem inimigos, mas apenas amigos, irmãos e irmãs.


A profecia de Isaías afirmava: "Eis que uma virgem conceberá e dará a luz a um filho, e seu nome será Emanuel, Deusconosco" (Is 7,14). O Natal nos lembra uma criança anunciada e aguardada com grande expectativa. A sua missão é grande: resgatar o ser humano. Esta criança escolheu o lugar mais humilde para nascer, uma estrebaria, o lugar onde recolhiam-se os animais pela noite. Dada a sua grande importância, revela-se uma grande contradição. Poucos tinham consciência de quem era esta criança, no entanto, ela chegou: "Nasceu hoje, na cidade de Davi um Salvador, que é o Cristo Senhor" (Lc 2,11).

Natal lembra o nascimento de Jesus. Este dia divide o tempo e a história para um antes e um depois. Esta criança é um "divisor de águas", portanto, tempo de abandonos, esquecer para trás o que não serve mais e abraçar, perdoar, acolher... Tempo de olhar para a frente, tempo de semear esperança. Este é o Natal cristão. Tempo de recomeçar e juntos avançar. Natal lembra ainda a família reunida, nos remete para a ceia, uma das poucas vezes em que a família ainda pode estar se reunindo.


Meus amados irmãos e irmãs, o ano de 2012 foi um tempo de muitas conquistas. Acredito que crescemos um pouco mais na consciência missionária. Recordamos sobretudo dois momentos: o mutirão de  evangelização no mês da Bíblia (setembro) em cada paróquia do setor e a visita missionária no mês de outubro nas casas, praças, condomínios. Também tivemos visitas aos doentes e as novenas. Não faltou esforço de ninguém.
 

Nossas Celebrações ganharam mais vida. Em nosso trabalho catequético, houve um "sangue novo". Por tudo isso, penso que esteja nascendo um novo rosto da nossa Paróquia Santo Inácio. Nossos jovens, aos poucos, vão encontrando mais espaço e mostrando o seu rosto. Lembramos ainda nossos eventos, almoços, quermesses, formações, curso de noivos, curso de batismo, encontro de casais (ECC), grupo de oração (RCC), a Escola Musical: Tudo foi muito bom! A Paróquia foi um espaço verdadeiramente de serviço. Na área social, mesmo que façamos um assistencialismo, muitas ações f oram realizadas.
 

O desafio agora é olhar para 2013 e renovarmos a acolhida a esta criança que quer nascer em nossos corações. Vamos continuar a somar nossas forças, aprendermos a trabalhar juntos. Fazendo tudo isto, estaremos percorrendo uma caminhada muito feliz e em sintonia com a NOVA EVANGELIZAÇÃO.
Juntos, numa única voz podemos dizer: Obrigado Senhor pela oportunidade de trabalhar na sua vinha. Obrigado a todos vocês pelo empenho, assim como ao Pé. José Carlos, ao Pé. Manoel e aos demais Padres

Paulinos que estiveram conosco. Obrigado a você paroquiano-(a) que nos acompanhou com tanto carinho.
 

FELIZ NATAL E UM ANO DE 2013 ABENÇOADO PARA TODOS.
 

Pé. Mário Pizetta • ssp (Pároco)

 
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