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PEDIR, PROCURAR E BATER: ATITUDES DE QUEM TEM FÉ.

Neste 17º domingo do tempo comum, algumas palavras ecoam de forma mais profunda a partir das leituras: a súplica e oração, manifestadas nas atitudes de pedir, procurar e bater.

A primeira leitura, nos mostra o encontro de Abraão com o Senhor. Ele implora e suplica ao Senhor para que não castigue seu povo, isto é, não elimine o justo por causa do ímpio. Abraão nos ensina a sermos perseverantes na oração cf. Gn 18,20-32).

No evangelho, temos dois momentos: primeiramente Jesus nos ensina a rezar o Pai Nosso, depois nos mostra o quadro do amigo que vai à procura de auxílio. Diante da insistência levantar-se-á para atender o amigo. Os apóstolos sentem a necessidade de rezar, por isso pedem a Jesus, que os ensine a rezar. No caso do amigo, veremos que precisamos ser persistentes na oração. Deus nos escutará pela teimosia do pedido (Lc 1,1-13).

A segunda leitura, Paulo nos dirá que a morte de Cristo nos libertou de uma culpa. No sacramento do batismo conquistamos uma nova condição, a vida nova, a ressureição (cf. Col 2,12-14).

Rezar é encontrar-se com Deus. Todos nós precisamos rezar. Quando rezamos encontramos descanso e paz. Por meio da oração escutamos os apelos de Deus e somos desafiados a assumir o projeto do Pai.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco.


MARIA ESCOLHEU A MELHOR PARTE

O 16º domingo do Tempo Comum deste domingo nos apresenta a situação onde Jesus é acolhido na casa de Marta e Maria. Marta, mesmo dando atenção a Jesus, está envolvida nos afazeres e Maria atenta a dar acolhida ao Mestre. Marta reclama da situação e Jesus adverte Marta: “Calma!”, afirmando que Maria escolheu a melhor parte. Vejamos as leituras;

A primeira, apresenta o episódio onde Abraão está descansando na sombra de um carvalho, e vê diante dele “três forasteiros”, acolhe-os e lhe dá hospitalidade. Veremos que Deus recompensará este gesto de acolhida, dando a ele um filho (cf. Gen 18,1-10).

No evangelho, nosso olhar se volta para o encontro de Jesus com Marta e Maria, onde jesus adverte Marta, e elogia Maria, por escolher a melhor parte (cf. Lc 10,38-42).

A segunda leitura, Paulo confessa sua alegria por estar servindo o evangelho, apresentando uma comunhão profunda com Jesus e diz que completa na sua carne os sofrimentos de Cristo Jesus (cf. Col 1,24-18).

Por muito tempo e ainda hoje este texto foi apresentado como o texto das pessoas ativas e contemplativas. Outra lição que podemos tirar: Importante as preocupações com a vida, mas há um alerta: Atenção para não nos deixar sufocar pelo ativismo sem buscar a força na oração, do encontro com Deus.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco.


O CAMINHO DA VIDA ETERNA

A liturgia deste 15º domingo do tempo comum busca responder uma pergunta: O que devo fazer para conquistar a vida eterna?. Vejamos o que dizem as leituras:

Na 1ª, vemos que este caminho começa por ouvir o Senhor. Sua Palavra está ao alcance de todos, ela está em sua boca e em seu coração. Na escuta da Palavra o começo de uma mudança (cf. Dt 30,10-14). Nestes últimos tempos temos constatado um desejo muito grande de conhecer a Palavra. Importante não fazermos leituras fundamentalistas.

O evangelho, que é o centro, apresenta uma situação: os conhecedores da lei, o sacerdote e o levita, ignoram o caído pelo caminho, mas o samaritano, dá a devida atenção. A conclusão de Jesus ao mestre da lei não poderia ser outra: “Vai e faze o mesmo” (cf. Lc 10, 23-37). São muitas as oportunidades de fazer o bem. Quando fazemos o bem aos outros, estamos conquistando a vida eterna.

A segunda leitura teremos, o texto de Paulo que recorda aos Colossenses, que Cristo é a referência, o centro, nele todas as coisas adquirem sentido (cf. Col 1,15-20).

Alargando o nosso horizonte constata-se que vivemos numa sociedade totalmente voltada ao universo individual, onde a marca do “ego” sobressai. Há uma completa falta de atenção a pessoa do outro.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


FALTAM OPERÁRIOS PARA A MESSE

O evangelho deste domingo tocará num grave problema das comunidades cristãs: A falta de pessoas disponíveis para ajudar na caminhada evangelizadora da Igreja.

Isaias, na 1ª leitura, convida a todos para que se alegrem com Jerusalém, pois o Senhor fará correr como um rio a paz, acolherá a todos como uma mãe acolhe seu filho e o Senhor estenderá sua mão (cf. Is 66,10-14).

No evangelho, Jesus escolhe e envia 72 para colaborar na evangelização: “ a messe é grande mas os operários são poucos”. Ao voltarem, relatam maravilhas de suas ações, mas Jesus os adverte para que não se alegrem por isso, mas porque seus nomes estão escritos nos céus (Lc 10,3).

Na segunda leitura, vemos Paulo fazendo uma confissão para os Gálatas: “me glorio somente na cruz de Cristo e nada me perturba, pois trago em meu corpo as marcas de Jesus” (Gl 6,14).

Vivemos num tempo de forte individualismo e pouca sensibilidade com o que é comum. A impressão que se tem é que o ser humano perdeu o sentido do coletivo. A tragédia, o sensacionalismo, as desgraças do irmão parecem entorpecer o ser humano. As novas tecnologias aumentaram as informações, mas distanciaram as pessoas.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco