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“ESTE MEU FILHO ESTAVA MORTO E RETORNOU A VIDA”

 

O quarto domingo da Quaresma, Ano C, através da narrativa do Filho Pródigo, nos traz o lado misericordioso de Deus: Nos dá a liberdade para agirmos, e mesmo quando erramos nos acolhe.

A primeira leitura, por meio do livro de Josué, lembra que após o povo de Israel ter chegado a Terra prometida celebra a Páscoa, servindo-se dos primeiros produtos da terra, substituindo o Maná (cf. Js 5,9-12).

O evangelho, apresenta a parábola do Filho Pródigo, elucidando vários particulares: Inicialmente o pai concede ao filho o que ele pediu: a parte da herança que lhe cabia; depois, relata a experiência vivida pelo filho e seu arrependimento. Na sequência, a decisão de voltar a casa do Pai, e confessar o seu pecado, a grande atitude do pai: acolher o filho que volta. No entanto, o filho mais velho protesta diante do que acontece. O pai o adverte: “Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu.. ele estava morto e tornou a viver”. De cada uma dessas partes podemos tirar lições para a vida: Deus não interfere nas nossas opções que fazemos ao longo da vida, mas nos acompanha. Quando estamos na fartura, temos um grande número de amigos, no entanto a fartura um dia termina, e caímos na real. Não existe outro caminho senão voltar para a casa do Pai. Vem o arrependimento, a consciência do pecado. O filho mais velho não entende o sentido da misericórdia, acha um absurdo o comportamento do pai (cf. Lc 15,1-3.11-32).

A segunda leitura, da 2ª carta aos Corínthios, Paulo dirá que “em Cristo somos novas criaturas”, por isso seu grande apelo: “reconciliai-vos com Deus”. Com a presença de Deus podemos nos engajar mais facilmente nas políticas públicas para dar vida nova aos outros (2Cor 5,17-21)

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


DEUS É PACIENTE EM NOSSO CAMINHO DE CONVERSÃO

Neste 3º domingo da Quaresma, ano C, vamos encontrar um forte apelo de conversão, de mudança de vida. No evangelho, após uma advertência de conversão, encontramos a parábola da figueira, o lado paciente de Deus. O Senhor nos dá tempo para nossa conversão.

A primeira leitura nos mostra o encontro do Senhor com Moisés, onde escuta: “Eu, vi a aflição do meu povo, vi o clamor devido a dureza dos seus opressores, e resolvi descer e libertá-los”. Encontramos da parte de Deus a sensibilidade diante do sofrimento. Nosso Deus é um Deus libertador (cf. Ex 3,1-8.13-15).

O evangelho, apresenta dois momentos: a primeira parte possui as referências históricas (o sangue derramado por Pilatos e a torre derrubada) contém uma ameaça. E Jesus ainda diz: “se não vos converterdes, perecereis todos do mesmo modo” (Lc 13,5). A segunda parte relata a parábola da figueira, onde o dono por três anos procurava figo, e não encontrava. O dono queria cortar o pé, mas o vinhateiro pediu mais um tempo para que pudesse trabalhar a terra ao redor da figueira. Vemos, portanto, uma bela lição de vida. Transformações podem sempre acontecer na vida das pessoas. Precisamos ir ao encontro dos outros oferecendo novas oportunidades (cf. Lc 13,1-9).

A segunda leitura, Paulo relembra a comunidade, a experiência vivida pelo povo de Israel, muitos receberam o batismo de Moises, mas depois esqueceram, se distanciaram. Paulo, afirma que temos necessidade de estarmos sempre vigilantes e firmes no caminho (cf. 1 Cor 10,1-6.10.12).

O caminho do seguimento de Jesus é contínuo.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco

 


JESUS CHAMA DISCIPULOS PARA A GRANDE EXPERIÊNCIA.

Neste segundo domingo da Quaresma, somos chamados a ir para o monte Tabor e contemplar a grande transformação. Diante do que vê Pedro não quer mais retornar a planície.

Na 1ª leitura, Deus chama Abrão para um encontro. Desse diálogo nasce aliança com seus descendentes, Deus promete a Abrão, já idoso, que sua descendência será numerosa como as estrelas do céu. Um grande desafio para Abrão (cf. Gn 15,5-12.17-18).

No evangelho, Lucas apresenta a narrativa da Transfiguração: Jesus leva Pedro, Tiago e João para o alto da montanha para rezar e transfigura-se. Pedro não quer mais vir embora, quer permanecer ali. Com Jesus aparecem Moises e Elias, para significar que Jesus continua a história de amor de Deus com as criaturas. Para que isto aconteça, é necessário reconhecer, escutar e praticar o que ele tem a dizer. Na oração acontecem as grandes revelações de Deus (cf. Lc 9,28-36).

Na segunda leitura, Paulo, chorando, convida a comunidade de Filipo a imitá-lo, como ele é Cristo. Paulo denuncia que alguns não estão vivendo como ele tinha ensinado, são “inimigos da cruz de Cristo”. Paulo recomenda, que como cidadãos do céu, aguardamos a vinda definitiva de Cristo, que realizará a grande transformação (cf. Fl 3,17-4,1).

Entre as muitas conclusões deste 2º domingo da Quaresma, uma delas pode ser: “O caminho da oração é o grande segredo para vislumbrar os caminhos de Deus”.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


QUARESMA: TEMPO DE APRENDER A VENCER AS TENTAÇÕES

Na última quarta-feira, com as cinzas, iniciamos o tempo quaresmal. A palavra de Deus, neste dia, nos chamava para a conversão: “ rasquem o coração não as vestes”(Jl 2,13); “deixai-vos reconciliar com Deus”(2Cor 5,20b) e “caridade, oração e Jejum,”(Mt 6, 6.16-16), como os exercícios à conversão. Neste domingo, 1º da Quaresma, vemos:

A primeira leitura, Moises recorda as diversas etapas do caminho percorrido pelo povo de Israel até chegar a terra prometida: a formação deste grupo, a libertação da escravidão do Egito, a passagem pelo deserto, e a chegada da terra prometida. Recordar faz sempre bem, voltar às origens melhor ainda (Dt 26, 4-10).

O evangelho nos apresenta Jesus no deserto ensinando-nos a superar as tentações do ter, poder e ser. “Não só de pão vive o homem; Adorarás apenas o Senhor teu Deus; Não tentarás o Senhor”. São as três grandes linhas condutoras escutadas neste domingo. O deserto gera medo, sensação de impotência e o momento onde aprecem as maiores tentações. Fazem parte das tentações tudo o que nos desvia do caminho de Deus. As tentações de Jesus são também as nossas tentações (cf. Lc 4,1-13).

Na segunda leitura, Paulo, dirá que “todo aquele que crer, não será confundido”. A confusão que às vezes formamos é resultante de nossas dúvidas e fraquezas (Rm 10,8-13).

Em todos os momentos do caminhar humano estamos sujeitos às tentações. Elas convivem com a gente. Um dia, alguém mais perto de Deus do que eu, fez o seguinte comentário: “o demônio não gosta de tentar os fracos”.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco

 


ATENÇÃO: UM CEGO NÃO PODE GUIAR OUTRO CEGO

Neste domingo a liturgia nos convida a fazer um olhar todo especial sobre nós mesmos e nos avaliar como estamos vivendo o nosso caminho de fé.

Na 1ª leitura utilizando uma linguagem do mundo, a peneira, que separa as sujeiras e salva as sementes, o autor sapiencial nos alerta para não fazermos juízos precipitados ao vivenciarmos situações existenciais, necessário ouvir as pessoas primeiro. Nos alerta o texto sagrado: “o fruto revela como a árvore foi tratada”, portanto, nossa fala é reveladora de quem somos. (cf. Ecl 27,5-8).

No evangelho, Jesus adverte os discípulos através de três fortes afirmações: “um cego não pode guiar outro cego”, “um discípulo não pode ser superior ao mestre”, “antes de tirar o cisco do olho do teu irmão, tira primeiro o que existe em teu olho”. Jesus pede um olhar profundo para dentro de si mesmo. Jesus também nos diz: “não existe árvore boa que produza frutos maus” (cf. Lc 6,39-45).

Na segunda leitura, Paulo afirma que a ressureição de Jesus é a grande vitória sobre a morte. ”Ó morte, onde está a tua vitória? ”, “a morte foi tragada pela vitória”, por isso Paulo nos diz: “permaneceu firmes emprenhando-se na obra do Senhor” (cf. 1Cor 15,54-58).

A correção fraterna primeiro exige que a pessoa olhe primeiro para dentro de si mesmo, veja os frutos que está produzindo, depois pode ir ajudar o seu irmão.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco