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Verdadeira Misericórdia: Amar os Inimigos!

 

O 7º domingo do tempo Comum, ano C, nos apresenta o verdadeiro sentido da misericórdia de Deus: que nossos comportamentos não sejam vingativos e que sejamos verdadeiramente irmãos. 

A primeira leitura, de 1Sm, relata o episódio que Davi podia ter eliminado a vida de Saul, mas não permitiu que assim fosse feito, pois “ele era um Ungido”. Assim também nós humanos não podemos sair matando pessoas (cf. 1Sm 26, 2-9.12-13.22-23). 

No evangelho, encontramos a continuidade do discurso de Jesus na planície, onde Jesus através de uma série de afirmações, mostra o verdadeiro sentido daqueles que o seguem: viver a misericórdia divina: amar os inimigos (Lc 6,27-38). 

Na segunda leitura, o apóstolo Paulo, nos explicará a questão do homem terrestre e do homem celeste. O homem terrestre é o homem do mundo, o Adão, feito da terra, enquanto que o homem celeste é o homem espiritual, o que busca identificar-se a Cristo ressuscitado, uma nova criatura (1Cor 15,27-38). 

Vemos então que o reino de Deus não pertence aos violentos, mas daqueles que vivem a misericórdia, o perdão, aqueles que se esforçam para construir a fraternidade humana, um caminho de paz. 

Pe. Mário Pizetta - Pároco


O DOMINGO DOS CONTRASTES DO NOSSO DIA A DIA

Neste 6º domingo do Tempo Comum, temos como ponto central a apresentação das Bem-aventuranças por parte de Lucas onde Jesus adverte-nos sobre dois caminhos: o da Bênção e o da Maldição.

Na leitura de Jeremias vemos a contraposição entre aqueles que confiam no Senhor e aqueles que confiam nas próprias forças, aqueles que querem ser autossuficientes, uma vida que dispensa Deus (cf. Jer 17,5-8).

No evangelho, Lucas mostra que os benditos: pobres, famintos, aqueles que choram, os perseguidos, os odiados devem alegrar-se, mas “os ricos”, não terão a mesma sorte: ”aí de vós”(cf. Lc 6,17.20-26).

Na segunda leitura continuamos na reflexão de Paulo. Este nos dirá que se não acreditarmos na ressureição de nada adiantaria a nossa fé. Com isto o apóstolo está nos dizendo que nossa crença na ressureição é o ponto central de todo nosso viver. A Ressureição é base de nossa fé (cf. 15,12.16-20).

A bem-aventurança é o caminho da bênção enquanto que o caminho da autossuficiência é o caminho do individualismo, consequentemente da maldição.

Busquemos sempre o caminho da bênção que vem de nossa confiança no senhor.


AVANÇAR PARA AGUAS MAIS PROFUNDAS PARA SER PESCADOR DE HOMENS

Jesus, neste 5º domingo do tempo comum, nos faz um grande apelo: ”avançar para águas mais profundas”, para sermos evangelizadores. Vejamos o quadro das leituras:

Isaias, na 1º leitura, apresenta a visão que teve do Senhor. Sente-se confuso no que escuta e vê. Um serafim coloca em sua boca uma brasa que o purifica. A partir disso, Isaias responde ao Senhor: “Aqui estou! Envia-me”. (cf. Is 6,1-6). Cada um de nós recebe de Deus uma missão. Cada batizado é convidado a ser um enviado.

No evangelho, Lucas nos mostra uma grande multidão que queria ouvir Jesus. Jesus vê duas barcas, sobe em uma que era de Pedro, e pede a este: ”avança para aguas mais profundas”. Pedro compreenderá que avançar para águas mais profundas é condição básica para colher frutos na evangelização. Pedro queixa-se que havia trabalhado a noite toda e nada tinha pescado, mas em atenção à sua palavra lançaria as redes”. Avançar para aguas mais profundas quer dizer sair do comodismo, da zona de conforto. Para compreender o projeto de Jesus precisamos abandonar o que fazemos, trocar de mundos, no caso de Pedro o mundo do mar para o mundo dos homens (cf. Lc 5,1-11).

Na segunda leitura, Paulo testemunha a origem de sua pregação, que tudo o que fez foi pela graça de Deus (“ sua graça não foi estéril”). Paulo reconhece ser o menor de todos os apóstolos, confessa aos habitantes de Corinto a fé na ressureição, é nela que coloca toda a força do seu anúncio (cf. 1Co 15,1-11).

Pe. Mário Pizetta - Pároco


O CAMINHO DO PROFETA

A liturgia do 4º domingo do tempo comum, ano C, nos convida a refletir o “caminho do profeta”: caminho de desafios, sofrimento, solidão, risco, mas também caminho de paz e de esperança, porque é um caminho onde Deus está. O profeta nunca será abandonado: “não temas, porque Eu estou contigo para te salvar”.

Na primeira leitura encontramos a figura do profeta Jeremias. Escolhido, consagrado e constituído profeta por Javé. Jeremias, vai passar por todo o tipo de dificuldades, mas não desistirá de concretizar a sua missão e de tornar viva a Palavra de Deus no meio dos homens (cf. Jr 1,4-5.17-19).

O Evangelho apresenta-nos Jesus, como profeta, em Nazaré. Jesus não é reconhecido, sofre o desprezado pelos habitantes de sua terra. Eles esperavam um Messias extraordinário, forte, poderoso, dominador. Não entenderam a proposta profética de Jesus (cf. Lc 4,21-30).

Na segunda leitura, Paulo, depois de ter nos mostrado que formamos um corpo, que recebemos dons diferentes. Paulo vai nos dizer que o amor é a base de toda nossa relação, essência da vida cristã. O Papa Francisco, na meditação na vigília com a juventude, afirma: “só o que se ama pode ser salvo”. O caminho do profeta é um caminho de assunção de fragilidades e de esperanças, precisamos sempre caminhar, não importando as dificuldades (1Cor 12,31-13,13).

Pe. Mário Pizetta - Pároco