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Mensagens da semana Março 2018

ELE VIU E ACREDITOU (Cf. Jo 20,8)

Os relatos da ressureição nos mostram os impactos provocados nos discípulos e nas mulheres que foram de madrugada ao túmulo. “Tiraram a pedra”, “Tiraram o Senhor do túmulo”, “Não sabemos onde o colocaram”, são todas expressões encontradas no evangelho de João proclamado neste domingo de Páscoa.

A primeira leitura mostra Pedro que testemunha os acontecimentos ocorridos em Jerusalém. Relata que Jesus foi um homem que andou fazendo o bem, curando as pessoas, expulsando demônios por que Deus estava com ele. Afirma que todo aquele que crê em Jesus recebe o perdão dos pecados (cf. At 10,34.37-43).

O evangelho, de João Evangelista, apresenta o relato das primeiras reações das mulheres e dos discípulos diante do fato de encontrarem o túmulo vazio. Surgem os questionamentos: será que esconderam o corpo de Jesus?, o que mesmo que aconteceu? Vamos ver que é do discípulo que chegou primeiro ao túmulo, a grande revelação: “Ele viu e acreditou” (cf. Jo 20,1-9).

Paulo na carta aos Colossenses nos lembra que ressuscitar é buscar as coisas do alto, assumir uma nova postura, uma nova condição de vida. Nos exorta que não podemos ser os mesmos (cf. Col 3,1-4).

No cartão distribuído nas missas do domingo de Páscoa encontramos a frase: “porque procura Jesus no túmulo aquele que ressuscitou”.“Eu sou a ressureição e a vida”.

FELIZ PÁSCOA A TODOS E QUE O RESSUSCITADO NOS TRAGA A VIDA EM PLENITUDE.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


DOMINGO DE RAMOS: A LIÇÃO DE HUMILDADE DE JESUS E A ACOLHIDA DO POVO

Contrária a prepotência dos grandes da época, Jesus ingressa em Jerusalém montado num jumento, e é acolhido pelo povo que o saúda com ramos estendendo os seus mantos. Os ramos de oliveira simbolizam que Jesus é o Ungido. Jesus, como um servo, serenamente, caminha para os seus últimos momentos junto a todos que o admiravam. As leituras nos mostram esta realidade.

Na primeira leitura Isaias nos lembra o Servo Sofredor. Jesus é como uma ovelha levada ao matadouro. Não reage diante dos maus tratos, não retira o seu rosto para as bofetadas, oferece as costas para lhe baterem. Tudo isto ele suporta porque encontra em Deus o seu auxiliador (Is 50,4-7).

Nesse domingo proclamamos dois trechos do evangelho, um na Bênçãos dos Ramos, e o outro, o relato da Paixão, ambos apresentados por Marcos.

A segunda leitura, de Paulo aos Filipenses, vemos o testemunho de Paulo falando que Jesus abandona a condição Divina, humilhou-se, assumindo o ser humano, morre na cruz. Por isso Deus o exaltou e o colocou acima de todo nome e todos dobram seus joelhos perante ele.

Vamos caminhar com Jesus. Não vamos andar de braços cruzados, mas olhemos para o exemplo de Cirineu.

 

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


QUEREMOS VER JESUS

O 5º domingo da Quaresma, o evangelista João, após narrar o encontro de Felipe e André com Jesus, nos lembra o anúncio de sua morte: “Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só trigo, mas se morre produz muito fruto”(Jo 12,24).

A primeira leitura, nos lembrará que o Senhor ao longo da história de Israel, muitas vezes renovou a aliança com seu povo, mas agora fará a aliança definitiva: “imprimirei minha lei no coração humano, serei seu Deus e eles serão o seu povo”. (cf. Jer 31,31-34).

No evangelho tudo estará centrado na imagem do grão de trigo que morre e produz muito fruto. Jesus é o grão de trigo, ele vai morrer e sua morte será motivo de salvação para todos os que nele crerem (cf. Jo 12,20-23). Assim é o ser humano, ele também precisa fazer morrer dentro de sí tudo o que leva a morte para dar espaço a vida que quer florescer.

Na segunda leitura, o autor da carta aos Hebreus, nos revela Jesus como o modelo de obediência ao projeto do Pai, e sua morte tornou-se motivo de salvação para todos (Hb 5,7-9).

No próximo domingo celebraremos o Domingo de Ramos, iniciando assim a grande semana do cristão. Participando das celebrações vamos acompanhar Jesus neste gesto de amor pela humanidade e juntos rezarmos por aqueles que se colocam a serviço da vida do povo.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


JESUS VEM PARA SALVAR NÃO PARA CONDENAR

O quarto domingo da quaresma nos mostra quanto Deus é misericordioso. A encarnação de Jesus revela o grande amor que  Deus tem para a humanidade.

A primeira leitura relembra as infedilidades das autoridades e do povo ao longo da história. O caminho do povo de Israel foi sempre um caminho de tropeços, mais com tendência ao mal do que para o bem, mas Deus foi sempre paciente (cf. 2Cr 36,14-19-23).

No evangelho, Jesus recordará a Nicodemos o episódio de serpente, que Moisés mandou construir no deserto, para que toda pessoa que olhasse para ela seria curada da picada da serpente. Jesus dirá que assim o Filho do homem será levantado na cruz, todos os que crerem serão salvos” (cf. Jo 3,14-21).

Paulo, na  carta aos Efésios, nos dirá que “somos salvos não pelos nossos méritos, mas pela graça do Senhor” (Ef 2,4-10).

Este domingo, portanto, nos convida a olharmos com  fé para a cruz, crer nesta atitude de Jesus. Acreditarmos  que na cruz está o gesto mais autêntico de amor. Na cruz se realiza a remissão dos pecados e onde conquistamos a verdadeira libertação. A cruz, um instrumento de castigo torna-se um sinal libertador.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco