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Mensagens da semana Julho 2016

VAIDADES E ILUSÕES

O 18º domingo do tempo Comum, ano C, nos coloca diante de duas fortes realidades que absorvem a vida do ser humano:  "a busca de segurança ou a busca das coisas do alto".

A primeira leitura vai nos interrogar sobre o mundo das vaidades. O homem que durante a sua vida lutou, trabalhou, incomodou-se e depois teve que deixar tudo (cf. Ecl 1,2;2,21-23).

O evangelho, por meio da "parábola do rico insensato" vai alertar sobre a ganância, aquela busca desenfreada do homem pelo lucro, o fazer mais, conquistar e lucrar em detrimento de um sentido maior da existência (cf. Lc 12,13-21).

Na segunda leitura Paulo dirá a comunidade dos Colossenses para que cada um se esforce para "buscar as coisas do alto onde está Cristo". Paulo também indica os caminhos para a superação: "fazer morrer o que pertence à terra: imoralidade, impureza, paixão, maus desejos e cobiças"(cf. Cl 3,1-5.9-11). A medida que o homem supera o universo das paixões ele se liberta para o Senhor. 

As vaidades estão sempre presentes em nosso agir. Tudo depende do sentido que cada um dá às suas conquistas. Uma conquista pode ser um mérito e este mérito colocado ao serviço da vida. O risco para a vida surge quando nossas conquistas tornam a pessoa acima dos outros. Todo o ser humano gosta "daquela consideração" a mais. A vaidade e a ilusão são parceiras, se completam, pois geralmente onde está a vaidade está a ilusão. Jesus pelo contrário, valoriza o pequeno, humilde, o próximo, os que tem sede de Deus.

Pe. Mário Pizetta
Pároco

 


ENSINA-NOS A REZAR

 

A Liturgia deste 17 º domingo do Tempo Comum, ano C, nos apresenta o sentido da Oração, nosso diálogo com o Senhor. A primeira leitura apresenta os constantes pedidos de Abraão ao Senhor para que perdoe a vida dos habitantes de Sodoma e Gomora se ali tiver ao menos 50, 45, 30, 20, 10 justos(cf. Gn 18,20-32). Vemos nesta leitura a sinceridade e a insistência de como devemos rezar.

No evangelho vemos Jesus que ensina aos apóstolos como rezar. Vemos no texto a dimensão da súplica onde por diversas vezes encontramos o verbo: pedir. Na comunhão com o Pai precisamos ser sinceros, insistentes e ousados. Veremos que o amigo virá atender pela perseverança do pedido. O amigo atenderá pela sua impertinência (cf. Lc 11,1-13). A oração é fonte de energia, paz e consciência. Quando rezamos nos sentimos seguros.

Na segunda leitura, Paulo, embora não fale explicitamente de oração, coloca Cristo como referência de nossa fé ao recordar à comunidade de Colossa que Cristo ao ser pregado na cruz resgata o homem de todo mal. Em Cristo nos tornamos novas criaturas (cf. Col 2,12-14). Três palavras nos ajudam a direcionar o texto da liturgia deste domingo: pedir, bater e procurar.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


ACOLHER É UM SINAL DE QUEM AMA

 

Na liturgia deste domingo encontramos três palavras que podem nos ajudar a compreender o sentido da Liturgia deste 16 º domingo do Tempo Comum, ano C: Acolhimento, Hospitalidade e Serviço. Elas nos levam ao conteúdo da mensagem anunciada.


Na primeira leitura encontramos o episódio da aparição dos três homens diante de Abraão. Eles são acolhidos e servidos da melhor forma. Da hospitalidade recebida vem a promessa do filho: " Meu Senhor, se ganhei tua amizade, peço-te que não prossigas viagem sem parar junto a mim, teu servo"(cf. Gn 18,1-10). Abraão acolhe a presença de Deus.


No evangelho iremos encontrar o episódio do encontro de Jesus com Marta e Maria. Jesus á o acolhido. Duas afirmações nos chamam atenção: a pergunta de Marta a Jesus: "Senhor não te importas que minha irmã me deixe sozinha com todo serviço?" é a resposta de Jesus: "Marta, Marta, tu te preocupas  e andas agitada com muitas coisas, no entanto, uma só é necessária e Maria escolheu a melhor parte"(cf. Lc 10,38-42). Do texto vem a alerta sobre o ativismo que impede de ouvir o Senhor e discernir o que é essencial.


Paulo, na segunda leitura afirma que é solidário às tribulações de Cristo, a quem serve, a fim de compreender melhor o grande mistério que foi escondido por gerações e agora manifestado ao apóstolo e este o anuncia ao povo (cf. Col 1,24-28). A atitude de acolhimento, hospitalidade e serviço são comportamentos nobres naquele que se deixam conduzir pelos ensinamentos do Senhor.
 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


A PALAVRA DO SENHOR ESTÁ PRÓXIMA

 

A liturgia da palavra do 15º domingo do tempo Comum, ano A, tem como eixo condutor a Palavra.

No livro do Deuteronômio, onde é tirada a 1ª leitura, Moisés faz um apelo ao povo para que ouça e pratique os mandamentos do Senhor.

Alerta de que eles não estão distantes. Podem ser alcançados por todos (cf. Dt 30,10-14).

O salmo dirá que todo aquele que praticar viverá.

No evangelho encontramos o fariseu que quer colocar Jesus em situação difícil, mas Jesus, conhecedor de sua maldade narra uma parábola e interroga o mestre, quando lhe pergunta: Para você quem é o próximo? E o fariseu responde: aquele que usou de misericórdia. No que Jesus lhe diz: "Vai e faze a mesma coisa" (cf. Lc 10, 25-37).

Na segunda leitura, Paulo nos é apresenta o hino sobre Jesus Cristo. O apóstolo Paulo afirmará que Jesus é "a imagem do Deus invisível, cabeça da Igreja, e que todas as coisas foram criadas por ele" ( cf. Col 1,15-20). Jesus é o centro da vida cristã.

Vemos portanto que a conquista da vida eterna se dá pela pratica da solidariedade e da misericórdia. Nossas palavras podem ser importantes mas nossas atitudes é que dão testemunho de quem busca a vida eterna.

 

Pe. Mario Pizetta
Pároco