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A voz do Pároco Setembro e Outubro 2015

 

O ANÚNCIO DO EVANGELHO NAS GRANDES CIDADES

 

Um assunto está se tornando cada vez mais forte nos trabalhos pastorais da Igreja: “Como fazer com que a grande metrópole não impeça que o Evangelho seja anunciado e vivido”.

Recentemente, esteve no Rio de Janeiro e em São Paulo o arcebispo de Barcelona, o Cardeal Luis Martinez Sistach, para refletir com os Bispos e membros da Igreja justamente esta problemática. Com base na reportagem do Jornal O São Paulo, destacamos alguns dos aspectos trazidos por ele nas palestras em São Paulo. 

Uma de suas perguntas foi: “A Igreja seguirá a ser um instrumento de Deus que alivie a dor do mundo?” “O olhar da Igreja é (cf. O São Paulo de 2-8 set. 2015, pg. 12). O Cardeal lembrou: um olhar de fé, não apenas um olhar social, mas um olhar para outras dimensões da vida humana: espiritualidade, moralidade, denúncia profética, celebração da fé, liturgia. Todas estas realidades estão presentes nos aspectos do mundo econômico, urbanístico, cultural” (cf. Idem). 

Ao abordar o papel da paróquia, disse: “É uma fonte de água cristalina no meio da praça e do povo. É onde as pessoas vão buscar água. [...] As igrejas devem estar sempre abertas e ser lugares de silêncio e de oração” (cf. O São Paulo, 2-8 de setembro 2015 pg. 12). Segundo o Cardeal, a maior renovação da Igreja nas grandes cidades se dará pela presença das famílias, pela atuação dos seus membros que vivem o caminho da fé. O cardeal Sistach vai mais longe ao afirmar que “todos os problemas das grandes cidades que incidem na pastoral podem ser solucionados pela presença dos leigos”. 

Essas afirmações nos ajudam a compreender melhor quando o papa Francisco fala de uma “Igreja em saída”. Uma Igreja em saída é mais do que um deslocamento territorial. É a assunção de uma consciência evangélica missionária. Estas novas realidades somente podem ser assumidas quando houver um caminho de conversão pessoal. 

Na missa que celebrou na Igreja Nossa Senhora da paz, Cardeal Sistach destacou a importância do “anúncio”: “Temos de anunciar Jesus na maneira mais conveniente, (ou seja) fundamentalmente amando as pessoas que estão ao nosso redor, porque Deus é amor, e, quando se ama , se dá testemunho” (cf. O São Paulo, de 2-8 de setembro 2015, pg. 13). 

No encontro na PUC, ele alertou para a necessidade de sermos “uma presença qualificada” em meio a uma cidade que transmite medo, violência, isolamento social. Com alegria podemos afirmar que a Igreja, iluminada pelo Espírito Santo, está se abrindo para um caminho de transformação e conversão na busca de um pastoreio mais concreto. 

A renovação vem da acolhida que damos à Palavra. Portanto, como batizados, precisamos ser protagonistas. E somos protagonistas quando testemunhamos o que cremos. A fé partilhada é comunhão permanente com os irmãos. 

Nossa paróquia também precisa de conversão para se tornar mais missionária. Prossigamos com nossas missas nas casas, nos prédios, nas praças. Com nossas Novenas e via-sacras, busquemos aproximar as famílias de Deus. 

Esforcemo-nos para também rezarmos o terço nas casas, e façamos esforço para ir ainda onde nunca estivemos. Cada vez que fizermos isto, estamos assumindo nosso papel de evangelizadores. 

 

Pe. Mário Pizetta, 
ssp - Pároco