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Mensagens da Semama - Julho 2015 PDF Imprimir E-mail
Escrito por Administrator   
Sáb, 04 de Julho de 2015 11:16

Mensagens da Semama - Julho 2015

QUEM PARTILHA MULTIPLICA

 

A liturgia deste domingo nos traz a imagem de duas partilhas: a do profeta Elizeu e a multiplicação dos pães por parte de Jesus.

No livro dos Reis lemos o episódio onde o profeta, pede que o pouco pão que existe seja repartido (cf. 2Rs 4,42-44). Desse episódio aprendemos que o pouco bem repartido e mais do que o muito mal distribuído. No evangelho vemos Jesus que multiplica o pão, ele mesmo distribui, pede cuidado para que nada se perca, e ressalta ainda o muito que sobrou (cf. Jo 6,1-15).

Paulo, escrevendo aos Efésios motiva a comunidade a trabalhar pela unidade. Lembra que somos "um só corpo", recorda que existe "uma só esperança", "um só Deus e Pai", "um só Espirito", e "um só batismo", "uma só fé", "um só Senhor". Paulo recomenda ainda que cada um procure caminhar de acordo com a vocação recebida, pois a construção de uma verdadeira comunidade se dá pela compreensão uns dos outros, suportando-se uns com os outros. (cf. Ef 4,1-6).

Este domingo nos leva a questionar sobre a realidade brasileira, um país profundamente rico, pão em abundância, mas não é para todos. A cada dia vemos mais pessoas caminhando pelas ruas a procura de algo. Esta realidade torna-se ainda mais gritante quando vemos reportagens que afirmam que no mundo um quarto da população passa fome enquanto grande número de pessoas desperdiça.

Jesus ao distribuir o pão mostra compaixão, mas esta não é sua missão, assim também é o gesto de uma comunidade quando reparte o pão. O pão que Jesus distribui é o pão da justiça, da consciência de que precisamos homens honestos que não sejam geradores da miséria, mas do equilíbrio. Sem justiça não se constrói a paz.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


O EXERCÍCIO DA LIDERANÇA

 

As leituras de hoje se dirigem a todos aqueles que exercem serviços de autoridade: governantes, dirigentes de toda e qualquer organização pública ou privada. Jeremias, na 1ª leitura, denuncia os pastores que dispersam as ovelhas. O Senhor dirá que irá substituir estes por novos pastores (cf. Jer 23,1-6). Paulo, na carta aos Efésios, apresenta Cristo como o verdadeiro Pastor, que une a todos, derrubando os murros, eliminando toda lei e decretos e superando todas as inimizades (cf. Ef 2,13-18).

No evangelho Jesus convida os discípulos para um lugar retirado e descansar um pouco. No entanto, o povo vai à procura de Jesus. Vendo a multidão, Jesus se compadece. A explicação: porque eram como ovelhas sem pastor. (cf. Mc 6,30-34). A compaixão é a alma de todo o missionário, de todo aquele que se coloca ao serviço do evangelho.

O momento da história que vivemos não é entusiasmante: Há denúncias de corrupção, desvios, de exploração, radicalismos de todas as partes, violências, suspeitas de novas guerras. Corridas para o poder, distanciamento dos países ricos com os pobres. Exploração das riquezas naturais dos países ricos sobre os pobres. Mesmo com todo este quadro, que pode nos alarmar, precisamos pedir a Deus tenhamos bons governantes, que não abandonem o seu povo. O caminho da compaixão, abre o coração para o encontro com Deus e nos permite crer nas mudanças de mentalidade, e na conversão.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco

 


O PROFETA É REJEITADO NA SUA TERRA

 

Este domingo, o 14º do tempo comum, Ano B, faz uma denúncia de Jesus: "Os profetas não são aceitos na sua terra".

A 1ª leitura, fala do envio de Ezequiel para junto de Israel que havia se rebelado diante de Deus: "nação de rebeldes", "cabeça dura" e "coração de pedra"(cf. Ez 2,2-5)

No evangelho vemos a grande conclusão de Jesus: "um profeta só não é estimado em sua pátria" (cf. Mc 6,1-6). Vivemos num tempo onde tudo descartamos, inclusive Deus. Como consequência deste descarte o ser humano vai perdendo o sentido. Os homens que lutam pela justiça, por uma fraternidade, pela vida em geral, são relegados a um segundo plano. Vejamos os modelos que nos são apresentados: jogador de futebol, artista do cinema, cantor, a mulher bonita, o político. Não se valoriza o professor, o pesquisador, o médico, o cientista, o religioso, a religiosa. Comparem o valor pago a esses ídolos com relação aos demais. Vivemos um universo de alterações de valores e nos envolvemos num consumismo cego e desenfreado.

Paulo, na segunda leitura, revela que para não se exaltar, recebeu um espinho que o atormenta. Por diversas vezes pede para que Deus o livre desse mal, mas o Senhor lhe diz: "Basta a minha graça. Pois é na fraqueza que a força se manifesta"(cf. 2Cor 12,7-10). Não sabemos se este espinho era alguma doença ou outro mal. Concluímos: os profetas nunca foram acolhidos, mas mesmo assim Deus suscita homens e mulheres para revelar seus projetos. Deus nunca envia o mais forte, o mais capacitado, mas o mais fraco.


Pe. Mário Pizetta
Pároco


 

Última atualização em Sáb, 25 de Julho de 2015 15:40