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A Voz do Pároco - Abril 2013 A HUMANIDADE PRECISA DE UM NOVO FRANCISCO


Duas imagens nos dias que antecederam a escolha do cardeal Jorge Mário Bergoglio, arcebispo de Buenos Aires (Argentina), para ser o novo Papa chamaram minha atenção:

A primeira, a de um homem peregrino, que saiu de Assis e foi até a praça de São Pedro e dizia que o novo Papa teria que ter o espírito de São Francisco; a segunda, o cartaz que um mendigo carregava nas mãos, na praça de São Pedro, escrito "Francisco, o papa". Eram o prenúncio de que algo novo estava para acontecer. O novo Papa seria um sinal para a humanidade, o que de fato veio acontecer: seria FRANCISCO.

O nome Francisco não era apenas uma boa jogada de marketing. Os primeiros gestos do Papa Francisco vieram carregados de simplicidade. Era alguém próximo do povo que olhava para as multidões e sentia compaixão. O próprio Papa, no encontro com os jornalistas, no dia 16 de março, segundo o site do Jornal Zero Hora, no artigo "Uma Igreja pobre para os pobres", explicava o porquê do nome Francisco: "um homem da beleza, da paz, que ama e protege a criação, nesse momento que não temos uma boa relação com a criação. Um homem quê nos dá esse espírito de paz. Ah, como gostaria de uma Igreja pobre, para os pobres."

A indicação de Jorge Mário Bergoglio para ser o novo Papa é um sinal de Deus. Ele é o primeiro jesuíta a ser Papa. Recordemos que os jesuítas foram grandes evangelizadores em quase todos os países da América Latina. Ele também é o primeiro Papa latino-ameridano. Seus primeiros passos nos dão a impressão de que voltamos a Puebla, em 1980, quando o saudoso bem-aventurado João Paulo II iniciava seu pontificado, quando a Igreja na América Latina fazia sua opção pelos pobres e jovens. Atentem para a coincidência: em julho, será celebrada a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro. São muitos os sinais de Deus nesse momento.

Deus nunca abandona seu povo. Para muitos, a renúncia de Bento XVI pode ter sido um sinal de fragilidade, mas para os que olham a Igreja como obra de Deus sua atitude foi um sinal profético. A chegada deste novo Papa, com seus primeiros gestos, está causando grande empatia. Somos uma humanidade carente de humanidade. O mundo das descobertas tecnológicas vem solidificando uma nova cultura. Vivemos o tempo do "aqui e agora", somos pessoas do hoje apenas. Somos as criaturas do "Eu". Constatamos uma degradação do comportamento humano, dos seus valores, um jogo de informações, um verdadeiro caminho do "tudo é permitido", e esquecemos que "nem tudo convém". Vivemos numa época em que as escolhas pessoais prevalecem, pouco se olha para o outro.

O Papa Francisco, em suas primeiras manifestações, nos dá a impressão de querer uma Igreja mais próxima do povo, mais fraterna, mais pobre, mais preocupada com os caminhos em curso. Vejamos as últimas palavras, no seu encontro com os jornalistas, após um momento de silêncio, e dirigindo-se especialmente àqueles que não eram católicos: "Cada um de vocês é um sinal de Deus."

Caro paroquiano, prossigamos em nosso caminho de dar à paróquia um rosto mais alegre, acolhedor e comprometido com o outro, com a evangelização. Aqui, semeamos a vida, Deus, aqui e ali, vai fazendo crescer o Reino. Não plantamos em vão. Obrigado por acreditare participar nessa caminhada.

A Páscoa é vida nova e o Papa Francisco é o novo rosto de Igreja que queremos construir.

Pe, Mário Pizetta,ssp (pároco)