15 de abril São Benedito José Labre, peregrino

15 de abril São Benedito José Labre, peregrino

“Neste mundo somos todos peregrinos no vale de lágrimas; caminhamos sempre pela estrada segura da religião, na fé, esperança, caridade, humildade, oração, paciência e mortificação cristãs, para chegarmos à nossa pátria”. Essa era uma das máximas preferidas de São Benedito José Labre, que corresponde inteiramente ao testemunho de sua vida. Dos 35 anos que viveu, pelo menos 13 passou-os como peregrino na estrada. Por isso apelidaram-no com justiça “o vagabundo de Deus” ou ainda “o cigano de Cristo”, expressões mais benignas que “o santo dos piolhos”, como também foi chamado.

Benedito José Labre nasceu em Amettes, próxima de Arras, no dia 26 de março de 1748, o primeiro de 15 filhos de modestos agricultores. Fez alguns estudos na escola do vilarejo e aprendeu os primeiros rudimentos de latim com um tio materno. Mais propenso à vida contemplativa que ao ministério sacerdotal, solicitou em vão aos pais a licença para se fazer Monge Trapista. Só aos 18 anos pôde fazer pedido de ingresso à Trapa de Santa Aldegonda, mas o parecer dos Monges foi contrário. A mesma recusa recebeu dos Monges Cistercienses de Montagne na Normandia.

Aos 22 anos tomou a grande decisão: seu Mosteiro seria a estrada e mais precisamente as estradas de Roma. No saco de pobre peregrino carregava todos os seus tesouros: o Novo Testamento, a Imitação de Cristo e o Breviário que rezava todos os dias. No peito carregava um crucifixo, no pescoço um terço e nas mãos um rosário. Comia apenas um pedaço de pão e alguma erva. De noite repousava entre as ruínas do Coliseu e durante o dia passava em orações contemplativas e em peregrinações aos vários Santuários: o seu Santuário preferido foi o de Loretto.

Morreu extenuado dos maus tratos e da absoluta falta de higiene aos 16 de abril de 1783, nos fundos da casa do açougueiro Zacarelli, perto da Igreja de Santa Maria dos Montes, onde foi sepultado com um grande afluxo de povo. Foi canonizado em 1883 pelo Papa Leão XIII.

Deus, nosso Pai, aumentai a nossa fé para que reconheçamos, entre as vozes enganosas, a vossa voz que nos chama pelo nome e afugenta de nós todo engano e falsidade. Possamos ver com nossos olhos interiores que estais conosco. Nada então poderá abater nossa certeza de vitória. Amém.

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