Por que celebramos o mês da Bíblia?

Por que celebramos o mês da Bíblia?

Há 50 anos a Igreja no Brasil celebra o mês a Bíblia em setembro. Esta celebração tem suas origens na Arquidiocese de Belo Horizonte, com a participação do Serviço de Animação Bíblica (SAB) das Congregações das Paulinas e dos Paulinos (também por meio da preparação e veiculação do periódico “Bíblia-Gente”); sendo estendida nacionalmente sua celebração, a partir de 1976, pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Muitos são os motivos para celebrar o Mês da Bíblia. Destacamos dois:

1) No dia 30 de setembro celebramos São Jerônimo, presbítero e doutor da Igreja, que traduziu, a pedido do Papa Dâmaso, a Bíblia do grego e hebraico para o latim — conhecida como “Vulgata”. É de São Jerônimo a famosa frase: “Ignorar as Escrituras é ignorar a Cristo”.

2) Desde o Concílio Ecumênico Vaticano II (1962-1965), especialmente através da Constituição Dogmática Dei Verbum, a Igreja convida seus filhos e filhas a valorizar, conhecer e transmitir as Sagradas Escrituras, tendo por ela a mesma veneração que se tem pela Eucaristia. Desse modo, “com a leitura e estudo dos livros sagrados, ‘a palavra de Deus se difunda e resplandeça’ (2Tes 3,1), e o tesouro da revelação confiado à Igreja encha cada vez mais os corações dos homens. Assim como a vida da Igreja cresce com a assídua frequência do mistério eucarístico, assim também é lícito esperar um novo impulso de vida espiritual, se fizermos crescer a veneração pela palavra de Deus, que ‘permanece para sempre’ (Is 40,8; cfr. l Pd 1,23-25)”.

A cada ano a Comissão para Animação Bíblico-Catequética da CNBB propõe um livro da Bíblia para ser lido, estudado, aprofundado, meditado e relacionado com a vida do povo de Deus no Brasil. O tema proposto para este ano é a Carta de São Paulo aos Gálatas, tendo por tema central: “Todos vós sois um em Cristo Jesus”. Assim, o estudo dessa carta além de renovar a difusão do conhecimento bíblico, oferece elementos essenciais para a vivência da fé cristã como: a fidelidade ao Evangelho, a liberdade trazia por Cristo e a unidade em meio a pluralidade.

O Conselho do Bem-aventurado Pe. Tiago Alberione – fundador da Família Paulina – é muito importante para nossa vida de batizados, para nosso crescimento espiritual e humano: “Devemos ler a Bíblia com muita atenção e afeto, como um filho que está distante da casa paterna lê a carta de seu pai.” Essa é uma recomendação importante e oportuna que o mês da Bíblia quer reforçar. A advertência do Papa Francisco é igualmente oportuna: “a Bíblia não é para ser colocada em um suporte, mas para estar à mão, para lê-la frequentemente, cada dia, seja individualmente ou juntos, marido e mulher, pais e filhos”.

Que a celebração do mês da Bíblia renove nosso desejo de ouvir a voz amorosa do Pai a seus filhos e filhas e trilhar os rumos da verdade, justiça, bondade e misericórdia! “Quem me dera que meu povo escutasse e andasse em meus caminhos” (Sl 81,14).

Felipe Borges, Seminarista Postulante Paulino

* Os religiosos Paulinos, através da PAULUS Editora, fazem com que a Palavra se espalhe por todo o Brasil, através de edições acessíveis da Bíblia como a Nova Bíblia Pastoral; além de edições de estudo e aprofundamento como a Bíblia de Jerusalém e a Bíblia do Peregrino. No espírito do Concílio Vaticano II, em 1990 os Paulinos (Paulus) lançaram a Bíblia Pastoral – em edição original na língua portuguesa.

A Sagrada Escritura é o livro mais belo, a palavra de Deus! Está para os outros livros como o sol para o vaga-lume, como a Eucaristia para uma imagem de Jesus!” Bem-Aventurado Pe. Tiago Alberione.

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