Gratidão

Gratidão

A vida é feita de desafios. Foi dentro deste espírito que aceitei ser pároco na Paróquia Santo Inácio de Loyola em fevereiro de 2009, e que hoje também tem São Paulo Apóstolo como copadroeiro. Nunca tinha sido pároco, apenas coordenador de uma área pastoral, onde foram criadas três comunidades próximas de Cotia, Carapicuíba, Osasco e São Paulo. Ali, eu colaborei por 19 anos com um universo periférico de grandes cidades, hoje colaboro com uma paróquia. Assumi-la, com uma longa história, num centro urbano, era realmente um grande desafio. Não havia outra alternativa, senão, fazer o percurso desta estrada.

Hoje, olhando o caminho percorrido, vejo que foram seis anos, depois, mais três, depois, mais três, totalizando 12 anos, aliás, uma dúzia de anos e alguns meses. Dividiria esta experiência em três tempos diferentes: o primeiro, quando dividia meu trabalho entre paróquia, faculdade e projetos sociais. O segundo, quando deixei a faculdade, ficando na paróquia com projetos sociais, na Freguesia do Ó e Raposo Tavares. O terceiro, quando fiquei apenas com a paróquia. Em cada tempo a sua história e sua narrativa. Também nesses períodos, atuaram como vigários quatro padres: iniciei com o saudoso Pe. José Dias, pároco por muitos anos, e Pe. Carlos Alberto, que estudava, depois, Pe. José Carlos Frutuoso, Pe. Manoel Quinta, também pároco por muitos anos, Pe. José Carlos Frutuoso, novamente, e por último, Pe. Antônio Lúcio, que chegou em março de 2019, mas, em abril de 2020, foi transferido para a comunidade de Campinas dos Paulinos, para ser formador dos noviços Paulinos. Tudo foi uma caminhada.

Em 2018, iniciamos uma reflexão para otimizar os espaços da paróquia. Estudos foram feitos, projetos foram realizados e a aprovação junto aos órgãos públicos. Em maio de 2019 iniciamos com muita coragem a 1ª parte das demolições. Não foi fácil demolir aquilo que outros fizeram. Após a realização desta demolição, houve um tempo de reflexão, em que chegamos à conclusão de demolir tudo e levar a secretaria e salas para um lugar próximo. Foram feitos ajustes elétricos e hidráulicos, e, em outubro de 2019, começa a 2ª demolição, da parte da frente. Apenas a igreja havia ficado. Logo em seguida, foi feita a preparação e montagem do canteiro de obras. Em janeiro de 2020, as estacas já estavam sendo feitas. Em março de 2020, fomos surpreendidos pela COVID-19, mas a obra seguiu em frente. A Pandemia fechou a igreja. Por meses, a vida paroquial foi suspensa, não houve missas e atividades. E, lembrar que em todo este tempo apenas um dia a paróquia ficou sem missa. Semanas Santas, Procissões, Formações, Catequese, Encontros de Casais e de Noivos, Quermesses, Bazares, Almoços, Novenas, Festas do padroeiro, Cursos (violão, teclado, pintura), além de Alfabetização, Línguas, tudo foi suspenso.

De um ritmo dinâmico, fomos obrigados a viver uma dura realidade de pandemia, onde vimos muitos de nossos paroquianos perderem a vida. Apesar desta dura realidade, a obra não parou. A secretaria voltou ao seu lugar no final de fevereiro de 2021. Hoje, estamos na fase do acabamento. No dia 11 de junho 2021, encerrou o terceiro período de minha presença na paróquia, e devo ficar mais alguns meses. Dou muitas graças a Deus por este tempo. Agradeço também pela colaboração recebida. Peço perdão, se em algum momento não correspondi às vossas expectativas. Nas obras, estamos empenhados no acabamento. Na vida pastoral paroquial, realizando um caminho de retomada. Não vamos permitir que a pandemia nos sufoque.

Pe. Mário Pizetta, ssp

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