9 de junho – Memória de São José de Anchieta, presbítero

9 de junho – Memória de São José de Anchieta, presbítero

José de Anchieta chegou ao Brasil em 25 de janeiro de 1554, estabelecendo-se no Colégio de São Paulo, no planalto de Piratininga, contribuindo para a fundação da atual metrópole de São Paulo. Educado em Portugal, veio com o único objetivo de conduzir os homens a Cristo, transmitindo-lhes a vida de filhos de Deus, destinados à vida eterna. Veio disposto a dar a sua vida por eles. Nasceu em 19 de março de 1534 em Tenerife, nas Ilhas Canárias.

Jovem, cheio de vida, inteligente, alegre por natureza, de coração aberto e amado por todos, brilhante nos estudos da Universidade de Coimbra, José de Anchieta soube granjear a simpatia de seus colegas, que gostavam de ouvi-lo recitar. Jovem de fé, buscava o silêncio e a solidão para orar. Certo dia, entrou na Catedral de Coimbra e, diante do altar da Virgem, sentindo uma grande paz, resolveu dedicar sua vida ao serviço de Deus e dos homens; fez o voto de castidade, consagrando-se a Maria. Tinha, então, 17 anos. A partir daí intensificou sua vida de oração.

Profundamente impressionado com as Cartas de São Francisco Xavier, decidiu entrar para a Companhia de Jesus (Jesuítas). E assim, poucos anos depois, veio ao Brasil, como missionário. Salvar as almas para a glória de Deus: este era o objetivo de sua vida. Tornou-se exímio catequista. Promoveu e desenvolveu as aldeias, cujo coração era sempre a Casa de Deus, onde o Sacrifício Eucarístico era celebrado regularmente e onde o Senhor Sacramentado permanecia presente.

Padre Anchieta multiplicou-se incansavelmente através de tantas atividades, até mesmo do estudo da fauna e da flora, da medicina, da música e da literatura, mas tudo isso ele orientava para o bem verdadeiro do homem destinado a ser e viver como filho de Deus. O seu segredo era a sua fé: era um homem de Deus!

Não tendo nem papel nem tinta à disposição, na areia da praia escreveu com amor o seu poema – que aprendeu de cor: A virgem Maria, mãe de Deus. Eis aí as fontes da riqueza da vida e da atividade de Anchieta: a união profunda e ardente com Deus, o apego a Cristo presente na eucaristia, o terno amor a Nossa Senhora.

Derramai, Senhor, sobre nós a vossa graça, a fim de que, a exemplo do Bem-aventurado José de Anchieta, apóstolo do Brasil, sirvamos fielmente ao Evangelho, tornando-nos tudo para todos, e nos esforcemos em ganhar para vós nossos irmãos no amor de Cristo. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

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