O sofrimento nos faz crescer e compreender o projeto de nossa existencia

A Liturgia deste 5º domingo do tempo comum nos deixa algumas questões fundamentais, entre elas, o sofrimento: Jó na primeira leitura faz um questionamento: “ a vida do homem sobre a terra não é uma luta?” Que sentido têm o sofrimento e a dor que acompanham a caminhada do homem pela terra? Qual a “posição” de Deus face aos dramas que marcam a nossa existência? O projeto de Deus para o homem não é um projeto de morte, mas de vida, felicidade sem fim.

Na primeira leitura, um crente chamado Jó comenta, com amargura e desilusão, o fato de sua vida estar marcada por um sofrimento atroz e Deus parece estar  ausente e indiferente face ao desespero em que a sua existência decorre… Apesar disso, é a Deus que Jó  se dirige, pois sabe que Deus é a sua única esperança e que fora d’Ele não há possibilidade de salvação(cf. Jó 7,1-4.6-7)

No Evangelho, encontramos dois momentos: Inicialmente Jesus cura a sogra de Pedro e ela se coloca a servir. Deus nos liberta para servir. Num segundo momento Jesus encontra-se a sós com os discípulos, mas a multidão o procura, mas Jesus fala aos discípulos que existem outros onde o evangelho precisa chegar. Neste sentido vemos que Jesus tem uma preocupação eterna com a felicidade dos seus filhos. Na ação libertadora de Jesus em favor dos homens, começa a manifestar-se esse mundo novo sem sofrimento, sem opressão, sem exclusão que Deus sonhou para os homens. O texto sugere, ainda, que a ação de Jesus tem de ser continuada pelos seus discípulos (cf. Mc 1,29-39)

A segunda leitura, Paulo confessa que pregar o evangelho  não é motivo de glória, mas uma necessidade, uma  obrigação. Paulo sente a responsabilidade da missão: ”ai de mim se  eu  não evangelizar. No evangelho, os discípulos de Jesus assumiram no sentido de testemunhar diante de todos os homens a proposta libertadora de Jesus. Os discípulos de Jesus não podem ser guiados por interesses pessoais, mas sim pelo amor a Deus, ao Evangelho e aos irmãos(cf. 1Cor 9,16-19.22-23). Vejamos algumas conclusões:

Jó nos alerta que “a  vida é um sopro”, ela é muito breve, muito breve.

Paulo, nos dá uma orientação sábia de como viver:” capacidade de adaptação às realidades sem perder a própria identidade”, “por causa do evangelho fazer-se  tudo para ter parte nele” .

O evangelho nos mostra que eram numerosas os doentes  que eram levadas para Jesus. Nos pede para que sejamos sempre solidários com os que sofrem.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco

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