21 de janeiro Memória de Santa Inês, virgem e mártir

21 de janeiro Memória de Santa Inês, virgem e mártir

Inês, romana, não tinha 16 anos quando foi posta diante da alternativa entre Cristo e sua vida terrena; sem hesitação ela escolheu seu esposo celeste, com quem pelo martírio se encontrou para sempre como desejava. A história de seu martírio adquiriu grande popularidade e foi transmitida pelo Papa Dâmaso, por Santo Ambrósio, Prudêncio e outros escritores eclesiásticos antigos.

Certa vez o filho do prefeito de Roma foi tentar contra a pureza de Inês que o desprezou e por isso delatou-a como cristã. Para puni-la foi levada a um bordel e nenhum homem ousou aproximar-se dela. Um, que se atreveu a fazê-lo, caiu a seus pés, sem vida. Então, decapitaram-na.

Sobre o martírio de Santa Inês, ocorrido no dia 21 de janeiro entre os séculos III e IV, Santo Ambrósio afirmou: “Em um corpo tão pequeno, havia lugar onde ferir? As meninas da sua idade não resistem ao olhar repreensivo dos pais e a picada de uma agulha as faz chorar. Inês, porém, oferece o corpo inteiro ao fio da espada que o carrasco vibra com todo o furor sobre ela”.

Ainda hoje, em Roma, um rito antigo perpetua a lembrança deste exemplo de pureza. Na manhã do dia 21 de janeiro são benzidos dois cordeiros e, depois, oferecidas ao Papa as lãs deles para servir de pálio aos arcebispos. Essa antiquíssima cerimônia se desenvolvia na Basílica de Santa Inês, construída na Via Nomentana por Constantina, filha do Imperador Constantino, pelos anos de 345, mais ou menos. É padroeira das meninas adolescentes.

Deus eterno e todo-poderoso, que escolheis as criaturas mais frágeis para confundir os poderosos, dai-nos, ao celebrar o martírio de Santa Inês, a graça de imitar sua constância na fé. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

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