Mestre, onde moras?

A liturgia do 2º Domingo do Tempo Comum propõe-nos uma reflexão sobre a nossa disponibilidade para acolher os apelos de Deus no seguimento  de Jesus Cristo. Trata-se de um domingo vocacional, embora estejamos no início do tempo comum.

A primeira leitura apresenta-nos a história do chamado de Samuel. O texto nos deixa pistas de como Deus vai nos chamando: num primeiro momento de forma obscura, parece soar de longe a voz. Depois mais intensa, já não é mais longínqua. Na terceira, tem o auxílio de alguém, que orienta como deve proceder. Precisamos estar sempre atentos e encontrarmos pessoas certas sem nossa estrada para tomar decisões acertadas. Também, precisamos perceber: é sempre Deus quem chama. É também Ele que vem ao encontro do homem. Chama pelo nome, e tantas vezes quantas forem necessárias. Ao homem é pedido que se coloque numa atitude de total disponibilidade para escutar a voz e acolher os desafios de Deus(cf. 1Sm 3,3-10.19).

O Evangelho descreve o encontro de Jesus com os seus primeiros discípulos. Responde algumas dúvidas: Quem é “discípulo” de Jesus? E quem pode integrar a comunidade de Jesus? No olhar de João, o discípulo é aquele que é capaz de reconhecer no Cristo que passa o Messias. Responde  que está disponível para seguir Jesus no caminho do amor e da entrega, que aceita o convite de Jesus para entrar na sua casa e para viver em comunhão com Ele, que é capaz de testemunhar Jesus e de anuncia-lo aos outros irmãos. O caminho da resposta é seguir (cf. Jo 1,35-42).

Na segunda leitura, Paulo vai nos falar do corpo, nos alerta sobre o risco da imoralidade. Paulo apela aos cristãos de Corinto a viverem de forma coerente com o chamado de Deus. Paulo, nos lembra que nosso corpo é membro de Cristo. No crente que vive em comunhão com Cristo deve manifestar-se sempre a vida nova de Deus, Paulo aponta para um problema específico m Corinto.(cf. 1Cor6,13-15.17-20).

Aplicando isto em nossa vida:

A cada ser humano Deus chama para atuar de maneira diferente. No caminho de nossas comunidades estamos todos a serviço.  O trecho do evangelho de hoje foi o texto que escolhi para o dia de minha ordenação, pois ele foi a história de minha vocação.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco

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