“Eis o meu servo, o meu filho amado”

A liturgia deste domingo, segundo o profeta Isaias e o evangelho de Marcos, responde a uma pergunta  que a poucos dias fazíamos: Quem é este Menino que atraiu tantas atenções? A finalidade é mostrar que Ele o “Servo”  e o “Filho Amado” do Pai. Em outras palavras: apresentar o projeto Salvador de Deus.

Neste domingo, celebramos o Batismo de Jesus às  margens do Jordão. Como já afirmamos: , para os que creem, revela-se o Filho amado de Deus, que veio ao mundo enviado pelo Pai, com a missão de salvar e libertar os homens. Jesus se faz  um de nós, partilhou a nossa fragilidade e humanidade, libertou-nos do egoísmo e do pecado e empenhou-se em promover-nos, para que pudéssemos chegar à vida em plenitude.

A primeira leitura, o profeta Isaias,  anuncia um misterioso “Servo”, escolhido por Deus e enviado aos homens para instaurar um mundo de justiça, para abrir os olhos aos cegos,  libertar os cativos da prisão, e ser o centro da aliança. Investido do Espírito de Deus, ele não usará a força, mas virá  missão com humildade e simplicidade, sem recorrer ao poder, à imposição, à prepotência, pois esses esquemas não são os de Deus (cf. Is 42,1-4,6-7

No evangelho aparece a concretização da promessa profética: Jesus é o Filho/”Servo” enviado pelo Pai, sobre quem repousa o Espírito e cuja missão é realizar a libertação dos homens. Obedecendo ao Pai, Ele tornou-se pessoa, identificou-se com as fragilidades dos homens, caminhou ao lado deles, a fim de os promover e de os levar à reconciliação com Deus, à vida em plenitude (cf. Mc 1, 7-11)

A segunda leitura, através das palavras de Pedro,  afirma que Deus não faz distinção de pessoas. Acolhe os que praticam a justiça.

Pedro diz que Deus outrora falou aos israelitas, e que agora tem falado por meio de seu Filho, que  “passou pelo mundo fazendo o bem” e libertando todos os que eram oprimidos. É este o testemunho que os discípulos devem dar, para que a salvação que Deus oferece chegue a todos os povos da terra(cf. At 10, 34-38).

Também a nós cabe acolher Jesus, como porta voz da vida nova. Recordemos nesse dia o nosso Batismo, que foi o começo de nossa experiência cristã.

Pe. Mário Pizetta, ssp

pároco

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