Mensagem da semana 21 – 11

“VINDE, BENDITOS DE MEU PAI!”X “AFASTAI-VOS DE MIM, MALDITOS!”

Com este domingo, o último do tempo Comum, ano A, celebramos a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo. As leituras deste domingo falam-nos do Reino de Deus, nos revelam o caminho de como conquistá-lo.  Jesus, nosso Rei, nos mostra um reinado diferente e quis que todos os seus seguidores, inicialmente os discípulos, depois, toda a humanidade, fossem trabalhadores na construção desse Reino na  história, até que Ele venha definitivamente.

Na primeira leitura encontramos no texto de Ezequiel, a imagem de um Deus Pastor que zela pelas suas ovelhas, vai ao encontro das perdidas, cuida daquela que se machucou. Vemos a imagem de um Deus que estabelece uma relação  de amor com os homens. A imagem sublinha a autoridade de Deus, seu papel na condução do seu Povo pelos caminhos da história; e expressa, a preocupação, o carinho, o cuidado, o amor de Deus pelo seu Povo (cf. Ez 34,11-17)

O Evangelho, através de uma parábola, apresenta-nos, o julgamento final. Nos mostra os critérios de um julgamento. Ali não haverá desculpas, jeitinhos. Tudo será transparente. Jesus questionará  os seus discípulos e discípulas  de como eles viveram o amor com os seus irmãos, sobretudo com os pobres, os famintos, os sem teto, os injustiçados os débeis, os desprotegidos. Não serão levadas em consideração as grandes obras, mas os pequenos gestos, como o egoísmo, o fechamento em si próprio, a indiferença para com o irmão que sofre. No reino de Jesus  não haverá lugar para estes. Quem insistir em conduzir a sua vida por esses critérios ficará à margem do Reino ( Mt 25,31-46)

Na segunda leitura, Paulo, lembra aos cristãos que o fim último da caminhada de todo batizado é a participação nesse “Reino de Deus”, da vida plena, para o qual Cristo nos conduz. Cristo faz parte dos primeiros frutos, depois todos aqueles que participaram ativamente do projeto de Jesus, que  foram solidários com Cristo. Deus manifestar-se-á em tudo e atuará como Senhor de todas as coisas (cf. 1Cor 15,20-26.28).

Meu irmão e minha irmã, vamos conversar abertamente, seria muito desolador neste grande dia, escutarmos do Senhor esta expressão: “Não vos conheço”, “Afastai-vos de mim, malditos!”. Estejamos atentes a esta advertência que Jesus nos faz. Lembremo-nos: Deus nos reconhecerá  no dia do juízo pelas obras de misericórdia praticados. Vamos nos ajudar, uns aos outros, para reunir tesouros onde a ferrugem e a traça não destruam os nossos tesouros.

Pe. Mário Pizetta, ssp

Pároco

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