“Não Sabemos o dia nem a hora”

O 32º Domingo do Tempo Comum, Ano A, nos convida  a pensar sobre o fim de nossa existência. Jesus  está utilizando uma parábola para explicar a importância da  vigilância. “Vigiai, pois não sabeis o dia nem a hora”(cf. 25,1-13). Vigiar é permanecer em estado de alerta. Precisamos estar sempre conscientes, atentos, pois não sabemos quando o Senhor virá. “ O Reino dos Ceús pode ser comparado a dez moças que, levando consigo suas lamparinas, saíram para formar o séquito do noivo”( Mt25,1).Este domingo nos leva a pensar na segunda vinda do Senhor Jesus, um horizonte que nos leva ao  final da história humana. Caminhar pela vida sempre atentos ao Senhor que vem e com o coração preparado para o acolher quando ele bater a nossa porta.

Na segunda leitura, Paulo garante aos cristãos de Tessalônica que Cristo virá de novo para concluir a história humana e para inaugurar a realidade do mundo definitivo. Somos criaturas portadores de esperança. Todo aquele que tiver aderido a Jesus e  tiver se identificado com Ele irá ao encontro do Senhor e permanecerá com Ele para sempre(cf. 1Ts 4,13—18).

O Evangelho nos adverte que devemos “estar preparados” para acolher o Senhor quando Ele vier. Estar preparados significa: manter-se fiel:  viver dia a dia na fidelidade aos ensinamentos de Jesus. Manter-se vivo e comprometer-se com os valores do Reino. Não deixar a lâmpada da fé se apagar. Acender as lâmpadas com  o óleo da fé, fraternidade e justiça. Quando nossos corações estiveram cheios de alegria, podemos esperar Cristo. Como o exemplo das cinco jovens “sensatas” que levaram azeite suficiente para manter as suas lâmpadas acesas enquanto esperavam a chegada do noivo. Recordemos que  permanecer  nos valores do Evangelho nos assegura a participação no banquete do Reino. Sejamos também sensatos. (cf. Mt 25,1-13).

A primeira leitura apresenta-nos a “sabedoria”, dom gratuito e incondicional de Deus para o homem. Ela está em todo lugar. Podemos encontra-la nos mais diversos ambientes. Deus nos dá  a sabedoria para encontrarmos a verdadeira felicidade do homem e põe à disposição dos seus filhos a fonte de onde jorra a vida definitiva. Ao homem resta estar atento, vigilante e disponível para acolher, em cada instante, a vida e a salvação que Deus lhe oferece(cf. Sb 6,12-16)

Diante de tudo o que escutamos,  vemos que nosso fim estará ligado e dependerá do caminho  que cada um fez ao longo da vida. A  morte é uma conseqüencia da vida,  prudente ou descuidada que tenha levado neste mundo. As moças desatentas, são as que têm escutado a mensagem de Jesus, mas não a praticaram. As moças vigilantes,  são as que têm traduzido a mensagem em sua vida, por isso entraram ao banquete do Reino.

 O Concílio Vaticano II, referindo-se a esta comparação do noivo e da noiva,  pronuncia estas palavras: «A Igreja, também é descrita como esposa imaculada do Cordeiro imaculado, a quem Cristo amou e entregou-se por ela para santifica-la, a uniu com Ele num pacto eterno, e incessantemente alimenta e cuida dela. Livre de toda mancha, quis ela unida a Ele e submissa pelo amor e a fidelidade».

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco

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