1º de novembro Solenidade de Todos os Santos

1º de novembro Solenidade de Todos os Santos

No Brasil, por determinação da CNBB e autorização da Santa Sé, esta solenidade é celebrada no domingo seguinte, caso o dia 1º não caia em domingo. Quando, porém, o dia 2 de novembro cai em domingo, celebra-se a solenidade de Todos os Santos no sábado, dia 1º de novembro.

Hoje a Igreja militante honra a Igreja triunfante “celebrando numa única solenidade todos os santos” para render cumulativamente homenagem àquela multidão de santos que povoam o Reino dos céus. A epístola repete as palavras de são João no Apocalipse: “E vi uma grande multidão, que ninguém podia contar, de todas as gentes e tribos e povos e línguas…”. Aquela grande multidão “que está diante do Cordeiro” compreende todos os servos de Deus, aos quais a Igreja decretou a canonização, e todos os que – em número imensamente superior – conseguiram a salvação, com a eterna visão beatífica de Deus.

Deus prometeu de fato dar a eterna bem-aventurança aos pobres no espírito, aos mansos, aos que sofrem e aos que têm fome e sede de justiça, aos misericordiosos, aos puros de coração, aos pacíficos, aos perseguidos por causa da justiça e a todos os que recebem o ultraje da calúnia, da maledicência, da ofensa pública e da humilhação. Hoje todos esses santos que tiveram fé na promessa de Cristo, a despeito das fáceis seduções do mal e das aparentes derrotas do bem, “alegram-se e exultam” pela grande recompensa dada por um Rei incompreensivelmente misericordioso e generoso. E a Igreja militante, unida pelo indissolúvel vínculo da caridade com os filhos que passaram “à melhor vida”, honra-os com particular solenidade.

A origem desta solenidade remonta ao século IV. Em Antioquia celebrava-se uma festa por todos os mártires no primeiro Domingo depois de Pentecostes. A celebração foi introduzida em Roma, na mesma data, no século VI, e cem anos após era fixada no dia 13 de maio pelo papa Bonifácio IV, em concomitância com o dia da dedicação do Panteão a Nossa Senhora e a todos os mártires. O monumento pagão assumiu o nome cristão de Santa Maria dos Mártires. Naquele dia, durante a missa, fazia-se chover uma chuva de rosas vermelhas. No ano de 835 esta celebração foi transferida pelo papa Gregório IV para 1º de novembro, provavelmente por motivos de simples comodidade, isto é, porque após a colheita do outono era mais fácil arrecadar comida e bebida para a grande multidão de peregrinos que acorriam a Roma naquela oportunidade.

Deus eterno e todo-poderoso, que nos dais celebrar numa só festa os méritos de todos os Santos, concedei-nos por intercessores tão numerosos a plenitude da vossa misericórdia. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

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