O Maior de todos os mandamentos

A Palavra de Deus, deste 30º domingo do tempo comum, ano A, nos diz  clara e objetivamente  que o amor está no centro da experiência cristã. Deus nos pede  que o amor que tributamos a Ele seja o mesmo ao próximo. Para os que creem, é  necessário  mergulhar nesse seu amor. Vejamos as leituras:

O Evangelho nos apresenta mais uma provocação dos fariseus e mestres da lei com Jesus: “Qual é o maior mandamento?” Jesus resumirá toda lei : “Amar a Deus e ao próximo”, tudo se resume no amor. Os dois mandamentos não podem separar-se. “Amar a Deus” é permitir que o Senhor seja absoluto em nossa história, sem deixar que outras forças interfiram ou impeçam de atingi-lo.

Amar a Deus é fazer a sua vontade. Não podemos amar a Deus sem estabelecer com os irmãos relações de amor, justiça,  solidariedade, partilha, serviço, até, se assim for necessário, a própria vida. Aí não haverá lugar para o egoísmo, para dominação do próximo, como nos é dito na 1ª leitura, e  nem espirito de competição. Esse amor também manterá  a pessoa em estado contínuo de alerta diante dos apelos desenfreados do mundo prazer.  Estes dois mandamentos devem nos manter sempre abertos a comunhão. Jesus simplifica as práticas religiosas. O amor a Deus purifica e prepara o coração humano  para o amor ao outro.  Além disso, tudo se torna complemento. Aplicação à vida prática dessas duas coordenadas fundamentais da vida cristã(cf. Mt 22,34-40)

 A primeira leitura garante-nos que Deus não aceita a proliferação  de situações intoleráveis sobretudo de injustiças, arbitrariedades, opressão, e desrespeito pelos direitos e pela dignidade dos mais pobres e dos mais fracos. Diz o Senhor: “Se os maltratardes, ouvirei o seu clamor.  A título de exemplo, a leitura fala da situação dos estrangeiros, dos órfãos, das viúvas, vítimas da especulação dos usurários: qualquer injustiça ou arbitrariedade praticada contra um irmão mais pobre ou mais fragilizado é um crime grave contra Deus, que nos afasta da comunhão com Deus e nos coloca fora da círculo  da Aliança (cf. Ex 22,20-26)

A segunda leitura apresenta-nos o exemplo de uma comunidade cristã, a de Tessalônica que, apesar da hostilidade e da perseguição, aprendeu a caminhar com Cristo e com Paulo, o caminho do amor e do dom da vida. Caminho cumprido na alegria e na dor, tornando-se semente de fé e de amor, dando frutos em outras comunidades cristãs do mundo grego. Dessa experiência comum, nasceu uma imensa família de irmãos, unida à volta do Evangelho e espalhada por todo o mundo grego(cf. 1Ts 1,5c-10). Questões:

1) Perguntemo-nos: Eu amo a Deus? Minhas atitudes revelam que eu sou capaz de amar a Deus e aos irmãos. Identifico em minhas ações,  atitudes que revelam que vivo estes dois mandamentos?

2) Uma pergunta, muito válida hoje: como nos colocamos diante destes 25.000 irmãos que caminham pela nossa cidade de São Paulo?  As vezes vejo que muitos paroquianos são solidários com estas realidades, o que é muito bom, mas precisamos lutar pelas políticas públicas em nossa cidade. As políticas públicas dão dignidade às pessoas.

3) Para Paulo, Tessalônica, era uma comunidade modelo, podemos dizer isso em relação a nossa comunidade?

 Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco

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