Nossos compromissos com Deus e a sociedade

“Dai, a Cezar o que é de Cesar  e  a Deus o que é de Deus” é  forte expressão da liturgia do 29º Domingo do Tempo Comum, ano A. Um domingo que nos  convida a refletir como podemos nos situar diante das realidades Deus, o Senhor da história,  e as realidades do mundo, nossa realidade política. Deus é a nossa prioridade e  é a Ele que devemos submeter toda a nossa existência, mas avisa-nos também que Deus nos convoca a um compromisso efetivo com a construção do mundo com o trabalho humano.

O Evangelho nos mostra como os fariseus procuravam uma forma de fazer Jesus cair em alguma contradição. Trazem os partidários de Herodes para atentar Jesus, mas Jesus percebendo a hipocrisia dos fariseus e a armação que querem aprontar sobre ele, pede  uma moeda cunhada com símbolo do Imperador e faz uma pergunta, um tanto indigesta: “de quem é esta moeda?”, Jesus tomando a moeda pela mão

Responde com força: “Dai, a Cesar o que é de Cesar, e a Deus o que é de Deus”. Jesus reconhece que Deus é o Senhor da vida, por isso deve devolver ao povo a vida. Jesus nos ensina que é precisa combater tudo o que oprime o povo. Não estamos isentos dos compromissos civis com a comunidade em que estamos inseridos. O que pertence a Deus devemos entregar tudo a Ele, entregar toda nossa  existência nas mãos de Deus. Tudo o resto deve ser relativizado, inclusive,  a submissão ao poder estabelelecido (cf. Mt 22,15-21).

A primeira leitura nos ajuda compreender  que Deus é o verdadeiro Senhor da história e é Ele quem conduz a caminhada do seu Povo rumo à felicidade e à realização plena. Os homens que atuam e intervêm na história são apenas os instrumentos de que Deus se serve para concretizar os seus projetos de salvação (cf. Is 45,1.4-5)

A segunda leitura, Paulo identifica e incentiva a comunidade de Tessalônica  a viver o tripé cristão: fé, a caridade e a  esperança. Uma comunidade cristã que colocou Deus no centro do seu caminho e que, apesar das dificuldades, se comprometeu de forma corajosa com os valores e os esquemas de Deus. Eleita por Deus para ser sua testemunha no meio do mundo, vive fundamentada numa fé ativa, na caridade  e numa esperança inabalável (cf. 1Ts 1,1-5)

Hoje celebramos o dia mundial das Missões, trago alguns pontos que o papa Francisco traz em sua mensagem:

  1. O título> “Eis-me aqui”(Is 6,8) Todos nós batizados somos chamados a missão, ou seja ermos missionários.
  2. Lembra que o mundo foi surpreendido por uma tempestade inesperada,
  3. Não podemos mais continuar a viver cada um na sua estrada. Caminhando sozinhos ficamos assustados, desorientados e temerosos.
  4. Precisamos passar do mundo do “EU”, para o mundo do “”Nós”
  5. Igreja em saída, não é um programa, mas um deixar-se conduzir pelo Espirito..
  6. A missão é resposta, livre e consciente e só sentido quando fazemos nosso encontro com Deus.

Pe. Mário Pizetta, ssp

Pároco

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