5 de outubro – Memória Facultativa de São Benedito, o Negro, religioso

5 de outubro – Memória Facultativa de São Benedito, o Negro, religioso

Nascido em 1526 na Sicília. Manifestou desde os 10 anos uma pronunciada tendência para a penitência e para a solidão. Foi chamado de o santo Mouro por causa de sua cor preta. Guardando rebanhos, entregava-se à oração; os maus tratos que recebia dos companheiros foram a ocasião para se voltar com mais fervor para Jesus, fonte de toda consolação. Aos 18 anos, com o fruto de seu trabalho, provia a si mesmo e aos pobres. Um jovem senhor, Jerônimo Lanza, vendo como o tratavam seus companheiros por causa de sua piedade, chamou-o para o eremitério em que vivia, e ele o seguiu; tinha então 21 anos.

A vida de Benedito tornou-se um exercício contínuo de todas as virtudes e Deus lhe concedeu o dom de operar milagres. Após a morte de Jerônimo, os eremitas escolheram Benedito para superior; mas como o papa Pio IV tivesse tirado a autorização dada pelo papa Júlio III, Benedito e os seus eremitas, pessoas obedientes, se separaram. Dirigiu-se Benedito aos frades menores da Observância no Convento de Santa Maria de Jesus, onde foi recebido como simples irmão leigo. Depois de ter sido mandado para o Convento de Sant’Ana de Giuliana, onde viveu por 3 anos, voltou para Santa Maria de Jesus, onde passou o resto de sua vida.

Apenas chegado a Santa Maria, foi encarregado da cozinha pelo Superior. Realizou Deus aí, por seu intermédio, diversos milagres. Em 1578, o capítulo geral o nomeou Guardião. Como não sabia nem ler nem escrever, suplicou que afastassem dele esse cargo, no que não foi atendido, apelando-se para a santa obediência. A sua conduta no cargo justificou plenamente a escolha dos superiores. Foi respeitoso para com os padres, caridoso para com os irmãos leigos, condescendente para com os noviços e foi por todos respeitado, amado e obedecido, sem que ninguém tentasse abusar de sua humildade. Dava a seus religiosos o exemplo de todas as virtudes. Era sempre o primeiro no coro e nos exercícios da comunidade, o primeiro na visita aos doentes e no trabalho manual. Na direção do noviciado demonstrou uma grande doçura e consumada prudência; os noviços tiveram nele um guia seguro, um pai cheio de ternura e um excelente mestre da Escritura, cujas leituras do Ofício lhes explicava com surpreendente facilidade.

São Benedito tinha manifestamente o dom da ciência infusa acontecendo-lhe de dar respostas luminosas a mestres em teologia que o vieram consultar. A este dom unia também o da penetração dos espíritos e dos corações. Terminado o tempo de seu cargo, voltou novamente ao ofício de cozinheiro, felicíssimo de reencontrar a vida obscura e oculta, objeto de todos os seus desejos.

Em 1589 caiu gravemente doente, e Deus lhe revelou que seu fim estava próximo. Na recepção dos últimos sacramentos experimentou como que um antegozo das alegrias celestes. Morreu docemente no dia 4 de abril.

Ó Deus, que em São Benedito, o Negro, manifestais as vossas maravilhas, chamando à vossa igreja homens de todos os povos, raças e nações, concedei, por sua intercessão, que todos, feitos vossos filhos e filhas pelo batismo, convivam como verdadeiros irmãos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

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