A Vinha do Senhor: Nossa Casa Comum

O 27º Domingo do Tempo Comum, Ano A, celebrado com o dia de São  Francisco de Assis, nos mostra  a imagem da “vinha de Deus” como nossa casa Comum. Por meio da Liturgia da palavra vemos como o povo de Israel não soube ser uma vinha que produziu bons frutos. Olhando para o evangelho vemos Jesus que faz uma forte crítica sobre sua rejeição. Paulo, na segunda leitura, nos mostra o caminho que devemos seguir para não sermos uma vinha que produza frutos amargos, Deus nos pede  frutos de amor,  paz,  justiça, de bondade e misericórdia. Vamos às leituras.

Na primeira leitura, o profeta Isaías nos fala  do amor e da solicitude de Deus pela sua “vinha”. Amor e solicitude  não podem ter como contrapartida frutos de egoísmo e de injustiça . O Povo de Javé tem de deixar-se transformar pelo amor sempre fiel de Deus e produzir os frutos bons que Deus aprecia – a justiça, o direito, o respeito pelos mandamentos, a fidelidade à Aliança (cf. Is 5,1-7)

No Evangelho, Jesus retoma a imagem da “vinha”. Faz duras críticas aos líderes judaicos de se apropriarem em benefício próprio da “vinha de Deus” e que se recusaram sempre a oferecer a Deus os frutos que Lhe eram devidos. Jesus anuncia que a “vinha” vai ser-lhes retirada e vai ser confiada a trabalhadores que produzam e que entreguem a Deus os frutos que Ele espera. Jesus nos mostra como os profetas, sofreram  perseguição.  A frase: “a pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular (cf. Mt 21.-33-43).

Na segunda leitura, Paulo exorta os cristãos de Filipos, a ocuparem-se com tudo o que verdadeiro, respeitável, justo, honroso, amável, puro, tudo que é virtuoso, que são os frutos da vinha do Senhor(cf.Fl.4,6-9).

Neste domingo também lembramos um dos maiores Santos da Igreja, São Francisco, que via na pobreza, o caminho de Deus. Nosso querido Papa Francisco  está alertando o mundo sobre a importância de cuidarmos bem da casa Comum, nosso planeta Terra.  Diante do quadro que vemos hoje em nosso planeta, necessitamos urgentemente de mudar nossa mentalidade para um cuidado maior de nossa casa comum. Ser humano e Natureza, entendida como o conjunto de todas as aguas, plantas , animais terrestres e aquáticos. Nossos recursos naturais estão se extinguindo. A natureza precisa se recompor. Desmatamento, uso excessivo de produtos químicos, poluição, estão causando aquecimento global, por isso esse desiquilíbrio que vemos: frio/ calor/ doenças. Precisamos compreender que não somos universos separados, mas integrados e unidos. É, é neste equilíbrio que  precisamos caminhar.

Hoje, a Igreja, também é pedra rejeitada, sobretudo  quando busca conscientizar seus fiéis a tomarem consciência sobre certos problemas.

Deixo-vos uma pergunto: na minha vida: que tipos de frutos estou produzindo?

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco

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