Perdoar é um ato de Amor

A Palavra de Deus do 24º Domingo do Tempo Comum nos propõe uma reflexão sobre o perdão. Mostra-nos um Deus que ama sem cálculos, limites e sem medida,  e convida-nos a assumir uma atitude semelhante para com os irmãos que, dia a dia, caminham ao nosso lado.

O Evangelho começa com uma pergunta de Pedro: quantas vezes devo perdoar o meu irmão que pecar contra mim? Jesus responde: “setenta vezes sete”, para dizer: deve perdoar sempre, de forma total, ilimitada e absoluta, e contou uma parábola: um patrão resolveu acertar as contas com os seus empregados. Veio o primeiro que lhe devia uma enorme fortuna, este como não tinha como pagar, suplicou, e foi perdoado. Saindo daí este empregado encontrou um seu companheiro que lhe devia uma quantia não muito grande. O mesmo também suplicou misericórdia, mas empregado  não perdoou, bateu nele, colocou-o  na prisão. As pessoas ficaram sabendo desta atitude e relataram isto ao patrão. O patrão chamou este empregado, depois de o advertir, o condenou. E jesus concluiu: é assim que o Pai procederá, se cada um não perdoar o seu irmão (cf. Mt 18,21-35).

“O perdão é um dom, uma graça que procede do amor e da misericórdia de Deus. Em Jesus vemos que o perdão não tem limites, sempre e quando o arrependimento seja sincero e verdadeiro”.

Na primeira leitura fala-nos de dois comportamentos pecaminosos: a ira e o rancor. Sentimentos maus, que não fazem parte da felicidade e  realização do homem. “ Mostra como é ilógico esperar o perdão de Deus e recusar-se a perdoar o irmão; e avisa que a nossa vida nesta terra não pode ser prejudicada com sentimentos, que levam a infelicidade e sofrimento” (cf. Ecl 27.33-28,9).

Na segunda leitura, Paulo, vai nos dizer que vivos ou mortos pertencemos a Cristo. Pertencemos a Cristo na medida que amamos. A comunidade cristã necessita  ser o lugar do amor, onde acontece o  respeito pelo outro, a  aceitação das diferenças, do perdão. Ninguém deve desprezar, julgar ou condenar os irmãos que têm perspectivas diferentes. Os seguidores de Jesus devem ter presente que há algo de fundamental que os une a todos: Jesus Cristo, o Senhor. Tudo o resto não tem grande importância (cf. Rm 14,7-9).

O salmo de meditação nos convida a olhar o Senhor: bondoso e compassivo. As leituras nos convidam para um caminho de perdão, da misericórdia. Perdoar é mais do que esquecer, é ter coragem de ir ao encontro do outro e levantá-lo. Para perdoar precisamos nos converter. Na oração do Pai Nosso rezamos: “ Perdoai as nossas ofensas como nós perdoamos a quem nos ofendeu”. Perdoar para vivermos em paz.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco

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