Corrigir é um Ato de Amor

Neste domingo a palavra de Deus sugere-nos uma reflexão sobre a nossa responsabilidade com os nossos irmãos, aqueles que estão próximos de nós e dos caminhos de nossa humanidade, por exemplo a nossa casa comum. Com clareza afirma, que ninguém pode ficar indiferente diante daquilo que ameaça a vida e a felicidade de um irmão, sobretudo quando cai no erro. Somos responsáveis uns pelos outros. Não podemos viver na indiferença, no isolacionismo.

A primeira leitura, Ezequiel,  que é o profeta da esperança,  fala-nos de que Deus age por meio do profeta como um “vigia”, um sentinela que cuida da cidade dos homens. O profeta está atento aos projetos de Deus e à realidade do mundo. Ele tem a missão de  denunciar tudo aquilo que está se desviando dos planos de Deus e a impedindo  a felicidade da humanidade. Como sentinela, alerta a comunidade para os perigos que a ameaçam. Paralelamente cada um de nós torna-se um sentinela da sociedade(cf. Ez 33,7-9).

O Evangelho nos oferece a pedagogia de como podemos agir com relação a correção fraterna. Não podemos condenar, mas ajudar cada irmão a tomar consciência dos seus erros. Corrigir é um ato de amor, deixar no erro é um sinal de indiferença. Acolher não significa compactuar com o erro do outro. Acolher é um passo para uma possível abertura ao outro, o começo de uma mudança. Omitir-se diante das injustiças, da defesa da vida, também torna-se uma atitude de indiferença. Denunciar é  um dever que resulta do mandamento do amor. Quem ama não tolera as injustiças. Jesus ensina, que o caminho correto para atingir esse objetivo não passa pela humilhação ou pela condenação de quem falhou, mas pelo diálogo fraterno, leal, amigo, que revela ao irmão que a nossa intervenção resulta do amor (cf. Mt 18,15-20).

Na segunda leitura, Paulo relaciona o amor e a lei. O amor é o cumprimento perfeito da lei. Paulo exorta  os cristãos de Roma e consequentemente a cada um de nós a colocar no centro da existência o mandamento do amor, quando não amamos o nosso irmão, ficamos em débito, ficamos com  uma “dívida” com  os nossos irmãos, e que nunca estará completamente paga (cf. Rm 813,8-10).

A  luz das leituras, nos perguntamos:

a. Vivemos para nós mesmos ou partilhamos a nossa vida com os outros?

b. Diante de um erro do meu irmão, fico indiferente ou me preocupo com ele?

Neste mês de setembro, dedicado a Bíblia, vamos recordar que sua Palavra é “viva e eficaz”, serve para “ensinar, corrigir, refutar e educar na justiça”.  Convido a cada um de vocês a mergulharem no conhecimento da escritura sagrada. Encontramos ali, palavras de conforto.

Atenciosamente, Pe. Mário Pizetta, ssp – Pároco

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