7 de setembro – Santa Regina, virgem e mártir

7 de setembro – Santa Regina, virgem e mártir

É possuidora de um culto muito antigo. O manuscrito de Berna do Martirológio Jeronimiano assim se exprime: “No território da cidade eduana, em Alísia, morte de Santa Regina, mártir”. Isso supõe um culto em Alísia, antes de 628. O duplo testamento de Widerade, fundador da abadia beneditina de Flavigny, perto de Alísia (Costa do Ouro), mostra que por volta de 750 a Santa tinha uma basílica em sua honra, em Alísia, onde se achavam suas relíquias. Segundo as leituras litúrgicas do século IX, publicadas por um maurino, Dom Viole, em 1653, o corpo de Regina ficara algum tempo no lugar do martírio, fora de Alísia. Levado depois para a cidade, foi colocado num sarcófago de pedra, sobre o qual se edificou uma basílica, que se tornou lugar de peregrinação. Um mosteiro foi construído perto. Também uma igreja paroquial.

As relíquias de Santa Regina deram margem a muitas discussões. Acreditava-se estar seu corpo em Osnabruck, em 1648, por ocasião das negociações do tratado de Vestfália, o duque de Longueville conseguiu uma relíquia para Alísia. Mas Flavigny protestou. Em 1649, um médico constatou que o osso do braço (rádio) trazido de Osnabruck já se achava em Flavigny. Em 1693 o Bispo de Atum impôs silêncio aos dois partidos, autorizando um e outro a expor suas relíquias. Em 1652, publicou-se um próprio de Osnabruck, no qual se substituiu em toda parte a Regina de Alísia por uma Regina companheira de Santa Úrsula, substituição inteiramente arbitrária. O Martirológio Romano diz, no dia 07 de setembro: “Em Alísia, no território de Autum, Santa Regina virgem e mártir, que, sob o procônsul Olíbrio, sofreu os suplícios do cárcere e outros. Por fim, foi degolada e voou para junto do esposo”.

Deus, nosso Pai, Jesus morreu porque ousou chamar a Deus de Pai e proclamar que todos somos irmãos. Por isso não devem existir senhores nem escravos, dominadores nem dominados, tampouco exploradores e explorados. Todos, indistintamente, têm o direito de sentar-se à mesa da vida e comer do pão com dignidade. Amém.

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