Não Podemos Vacilar na Evangelização

Não Podemos Vacilar na Evangelização

O 19º Domingo do Tempo Comum, ano A tem como tema fundamental a revelação do amor de Deus. Fala-nos de um Deus disposto a caminhar, de mãos dadas com os homens nos  caminhos da história.

A primeira leitura reporta ao profeta Elias, que abandona a aparente segurança da gruta e vai escutar o Senhor sobre o monte. Passa o vento, o terremoto e o fogo, mas Deus não estava. Deus estava na brisa suave. O texto nos alerta que precisamos estar atentos às manifestações de Deus. O Senhor, de preferência,  não se revela  nas manifestações espetaculares, mas no encontro pessoal. Para ter este encontro precisamos da humildade, simplicidade e interioridade.

No Evangelho Mateus nos relata que depois da multiplicação dos pães, Jesus pede para os discípulos pegarem a barca e irem para a outra margem. Jesus está  no monte em oração. Um certo momento, a barca,  que é a Igreja, comunidade, é agitada pelo vento. Jesus aparece caminhando sobre às aguas, os discípulos se assustam, Jesus os tranquiliza. Pedro questiona se é Jesus. Jesus o manda ir ao seu encontro, mas o inesperado, Pedro começa a se afundar. Jesus o salva e o adverte: “homem fraco na fé”. Aprendemos deste relato que a caminhada da Igreja, da comunidade temos sempre dificuldades, desafios no caminho da evangelização.  Para vencê-los não podemos duvidar da presença de Deus. Nessa “viagem”, não estamos  sozinhos, à mercê das forças da morte. Jesus, o Deus do amor e da comunhão vem ao encontro dos seus filhos e filhas, estendendo-lhes a mão, dando força para vencer a adversidade, a desilusão, a hostilidade do mundo, cabe ao homem de fé  reconhecê-lo,  acolhê-lo e sobretudo aceitá-lo como “o Senhor”.

A segunda leitura, Paulo afirma que sente dentro dele uma tristeza e uma dor imensa: Paulo, sendo judeu, não pode imaginar que o próprio judeu tenha rejeitado Cristo. Muitas vezes em nossas famílias acontece isto, os pais procuraram educar seus filhos na fé, mas algumas vezes os filhos abandonam a orientação dos pais. Muitas vezes também nós cristãos rejeitamos Jesus. Rejeitamos Cristo quando nos afastamos de seus ensinamentos. Quando nos deixamos levar pelos interesses do mundo. Vejamos agora neste exemplo da pandemia; quantas vidas ceifadas por interesses meramente econômicos. Lições para este domingo:

1. Precisamos ficar atentos para perceber como e onde Deus nos fala. Vamos a um caso prático: escutei de muitas pessoas: essa pandemia não é um sinal de Deus para  humanidade. Deus não deseja o mal do homem, mas às vezes as próprias ações do homem provocam as desgraças.

2. Do evangelho  aprendemos que a evangelização é dinâmica. Precisamos ir ao outro lado, sem ter medo. Superar as resistências. A imagem de Pedro afundando é muito forte, ele representa todo aquele que diante das dificuldades, dos desafios perde a confiança em Deus.

Por fim, neste segundo domingo de agosto,  a Igreja nos lembra a vocação familiar, de modo especial o pai. Olhando para a realidade hoje, vemos que os homens tiveram que se reeducar na missão de pai. Gosto sempre de recordar: O homem e a mulher se tornam pais não porque a natureza  lhes permite, mas porque assumem o filho como obra de Deus, como um projeto existencial. Quando isto acontece a ser mãe e ser pai é uma vocação, é uma vocação.

Pe. Mário Pizetta, ssp

Pároco

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