Abandonar o secundário para alcançar o essencial

O 17º domingo do tempo comum, ano A, nos apresenta as últimas três parábolas: O tesouro escondido, a pérola, e a rede. Elas nos fazem olhar para o que é fundamental em nossa vida, vem nos alertar sobre quais valores pautamos as nossas ações. A do tesouro, por exemplo pode representar aqueles que buscam aprofundar-se em tudo o que fazem, estão sempre a caminho. Rejeitam a tudo o que os acomoda. Vamos olhar a pérola, para isso nos inspiramos nos colecionadores, quanto mais valiosa a pérola, maior investimento para adquirí-la e  mais valor tem sua coleção, assim é a vida humana. Sobre a rede. O pescador, não  importa a quantidade, mas a qualidade do pescado, por isso a seleção. Na existência humana, constatamos que existem diversas maneiras de se posicionar: uns se acomodam, outros mais ativos, saem a procura de algo  mais valioso. Tudo é uma questão de busca. As três parábolas imprimem um carácter de dinamismo e discernimento.

Na primeira leitura, o Senhor, pede a Salomão que peça tudo o que desejar. Salomão, com humildade, afirma que ainda é um adolescente, e percebendo a realidade que tem ao seu redor e  pela frente,  pede que o Senhor lhe dê um coração compreensivo, capaz de governar o seu povo e discernimento entre o bem e o mal. Diante disso o  Senhor não só lhe atende,  mas tornará o seu  coração sábio e inteligente como nenhum outro. Vemos que Salomão não pede nada para si mesmo. Pede dons para  exercício de sua missão. Deus não deixa de atender os que pedem para os outros e também  oferece os instrumentos para aqueles que são seus chamados (cf. Rs 3,5.7-12).

No evangelho encontramos o relato da três parábolas: Duas delas reforçam a capacidade de discernimento permanente: optarmos sempre por aquilo que é mais valioso, mais fundamental. As parábolas falam também do dinamismo que o cristão necessita imprimir em sua caminhada de fé. Ser dinâmico é não se acomodar, mas colocar-se em marcha, arriscar, procurar. O tesouro  e a perola é Cristo. Somos felizes quando sentimos que caminhamos com ele; “ A minha alma anseia pelo Senhor”. A parábola da pesca nos remete ao nosso final de existência (cf. Mt  13,44-52)

Na segunda leitura, Paulo, falando aos romanos, vai afirmar que:  “tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus”. De fato, esta verdade a constatamos ao nosso redor. Todos os que nele confiam encontram vida. Podem até passar momentos difíceis, mas tudo superam. Sentir-se amado de Deus é uma alegria extraordinária (cf. Rm 8,28-30). Algumas questões para o nosso viver:

a. Quais são os tesouros que procuramos e as pérolas preciosas que estamos acumulando. Somos pessoas que procuram imprimir em sua  caminhada valores que levam a um maior  sentido para o seu viver.

b. Proponho um exercício para esta semana: Observar todas as  pessoas, ao meu redor, que são felizes. Sem invadir a privacidade de ninguém, tente descobrir as razões dessa alegria.

Por fim, vamos intensificar as orações para que Deus nos livre desse mal que estamos passando e que tanto mal tem provocado em muitas famílias.

Pe. Mário Pizetta,ssp

Pároco

Fechar Menu