Trigo e Joio Separados na Colheita

O 16º domingo do tempo comum, ano A, continua centrado nas parábolas. Hoje são apresentadas mais três: do trigo e do joio, do grão de mostarda e do fermento. Ficamos apenas na do trigo e do joio. Uma lição da paciência e misericórdia Deus, onde o tempo é a oportunidade que recebemos para abandonar a vida que não é agradável a Deus. Este domingo nos ajuda a entender como é a dinâmica do Reino dos céus. A lógica de Deus é a misericórdia. Deus não quer a eliminação de ninguém, Deus quer a conversão. Ele é a favor da vida. Vejamos:

A primeira leitura, do livro da Sabedoria, mostra a palavra do sábio, reconhecendo  que Deus cuida de todas as coisas. No mundo criado Ele mostra a sua força, que vem de sua justiça. Os que não o reconhecem  e não crerem nele,  passarão por grandes dificuldades, todavia aqueles que crerem  encontrarão a clemencia,  a benevolência e o perdão dos dos pecadores (cf. Sd 123,13.16-19).

O evangelho  narra que os operários foram até o patrão e disseram que havia nascido o joio, e perguntaram por que havia joio junto ao trigo e   pediram para arrancar. O patrão, disse que era para deixar crescer um e outro e no final separar o trigo do joio. O reino dos céus não é um clube, uma associação,  onde nele participam apenas bons ou maus, justos ou injustos, santos ou pecadores. O bem e o mal convivem juntos. Às vezes somos tentados a querer eliminar os maus. Na parábola, o patrão  é Deus, que usa de misericórdia, dá tempo ao errado para se corrigir. Deus não quer a morte das pessoas mas a vida (cf. Mt 13,24-30).

A segunda leitura, Paulo vai falar da ação do Espirito Santo que recebemos no Batismo, afirmando que Ele conhece verdadeiramente o que precisamos, porque  penetra dentro do coração humano e sabe o que é útil. Deixar-se guiar pelo Espírito é sinal de sabedoria. Ele  vem em ao encontro das fragilidades humanas, pois nós nem sempre sabemos pedir  (cf. Rm 8,26-27). Possíveis lições para este domingo:

a. Não vivemos numa sociedade perfeita, nela existe o conflito permanente entre o fazer o bem e evitar o mal. Não somos juízes dos outros. Aos bons cabe a paciência e o exemplo para que o  joio possa se transformar, mudar de vida. Na vida somos mais propensos a condenar do que ajudar quem não está no caminho certo. Esquecemos que o mal está sempre perto de nós, e qualquer vacilo humano, ele entra e faz grandes estragos. Por isso a importância da vigilância, do caminho da oração. Poucos, permanecem no bem. Aqui poderíamos trazer para a nossa atualização aqueles que defendem a pena de morte: ”quer que arranquemos o joio?”. O mal nunca vence o bem.

b. Uma segunda aplicação: Precisamos reconhecer e colocar mais Deus em nossa vida. Dar mais atenção a presença do Espirito. Proponho nesta semana fazermos um exercício, para depois transformá-lo  num hábito: Diante de qualquer situação, nos perguntar sempre: o que o Espirito nos diz em cada momento.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco

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