Simplicidade e humildade, os caminhos para reconhecer Deus

Neste 14º quarto  domingo do tempo comum, ano A, veremos a relação profunda existente entre Jesus, Filho de Deus, e o Pai. Temos portanto uma visão trinitária. Deus não é apenas criador, é sobretudo Pai.  Se manifesta no Filho e no Espirito Santo.

“Ninguém conhece o Pai senão o Filho, a quem o filho quiser revelar”. Jesus é o revelador do Pai. Jesus, neste domingo, nos ensina que o caminho para reconhecer a Deus de Pai é através da humildade e da mansidão.

Na primeira leitura, lemos  Zacarias. Este livro é escrito lá pelo ano de 300 a.C. A linguagem é de um tom profético, anuncia a vinda de um Messias, daí  a convocação dos habitantes de Jerusalém para se alegrarem com a chegada desse Messias, que é identificado  como Rei e Pastor. Todavia,  Ele  vem de modo diferente, vem montado humildemente num jumento,  dispensa os cavalheiros, os carros. Acima de tudo  Ele é manso, humilde, justo e vem salvar e  libertar. Eliminará tudo o que sinal de violência, opressão por isso Jerusalém deve alegrar-se. Diferente de nossos onde as autoridades chegam com grandes aparatos de segurança, assessores (cf. Zac 9,9-10).

No evangelho, encontramos Jesus afirmando que as grandes revelações do Reino, não são dadas aos sábios deste mundo mas elas  passam pelos caminhos dos pequenos, ou seja, dos humildes. Aos sábios não porque muitas vezes julgam-se autossuficientes, plenos, mas os humildes abrem o coração. As coisas de Deus passam pela estrada da humildade. Vejamos o exemplo de Maria. “Ele olhou para a humildade de sua serva” e de muitos outros santos a e santas. “quero fazer as atividades mais insignificantes do Carmelo, dizia Santa Teresinha. Neste domingo, Jesus, também, faz um apelo a todos que se encontram cansados e abatidos, para segui-lo, que o cansaço e o abatimento  seriam vencidos. ”Vinde a mim todos vós que estais cansados e abatidos sobre o peso dos vossos fardos, eu vos darei descanso”, “Tomai  sobre vós o meu jugo”. O que nos leva ao cansaço é quando vivemos segundo o espirito da carne, satisfazendo nossas paixões e buscando nossas vaidades. Quando temos dentro de nós o Espirito de Deus nossas forças se movem para outros rumos (cf. Mt 11,25-30).

Na segunda leitura, Paulo aos romanos, vai nos explicar a diferença entre viver segundo a carne e viver segundo o espirito. Vivemos segundo o Espirito quando Cristo habita em nós. E conheceremos a vida,enquando que o espirito do mundo nos leva a morte. Cabe a cada um de nós escolher (cf. Rm 8,11-13) Lições para os nossos dias:

a. A primeira aplicação podemos tirar da primeira parte do evangelho da relação  de Jesus com o Pai: Somos filhos amados de Deus- Pai. Por isso quando chamamos Deus de Pai, é porque somos seus filhos. Para sermos filhos e filhas de Deus precisamos fazer a sua vontade. Como filhos precisamos carregar a nossa cruz de cada dia e realizar um caminho de mudanças.

b. Outro aspecto, também vem da segunda parte do evangelho: Quando estamos cansados, tristes procuramos saídas nem as melhores. Hoje, Jesus nos convida a tomar seu jugo, que é leve, suave. Nossas confusões mentais, nossos cansaços, perturbações encontram alívio em Jesus. O caminho mais curto e mais sábio nos momentos de crise é a oração.

c. Uma última lição que podemos tirar deste domingo é um questionamento que vem de Paulo: O que é que nos guia: o espirito da carne ou do Espirito. Vamos recordar o espirito da carne te leva a morte, mas o espirito de Deus te leva avida.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco

Fechar Menu