Dois fiéis seguidores de Jesus.

Neste domingo, o 13º do tempo comum, ano A, nos coloca diante de dois personagens humanos que nós admiramos muito e que se tornaram os grandes pilares de nossa Igreja: São Pedro e São Paulo. Cada um de seu modo, deu o seu grande contributo ao seguimento de Jesus e na propagação da Igreja pelo mundo. Pedro, o escolhido de Jesus para organizar a Igreja, juntamente com os discípulos. Paulo,  mesmo não sendo do grupo dos 12 discípulos, foi o grande apóstolo, que não conheceu Jesus pessoalmente, a não ser em visão. Tornou-se o maior propagador do cristianismo. Na imagem de Pedro, lembramos o nosso querido Papa Francisco, o seu sucessor. Em Paulo recordamos todos os missionários(as) que deixando suas terras imitaram Paulo nos caminhos da evangelização.  Vejamos como as leituras nos ajudam a compreender esta realidade.

Na primeira leitura, o livro dos Atos, relata uma  triste realidade: autoridades  que perseguem os apóstolos. No entanto, vemos a mão de Deus, que acompanha e liberta Pedro. Evidenciamos aí dois elementos importantes:  o sofrimento e a mão de Deus sobre seus escolhidos. Recordemos que no domingo passado víamos quanto era dura a vida do profeta. Temos aí uma certeza: Deus não abandona quem os serve (At 12,1-11).

No evangelho, voltamos a novamente  figura  de Pedro, que confessa quem é Jesus: Tu és o Messias. Diante desta confissão, recebe de Jesus as chaves, que quer dizer, o poder, quem tem as chaves tem o poder. As chaves nós deixamos com aqueles que demonstram confiança, é assim o nosso procedimento(cf. Mt 16,13-19). Como dissemos na introdução, hoje rezamos pelo nosso querido Papa Francisco, que está trazendo a Igreja para mais perto dos seus filhos e filhas,  mostrando-nos que todos nós, que cremos,  formamos uma família, onde se pede participação e  comunhão. Desta  Igreja fazem parte todos os que seguem os ensinamentos deixados por Jesus.

Na segunda leitura, fixamos o nosso olhar a Paulo, que escrevendo a Timóteo, faz um balanço de sua vida, descreve alguns aspectos muito úteis: percebe que o término de sua missão está chegando ao final. Paulo lembra que ele lutou: “combati o bom combate”: não se omitiu, não se acomodou: guardou a fé, isto é,  foi perseverante, foi fiel. Um outro aspecto lembrado de Paulo, é que  reconhece a presença de Deus na sua vida, dando forças na missão (cf. 1Tm 4,6-8.17-18). Proponho duas lições para os nossos dias, uma de Paulo e outra de Pedro:

a. Paulo nos dá uma orientação para chegarmos ao fim da vida de uma forma feliz, e sentirmo-nos realizados:

     “Combati o bom combate”, quer dizer enfrentar a vida de frente, não ter medo das dificuldades, ser uma pessoa proativa, ir ao encontro da vida não esperar que a vida venha até você, não ser omisso, ter consciência de estar dando a sua colaboração. Guardar a fé: Ser fiel no que você acredita, não acomodar-se. Viver intensamente as próprias convicções.  Manter-se firme, não se deixar  levar por fatores adversos. Confiar na presença de Deus.

b.  Pedro, responde a Jesus com firmeza. “ Tu és o Messias”. O modo como confessamos Jesus é o que dá sustentabilidade em nossa caminhada de pessoa e da comunidade. A resposta de Pedro não podia ser uma resposta evasiva. Tinha que ser convicta. Pedro mostrará ao longo de sua vida que sua casa foi construída sobre a rocha. Sigamos em frente, mantendo-se firme na fé em Cristo Jesus. Gradativamente, depois desta triste realidade vivida por todos nós, vamos voltar a celebrar nossa vida cristã e buscarmos forças para enfrentar este novo que está nascendo desta pandemia.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco

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