“Eu sou o caminho, verdade e a vida”: nada nos deve pertubar

“Eu sou o caminho, verdade e a vida”: nada nos deve pertubar

Estamos no 5º domingo da Páscoa. No decorrer dos quatro primeiros domingos contemplamos Jesus Ressuscitado, agora precisamos viver a fé, neste, que não está mais no meio  dos mortos, mas dos vivos.

Neste domingo, portanto, Jesus apresenta a sua identidade: “Eu sou o Caminho a Verdade e a Vida”, e faz  uma  forte advertência aos discípulos: “ Não se perturbe o vosso coração!”. Direcionamento, nada a temer, e avante. Palavras mais do que fortes neste tempo de dificuldades, inseguranças, medo. Vejamos as leituras:

Na primeira leitura, Lucas, depois de ter relatado as maravilhas da comunidade cristã nascente,  ter constatado  que o número de pessoas daqueles que seguiam Jesus havia crescido, passa a relatar alguns problemas:  o atendimento às pessoas necessitadas, as viúvas de modo especial. Tudo não poderia ser feito pelos apóstolos, havia necessidade de alguém da comunidade assumir alguns serviços. Por isso resolveram escolher entre os membros  do grupo, alguns que pudessem dar atendimento às necessidades das pessoas, deixando os apóstolos livres para a pregação (cf. At 6,1-7). Surge portanto, os diáconos, um serviço eclesial. Com isso , vamos percebendo a importância da participação das pessoas na vida da comunidade, que não é um agrupamento de pessoas, mas um grupo, fundamentado no Cristo ressuscitado, unido e  caminhando  na solidariedade e fraternidade. A verdadeira comunidade não pode revestir-se de individualismo, competitividade.

João, no evangelho de hoje, nos mostra que Jesus,  depois da ceia, despede-se dos discípulos e os adverte:: que sua partida não os perturbasse, porque na casa do Pai havia muitas moradas e o caminho para chegar a esta morada era preciso crer nele, manifestar fidelidade, ter compromisso, porque Ele era o Caminho, Verdade e Vida (cf. Jo 14,6). Nosso fundador, Pe. Alberione, quiz que nos altares das comunidades Paulinas estivesse sempre escrito: “Não temais, eu estou convosco”, para dizer aos seus filhos e filhas que quando caminhamos nos seus caminhos e nos esforçamos para viver a sua vida estamos sempre seguros (cf. Jo 14,1-12).

Na segunda leitura, Pedro convida a comunidade a aproximar-se de Jesus, pedra viva que foi rejeitada pelos homens. Lembra ainda que todos nós fazemos parte deste grande edifício, onde temos Jesus como nosso fundamento, a pedra angular rejeitada pelos construtores”(1Pd 2,4-9). Olhando para as leituras que aplicações  podemos tirar:

1. Este tempo difícil que estamos vivendo nos faz olhar para o ressuscitado e não termos medo, afastar de nós todo sentimento negativo, pessimista, aliás, dizem os que estudam nossa mente que  quando carregamos cargas negativas nosso corpo está propenso a assumir doenças. Portanto seguindo nos caminhos de Jesus encontraremos forças, nossa vida será carregada de esperança  para superar todos os obstáculos possíveis. Nada, neste mundo deveria nos perturbar, nem mesmo a morte. Antes, todos estes fatos devem se transformar  em lições para a humanidade. É sempre um sinal de sabedoria aprender das nossas fraquezas. As pandemias são como luzes que se ascendem no horizonte para que o homem reveja, repense o seu modo de viver. Escutava de alguém outro dia: que bom este silêncio!, que tempo precioso!, o ar tornou-se mais puro, os pássaros voltaram. Lembrar de que tudo o que aqui existe foi colocado para o bem do homem. Quando nós utilizamos mal o que Deus deixou gratuitamente, vamos ter consequências muito graves, como  estamos vendo hoje. Deus criou o mundo para o homem, mas o ser humano não está sendo um colaborador de Deus.

2. Precisamos  reconhecer mais Jesus como o Caminho, a Verdade e a Vida, porque Jesus é a pedra que os construtores rejeitaram e tornou-se a pedra angular. Uma pergunta que resta: onde colocamos as nossas seguranças?

3. Uma terceira aplicação  para nossa vida vem da primeira leitura: Lucas nos domingos que passou nos  mostrou como nasceu e se desenvolveu a comunidade  cristã. Hoje, Lucas, nos inspira a sermos uma  Igreja viva onde cada pessoa que dela faz parte, necessita sentir-se coresponsável por ela e pelos irmãos. A fé é um dom que se manifesta no serviço aos irmãos.

Neste domingo, rezamos pelas mães, aquela criatura que está sempre ao nosso lado, como dizia Abraham Lincoln: “Tudo aquilo que sou ou pretendo ser, devo a um anjo, minha mãe”, ou ainda, “aquela que tem as palavras certas, nos momentos incertos”. Que tem olhos que enxergam o que muitas vezes não vemos, que ensina amar mesmo quando tudo é contrário. Nossa gratidão a todas as mães que dão exemplo e ensinam seus filhos a buscarem o caminho de Deus.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco

Fechar Menu