23 de abril Memória Facultativa de São Jorge, mártir

23 de abril Memória Facultativa de São Jorge, mártir

De São Jorge possuímos só os Atos do Martírio e mais precisamente sua Paixão. A Igreja do Oriente o chama de Grande Mártir e todos os calendários cristãos incluíram-no no elenco dos seus Santos. São Jorge, além de haver dado nome a cidades e povoados, foi proclamado padroeiro de cidade como Gênova, de regiões inteiras espanholas, de Portugal, da Lituânia e da Inglaterra, com a solene confirmação, para esta última, do Papa Bento XIV.

Este culto extraordinário tem origens muito remotas uma vez que seu sepulcro em Lídia, na Palestina, onde o Mártir foi decapitado no ano 300, era alvo de peregrinações já na época das Cruzadas. Foi condenado à morte por ter renegado aos deuses do Império. Os algozes infligiram-lhe no corpo os mais atrozes tormentos. Ele parecia de ferro. Diante de sua invicta coragem e de sua fé, a própria mulher do Imperador se converteu. Muitos cristãos, amedrontados diante dos carrascos, encontraram a força de dar o testemunho a Cristo com o extremo holocausto de suas vidas. Por fim, também São Jorge inclinou a cabeça sobre uma coluna e uma espada super afiada pôs fim à sua jovem vida.

A imagem de todos conhecida, do cavaleiro que luta contra o dragão, teve sua origem assim: um horrível dragão saía de vez em quando das profundezas de um lago e se atirava contra os muros da cidade trazendo-lhe a morte com seu mortífero hálito. Para ter afastado tamanho flagelo as populações do lugar lhe ofereciam jovens vítimas, pegas por sorteio. Um dia coube à filha do Rei ser oferecida em comida ao monstro. O Monarca, que nada pôde fazer para evitar esse horrível destino da tenra filhinha, acompanhou-a com lágrimas até às margens do lago. A Princesa parecia irremediavelmente destinada a um fim atroz, quando de repente apareceu um corajoso cavaleiro vindo da Capadócia. Era São Jorge.

O valente guerreiro desembainhou a espada e, em pouco tempo reduziu o terrível dragão num manso cordeirinho, que a jovem levou preso numa corrente, até dentro dos muros da cidade, entre a admiração de todos os habitantes que se fechavam em casa, cheios de pavor. O misterioso cavaleiro lhes assegurou, gritando-lhes que tinha vindo, em nome de Cristo, para vencer o dragão. Eles deviam converter-se e ser batizados.

Ó Deus, celebrando o vosso poder, nós vos pedimos que São Jorge seja tão pronto em socorrer-nos, como o foi em imitar a paixão do Senhor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

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