Bem Aventurados os que creram sem terem visto

Neste segundo domingo da Pascoa, o dia da Misericórdia, nos traz  profundos ensinamentos:

Nos Atos dos Apóstolos, temos o testemunho, não mais de uma pessoa, mas da comunidade. E são os sinais que ela faz que aproximam as pessoas de Deus: “ eram perseverantes em ouvir a palavra dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão, e nas orações”(At 2,42s). Portanto, tudo começa a mudar quando escutamos a Palavra. Os gestos  concretos constituem-se respostas que  a palavra faz em nós. Já é velho e batido o jargão: “O mundo muda, quando as consciências mudam”.

No evangelho, temos duas aparições de Jesus, a primeira quando Tomé, não está,  e a outra, com a presença de Tomé. Na primeira, Jesus saúda os discípulos: “A paz esteja com vocês!”. A paz é um dos primeiros frutos do Ressuscitado. Jesus também  sopra sobre cada um e diz:  “Recebei o Espirito Santo”. Receber o Espirito Santo é caminhar com a certeza de que não estamos sozinhos. Depois, os discípulos informam a Tomé que eles viram o Senhor. Jesus aparece novamente, Tomé está presente. Jesus saúda a todos, repetindo as palavras: A paz esteja com vocês. Jesus pede a Tomé que o toque nos sinais das chagas, sinta a sua presença. Jesus fala duro: “Tomé não seja incrédulo, mas fiel”(cf. Jo 20,19-31). Crer sem ver, eis o desafio, e sinal de quem tem fé. A fé nos faz enxergar além dos nossos olhos.

Na segunda leitura, Pedro louva ao Senhor pela sua grande misericórdia que teve pela humanidade, pela ressureição de Cristo, que criou uma nova esperança, incorruptível e sem mancha. Pedro também exorta a comunidade pela fé, que mesmo sem ter visto o Cristo, conservam-se firmes nesta caminhada.

Pe. Mário Pizetta, ssp

Pároco

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