02 de abril Memória Facultativa de São Francisco de Paula, eremita

02 de abril Memória Facultativa de São Francisco de Paula, eremita

Quem já atravessou o estreito de Messina terá perguntado por que um dos ferry-boat traz o nome na proa: São Francisco de Paula. Há cinco séculos um Frade muito magro pelos jejuns e longa viagem pediu em vão para todos os barqueiros o favor de o transportarem do outro lado. Como todos se recusassem ele estendeu o seu velho manto sobre a água e velejou para o outro lado até o Porto de Messina.

O prodígio valeu ao Frade a fama de milagroso e no futuro o título de santo padroeiro dos marinheiros. A vida toda deste grande Santo está repleta de milagres. Viveu num ambiente de honrarias e ambições, mas não se corrompeu. Sua fama ultrapassou os Alpes e o próprio Rei da França, Luis XI, exigiu que o Papa lhe mandasse o Santo calabrês para curá-lo de uma grave doença.

O humilde Frade, avisado por um mensageiro do Papa, saiu com destino a Paris. O soberano não queria morrer, mas o Santo conseguiu reconciliá-lo com Deus e fazê-lo aceitar a morte. Antes de morrer, Luis o nomeou diretor espiritual do seu filho e sucessor, Carlos VIII.

Francisco nasceu na Calábria, Itália, em 1416. Foi o mais jovem fundador de Ordem Religiosa. Aos 18 anos vestiu o hábito franciscano, mas depois de dois anos já havia desaparecido. Após alguns anos um caçador o descobriu. A fama da santidade e dos milagres atraiu numerosos jovens desejosos de seguir seu exemplo. Fundou o Mosteiro de Cosenza de São Francisco de Assis (Ordem dos Mínimos).

Aos três votos de pobreza, castidade e obediência acrescentou um quarto, o do jejum quaresmal, da quarta-feira de cinzas até sábado santo: pão, peixe, verdura e água. As duras penitências não lhe abreviaram a vida: 91 anos. Morreu na sexta-feira santa, 2 de abril de 1507. Foi canonizado em 1519, apenas a doze anos da morte.

Ó Deus, que exaltais os humildes, vós elevastes à glória dos vossos santos São Francisco de Paula. Auxiliados por seus méritos e seguindo o seu exemplo, possamos alcançar o prêmio que prometestes aos humildes. Por nosso Senhor, Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Hugo de Grenoble foi um dos artífices na fundação dos cartuxos (Grande Cartuxa), pois mesmo sendo Bispo, planejava em seu coração recolher-se no silêncio de um mosteiro. Assim, trocou alegremente o báculo pelo hábito dos monges cartuxos. Foi ele que acolheu São Bruno e deu-lhe a montanha da Cartuxa. Aí ele repetiu o milagre de Moisés: fez jorrar água da rocha. Morreu em Grenoble, rodeado de seus amigos cartuxos em 1132. Dois anos depois, já estava inscrito no livro de ouro dos Santos.

Deus, nosso Pai, também hoje nos chamais a dar testemunho da vossa bondade e da vossa misericórdia no meio dos homens. Libertai os nossos corações da insensatez e da lentidão para crer no que vosso filho Jesus revelou: o mistério da sua paixão, morte e ressurreição. Permanecei conosco, Senhor, conduzi-nos à fraternidade, à reconciliação. Amém.

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