28 de março – Santa Gisela, rainha e abadessa

Nasceu Gisela por volta de 985, filha do Duque Bávaro, Henrique, o Briguento, e de sua esposa, Gisela da Borgonha. Foi a irmã mais nova de Henrique II, de Bruno, depois Bispo de Augsburgo e de Brígida, futura abadessa de Mittelmuenster. Por seus ancestrais, Gisela se relacionou com a Baviera, com a Alemanha e com a Hungria; por isso, alcançou uma especial importância.

Apesar de sentir-se inclinada à vida religiosa, casou-se com Estêvão, filho do Rei da Hungria. Na festa da Assunção Gisela foi coroada e ungida primeira Rainha Cristã dos Húngaros e com ela o seu marido Estêvão, que de fato, converteu-se ao cristianismo por influência de sua esposa. Também por influência dela Estêvão via na obra de conversão dos seus súditos a tarefa principal do seu reinado.

Gisela ajudou na construção e no acabamento de igrejas. Construiu a Catedral de Vezprim, à qual doou ricos feudos. Mandou vir esculturas da Grécia com o encargo de embelezarem as igrejas de Belgrado e Buda Velha. A Rainha também interveio na história dos povos.

A piedosa Rainha teve de fazer grandes sacrifícios. Deus lhe levou o primeiro filho e logo mais uma filha. Duas filhas seguiram os maridos para terras longínquas, e jamais as reviu. Seu filho Américo, que deveria ser o sucessor no trono real, faleceu. A 15 de agosto de 1038, Solenidade da Assunção de Maria, à qual consagrara o país, faleceu o marido Estêvão, que, com o filho, foi canonizado em 1083. Após essa morte, a viúva foi exposta indefesa às mais graves hostilidades da parte dos húngaros nacionalistas pagãos. Confiscaram-lhe os bens, proibiram-lhe de corresponder-se com parentes em países estrangeiros; enfim, prenderam-na e a maltrataram. Depois de vários anos de prisão, foi libertada pelo Imperador Alemão, Henrique III, em 1042.

Gisela voltou para a Baviera e se fez beneditina no Mosteiro de Niedernburg, sendo eleita a terceira abadessa-princesa, governando a Abadia até 7 de maio de 1065, quando morreu, sendo enterrada na capela de Parz da igreja abacial.

Nós cremos, ó Deus, nosso Pai, e pela força do vosso Espírito, cremos que Jesus Cristo é a manifestação do vosso amor no meio de nós. É o Deus-conosco. É nele que vós nos revelais o sentido de nossa vida: romper com as vossas forças as cadeias do egoísmo, e abrir nossos corações para acolher os nossos irmãos! Amém.

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