15 de março – Santa Luísa de Marillac, religiosa

15 de março – Santa Luísa de Marillac, religiosa

O encontro de Luísa de Marillac com Vicente de Paulo, no fim de 1624, determinou uma trajetória diferente no exercício da caridade e na vida religiosa. São Vicente dizia às Filhas da Caridade: “Vocês têm por mosteiro a casa dos enfermos, por cela um quarto alugado, por capela a igreja paroquial, por claustro as ruas da cidade, por clausura a obediência, por grade o temor de Deus, por véu a santa modéstia”. Aí está o perfil de Santa Luísa, co-fundadora das Filhas da Caridade em 1633. São Vicente dizia: “Só Deus sabe a força de alma que ela possui”.

Nascida em 1591, era filha de Luís de Marillac, pequeno nobre francês e conselheiro do Parlamento, teve infância tranquila. Morrendo o pai, ela com 14 anos, foi tirada do colégio e entregue a uma senhorita para que esta completasse a sua educação. Essa jovem, talvez sua mãe, encaminhou-a ao trabalho. Então Luísa conheceu sua origem e sofreu muito. Queria ingressar na vida religiosa, mas os parentes decidiram diversamente. Teve de se casar com o Secretário de Maria de Médicis, Antônio Le Gras com o qual teve um filho, Miguel. A longa enfermidade do marido e as inúmeras dificuldades financeiras que sobrevieram abalou a harmonia do casal. Estiveram a ponto de separar-se. Os frequentes contatos com São Francisco de Sales, começados em Paris em 1618, ajudaram-na a superar este período. Depois São Vicente de Paulo associou-a à fundação das Filhas da Caridade. Em 1625 morreu o marido e o filho Miguel entrou no seminário. Luísa pôde receber as primeiras jovens que formaram o primeiro núcleo das Damas da Caridade. Por 35 anos ela esteve ao lado dos idosos abandonados, dos doentes anormais, dos desiquilibrados e marginalizados pela sociedade. Morreu no dia 15 de março de 1660, poucos meses antes de São Vicente de Paulo, de quem aprendeu o espírito de simplicidade na vida interior e o amor prático. Foi canonizada em 1934. Em 1960 o Papa São João XXIII a proclamou patrona das Assistentes Sociais.

Palavras de Santa Luísa de Marillac: “Em nome de Deus, minhas caras irmãs, sede afáveis e doces com os pobres. Recordai-vos de que eles são nossos Mestres e que os devemos amar ternamente e respeitá-los. Não basta que esses sentimentos se mantenham em nosso espírito, é necessário testemunhá-los concretamente com gestos caridosos e doces”.

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