6 de janeiro – Solenidade da Epifania do Senhor

6 de janeiro – Solenidade da Epifania do Senhor

A origem oriental desta solenidade está implícita no significado da palavra grega Epifania – revelação, manifestação – da divindade de Cristo ao mundo pagão através da adoração dos Reis Magos, que segundo a tradição eram três: Gaspar, cujo nome significa “Aquele que vai inspecionar”; Melquior, que quer dizer “Meu Rei é luz” e Baltazar, que se traduz por “Deus manifesta o Rei”. Tudo indica que os Magos eram astrólogos procedentes da Babilônia, a terra da astrologia por excelência. São os padroeiros dos astrofísicos.

O episódio dos Reis Magos é hoje lembrado pela liturgia, constituindo sinal do chamado para a salvação de todos os povos. O ciclo natalício encerra-se com a Epifania, que dá ao mistério da Encarnação a nova dimensão do plano divino de salvação universal.

Do mistério da Epifania também se pode deduzir uma lição de humildade, conforme as palavras do Papa São Leão Magno: “É essa forma de humildade que nos ensina o Salvador menino adorado pelos reis magos. Para demonstrar a glória que está preparada para seus seguidores, ele consagrou com o martírio as crianças nascidas (como ele) em Belém, para que ficassem igualmente a ele associadas, tanta nessa idade como na Paixão”.

Os presentes ofertados ao Menino Jesus pelos Reis Magos – ouro, incenso e mirra – simbolizam as riquezas e os perfumes da Arábia, oferecidos como tributo ao Rei dos Reis, Jesus. Os Padres da Igreja veem no ouro o símbolo da realeza de Jesus; no incenso, a sua divindade; e na mirra, a paixão de Cristo.

Ó Deus, que hoje revelastes o vosso Filho às nações, guiando-as pela estrela, concedei aos vossos servos, que já vos conhecem pela fé, contemplar-vos um dia face a face no céu. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém

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