18 de dezembro – Santos Rufo e Zózimo

18 de dezembro – Santos Rufo e Zózimo

“Eu vos exorto a obedecerdes e a exercerdes a vossa paciência, aquela que tendes visto com vossos próprios olhos, não só nos bem-aventurados Inácio, Rufo e Zózimo, mas também em outros vossos concidadãos, no próprio Paulo e nos outros apóstolos. Estejam certos de que todos estes não têm corrido em vão, mas na fé e na justiça, que eles estão juntos do Senhor, no lugar que lhes é devido pelos sofrimentos que suportaram. Porque eles não amaram o século presente, mas Aquele que por nós morreu e que para nós foi ressuscitado por Deus”. Esse maravilhoso apelo foi feito por são Policarpo aos cristãos filipenses.

Filipos era uma célebre cidade da Macedônia, nos limites com a Trácia, que extraiu o nome de Filipe II, pai de Alexandre Magno. O cristianismo tinha sido levado aos filipenses pelo próprio são Paulo: era a primeira comunidade por ele fundada em solo europeu, e talvez também por isso a comunidade dos filipenses esteve sempre mais perto do seu coração, como mostram as várias expressões da carta que são Paulo lhes escreveu da prisão romana, ou com maior probabilidade de uma prisão de Éfeso.

Policarpo, citando são Paulo, estava certo de tocar o coração daqueles cristãos, como já havia feito nomeando aquele outro campeão que foi santo Inácio de Antioquia. Este tinha se apresentado aos filipenses acorrentado durante a sua marcha de transferência para Roma, onde, segundo o seu desejo, tornar-se-ia o trigo de Cristo, triturado pelos dentes das feras.

Pois é precisamente nesta excepcional companhia de santo Inácio e de são Paulo que vêm colocados os santos Rufo e Zózimo. Destes o Martirológio Romano refere, com um juízo que depende do historiador santo Ádon, que eles estiveram entre aqueles discípulos que fundaram a primitiva Igreja entre os judeus e os gregos.

Glória ao Pai, ao Filho, e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

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